Porque a publicidade pode ser uma arte…

Não sei se já vos disse… Gosto de publicidade. Em televisão, em jornais e em rádio. Gosto da capacidade criativa de quem tem de transmitir uma ideia em poucos segundos, seja na rádio ou na televisão, ou num piscar de olhos, nos jornais. Numa imagem, numa frase ou num som.

Os autores de anúncios e spots publicitários têm uma missão complicada. Também para eles a vida é difícil e exigente. Há que ‘vender’ um objecto, um serviço, uma ideia em muito pouco tempo – ou espaço. É essencial atrair a atenção de quem vê ou ouve. É uma arte. Como em todas as artes, há os bons artistas, os ‘mais ou menos’, os fraquinhos e os outros. Mas é uma arte diferente daquela que encontramos nos museus. Para essa, se quisermos, há algum tempo para apreciar, para digerir. Na publicidade, por norma, não. É tudo muito rápido. Tem de ser rápido.

Há que contar uma história ‘num instante’. Não é coisa banal, acreditem.

Admito que, até ver, não sou grande apreciado da publicidade feita para o meio internet. Ainda não houve muitos anúncios capazes de me chamar a atenção. É um meio mais complexo para a riqueza criativa da publicidade, reconheço. Além de que as grandes empresas do sector não foram ainda suficientemente cativadas a trabalhar a componente publicitária para o online, com as suas potencialidades mas também limitações. Quando o fizerem, haverá, estou certo, melhores anúncios.

Serviu tudo isto para introduzir a campanha que a Sociedade Ponto Verde está a promover. Há diversos spots mas aquele que é apresentado nos cinemas acaba por ser o centro de todas as atenções, por reunir um pouco de todos os outros e, acima de tudo, por um final brilhante, que vale a pena apreciar.

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