A notícia de que a decisão final sobre o TGV ficaria para o próximo governo, foi a medida mais inteligente que tomou este governo (a seguir à substituição de Correia de Campos). Ainda assim, peca por tardia e por apenas ter sido tomada em consequência dos resultados eleitorais, o que prova que não foi por sensatez, mas por taticismo eleitoral.
De qualquer forma, é preciso mesmo saber se os compromissos até agora tomados, não implicam grandes indeminizações, caso o projecto seja abandonado. Já aconteceu o mesmo recentemente com outras obras que foram abortadas.
Também a propósito do TGV, ao contrário de alguns notáveis, não sou a favor da suspensão do projecto. Sou totalmente contra a sua realização. Só pode pensar em TGV quem, das duas uma: ou nunca andou nem sabe o que é o Alfa Pendular, ou vai beneficiar (financeiramente) com a realização desta grande obra.
Já agora, e por causa desta certeza em Abril 2009, o Ministro Mário Lino leva mais 3 pontos para a Superliga “incompetente-mor”
* Luís Melo é leitor do Aventar






O tacticismo eleitoral é um “must” de todos os anos eleitorais. Se não fossem as “grandes obras” seriam outros projectos. Estes estavam à mão e custam caro.
Estes projectos num enquadramento como o actual são um crime. Grande parte dos portugueses vai empobrecer nos próximos anos, o país não tem capacidade para pagar o que deve e muito menos com todos estes milhões que a virem, vêm lá de fora.São precisas obras de proximidade, que dão trabalho imediaro, criam riqueza, têm um efeito de arrastamento da indústria do país.