O buraco ainda não tem fundo

No escasso prazo de um dia, cerca de 300 pessoas perderam o emprego ou estão muito perto disso, em três unidades empresariais de diferentes sectores. É mais uma má notícia a juntar a tantas outras. Mas é uma má notícia que preocupa muito. Não sou economista mas tenho ideia que a vaga de grandes despedimentos já deveria ter terminado. Os reajustamentos internos das empresas desequilibradas já deveriam ter ocorrido, os acertos principais deveriam estar feitos. As adaptações deveriam estar concluídas ou em vias disso. Tudo suposições.

Enquanto parte da União Europeia começa a dar sinais, ainda que ténues, de recuperação, Portugal continua, também aqui, na famosa cauda da Europa. Nada de mais, já estamos habituados.

A crise não passou, claro, nem vai passar tão cedo. Quando a Europa estiver a recuperar de forma sólida nós ainda vamos estar a pensar qual será o melhor momento para, por fim, deixar os maus dias no passado. Talvez lá para 2011.

Hoje, ficamos ainda a saber que a economia portuguesa deverá recuar 4,5 por cento este ano e em 2010 continuará em terreno negativo. São números da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico. O desemprego, dizem, deverá atingir os dois dígitos: em 2009, a taxa de desemprego deverá subir para os 9,6 por cento para no ano seguinte chegar aos 11,2 por cento. Confirmem-se ou não estas estimativas, o cenário não é risonho.

Continuamos a enfiarmo-nos num buraco muito fundo e são cada vez menos as escadas para sair dele.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Esta opção é a todos os títulos muito estranha.Prefere-se fechar as empresas e dar os subsídios aos desempregados.

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