Na América, promíscuo é uma espécie de cogumelo…

Estava eu trabalhar e a ouvir a minha playlist aleatória de mp3 e cai-me no ouvido Amérika dos Rammstein… logo de seguida, This is not America de David Bowie. De tarde tinha lido que os “chapéus do filme de Johnny Depp são feitos de feltro português” e que continuam a acontecer coisas perto do Michael Jackson… e agora não-sei-quem, demitiu-se de governadora do Alaska! E então apercebo-me. É verdade! Vivemos todos na América! América, esse país em que os habitantes pensam que promíscuo é uma espécie de cogumelo e ondem nascem todas as teorias da conspiração. Não compreendo muito bem um país como a América. Alguns americanos também não. Eu até gosto dos filmes e das músicas deles, mas quando ficam todos contentes e felizes por entrarem em guerra com outro país não é normal. Levam a guerra tão a sério que até têm taxas de produtividade e de desemprego para as forças armadas. Levam isto tão a sério que neste momento ocupam dois países e guerreiam forças militares inimigas que eles próprios financiaram e que agora não conseguem identificar. Já têm muitos anos de prática neste tipo de conflitos. Mas eu vejo isso como uma forma estranha de promover o conhecimento e fomentar o turismo em países que nunca ninguém ouviu falar. Segundo um estudo realizado pela cadeia de televisão americana THNN (Texas Herald News Network ), o país que 62% dos americanos desejam invadir a seguir é o Djibuti. No entanto, 19% preferiam Palau, porque estão fartos de aventuras no deserto e preferem uma guerra perto do mar para dar alguma visibilidade aos Navy Seals. Não são normais. Nem nas coisas mais normais do mundo, estes americanos são normais. Sempre que ganham um prémio nos reality-shows desatam aos berros “oh my god!!!, oh my god!!!, oh my goood!!!”. E choram, choram e ainda choram mais um bocado e depois gritam outra vez. As “Miss USA” têm sempre um parafuso a menos, ficam felizes quando perdem e são burras como portas antigas. Quando têm uma figura nacional que adoram, mais cedo ou mais tarde acabam por assassiná-la. Quando uma dessas figuras morre, ninguém acredita! Os americanos são incompreensíveis. Eles, os banjos e música country. Que raio é um banjo? E que música é aquela? De certeza que já fizeram uma série sobre assassinos com banjos ou três dúzias de filmes e respectivas sequelas sobre adolescentes que são mortos no Mississipi por um louco com um banjo. O Banjo Diabólico III. Orgulham-se de ser o país n.º1 do mundo, com o maior número de raptos, avistamentos e contactos com ETs. Mesmo noutros países, quem filma OVNIS são americanos de férias. Inacreditável. E depois ainda é mais estranho. Abrem uma empresa, e no ano seguinte, já andam a perguntar quem é o dono e quanto custa a União Europeia. Gastronomia não têm. Só comem hamburgueres, cachorros quentes e nachos com molhos. Ou feijões e puré com ervilhas. Nunca os vi a comerem outras coisas. E só bebem Coca-Cola, Budweiser e Jack Daniels. (apesar de concordar plenamente com a inclusão do Jack Daniels na roda dos alimentos). Ainda há pouco tempo andavam disfarçados de fantasmas a chutar “neegros” para fora dos autocarros e agora chutam outro como “Salvador” para a presidência, mas acham que existe uma conspiração por trás disso e que de facto ele não é negro, mas sim islâmico! Isto é que é rapidez de processos sociais! 4,1 segundos dos 0 aos 100! Em evolução e desenvolvimento, tenho que admitir, são rápidos e bons. Mas preocupa-me um bocado, que este pessoal algo transviado da mente, profundamente paranóico, incoerente e confuso que nasce com o dedo no gatilho e quer “viver” na televisão, tenha acesso a armamentos nucleares. Acho que não deviam estar perto nem de pedras afiadas! Não deviam estar perto de um botão vermelho para destruir o Mundo, nem, aliás, de nada que seja vermelho. Claro que também têm coisas boas. Nesse aspecto, os americanos são espectaculares, porque me “permitem” que eu possa ter as minhas opiniões e a minha liberdade de expressão. Eu e qualquer outra pessoa no mundo. E, segundo o soldado Ryan, porque nos livraram do III Reich. E também nos livraram dos terrorristas todos. E dos Talibans, apesar de ainda não terem conseguido encontrar Bin Laden, o Chefe das Forças Armadas Talibanesas. Ah! E do Fidel Castro. E já agora, porque não?, livram-nos também de filmes europeus que acabam quando ao fim de quatro horas se começa a entender o que se passa e finalmente um actor fala!. E… é só isso. Infelizmente, o que é mau, é mesmo muito mau. E isso é que é pena. Até têm uma bandeira muita catita. Não compreendo. É pena. Encarece-nos o Jack Daniels e obriga-nos a ver telediscos com legendas.

Como os outros países veêm a América e os Americanos:

Como a América se vê a si própria:

Fartei-me de ouvir falar do 4 de Julho, da América, do Alaska, do Joe Berardo a oferecer um emprego e das 29 vezes sobre o Michael Jackson! Já não aguentava mais. Eu sei que são 2 da manhã, mas tinha mesmo de desafabar…

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