É só fazer as contas…

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Sócrates anuncia ainda bolsas de estudo para alunos do 10º ano.
Retirado daqui

Poemas do lusco-fusco

No caminho do teu rosto
junto ao rio dos teus olhos
há sempre uma estalagem
onde paro
para beber um poema.

   (adao cruz)

(adao cruz)

Os idealistas e os oportunistas (ainda a propósito da morte de Palma Inácio)

                                                
Cito Carlyle de memória: «as Revoluções são feitas por idealistas e quem delas se aproveita são oportunistas da pior espécie.»

FALANDO SOBRE TRANSPORTES. AS FALÁCIAS DO MOPTC (3ª PARTE) – II

A renovação de um contrato baseada num projecto virtual

Prosseguindo com a leitura do belo impresso recebido fiquei, desde logo, motivado para uma visita à exposição anunciada na Gare Marítima de Alcântara. Tanto mais que, há muitos anos não revia os painéis do Almada Negreiros que fui encontrar impecáveis na sua conservação, ladeando um ecrã onde passava, periodicamente, um filme de propaganda ou seja, a divulgação deste projecto… virtual.

Resumindo fica-se a saber que o projecto Nova Alcântara representa um investimento total de 407 milhões de euros, dos quais 227 milhões da responsabilidade da Liscont e o restante a repartir pela REFER (106 milhões) e pela APL (75 milhões).

Nele está previsto o enterramento das linhas da c.f. na zona, incluindo uma ligação da linha de Cascais à de Cintura, por túnel, dando continuidade aos serviços urbanos de passageiros entre as duas linhas. Contempla, ainda, a construção de uma nova estação subterrânea em Alcântara-Terra, como ponto de passagem entre as duas linhas.

Nada se adianta, porém, que nos possa esclarecer acerca da viabilidade deste projecto (pensado há muitos anos, mas nunca concretizado), extraordinariamente complexo e difícil de executar dadas as muitas condicionantes do que resultará um custo fortemente penalizante. Lembro, entre outros:

  • A sua implantação numa falha sísmica e em solos de composição pouco favorável e orografia complicada, entre vias urbanas muito solicitadas;
  • A existência do chamado caneiro de Alcântara (subterrâneo) que vai desaguar no Tejo e cerca de 60 m  a jusante da Gare Marítima de Alcântara carreando, por vezes, muito material sólido à mistura. O local onde desagua no rio, perto do cais,  é bem visível pelo constante borbulhar das águas;
  • Baixando as cotas do c.f. das linhas Lisboa/Cascais, com uma nova estação subterrânea em Alcântara-Terra, daí resulta que não é possível garantir o gradiente 12 por mil recomendável para uma linha mista (passageiros e mercadorias), no troço de cerca de 3 km entre essa estação e Campolide.
  • Por outro lado, o abaixamento das linhas na proximidade da Gare Marítima de Alcântara irá faze-las colidir com o atrás citado caneiro; para que isso não aconteça, seria necessário agravar substancialmente a pendente final do seu percurso para poder passar debaixo das linhas do c.f. (ou vice-versa, o que também seria absurdo).

Permitam-me que aconselhe uma consulta aos arquivos da Sociedade OPCA, empresa prestigiada na época e à qual se devem muitas obras emblemáticas, entre as quais lembro o já referido caneiro de Alcântara, o túnel ferroviário no seguimento da Ponte 25 de Abril, o Cristo-Rei, o Armazém Frigorífico do Bacalhau (hoje Museu do Oriente) e, ainda, muitas outras obras de engenharia relativas ao Plano de Rega do Alentejo, nomeadamente barragens, túneis, reservatórios de água, canais, pontes, habitações, etc. .

Homenagem a um grande resistente antifascista


Não era um amigo íntimo do Hermínio da Palma Inácio, ao contrário do que algumas pessoas pensam, sabendo-se que escrevi um romance inspirado na tentativa de assalto à cidade da Covilhã, em Agosto de 1968 (A Mão Incendiada). Também, ao contrário do que já se tem dito, não participei nessa acção, por duas razões de peso: não pertencia à LUAR e estava preso em Caxias quando a operação foi preparada. Estive reunido com ele por diversas vezes depois do 25 de Abril, mas a única conversa pessoal que tivemos foi quando, festejando os seus 80 anos, um grupo de amigos organizou um jantar num restaurante do Bairro Alto. Fiquei ao seu lado, conversámos sobre muita coisa e, naturalmente, sobre o livro. Teve a amabilidade de me dizer que, apesar de ser uma ficção, as coisas se tinham passado quase como eu as descrevera. Mérito de um participante na acção, o Fernando Pereira Marques, escritor e, actualmente, professor universitário, que entrevistei por diversas vezes, enchendo cassetes com os pormenores da operação.
Não era um amigo íntimo do Palma Inácio, mas admirava-o muito. Penso que ele foi, como alguém disse, um dos últimos heróis românticos protagonizando actos como os que, durante a ditadura, muitos de nós sonhávamos praticar: Participou ao lado de militares, numa tentativa de golpe de Estado; assaltou um banco (sem provocar vítimas – as armas eram réplicas); desviou um avião da TAP obrigando o piloto a sobrevoar a baixa altitude o centro de Lisboa e lançando panfletos revolucionários;  tentou tomar de assalto a cidade da Covilhã; fugiu das instalações da PIDE, na Rua do Heroísmo, no Porto…
Enquanto alguns sonhavam afrontar o regime (e éramos presos muitas vezes só por ter esses  sonhos) ele desferia-lhe golpes certeiros, uns atrás dos outros. Um herói romântico, parece-me uma boa definição, desde que por «romântico» não se entenda o avesso daquilo que o Palma realmente era – um homem de acção.; um homem para o qual a teoria não era para discutir pelos cafés – era para levar à prática.
Como se dizia no post do Aventar, sem o Palma ficamos todos mais pobres, pois com ele é um pedaço da nossa história recente que desaparece, que se perde. E perde-se um homem muito valente, um resistente e um lutador pela democracia.
 A minha sincera e comovida homenagem.

Palma Inácio, o «último herói romântico de Portugal»

Palma Inácio nasceu em 1922 em Ferragudo. Mecânico de Aeronáutica Civil, protagonizou diversas operações de sabotagem do regime durante a Ditadura. Em 1947, aderiu ao Golpe dos Militares, cabendo-lhe como missão sabotar os aviões da base aérea da Granja, em Sintra. Esteve durante 7 meses na clandestinidade, período após o qual foi preso pela PIDE no Aljube. Conseguiu escapar da prisão, saltando de uma altura de 15 metros, fugindo para Marrocos, Estados Unidos e Brasil.
Em 1956, desviou um avião para sobrevoar Lisboa e lançar 100 mil panfletos contra o regime. Em 1967, deu-se o mais espectacular golpe contra a Ditadura – o assalto ao Banco de Portugal da Figueira da Foz como forma de financiamento das operações da LUAR, que entretanto fora criada em Paris. Foi aí que planeou um outro golpe, a tomada da cidade da Covilhã, que fracassou. Preso no Porto, volta a fugir serrando as grades da cela. Foi detido novamente e violentamente espancado, agora em Caxias, em finais de 1973, quando tentava entrar em Portugal.
Foi o último preso político a ser libertado, a 26 de Abril de 1974, apesar da contestação de alguns sectores, que o viam como um preso de delito comum. Aderiu então ao PS, e por este Partido foi eleito Deputado à Assembleia da República na IV Legislatura. Chamaram-lhe o «último herói romântico de Portugal».

Morreu Hermínio da Palma Inácio


Palma Inácio no momento da libertação após o 25 de Abril

Morreu hoje Hermínio da Palma Inácio, um combatente antifascista, um dos homens que mais golpes assestou na ditadura – assaltou bancos, desviou um avião, tentou tomar a Covilhã, evadiu-se da sede da PIDE no Porto… Ao contrário dos muitos «guerrilheiros de café», que passavam o tempo em conspirações inócuas e muitas vezes eram presos sem nada terem feito, Palma Inácio não distinguia a teoria da prática – projecto conspirativo elaborado era para concretizar. Pode concordar-se ou não com o seu percurso político. De uma coisa podemos estar certos, morreu um homem corajoso, um homem que lutou pelas suas ideias, que resistiu à tortura, que defrontou sem medo os seus adversários. Estamos mais pobres.

A luta desigual de Capuchino e El Fandi

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AP Photo/Daniel Ochoa de Olza

À direita está Capuchino. À esquerda, “El Fandi”. Este é mais um episódio da luta entre homem e touro. Uma luta sempre desigual, em desfavor do touro, claro. Mesmo que este se apresente de forma valente na arena, o destino é sempre o mesmo: a morte. Seja na praça ou no matadouro.

Este ano Capuchino foi notícia. O touro matou, com os cornos, Daniel Jimeno Romero, uma das pessoas que decidiu colocar à prova a sua “virilidade” correndo à frente dos animais nas festas de San Firmin, em Pamplona, Espanha

Dizem-me que se não fossem as touradas, os touros já estariam extintos, porque ninguém os iria criar. E andarem à solta, nem pensar. Não sei se é ou não verdade.

Não gosto de touradas. Acho que é um espectáculo degradante. Apesar de um dos contendores ter, por norma, mais de 500 quilos, a luta não é igual. O touro já vai ferido e dopado para dentro da arena. Não há ali nada de justo. Em comparação com as lutas de gladiadores dos romanos, mesmo que não totalmente equilibradas, eram-no mais que aquilo que se passa nas praças de touros de Portugal, Espanha e outros países.

Este ano Capuchino foi notícia. O touro matou, com os cornos, Daniel Jimeno Romero, uma das pessoas que decidiu colocar à prova a sua “virilidade” correndo à frente dos animais nas festas de San Firmin, em Pamplona, Espanha.

Capuchino não gozou muito a sua triste fama. Foi morto na arena por El Fandi alguns minutos depois desta fantástica imagem ter sido tirada. Ali já não há qualquer duelo. Capuchino está derrotado e nada pode fazer para contrariar El Fandi, que parece estudar com a mão o local onde irá espetar a espada. El Fandi foi levado em ombros por ter assassinado um touro na arena. Capuchino não sei para onde foi.

Em San Firmin ficaram feridas centenas de pessoas ao longo dos dias da “festa”. Um morreu.

Dizem que é uma tradição. Consta que o canibalismo também era tradição há muitos anos atrás.

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Nota: Sim, como carne. Não, não gosto de touradas. Até poderia achar interessante se fosse justa, cada um com as suas armas. Isto é, o touro com os cornos e o toureiro com as mãos.

José Ferraz Alves – Empreendedorismo Social no Porto (parte II)

Estamos a viver a construção histórica de um novo modelo de gestão social, que recusa a lógica da filantropia, da caridade e do assistencialismo, que mais serviram para aplacar a consciência dos “ajudadores” do que resolver de facto a vida dos “ajudados”, para incorporar uma lógica empreendedora. Este novo modelo busca a inovação de estilo empresarial na solução de problemas e causas sociais, impactando acções que geram, na prática, mais do que na teoria, a emancipação social, a inclusão social e o envolvimento responsável dos cidadãos por meio do stock de capital social e acções voltadas para o desenvolvimento integrado e sustentável. Verifica-se que esse processo surge da constatação do crescimento das organizações do terceiro sector, da diminuição do investimento público na questão social e da participação crescente das empresas no campo social.

Estamos na era dos fundadores do Google, dos que investem em “start-ups” de energia alternativa, como a eSolar e a Makani Power. Nos tempos, como o refere o “The Economist”, da senhora francesa que montou uma empresa para cuidar de crianças cujos pais trabalham até horas tardias. Ou da senhora checa que gere uma linha de apoio para vítimas de violência doméstica. Ou de um líder social, como Barak Obama, que se está a focalizar nas questões climáticas, no empreendedorismo social e nos direitos humanos.

São os tais empreendedores sociais que até agora se viam a si próprios como alternativa ao Governo, mas que hoje querem ser parceiros e intervir nas decisões. O empreendedorismo social é um conceito. Qualquer iniciativa inovadora para ajudar os outros cabe neste conceito. Exemplos:

  • – A distribuição de medicamentos a doentes pode ser um exemplo de empreendedorismo social.
  • – Como pode ser a construção de um centro de saúde numa aldeia onde não exista nenhum serviço de cuidados médicos.
  • – Pode ser produzida alimentação de qualidade para crianças pobres, eliminando os custos da embalagem de luxo e da publicidade.
  • – Ou podem-se comercializar seguros de doença que permitam aos mais necessitados aceder a cuidados médicos.
  • – Ou dedicarem-se à reciclagem dos lixos e águas residuais que poluem um bairro habitado por excluídos sociais.
  • – Ou imaginar-se um negócio que possa ajudar as famílias atiradas para a rua pela crise dos sub-primes.

Neste sentido, e de forma mais específica, o empreendedorismo social pode ser considerado como:

  • – Um novo paradigma de intervenção social, pois apresenta um novo olhar e leitura da relação e integração entre os vários actores e segmentos da sociedade.
  • – Um processo de gestão social, pois apresenta uma cadeia sucessiva e ordenada de acções, que pode ser resumida em três fases: a) concepção da ideia; b) institucionalização e maturação da ideia; c) multiplicação da ideia. É um processo que se quer semelhante ao da metamorfose da lagarta, que entra no casulo e sai borboleta.
  • – Uma arte e uma ciência. Uma arte porque permite a cada empreendedor aplicar as suas habilidades e aptidões e, por que não, seus dons e talentos, sua intuição e sensibilidade na elaboração do processo do empreendedorismo social. Uma ciência porque utiliza meios técnicos e científicos para ler, elaborar/planear e agir sobre e na realidade humana e social.
  • – Uma nova tecnologia social, pois sua capacidade de inovação e de empreender novas estratégias de acção faz com que a sua dinâmica gere outras acções que afectam profundamente o processo de gestão social, já não mais assistencialista e estático, mas empreendedor, emancipador e transformador.
  • – Um indutor de auto-organização social, pois:

    • . Não é uma acção isolada, mas, ao contrário, necessita da articulação e participação da sociedade para se institucionalizar e apresentar resultados que atendam às reais necessidades da população, tendo de ser duradouro e de alto impacto social.
    • . Não é privativo, pois a principal característica e a possível multiplicação da ideia/acção partem de acções locais, mas sua expansão é para o impacto global. Dessa forma, é um sistema dentro de um maior, que é a sociedade, gerando mudanças significativas a partir do processo de interacção, cooperação e stock elevado de capital social.

  • – O processo de empreendedorismo social exige, principalmente, o redesenho de relações entre comunidade, governo e sector privado, que se baseia no modelo de parcerias, tendo como principal objectivo “[…] retirar pessoas da situação de risco social e […] o foco é nos problemas sociais, e o objectivo a ser alcançado é a solução a curto, médio e longo prazos destas questões […] buscando propiciar-lhes plena inclusão social”.

O que motiva? David Green, um dos maiores exemplos de inteligência empreendedora aplicada à criação de modelos financeiros que oferecem tecnologias de saúde de qualidade aos mais pobres do mundo: “Meus motivos são puramente egoístas. Penso que fui colocado na Terra por um período muito breve. Poderia usar os meus talentos para ganhar muito dinheiro, mas onde estaria no final de vida? Prefiro ser lembrado por ter dado uma contribuição significativa para melhorar o mundo para o qual eu vim, a ter ganho milhões”.

Intelectuais, políticos, empresários e pesquisadores sociais apontam distorções, culpam o governo, criticam as políticas públicas e identificam gestores e instituições corruptas, ineficientes e ineficazes. Muito se fala e pouco se faz de concreto e efectivo. Muitas vezes, o que se fala esconde a inércia, o conformismo, a visão banalizada dos problemas, o cepticismo diante das questões sociais. No próximo post, pretendo fazer uma sugestão para o Porto.

Nota: citações de John Elkington, “The Power of Unreasonable People: How Social Entrepreneurs Create Markets and Change the World”

Apontamentos & Desapontamentos: As «Primaveras» de Praga e a Marcelista

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Em Agosto de 1968 (no mesmo mês em que Salazar caiu da cadeira), pondo termo às reformas que o governo de Alexandre Dubcek anunciava, tropas do Pacto de Varsóvia ocuparam Praga e esmagaram aquilo a que já se chamava a «Primavera de Praga». Desde que em 5 de Janeiro Dubcek assumira a liderança do P.C., as coisas tinham-se precipitado, com a censura a ser revogada em Março, a lista pública das reformas a ser apresentada ao povo em Abril, com o documento «Duas Mil Palavras», subscrito por gente de todos os quadrantes da vida checoslovaca, exigindo a abertura política do regime. Em Moscovo soaram campainhas de alarme. Quando os líderes checoslovacos recusaram a convocatória soviética para uma conferência em Moscovo, a paciência russa extinguiu-se – em 21 de Agosto, duzentos mil soldados e cinco mil tanques do Pacto de Varsóvia irromperam em Praga. Dubcek, preso, foi levado para Moscovo. Fim de festa. A primavera daquele verão acabara em inverno.
Os ecos invasão da Checoslováquia duraram mais algum tempo. No ano seguinte o assunto não morrera ainda. Logo em Janeiro, o estudante Jan Palach imolou-se pelo fogo na Praça Venceslau, em Praga. Em Abril deu-se a substituição de Dubcek por Gustav Husak à frente do partido. Pelo mundo fora continuavam a circular entre outros, documentos assinados pelo próprio Dubcek, um longo discurso de Fidel Castro sobre o tema, defendendo e justificando a invasão porque «a Checoslováquia se encaminhava para uma situação contra-revolucionária»; Roger Garaudy assinalava a «liberdade adiada». Todos estes testemunhos saíram num livro coordenado por Isabel do Carmo – «Dossier Checoslováquia», publicado em Dezembro de 1968.
Em Portugal, nesse ano de 1969, já com Caetano no poder, era a «primavera marcelista», com algumas promessas de abertura, que se encaminhava para uma liberdade adiada – a «abertura» limitara-se à mudança de nomenclatura – a PIDE, passou a ser DGS, a União Nacional foi crismada de Acção Nacional Popular… maquilhagens. No essencial, tudo ficava na mesma – a guerra colonial, a repressão, a descarada fraude eleitoral logo nas legislativas de Outubro… Outra falsa primavera.
Porém, tentando dar alguns sinais visíveis dessa abertura, nesse Verão de 1969 veio a Portugal uma delegação da União Soviética. Vinha avaliar as potencialidades de Portugal como destino turístico dos soviéticos – eram gente distinta: generais que haviam combatido em Espanha, bailarinas do Teatro Bolshoi, escritores e um jornalista do Izvestia, que vimos logo ser o chefe político da delegação (homem do KGB, pela certa). Só ele tinha autorização para falar.
Eu estava a viver numa cidade do centro do País. Em Lisboa a delegação colhera a informação de que na cidade onde vivia, que estava no itinerário dos soviéticos, deviam contactar-me. Não que eu tivesse alguma coisa a ver com a URSS ou sequer com o PCP – digamos que era um esquerdista assumido e referenciado (com duas prisões políticas no currículo). O homem do Izvestia/KGB quando chegou telefonou-me e combinámos encontrar-nos nessa noite com a delegação soviética, eu e os amigos que quisesse levar, no hotel da cidade, uma unidade hoteleira de luxo (na altura) que Américo Tomás inaugurara, meses antes, com um longo discurso em que se referiu sempre a uma cidade diferente, embora próxima, numa das famosas gaffes que lhe valeram o cognome de «cabeça-de-abóbora».
Uma meia dúzia de antifascistas locais, homens e mulheres, com a curiosidade de conhecer soviéticos (que para nós eram uma espécie de extra-terrestres) a superar o medo da polícia política, lá fomos ter ao hotel onde tivemos de esperar pelo fim do jantar oferecido pelo presidente da câmara (que no livro da Isabel Flunser Pimentel sobre a PIDE vi, sem surpresa, ser referenciado como agente informador daquela polícia), com ranchos folclóricos e tudo. Sergei, o jornalista viera, mal chegáramos, falando um castelhano impecável, receber-nos, convidando-nos amavelmente a tomar tudo o que quiséssemos e teve depois de voltar para o jantar. Fomos bebendo os nossos uísques e a delegação numerosa (cerca de trinta elementos) lá nos veio cumprimentar. Na sua maioria só falava russo – nós, entre os sete, dominávamos o francês, o inglês e o castelhano. Comunicação cortada, portanto, salvo com os generais combatentes na Guerra Civil, que falavam espanhol e com os quais tentei em vão encetar uma conversa. Estavam todos muito fatigados, disseram (e deviam estar mesmo), sorrisos, beijinhos, abraços e recolheram aos seus quartos, ficando só o Sergei a falar connosco.
Tema inevitável: a Checoslováquia. Todos nós, esquerdalhos impenitentes, condenávamos a invasão. Sergei não se atrapalhou, um a um, com grande mestria, foi contestando os nossos argumentos. Em síntese, a sua defesa da invasão baseava-se em que na Checoslováquia, segundo ele, sobrevivera uma ampla burguesia porque não havia tantos judeus como noutros países da região e o holocausto nazi não provocara tantas baixas entre a inteligentzia. Cientistas, médicos, engenheiros, arquitectos, professores, artistas, escritores, haviam sobrevivido, invadindo sindicatos, organizações de trabalhadores e as próprias estruturas do partido. Agora, com o nível de vida em alta, queriam recuperar os seus privilégios de classe, derrubar o socialismo e zarpar rumo ao Ocidente. Não fora para criar ninhos capitalistas que milhões de soviéticos tinham dado a vida durante a Segunda Guerra, rematou. Daí a invasão. Sobre Fidel Castro disse que era um «homem que fazia discursos muito bonitos, mas demasiado extensos».
E entre bebidas e sorrisos, passou ao elogio da sua cidade, Moscovo. Cantarolámos em conjunto a «Nathalie» do Gilbert Bécaud. (La Place Rouge était vide/la neige faisait un tapis…) Ele disse-nos uma coisa de que me havia de lembrar mais tarde, quando mais de vinte anos depois visitei Moscovo na Primavera. «A fina camada de gelo que cobre a Praça Vermelha em Abril, quebrando-se sob as solas dos sapatos, produz uma sensação única, um anúncio de Primavera, o fim do longo Inverno». «Pois, só em Praga é que continua a ser Inverno», disse um de nós mais teimoso. Sergei sorriu com fair play e não quis reacender a controvérsia. No outro dia a delegação partia para outra cidade mais a Norte. Fomos levar-lhes lembranças – louças regionais (de Alcobaça!) para lá, matrioskas para cá, beijinhos abraços – Spassibo, spassibo tovarich, o nosso léxico de russo não ia além de da, net, tovarich…
E partiram, pondo fim àquele encontro imediato do terceiro grau.

Fliscorno – Preços da gasolina, gasóleo e brent 2005 – 2009 (I)


Esta semana será dedicada à questão dos preços dos combustíveis. Estamos a pagar de mais? É o que vou procurar perceber e partilhar aqui.

O gráfico supra é a variação do brent, gasolina s/Pb 95 e gasóleo, antes de impostos e com o gráfico ajustado para índice 100 para melhor comparação (isto é, as três grandezas foram convertidas para terem a mesma escala).

Para explicações sobre a interpretação do gráfico, ver os gráficos anteriores, como por exemplo estes.

publicado originalmente aqui

Por terras de Sua Majestade (II)

Em York tive um “fantasma” a seguir-me. Nesta Universidade, Cavaco Silva fez o seu doutoramento. É uma cidade construída em cima de uma cidade Romana. Passeá-la é como voltar uns séculos atrás. As casas e as ruas estao assim há séculos. O Centro antigo é lindo de morrer (expressão até agora usada só para as mulheres. Prova inequívoca de que estou a melhorar).
A Universidade está instalada neste centro assombroso, dando vida a estas casas, ruas e largos cheios de História!
Não pude deixar de recordar que aí o melhor que conseguimos fazer foi construir de novo no Alto da Ajuda mais um polo da Universidade Técnica de Lisboa, longe de tudo. Nem transportes públicos tem. Mas a praça da Figueira esta às moscas.
A seguir Durham, pequena cidade mais a norte, com uma bela Abadia do seculo Xll, enorme, em estilo gótico cá do sitio e que é semelhante ao nosso Manuelino, mas sem os rendilhados alusivos às actividades do mar como é característico do Manuelino.
É uma cidade que nunca foi destruida, sendo portanto original. Tem uma Universidade com 1 000 alunos e o seu Santo Padroeiro é Contuberto (aportuguesado por este vosso escriba).
Newcastle é passada ao largo em autoestrada de ricos, metade das nossas, mas boas quanto baste, com quatro faixas de rodagem e com imensos carros. Usada por um tráfego que roda a boa velocidade e sem ultrapassagens loucas.
Mais para Norte entro na Escócia, devidamente assinalada. Lembram-se das guerras entre Eduardo l de Inglaterra e William Wallace? Cá como aí, também este foi atraiçoado pelos amigos a troco de terras e dinheiro. Foi executado na Torre de Londres em 1298, com requintes de malvadez, à semelhanca dos Távoras. Enforcado, afogado, esventrado e esquartejado, para que o corpo nao se tornasse local de peregrinação. O Eduardo l morre logo a seguir de “bexigas loucas”. Tudo devidamente analisado no filme “Braveheart “.
Acelerar para Edimburgo, muito cá em cima. Sao 22 horas e ainda é dia. Aqui estamos entre Celtas que, curiosamente, vieram da Ibéria.
Sempre a correr com o Mar do Norte à minha direita, de um azul profundo apesar de um dia de Sol.
No Hotel novo de dois meses, cá está a indispensável portuguesa, que me arranjou esta borla para vos enviar a crónica diária.
Ao jantar, levei com a sopa em cima. Os empregados são todos Indianos e tremem como varas verdes. Jovens, longe da familia mas baratinhos.
Amanhã, primeira paragem, para ver a cidade com calma e vou fazer um cruzeiro no Mar do Norte.
A Portuguesa aqui do Hotel diz que Portugal e os Portugueses são do melhor que há no mundo. Ela que muda de local de trabalho frequentemente, por pertencer a esta cadeia de hotéis de origem Indiana sabe do que fala.
Andamos todos deprimidos e a dizer mal da nossa terra porquê?

Josep Anton Vidal – Comentário sobre «A propósito do Iberismo», de Carlos Loures*

Nota: A propósito do «post» de Carlos Loures acerca do Iberismo (aqui e aqui), recebemos um comentário de Josep Anton Vidal que passamos a publicar. Pedagogo e editor, Josep Anton Vidal não é um activista exaltado, mas apenas um homem que ama o seu país, a Catalunha, e que não gosta de o ver aculturado e submetido ao estado espanhol e à sua Monarquia.
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Para decirlo rápida y llanamente: España es un mal compañero de viaje para cualquier proyecto de integración en cualquier ámbito cultural, y está esencialmente incapacitada, no ya para liderar, sino incluso para participar en un proyecto serio de iberismo. Los versos de Machado no son un tópico, sino una cruda realidad aún hoy: Castilla miserable, ayer dominadora,/ envuelta en sus andrajos desprecia cuanto ignora. Machado habla de Castilla, cierto, pero es, en el imaginario de su generación, el referente de España, y por mucho que hable de “dos Españas”, cuando se trata de reconocerse a sí misma como pluralidad -auténtica pluralidad, en plano de igualdad entre las distintas partes de su diversidad- siempre están de acuerdo las dos Españas de que nos habla: la que muere y la que bosteza, y siempre una de ambas, como dice el poeta, “ha de helarte el corazón”.

Una emisora de radio afecta a los postulados del PP i de los sectores ideológicos del españolismo (Intereconomía.es) comentaba ayer (5 de julio) en su espacio informativo, que el gobierno de Aragón ha elaborado una ley de lenguas para la Comunidad Autónoma de Aragón, y como quiera que el territorio comprende una franja limítrofe con Cataluña y de habla catalana, dicha ley contempla dar presencia al catalán en la escuela en ese territorio: el comentarista decía que “Aragón ha claudicado ante las turbias maniobras del nacionalismo imperialista catalán” para impedir que los niños aragoneses hablen castellano. Hasta aquí, la anécdota; pero añadía: “En un territorio donde el 100 % de la población habla castellano y sólo un 5 % hablan también otras lenguas, entre las cuales alguna tiene afinidades con el catalán…” e insistía en la suposición de maniobras políticas imperialistas, proponiendo la tesis de que el presidente de la Comunidad aragonesa -que precisamente es hijo de la zona aragonesa de habla catalana- está subordinado a los intereses de la Generalitat de Cataluña.

Ese es el pan nuestro de cada día: tergiversación, desinformación y condena de la singularidad, de todo cuanto no sea acatamiento a patrones del nacionalismo español más rancio y excluyente. No entienden que pudiendo hablar español alguien prefiera hablar otra lengua (aunque sea la propia, porque fíjate en la frase, que refleja una manera de sentir y un estado de opinión -y de ignorancia- del nacionalismo español, del que participan prácticamente todas las fuerzas políticas independientemente de que sean derechas o izquierdas: “el 100 % hablan español y sólo un 5 %…”, és decir, ese 5 % es claramente excedentario, una anomalía que queda fuera de la realidad.

En las Cortes españolas, la cámara baja (el Senado) ha accedido recientemente a una sesión en la que se han podido usar las distintas lenguas autonómicas… Pues bien, han contratado un intérprete de catalán y otro de valenciano, es decir, el máximo organismo de expresión política i democrática del Estado ha actuado de facto tratando catalán y valenciano como lenguas distintas… Aunque sea una aberración desde cualquier punto de vista científico e incluso desde el sentido común y aunque no habrían aceptado nunca un cisma similar para el castellano, por muy grandes que fueran las diferencias dialectales entre el castellano de los distintos territorios. Si se tratara del castellano de León y el castellano de Jaen se habría producido un escándalo mayúsculo. Pero, tratándose de la “diferencia”, de la “singularidad” o de cualquier otra identidad que la española, les importa un rábano la racionalidad y el sentido común, la ciencia y la realidad; sólo cuenta el divide y vencerás y la imposición de un punto de vista único, de una manera de ser y de estar única, de un nacionalismo exacerbado que es excluyente en el 50 % de los casos e incluyente en el otro 50%; y te aseguro que no sé cuál de los dos es peor.

Salvador Cardús, sociólogo y escritor, que publica semanalmente un artículo en el diaria Avui, escribía esto el pasado día 3 (traduzco del catalán):

“Si España no tiene solución, si España no quiere otra solución, ¿por qué no aceptamos que la única salida que depende estrictamente de nosotros, la que no pasa por pedir permiso a nadie más, es la de la independencia? De modo sorprendente, los argumentos contra la independencia son del tipo: ‘La independica no puede ser, y además es imposible’. Quiero decir que quienes argumenta en contra son los que la hacen imposible. No soy tan estúpido para infravalorar las dificultades del proceso, claro está. Pero si me ponen ante la alternativa de una imposibilidad históricamente contrastada -el encaje en España- y una imposibilidad por contrastar, me inclino por la segunda vía”.

Participo de ese ideal de integración que llamamos iberismo. Lo rastreé hace ya años en la correspondencia de Maragall y Unamuno, y lo he asumido por origen: soy catalán, mi padre era gallego, mi madre aragonesa, con ramificaciones familiares valencianas y catalanas… Pero, creo que el Iberismo no ha supeado las fases coyunturales de sus diversos momentos, que tú describes muy bien en tu artículo: la construcción del ideario federalista en un contexto utòpico, de creación de una nueva sociedad, libre de las ataduras de la historia o de la herencia del pasado; el ideario regeneracionista de la generación del 98 (cuando se sueña con la reconstrucción de una entidad nacional potente y fuerte, orgullosa de sí misma, después del desastre colonial)…, y así hasta el idealismo humanista de Saramago y, con perdón, lo que me parecen ingenuidades irreflexivas de Pérez Reverte.

¿Por qué Reverte habla de los Pirineos y del estrecho de Gibraltar? Cuando habla así se permite una más de sus ligerezas: ¿Por dónde traza la frontera de los Pirineos? Porque Cataluña es un país a caballo de los Pirineos… La monarquía española no tuvo reparo en seccionar nuestro país y entregar a Francia las tierras de la vertiente norte, pero Catalunña ha conservado el sentimiento de identidad y no ha renunciado a ser, no ha renunciado a su vocación de futuro, y se afirma en su lengua, en su cultura, en su estilo de vida…, pero también en sus recursos económicos, en su dinamismo social, en su situación estratégica en Europa, en el Mediterráneo.. Date cuenta de que Pérez Reverte al hablar de los Pirineos los despoja de entidad: sólo le sirven para delimitar el centro, y ocurre lo mismo con el estrecho de Gibraltar; no parece verlos como entidades propias, sino como límites de su propia perspectiva. Ese iberismo es inconsistente, por ignorante… (Otra vez: desprecia cuanto ignora). Pero lo más grave de esta ignorancia de España es que se desconoce a sí misma, y ratifica constantemente su ignorancia con los hechos. Naturalmente que al pasar de España a Portugal se tiene la percepción de continuidad, de territorio continuo, no sólo geográfico, sino también idiosincrásico y cultural; compartimos una visión del mundo… Ese mismo sentimiento lo tenemos los catalanes al pasar de Cataluña a Francia y, especialmente, al saltar a Sicilia… A Italia en general. Y lo tenemos también al adentrarnos en la península, como lo ha demostrado suficientemente la historia pese a las muestras frecuentes de hostilidad que descubrimos cuando llegamos al fondo de las cosas.

Los estados europeos actuales, independientemente de que sean monarquía o república, no han conseguido despren
de
rse del concepto patrimonialista que han heredado de las antiguas monarquías. Te pongo como ejemplo la cuestión de la capitalidad del Estado; no tiene sentido hoy hablar de “capital”, pero continuamos haciéndolo, incluso apasionadamente, en lugar de hablar de polos o centros dinámicos para proyectos determinados… El gobierno puede estar donde sea, pero no todo debe pasar por donde está el gobierno, sea Lisboa, Madrid, Barcelona o Valencia… Y mientras no nos deshagamos de ese lastre, los proyectos de integración -incluso de simple convivencia en igualdad- están condenados al fracaso, por algo tan elemental como es la falta de respeto. En definitiva, podemos rompernos la cabeza discutiendo sobre la posibilidad o la imposibilidad de un proyecto de encuentro y de unión, pero no estamos ante una cuestión ideológica, racional… Estamos ante una cuestión básicamente de respeto: respeto de la singularidad, de la diferencia, de la identidad… Esa es la premisa sobre la cual pueden construirse en un plano de igualdad todas las alianzas y todos los acuerdos para trabajar juntos en proyectos concretos… Pero en España -donde se demoniza el nacionalismo catalán tildándolo de exluyente- se practica visceralmente, más allá de toda racionalidad, un nacionalismo incluyente, asimilacionista, que en los últimos tiempos va acentuando su vertiente sarcástica, irónica, hiriente. Esa es la tónica dominante, con todas las honrosas excepciones que puedan señalarse (y ojalá que fueran muchas). Y eso nos lleva a otro de los motivos esenciales por los que los proyectos de integración -o de convivencia en igualdad- están condenados al fracaso: la ignorancia. No es que no se nos haya enseñado a conocernos, es que se enseña a ignorarnos, se enseña a “desconocer” al que es distinto. ¿Cómo? Con los prejuicios, con la desinformación, con la tergiversación de la historia hasta límites escandalosos…

Creo que deberíamos construir proyectos de integración, orientados al conocimiento mutuo, al reconocimiento de las raíces comunes, de vocaciones compartidas, arbitrar soluciones conjuntas para problemas compartidos… Pero eso, que pasa por la iniciativa particular, por la colaboracion entre células asociativas y culturales, por activación del tejido social común, por la colaboración institucional… debe hacerse con una perspectiva más amplia que la de este pedazo de tierra “entre los Pirineos y el estrecho de Gibraltar” que ignora a los demás por una sola razón: porque se desconoce a sí mismo. Y superando ese marco, debemos trazar un sistema de tres ejes: europeo, mediterráneo (y eso significa también africano) y atlántico. Y hacia ahí hay que orientar las voluntades.

* Josep Anton Vidal é pedagogo e editor catalão

14 de Julho de 1789 – Tomada da Bastilha foi há 220 anos


Antiga fortaleza parisiense do século XIV, usada desde o tempo de Richelieu como prisão, a sua tomada pelo povo em fúria, constitui um símbolo da Revolução Francesa. Pode afirmar-se que, depois de 14 de Julho de 1789, nada voltou a ser como era na Europa. É um ponto de viragem na História do Mundo. Os povos começaram a ter uma palavra a dizer na construção do próprio devir.

Parabéns, filha!


Foi há um ano. Nasceste. A 14 de Julho. És a minha Leonor… «de la Bastille».
Parabéns, filha. E obrigado.

Nota: No vídeo, está a caixa de música que o pai ofereceu à mãe na véspera do teu nascimento.

The Dodos, Time To Die, e já nasceu

dodos time to die cover

O próximo disco dos Dodos, Time To Die ia sair em Setembro, mas a net já o pariu. Não é que seja fácil de encontrar, mas quem procura sempre se destorrenta.

Ainda só ouvi uma vez  e vou evitar ouvir tão depressa,  a capa é para Outono, quando sair vai vender mais, e  para já duvido que voltem a tocar no meu bairro, como no Inverno passado:

hugthedj, The Dodos “Men” + “Fools” live@ Salão Brasil – Coimbra 05-12-08

a coisa correu tão bem que fiz mais de  2gb de fotos e consegui aproveitar estas:

The Dodos in Salão Brazil, Coimbra, 2008 12 05, João J Cardoso