Parabéns Carlos

Todos temos modos pessoais de iludir o medo. De vencer os fantasmas que persistem dentro de nós e que nos querem abalar nas horas “em que um frio vento passa por sobre a fria terra“.
A maioria recorre ao sobrenatural. Faz promessas a divindades e a santos. Até há quem use amuletos, confiando que um objecto lhe dê aquilo que só pode vir dentro de si.
Para um pobre incréu, como eu, essas tácticas não resultam. O medo, nas suas infinitas variações, tem de ser vencido interiormente. É em cada um de nós que reside o Deus dos medos e quem tem de o suplantar, o Deus da nossa vontade.
Por isso, evoco sempre Pessoa no poema que tem o seu nome próprio: “Cheio de Deus, não temo o que virá, / Pois venha o que vier, nunca será / Maior do que a minha alma.

* Correio da Manhã, 23.VII.2009 (escrito na véspera das minhas provas de doutoramento em Direito)

Para o CAA: ESTA pérola.

AS QUESTÕES ÉTICAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE

AS QUESTÕES ÉTICAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE (1)

Com este título, “AS QUESTÕES ÉTICAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE”, recebi, em tempos, um texto enviado pelo Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médicas, solicitando a discussão do documento, a fim de que ele pudesse constituir um instrumento útil de reflexão.
Li e reli o texto com toda a atenção. Reconheço e aprovo os valores fundamentais que constituem o seu núcleo, mas não acredito que ele tenha significativa eficácia na consciência dos médicos. Como parte da população pertencente aos mais diversos sectores profissionais e sociais, uma boa parte de nós, médicos, não tem formação, não é dona da estruturação exigida para exercer a tal Ética em Saúde – a ética da relação e a ética do comportamento. A ética não é um parâmetro com medida universal, está dentro de cada um de nós, que a tem de aprender e apreender. Não acredito na reflexão e na renovação dos ideais de muitos médicos, de forma a entenderem que “O médico que aceite o encargo ou tenha o dever de atender um doente obriga-se, por esse facto, à prestação dos melhores cuidados ao seu alcance, agindo com correcção e delicadeza, no exclusivo intuito de promover ou restituir saúde, suavizar os sofrimentos e prolongar a vida, no pleno respeito pela dignidade do Ser Humano”. Isto não é um mandamento do código da estrada, nem uma alínea do articulado de qualquer lei. Este Artigo 26º do Código de Deontologia Médica implica, antes de tudo, que o médico tenha respeito por si próprio, e reconheça a sua dignidade como pedra fundamental da vida e da profissão. De outra forma, todos os códigos são letra morta e só servem para enfeitar, durem o tempo que durarem. Dito por outras palavras, todo o Homem tem de ser global e estruturalmente bem formado. Especialmente se lhe é destinada a nobre e digna missão de lutar pela vida dos outros.
A humanidade, como conjunto crescente de todos os homens a caminho da perfeição, ao invés de humanizar as leis vai-as subvertendo no dia a dia, ao tecer a corda cada vez mais forte com que enforca cada vez melhor os mais fracos. A este fenómeno, infelizmente, não são alheios os médicos e a medicina. Permanece há muito tempo em mim a grande dúvida quanto ao empenhamento, verdade e honestidade dos meios e processos de que a sociedade dispõe e utiliza para isto combater e para atingir a correcção e a justiça na formação global do Homem. (Continua)

         (adao cruz)

(adao cruz)

Cartazes das Autárquicas (Porto)

(explicação da iniciativa aqui)
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Rui Rio (actual Presidente), PSD, Porto

A Joana já namora

O PS anda num frenesim a prometer casamentos para a vida. Com grandes dotes para os prometidos. Lugares no aparelho de Estado, bem remunerados e sem ter que trabalhar muito. Nem convem que o Sócrates sabe tudo e não precisa de ajuda para nada.

Diz que é para “cobrir” à esquerda, salvo seja, que isto de “cobrir ” nao pode ser só de um lado. O Miguel Vale de Almeida jura que o que escreveu há meses sobre o PS, e que o Ricardo mostrou em toda a sua grandeza, aqui no aventar, era antes da reconversão.

A Inês de Medeiros não diz nada o que é de extrema argúcia não vá o pessoal pensar que estamos perante uma emigrante “com mala de cartão”, aterrada há dias aqui no rectângulo.

Mas a Joana é que não foi em cantigas, ela sabe muito bem o tormento que foi ter que aguentar os xuxas na campanha do Mário. Com o PS não coiso nem se sai de cima, é usar e deitar fora, que ainda há-de estar para nascer um PM que faça melhor.

Agora, como dois amantes enganados, andam a chamar mentiroso um ao outro, que não, diz o PS nunca a quiz para nada, era para Coimbra para segunda na lista diz a Joana. Como no Bicho Carpinteiro não se fala na coisa inclino-me para a Joana, e parece que na Jugular e no Simplex o assunto tambem não é tema.

O Programa do PS é extraordinário, por acaso como não me lembro de nenhuma medida, até estava para pedir a algum aventador mais crédulo que avance com um poste sobre o assunto.

Depois travei, porque vendo bem as coisas até posso ser eu a fazer isso o que dá para falar com a Joana, que com aqueles olhos (e outros atributos) até merece que me mexa um bocado para conversar sobre o programa que há quatro anos nos anda a desgraçar.

Uma mente sem mácula

Por fim vi o filme que já tantas vezes me tinha sido recomendado e que, por uma razão ou por outra, sempre estava indisponível quando eu tentava consegui-lo. Em Portugal, onde as traduções de títulos parecem ser feitas pelo método “abramos este livro e usemos a primeira frase que nos apareça”, chama-se “O Despertar da Mente”, o que soa a algo semelhante a um livro de auto-ajuda. No original chama-se “Eternal Sunshine of the Spotless Mind”, algo como “Luz do sol eterna numa mente imaculada”, título inusitado mas que se entende quando se vê o filme, e que é um verso de um belo poema de Alexander Pope. Em síntese, este filme conta a história de um homem que, após uma ruptura amorosa, descobre que a sua ex-namorada recorreu aos serviços de uma empresa especializada em apagar memórias indesejadas para apagá-lo a ele e à sua história em comum.

A empresa, adequadamente chamada de “Lacuna”, efectua os seus serviços com discrição e bons resultados. Ante a perda de um ser querido (num dos casos vemos uma senhora chorosa, segurando no colo os pertences do seu cão morto), uma relação falhada, qualquer desfecho que produza sofrimento, a solução oferecida é a de apagar as memórias e “seguir em frente”. Num momento particularmente delicioso, ouvimos uma chamada de alguém a quem educadamente é recusada uma “intervenção” por ter atingido o limite de três por mês. Os interessados em contratar os serviços da Lacuna reúnem todos os objectos materiais que podem evocar a pessoa ou situação que pretendem esquecer – fotografias, desenhos, presentes, passagens dos seus diários, músicas, filmes, etc. -, entregam-nos aos cuidados dos técnicos, que nessa noite visitarão o cliente em casa, onde, devidamente ligado às máquinas de “apagamento”, dormirá um sono do qual acordará com uma mente sem mácula do sofrimento passado. Não é impunemente que se apagam as memórias, vê-lo-emos. E nos casos que o filme nos permite acompanhar verifica-se que as pessoas seguem percursos que as conduzem à repetição dos actos que deram origem às situações dolorosas apagadas anteriormente, numa espiral de repetição sem fim. Casais desavindos preferem esquecer-se às primeiras querelas. Lutos, fracassos, humilhações… uma passagem pela máquina que tudo apaga e virá a paz de espírito que o esquecimento traz. Talvez não haja ninguém que não tenha sentido alguma vez o desejo de esquecer certos momentos, e quanto do que fazemos se destina a evitar memórias dolorosas… Quantas ruas se evitam, quantos lugares, quantas melodias? Mas até que ponto estaríamos dispostos a ir nessa supressão das memórias dolorosas? Nesta fábula dos nossos dias que é “Eternal Sunshine…”, a memória, tornada descartável, deixa em seu lugar o vazio e a ausência de sentido. Com o apagamento das experiências de vida que terminaram mal desaparecem os fracassos e o sofrimento que eles geraram, mas também esse registo de unidade e de crescimento interior que dá sentido à vida. Fragmentados e perdidos, vagueiam os desmemoriados sem rumo, à luz do sol eterna de uma mente sem mácula.

Poemas do lusco-fusco

Há muito que não se via o sol
assim
impensado
temperado
macio
assim de amor
e de cio.
Uma aragem leve
de maresia
morna
sensual
passa por cima das algas
e das ideias
e traz ao pensamento
o sono das palavras.

      (adao cruz)

(adao cruz)

Ministra da Educação: nem a Diana Chaves

A Srª Ministra da Educação dá uma entrevista ao DN.

Para início de papo e para tornar o Aventar uma revista de Domingo resolvi ir buscar a única novidade de toda a entrevista:

O seu nome surge em 598 mil referências na Net. É a portuguesa mais comentada, supera Ana Malhoa e Luciana Abreu juntas. O que sente ao ter tanta visibilidade?

Não procuro o meu nome na Internet e não sinto nada de especial em relação a isso.”

AnamalhoaLuciana Abreu

E de facto os número não mentem. Uma pesquisa no Google feita agora mesmo mostrou os seguintes resultados:
– Ana Malhoa: 267 mil; Luciana Abreu 404 mil e, imaginem só, Lurdes Rodrigues 986 mil.

Bem vista a coisa não entendo o critério do Google porque sempre pensei que havia por lá gente da área do SILICONE valley, mas afinal parece que não.

Continuei a minha intensa pesquisa científica e resolvi acrescentar o nome Maria ao dois restantes da Srª Ministra e…
Surpresa, os resultados descem para 676 mil – isto leva-me a pensar na influência que o divino tem nestas coisas da matemática.

E para tornar este post um sério candidato ao troféu “Post dos Carvalhos, pré-Argoncilhe” do aventar (depois de todos os posts Dalbyanos) eis que fui comparar os números com a Diana Chaves.

Dianachaves
E… Sim. Isso mesmo. Nem a Diana Chaves (808 mil) .
É verdade que se lhe juntar os do César (294 mil) podemos ultrapassar a Ministra…
Mas e se lhe juntar o Valter Lemos (867 mil) e o Pedreira (653 mil)?
Uma equipa imbatível. Sem dúvida.

Duas notas de rodapé que me parecem óbvias:

– o título do DN, ao associar a Ministra ao Sócrates e a trazer o Sócrates para o primeiro plano do conflito na educação é um desastre para o inginheirú!
– Está descoberta a próxima primeira capa da Playboy. E, desta vez, sem silicone!

Cartazes das Autárquicas

A partir de hoje e até 9 de Outubro, o Aventar vai publicar fotos dos cartazes eleitorais das próximas Eleições Autárquicas. Sem qualquer regra pré-estabelecida a nível d Partidos, sem regularidade fixa e sem juizos de valor. Apenas e só cartazes de alguns dos 308 concelhos do nosso país (já contando com a Trofa e Odivelas e sem contar com Olivença, que se encontra sob administração espanhola).
Para que todos nós saibamos o que se vai passando no resto do país em termos de campanha para as Autárquicas.
Como é óbvio, e porque nós, aventadores, não estamos em todo o país, pedimos a colaboração dos nossos leitores para que nos enviem fotos dos cartazes dos seus municípios. As fotos podem ser enviadas para blogueaventar@gmail.com

Deus como problema ou a complexa simplicidade da evidência (3)

Deus como problema ou a complexa simplicidade da evidência (3)

Algumas das melhores e mais lúcidas pessoas que conheço cresceram sem que lhes fosse imposta qualquer ideologia ou religião. Quando muito foram-lhes ensinados alguns dos princípios consagrados na sociedade, elementos indispensáveis para o equilíbrio individual e colectivo: a lealdade, a integridade, a honestidade, o sentido de justiça, a solidariedade, a fraternidade e o amor pelos outros. Dispensam Deus, seja ele qual for, mas não abdicam destes princípios que integraram a sua formação, feita essencialmente de lúcido querer e liberdade responsável.
Dizia-me o meu amigo que não escolhendo a vida nem a morte lhe foi dado viver, e se foi apenas para aproveitar a vida ao máximo porque ela é breve, então os pretos que vão para o inferno, dos fracos não reza a história, os pobres que trabalhem, não importa o abate de crianças para lhes roubar os órgãos, a escravatura, o prazer a qualquer preço, a exploração dos menos hábeis… para quê pruridos morais? Assim sendo, respondi eu, a fé parece não passar de uma atitude oportunista, de uma estratégia egoísta, de um cartão de crédito, uma espécie de Banco da fé onde se vai depositando o que se convencionou ser as nossas obras morais, a fim de garantir a entrada no céu, no país das maravilhas onde só cabem os eleitos, os que melhor rechearam os cofres de uma questionável moralidade, à boa maneira capitalista-aforradora. Sem Deus e sem fé como pode conceber-se a ausência de espírito racista, elitista, classista de muitas das mais nobres pessoas que conheço? Como é possível que tantos homens na História, sem qualquer tipo de crença religiosa nem esperança de se sentarem à mesa de Deus, tenham praticado em elevado grau a solidariedade, a fraternidade e o amor pelos outros? Com Deus e com fé, como é possível ter-se cometido e continuar a cometer-se tantos crimes repugnantes? Ainda bem que, como diz Saramago, os rios de lágrimas chorados pelas vítimas do catolicismo Vaticano empaparam as lenhas dos seus arsenais inquisitórios. Mas aqui se engana – ou talvez queira parecer que se engana – Saramago. A morte aos infiéis é muito mais evidente do lado do cristianismo, na medida em que as imundas baratas são esmagadas diariamente às centenas pelos chinelos de todos aqueles que têm o sagrado direito e o sacrossanto dever de as esmagar nos momentos e nas alturas próprias. Simplesmente, os infiéis não são apenas os que não rezam, nem são propriamente definidos como os que não têm fé, mas são todos aqueles que, de uma forma ou de outra, se opõem e criam obstáculos à fé, que o mesmo é dizer, a todos os interesses que se servem da fé e a quem a fé serve e sempre serviu. Por outro lado a fé já não é bem o que era, nem são os mesmos os servidores da fé. Hoje, a fé talvez não passe do anestesiante rótulo de uma gigantesca garrafa planetária cujo conteúdo é diariamente destilado na base de ingredientes como exploração, dinheiro, poder e domínio. (Continua).

        (adao cruz)

(adao cruz)

QUADRA DO DIA

Na festa do S. João
Nosso santo milagreiro
Come a sardinha depressa
Se não come-ta o loureiro.

Eles querem pagar impostos sobre o que consomem

Na Califórnia consumidores de marijuana pedem para que lhes seja cobrado o IVA da legalização. Cobrem-me, dizem eles. Num estado falido, mais uma batalha na guerra das drogas.

Agora que se coloca a discussão em termos financeiros, e  não esquecendo que os gastos dos estados nesta guerra perdida estão do outro lado da balança pesando para o mesmo lado, parece que muito conservador levanta a cabeça, e começa a farejar: impostos? onde? onde?

Salivam sempre quando cheira a dinheiro.

.

Chico Júnior – Entre Impérios e Repúblicas*

Há muitos séculos, o Imperador Calígula provocou a ira dos senadores romanos ao tentar fazer do cavalo Incitatus um membro da Casa. Como se não bastasse a bravata, o imperador ainda quis que o animal viesse a ser um cônsul. Disseram que Calígula era louco. E de fato ele tinha alguns desvarios.

Distante em tempo e espaço, a crise no Congresso brasileiro – ou talvez a crise brasileira do Congresso -, é tão próxima da insanidade quanto a indicação de um equino ao Parlamento. Arrastadas há meses, as séries de escândalos e denúncias que envolvem favorecimentos a familiares e amigos tendem a degenerar a insustentável credibilidade das instituições políticas do País.

O presidente do Senado, José Sarney, está com a imagem desgastada assim como a Casa Legislativa. Aliás, um dos pivôs desse efeito é o próprio senador, ladeado de possíveis e prováveis deslizes administrativos com recursos públicos e de problemas de ordem fiscal, com bens não declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há mais de uma década.

Veiculadas tais notícias dentro outras que o expõe, o maranhense eleito pelo Amapá diz estar acuado pela grande imprensa que promove contra ele uma verdadeira perseguição. Apresenta como argumento uma suposta campanha para prejudicar o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Leva-se em consideração que, segundo pesquisa recente, a popularidade de Lula está acima de 80% – apesar das turbulências por que ele já passou.

O que se observa é que a jovem democracia brasileira, cercada de Estados ideologicamente instáveis, precisa de zelo incorruptível senão, as energias políticas e o dinheiro do povo vão se esvair enquanto, na mesma medida, a população se desanimará diante de intenções e decisões nefastas que destoam das propostas de interesse do povo que não tramitam.

O Imperador Calígula teve suas sandices, mas não votou no senador José Sarney.

* Chico Junior é brasileiro, formando em jornalismo, autor do blog Polipensamento (http://polipensamento.blogspot.com) sobre política e cotidiano e colaborador da página virtual Jornalismo Político (http://jornalismopolitico.com).

Nos 80 anos do nascimento de José Afonso (II)

(continuação daqui)

1973: Em Abril, é detido, pela PIDE/DGS, 20 dias na prisão de Caxias. Em Dezembro sai o álbum Venham Mais Cinco.
1974/75: Em 29 de Março de 1974, realiza-se no Coliseu dos Recreios um «Canto Livre» onde, além de Zeca, participam outros cantores. Acabam, interpretando Grândola, Vila Morena. Oficiais do MFA que assistem ao concerto, escolhem nesta altura a senha para o arranque do levantamento militar. É editado o álbum Coro dos Tribunais.

Após o 25 de Abril, Zeca entra numa fase de intensa intervenção em festivais e sessões de esclarecimento. Canta em quartéis, em fábricas, em escolas, em colectividades, em serões de solidariedade internacional; apoia o MFA na animação cultural junto da emigração e na recolha de fundos para a Reforma Agrária… Actua em Angola. Em Itália, organizações de esquerda editam o álbum República. 1976: Apoia a candidatura de Otelo à presidência da República. Edita o álbum Com as Minhas Tamanquinhas. Pelo seu álbum Cantigas do Maio, recebe o Prémio Alemão do Disco (da Academia Fonográfica Alemã). 1978: Edita-se o álbum Enquanto Há Força. 1979: Sai o álbum Fura Fura. 1981: Grava Fados de Coimbra e Outras Canções. Realiza um espectáculo no Théatre de la Ville, em Paris. 1982: Sente os primeiros sintomas da doença degenerativa que o virá a vitimar. 1983: Em Janeiro actua no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Em Dezembro, sai o álbum Como Se Fora Seu Filho. 1984: Em Abril, em Questões e Alternativas, é publicado um depoimento de Zeca sobre o balanço de dez anos de democracia.

1985: Sai o álbum Galinhas do Mato. 1986: Apoia a campanha presidencial de Maria de Lourdes Pintasilgo. 1987: Em 23 de Fevereiro, no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, com 57 anos, José Afonso morre. 1992: Sai a 3ª edição de Cantares. 1994: o Presidente da República, Mário Soares, quer condecorar postumamente José Afonso com a Ordem da Liberdade. Tal como Zeca fizera a igual proposta de Ramalho Eanes, Zélia recusa. 1996: Coordenada por José Niza, é reeditada em CD uma colecção de toda a obra de José Afonso. 1997: Em 23 de Fevereiro, é inaugurado na Baixa da Banheira um monumento a José Afonso. 1999: Em Grândola e na Amadora são inaugurados monumentos em sua homenagem.

(continua amanhã)