Traidor e Mentiroso! Sócrates foi à vida!

Podem crer, quando um personagem com o peso político e económico do Cordeiro das Farmácias se sente à vontade para chamar traidor e mentiroso ao Primeiro Ministro, isto só tem uma leitura. O PM já foi à vida!

Não contente com isso, diz com a maior das calmas que o acidente em oftalmologia em Santa Maria, se deve à política que permitiu a concessão da farmácia a gente que não pertence à ANF!

Isto é, o responsável é o governo, o Ministério da Saúde e o traidor e mentiroso que não cumpriu o que havia acordado com ele, Cordeiro!

O Francisco Ramos, meu colega na faculdade já foi lançado às feras, e veio dizer que não senhor, todos os acordos estão a ser cumpridos. Isto é ,o secretário de Estado é que veio apanhar com o impacto porque quer a Ministra quer o primeiro Ministro estão de rastos. Onde está o animal feroz?

O Primeiro Ministro de rabinho entre as pernas só agora é que percebeu, que aqueles episódios da sua vida particular podem não ir a julgamento ou ficarem esquecidos numa gaveta, mas qualquer Cordeiro lhos pode atirar à cara. Como se vê!

Não gosto do Cordeiro, nem um bocadinho, é um dos rostos dos muitos e poderosos interesses instalados que vivem á sombra do Estado e que condicionam as políticas que nos colocam na cauda da UE, mas de burro não tem nada. Fez uma declaração de guerra e está à espera que Sócrates se renda ou que apresente armas.

Nada pior para Sócrates ! Não gosto nada que um PM do meu país se atemorize diante de um lobo disfarçado de “capuchinho vermelho”!

Bienal de Cerveira


O Veado, vencedor da I Bienal de Cerveira – Foto de Carla Rebelo

Começa hoje na vila das Artes, Vila Nova de Cerveira, uma das mais belas terras portuguesas. A primeira sem Jaime Isidoro. «Site» oficial aqui.

Fartos

No Irão morreram mais de 20 pessoas em protesto contra os resultados eleitorais e exigindo mais democracia. As liberdades fundamentais foram suspensas. Nas Honduras, militares golpistas extraditaram o presidente democraticamente eleito. Os protestos já geraram duas vítimas mortais. As liberdades fundamentais foram suspensas. Na China, 140 pessoas morreram em protestos contra a suposta hegemonia de uma etnia. 1400 pessoas foram presas e as liberdades fundamentais foram suspensas.

Estamos fartos disto! Estamos fartos de repressões e ditadurices. Estamos fartos de desrespeitos claros aos mais básicos direitos fundamentais. Estamos fartos de ver a liberdade ser suspensa. Estamos fartos de ver a democracia ser adiada em tantos países. Estamos fartos da paz ser constantemente hipotecada. Não pode ser! Estamos fartos e, dentro das possibilidades de cada um, vamos fazer barulho por isso! Temos dito!

fartos.net, uma iniciativa da ATTAC Portugal

A SENHORA NÃO SE VENDE

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OFERECERAM-LHE TUDO, E NADA!


.A senhora não pensa do mesmo modo que eu, politicamente falando. A senhora foi posta fora do que eu considerava ser o partido dela em Fevereiro último. Na altura pareceu-me mal, mas nem me deu para comentar. Era mais um caso num partido pelo qual só nutro curiosidade, e nem sequer é muita.
Entretanto, para obter ganhos políticos, e porque o partido da senhora anda a subir nas sondagens e nas votações, o ainda nosso Primeiro, grande irmão e admirável líder, ofereceu-lhe tudo e de tudo para que ela integrasse as listas do partido dele. Um lugar num eventual (mesmo muito eventual e nada provável) futuro executivo, altos cargos na administração pública, lugar elegível nas listas (segundo ou terceiro em Coimbra), e por aí fora, num churrilho e crescendo da qualidade do que oferecia.
Em vão! A senhora, mostrou ao ainda nosso Primeiro, o que é a moral e a defesa das suas convicções. A senhora mostrou-lhe que nem toda a gente se vende, que nem toda a gente tem um preço. A senhora mostrou-lhe que não alinha com os da laia dele.
A senhora mostrou-nos que ainda há gente séria naquela profissão.
Por outro lado, o piscar de olhos à esquerda, surtiu efeito com Inês de Medeiros e com Vale de Almeida (primeiro homossexual assumido com entrada na AR, e que não é um dissidente do BE, apesar de o querer fazer crer). Estes independentes de esquerda, aceitaram as ofertas do sr Pinto de Sousa e vão integrar as listas em lugares elegíveis. A cultura e a questão dos casamentos de homossexuais ficam assim defendidos. Pelo menos será esse o pensamento de António Vitorino, coordenador do programa.

Muito bem Joana Amaral Dias!

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Deus como problema ou a complexa simplicidade da evidência (2)

Deus como problema ou a complexa simplicidade da evidência (2)

Deus continua a ser um grande problema, ou melhor, o homem continua a ser incapaz de resolver o problema de Deus, a equação cujo resultado estabeleceu como certo sem conhecer os dados que a compõem.
Há muito tempo que deixei de discutir fé e religião com gente crente. Dogmas e argumentos condicionados não são permeáveis à razão, e as conclusões são sempre frustrantes. Sou ateu, rigorosamente ateu, mas já fui crente. Esta parte negativa da minha vida teve um lado positivo. Permite-me, hoje, a comparação entre a falsa liberdade da aleatória felicidade de um certo obscurantismo e a aliciante liberdade da possível felicidade de uma razão não mais miscível com qualquer grande ou pequena crendice. A paz nascida da libertação de todas as angústias metafísicas, em favor do valor da vida e da força projectora da curiosidade humana, a paz e a serenidade de uma total descrença mística constituem a grande oferta que a vida me fez.
Como acontece a Saramago, também a mim me acusarão de impiedade, sacrilégio, blasfémia, profanação, desacato. De tudo isto é capaz quem não tem o mínimo pejo em aceitar e colaborar nos tais espectáculos estilo cecil b. de mille, como foi o revoltante show do funeral daquele que deveria ser o representante da humildade e da pobreza, sobretudo quando comparado com o funeral do rei da Arábia Saudita, um dos homens mais ricos do mundo, esse sim, um deus terreno cuja riqueza mundana e fraqueza humana lhe permitiriam, sem escândalo, um sepulcro de ouro em vez da campa rasa. (Continua).

       (adao cruz)

(adao cruz)

DEUS COMO PROBLEMA OU A COMPLEXA SIMPLICIDADE DA EVIDENCIA (1)

Deus como problema ou a complexa simplicidade da evidência

Ao ler na revista Visão um artigo de José Saramago, Deus como problema, fui repescar um texto meu, escrito há alguns anos, baseado na resposta que dei à carta de um amigo e cujo tema era o problema de Deus. Com algumas considerações desse meu amigo e com o texto de Saramago tentarei uma reflexão que possa constituir uma espécie de calibração para todos aqueles a quem a lastimável situação do mundo em que vive não é de todo indiferente.
A genuína pureza da poesia vive e anda por aí em tudo o que é vida, mas não é fácil captar a sua complexa simplicidade. Como não é fácil – ou não se quer – entender a complexa simplicidade da evidência que também anda por aí, em quase tudo. O medo da evidência apavora as mentes que, de uma forma ou de outra, perderam a liberdade ou rejeitam a liberdade, sobretudo a liberdade de pensar. Interiorizam mecanismos fortemente redutores que são aceites acriticamente, porque não existe ou foi tacticamente anulada a capacidade crítica, ou são impostos por uma espécie de fé ou crença consuetudinária, impiedosamente dogmática, que cristaliza toda a forma de pensar, mesmo de pessoas habituadas e traquejadas numa moderna cultura científica da evidência. Estas as pessoas, ainda assim, de boa fé. Porque as há, e não são poucas, que fazem da má fé o antídoto da evidência que não conseguem negar. Por isso o texto de José Saramago me impressionou, ao mostrar que o mundo é muito claro, pelo menos até onde nos permite que o seja.

      (adao cruz)

(adao cruz)

Nos 80 anos do nascimento de José Afonso (I)

Nota: No dia 2 de Agosto, completam-se 80 anos sobre o nascimento de José Afonso. Para assinalar a data, o Aventar vai publicar diariamente, a partir de hoje, no dia em que é inaugurada a Exposição «José Afonso 80 Anos», um «post» sobre a vida e obra do mais genial dos nossos Cantautores. Porque, se hoje fosse vivo, o Zeca teria certamente muito a dizer sobre aquilo que é hoje Portugal. A falta que o Zeca nos faz…

1929: Em 2 de Agosto nasce em Aveiro José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, filho do juiz José Nepomuceno Afonso e da professora do ensino primário Maria das Dores Dantas Cerqueira. Virá a ser conhecido por José Afonso, por Zeca Afonso ou, ainda apenas por Zeca. 1933: Com três anos e meio, vai para Angola, (os pais tinham ido já em 1930) – o pai fora colocado como Delegado do Ministério Público em Silva Porto. Estará três anos em Angola, ali iniciando a instrução primária. 1936: Regressa a Aveiro. 1937: Vai para Moçambique, para onde seu pai fora transferido. 1938: Regressa a Portugal, ficando em casa de um tio, presidente da Câmara de Belmonte, onde conclui o ensino primário. 1940: Ruma a Coimbra, matriculando-se no Liceu D.João III. 1945: Começa a cantar serenatas.1948: Conclui o curso dos liceus, casando depois com Maria Amália. Viaja em digressões com a Tuna Académica e pratica futebol na Associação Académica. 1949: Matricula-se em Letras, no curso de Ciências Histórico-Filosóficas. Integrado no Orfeão Académico, vai a Angola e a Moçambique. 1953: Nasce José Manuel, seu primeiro filho. São editados os seus dois primeiros discos (em 78 r.p.m.). 1953/55: Cumpre em Mafra dois anos de serviço militar, sendo depois colocado em Coimbra. Em 1954, nasce a sua filha Helena. 1956: É editado o seu primeiro LP – Fados de Coimbra 1957/59: Em 4 de Dezembro de 1957, actua em Paris no Teatro «Champs Elysées». Ainda estudante, dá aulas num colégio de Mangualde e, depois, como professor-provisório da Escola Industrial e Comercial de Lagos. Em 1959, ensinará na Escola Técnica de Faro. Começa a cantar em colectividades. 1959/60: Por alguns dias, ensina num colégio de Aljustrel, sendo depois transferido para a Escola Técnica de Alcobaça onde estará até ao final do ano lectivo. Em 1960 é editado o disco Balada de Outono (Menino de Ouro e Senhor Poeta) 1962: Nos Estados Unidos sai o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, que inclui duas baladas de Zeca: Minha Mãe e Balada Aleixo. Participa em digressões pela Suiça, Alemanha e Suécia. 1963: Conclui o curso, com uma tese sobre Sartre. Divorcia-se de Maria Amália, casando depois em Olhão com Zélia. Sai o LP Baladas e Canções (Ronda dos Paisanos, Altos Castelos, Elegias…). É editado o disco Baladas de Coimbra que inclui Os Vampiros e Menino do Bairro Negro.
 

1964: Sai um novo disco – Coro dos Caídos, Maria, Vila de Olhão, Canção do Mar. Em Maio, actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, à qual dedica Grândola, Vila Morena. É editado o EP Cantares de José Afonso. Sai também a público o álbum Baladas e Canções. Neste ano parte para Lourenço Marques, aqui leccionando e, depois, em 1966 e 1967, na Beira. 1965: Nasce a sua filha Joana. 1967: Regressa a Portugal. É colocado como professor em Setúbal. Adoece e é internado numa clínica. Quando sai, fora expulso do ensino. Mais tarde é readmitido, mas opta por se dedicar à música. É publicado o livro Cantares, que depressa se esgota. Sai uma segunda edição que será apreendida pela polícia política. 1968: É editado o álbum Cantares do Andarilho. Zeca participa na CDE de Setúbal durante a campanha para eleição de deputados à Assembleia Nacional que se segue à morte política de Salazar. 1969: Saem o álbum Contos Velhos, Rumos Novos e o single Menina dos Olhos Tristes e Canta Camarada. Recebe o prémio da Casa da Imprensa para o melhor disco. Nasce o seu filho Pedro. 1970: É lançado o livro Cantar de Novo e editado o álbum Traz Outro Amigo Também. Em Cuba participa num Festival Internacional de Música Popular. Em Dezembro, sai o álbum Cantigas do Maio.
 

1971: É, pela terceira vez, distinguido com o prémio da Casa da Imprensa. 1972: É eleito por votação dos leitores do Diário de Lisboa, como «Rei da Rádio» e actua no Festival Internacional da Canção Popular do Rio de Janeiro. Grava em Madrid Eu Vou Ser Como a Toupeira. É editado o livro José Afonso.

“Sei como posso fazer mais com menos”

“Sei como posso fazer mais com menos”.

Quem disse esta frase é candidato. Quem disse esta frase aposta num programa minimalista, de contenção, de rigor e tem a sincera convicção de que pode fazer um trabalho decente, bem feito utilizando parcos recursos. Não foi Manuela Ferreira Leite.

Quem disse esta frase foi Robert Burck. Mais conhecido como The Naked Cowboy, é já um ícone de Nova Iorque, em concreto da famosa Times Square. Burck, perdão, The Naked Cowboy apresentou a sua candidatura ao cargo de Mayor da ‘big apple’, concorrendo contra o actual presidente, Michael Bloomberg, que tenta o terceiro mandato.

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Na sua conferência de imprensa, para anunciar a candidatura, Burck apresentou-se como sempre: quase despido, utilizando apenas um chapéu, cuecas, botas e a inseparável guitarra. Será desta forma despojada, sem gastos excessivos, que The Naked Cowboy vai fazer campanha. O programa político, se o houver, será exibido a cantar, de forma humorística como sempre.

O homem, de 38 anos, ganha a vida através das gorjetas que os turistas lhe dão, para tirar fotografias com ele. Num dia normal, trabalha entra as 11h00 e as 2h00. Ganha, em média, mil dólares por dia. Sim, por dia. Alguns dos seus rendimentos, oferece-os a obras de caridade, num gesto que é bem recebido. Já foi contratado para trabalhos extra, como aparecer em programas de televisão ou campanhas de publicidade.

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Se for eleito, promete empréstimos de mil dólares a 10 mil jovens empresários e quer botões para chamar os táxis em cada esquina. O programa político não tem muito mais. Burck quer, claro, obter mais protagonismo. É mais um que ‘está na política’ para se servir. Não vai longe mas pode ser divertido.

E como estamos necessitados de diversão na política…

QUADRA DO DIA

Neste país de loureiros
Já o alho porro não presta
Só ladrões e caloteiros
Invadem a nossa festa.

Gente jovem abandona paraíso socrático

Há cada vez mais gente jovem e qualificada a abandonar este país madrasto. A capacidade de atracção do país está em queda.

Já nem sequer conseguimos ser atractivos para os imigrantes que zarpam para outras paragens.

Estmos a perder população jovem, em idade activa, e isso é grave para o país, diz no Público a demógrafa Filomena Mendes. A degradação do mercado de trabalho é a principal razão diz a economista Natália Simões.

Entre os novos emigrantes há cada vez mais gente qualificada, e este é o fenómeno mais preocupante, porque são as pessoas com mais capacidade para promover o desenvolvimento económico. Simultâneamente não estamos a conseguir atrair gente.

Dada a melhoria das condições de vida dos países de leste esta imigração praticamente desapareceu, estando a regressar as origens tradicionais, os países de expressão portuguesa.

O nosso déficite demográfico era corrigido com esta gente jovem que agora nos abandona.

O lamaçal socrático em todo o seu esplendor!

Homens-livro

Os fãs de "Fahrenheit 451" encontrarão hoje uma entrevista muito interessante a Ray Bradbury nas páginas do El País, na qual faz uma defesa apaixonada das bibliotecas e dos livros em papel. Da adaptação ao cinema realizada por François Truffaut

Convite:

O Grupo étnico Madre Paulina (Brasil), a Associacion Cultural
Identidad Peru Danza y Musica do Peru,
a Songkhla Rajabhat University Folk Dance Troupe da Tailândia,
o Folk Ensemble Kladets da Rússia,
a Apple Chill Cloggers, dos Estados Unidos e de Portugal,
o Grupo Regional de Moreira da Maia (organizador do evento),
o Grupo etnográfico de Coimbra e
o Grupo etnográfico de danças e cantares do Minho,
vão subir ao palco este sábado, 25 de Julho, pelas 21h30,
no Largo da Feira de Pedras Rubras na Maia
,
na 3ª Edição do Festival Internacional de Folclore/ Músicas do Mundo da Maia.

Por sua vez, Rita Redshoes e Jorge Palma actuam,
igualmente este sábado a partir das 21h30,
no complexo de Ténis da Maia,
no encerramento da
2º edição do Festival da Juventude da Maia – Maiact/09

Tanto num caso como noutro, a entrada é livre.