FALANDO SOBRE TRANSPORTES. AS FALÁCIAS DO MOPTC ( 2ª PARTE) – III

O viaduto Chelas – Barreiro, tal como projectado, irá ter um impacto ambiental fortíssimo condicionando ou, mesmo, inviabilizando (conforme pormenorizei no meu texto anterior) a navegabilidade do rio Tejo a partir do cais de Stª Apolónia, para montante; dificultando as carreiras fluviais e a acostagem dos barcos, nomeadamente nos cais do Beato, Poço do Bispo e na Matinha; assoreando o rio na chamado Mar da Palha como consequência da implantação dos seus pilares; limitando a amarração dos navios no novo terminal de cruzeiros, em Lisboa (com efeito, um navio acostado, com cerca de 300 m de comprimento necessita, pelo menos de 600 m livres para efectuar uma rotação completa, isto é para dar a volta e sair em direcção à barra); e, dado que a cota fixada para o banzo inferior desta ponte é demasiado baixa, da ordem dos 47 m acima das águas, o que vai inviabilizar a passagem dos grandes navios e, deste modo, prejudica fortemente o acesso a Lisboa deste tipo de turismo; acrescento, ainda, que a fixação desta cota irá ter consequências insuperáveis no que se refere à ligação das novas linhas da c.f. previstas neste viaduto, com as linhas de Cintura, Sintra e Cascais e, de igual modo, com as estações da Gare do Oriente e Braço de Prata – esta última que considero de complementaridade indispensável; fica posta em causa, por manifesta incompatibilidade de cotas, a ligação directa à estação de Stª Apolónia; irá prejudicar, tornando-se inacessível á maioria das aeronaves, a pista principal do Montijo.

Dados todos estes condicionantes e inconvenientes, em 9 de Junho p.pº fiz um pedido à SET, até à data sem qualquer resposta:

Que fosse elaborada uma maqueta do viaduto Chelas – Barreiro e das suas amarrações nas zonas limítrofes, um modelo reduzido, para a sua apresentação pública (sugiro, agora, o Páteo da Galé, na Praça do Comércio onde está patente uma exposição interessantíssima sobre o “Plano da Baixa, Hoje”).

Sugeri, também, que numa folha tipo A4 fossem tornados públicos os relatórios-síntese a serem elaborados pelos Autarcas das Câmaras directamente interessadas, pelos responsáveis da APL, da RAVE / REFER, Urbanistas e Projectistas que têm vindo a estudar e a apresentar soluções para a zona ribeirinha. Relatórios estes onde se apontaria, claramente, as vantagens e inconvenientes do projecto proposto pelo MOPTC.

Em virtude dos seus conhecimentos privilegiados nesta matéria, dirijo um apelo pessoal à participação do Presidente da C.M.L., Dr. António Costa, Vereador Dr. Sá Fernandes e Arquitectos Helena Roseta, Ribeiro Telles e Manuel Salgado.

O assunto a debater é de suma importância e as consequências da implementação deste projecto serão enormes para a cidade e, certamente, para todo o país.

A esposa do Dr. Bernardino

Não sei quem é, mas no meio disto tudo, é a pessoa mais desrespeitada de todas.

Os cornos e a caralhada na Jugular

Ali na Jugular balança-se. O que é mais grave ? A caralhada do deputado do PSD José Manuel Martins ou os cornos do Manuel Pinho?

Eu, francamente, fico impressionado com ambas mas os cornos envolvem uma terceira pessoa, isto é, insinua que uma pessoa não presente na Assembleia tenha cometido um acto indigno e que selaria tal substantivo na testa do sr Deputado Bernardino!

Ora, a f. acha que são ambas indignas e como tal se o Pinho é demitido o Deputado Martins também deveria ser demitido. Nem penses deverá pensar o próprio. E bem!

Mandar um gajo para o caralho é bem português, já os cornos mesmo quando apropriados é coisa que sempre se escondeu. Até se diz que “o corno é o último a saber”, isto é, a matéria é tão deselegante que nunca será aceite nos costumes.

Compreendo, e agora já sob o ponto de vista da Jugular, que a caralhada foi de um PSD para o Sr Deputado Afonso Candal do PS, o que agrava e muito a coisa, enquanto os cornos foram de um socialista para um comunista o que aligeira sobremaneira a coisa! Mas, sob o ponto de vista filosófico-epitimológico a testa de um gajo é, e será sempre , terreno do próprio e sagrado!

Fez bem o Dr. Manuel Pinho ter pedido a demissão. Afinal estamos no ínicio do verão e o futuro tambem não é sereno!

Grande Porto Semanário

Acabei de folhear o novo semanário “Grande Porto” do grupo Lena, com lançamento em banca amanhã (hoje foi a apresentação aos convidados e tivemos direito a um exemplar).

Em termos gráficos é agradável. Arranca com uma sondagem de Matosinhos (Narciso 34,5%; Guilherme 32,6%; Aguiar 20,9%), uma entrevista a Valente de Oliveira e um jantar/entrevista com Marco António e Renato Sampaio. Agora vamos esperar para ver a reacção do público. Reservo para mais tarde uma análise mais profunda.

O novo Pina Moura

 
O Primeiro-Ministro acaba de anunciar que Teixeira dos Santos, o Ministro das Finanças, acumulará essa pasta com a da Economia até ao fim da Legislatura.
Não é uma solução nova, já Pina Moura acumulou as duas pastas, com António Guterres e com os resultados que se conhecem.
Desta vez, a situação é mais benigna. Falta muito pouco para as eleições e a Teixeira dos Santos, para fazer melhor do que Manuel Pinho, basta estar calado… e quieto.

Manuel Pinho demitiu-se…


…e José Sócrates aceitou.

Jaime Gama considera o caso encerrado…

Logo depois de Alberto Martins remeter para o próprio Manuel Pinho a responsabilidade de se demitir…
Já fora deste assunto, Heloísa apolónia acusa Sócrates de «mentir descaradamente». «De que é que está o senhor primeiro-ministro à espera? Que lhe agradeçam?»
Entretanto, o debate sobre o Estado da Nação morreu…

Sócrates pede desculpa pelos cornos de Pinho!

Falta revelar a demissão do Ministro. O primeiro-ministro devia tomar ilações mais severas, refere Luís Fazenda do Bloco de Esquerda. (twittada em directo no Aventar)

Paulo Rangel: Que o Governo tire consequências políticas deste acto!

E Bernardino Soares descreve o sucedido. Sócrates quer falar (twittada no Aventar).

Paulo Portas desafia Sócrates a renegar os cornos de Pinho

E Ana Drago volta à carga. Um «post» tipo twitter.

Manuel Pinho não passa de hoje! (com vídeo)

Os cornos de Manuel Pinho

manuel_pinho_faz_cornos

Manuel Pinho já fazia parte da história da política portuguesa do século XXI. Desde que anunciou o fim da crise, ainda ela estava a dar-nos a primeira de várias bofetadas, que o ministro da Economia fez por merecer mais que uma nota de rodapé. Já merecia, vá lá, um quarto de página. Esta tarde, decidiu ser o protagonista do debate do Estado da Nação e, por isso, passa a merecer uma página. Com fotografia.

Ia o debate quente em redor das minas de Aljustrel e Manuel Pinho resolve fazer belo de um par de cornos para as bancadas do BE e do PCP, num gesto técnico de grande qualidade e de uma beleza plástica de fazer inveja aos mais nobres artistas. O Público chama-lhes “chifres”. Não são chifres, senhores, são cornos. Um valente par deles.

“Excedi-me”, reconheceu, mais tarde, o ministro. Estragou tudo. Foi um gesto de renúncia da obra de arte, do artista arrependido, do homem que agiu por impulso e, depois, se arrependeu. Foi pena. O gesto teve espontaneidade. O pedido de desculpas nem por isso.

Fazer um par de cornos no Parlamento não é para todos. É necessário estatuto e sentido de Estado, bem misturado com arte de levantar os braços, curva-los e esticar os dedos. Nem quero imaginar o que não seria este debate, naquele momento, relatado e comentado por Gabriel Alves. Seria, por certo, pontuado pelo famoso “ohhhh” prolongado, de espanto perante a habilidade de Manuel Pinho. Genial.

Quem não deve ter gostado foi o primeiro-ministro. O capitão da equipa tentou o golo, anunciando um programa de requalificação e modernização dos centros de saúde e urgências hospitalares, orçado em 20 milhões de euros, e um reforço de 115 milhões de euros para a construção de novos equipamentos sociais.

Nada. Um anúncio que vale zero, perante aquele momento. O pior é que o debate até estava a correr de forma aceitável para Sócrates, depois do desastre do medir de palavras anterior.

O problema é que, assim, as palavras, os anúncios, os braços de ferro verbais ficaram ofuscados pela mais universal de todas as linguagens, a verbal. E o ministro Manuel Pinho, neste aspecto, não pede meças a ninguém. Que homem!

Nota: Quarenta e cinco minutos depois deste post ter sido escrito fiquei a saber que Manuel Pinho, entretanto, se demitiu. Ou foi demitido. Quem vai agora anunciar o fim da crise? Quem vai tirar fotos com Michael Phelps ou anunciar coisas estranhas em empresas, que depressa serão desmentidas? O que vai ser da papa mayzena? Quem vai rasgar folhas na televisão e, por fim, quem vai fazer cornos no Parlamento? Estamos perdidos.

Cornudo és tu!


Depois disto, TEM DE SE DEMITIR!

Vasco Lourenço – Do interior da revolução: Direito de resposta

Pergunto-me se vale a pena gastar tempo e energias com o Manuel Bernardo (MB). As suas acções no passado criaram-lhe um tão grande perfil de descridibilidade que me parece ser tempo perdido… De facto, só quem gosta de ser enganado é que ainda lhe dá crédito…
O ter presente o velho ditado de “água mole em pedra dura…” leva-me a, perante as investidas que me vem fazendo – ainda não consegui atingir o porquê de me ter eleito como alvo preferido das suas ofensas – esta tomada de posição, que conto possa trazer algum esclarecimento e alguma luz a quem esteja mal informado, mas de boa fé.
1. Em primeiro lugar, recuso liminarmente o título que MB colocou em mais uma das suas diatribes: como afirmei já mais que uma vez, não sei mentir, não invento estórias, os factos que conto são verdadeiros. Por muito que alguns MB os tentem contrariar. Neste caso, para além de não apontar nenhum facto concreto, a sua falta de credibilidade é a minha melhor defesa.
Importa aqui recordar a sua reacção, quando alguém lhe chamou a atenção para o facto de ele saber que as afirmações que faz no seu último livro sobre mim e a minha actuação na Guiné não corresponderem ao que se passou, não estarem correctas, estarem deturpadas: ” está bem, mas eu tinha umas contas a ajustar…” afirmou, com o maior à vontade dos mentirosos e dos cínicos!
2. Também agora vem a público citar um despacho sobre mim – utilizando elementos reservados – do então comandante chefe da Guiné, gen. Spínola.
Mais uma vez a sua desonestidade intelectual se declara de forma brutal: ao ler o livro “Do Interior da Revolução” pôde tomar conhecimento – se é que o não sabia ainda – desse episódio em pormenor, nomeadamente a forma como Spínola recuou e me deu razão. Como sempre faz, quando lhe interessa, escamoteou factos e difamou indirectamente – pois nunca faz acusações directas – os que quer atingir, para saldar as contas que tem em aberto…
3. Vem também afirmar que só agora tomou conhecimento da razão porque em 1974 o quiseram sanear, acrescentando que eu nunca lhe fui apresentado e que apenas falou comigo em 1994…
O descaramento deste fulano chega a pontos inimagináveis!
Como já afirmei, o MB subscreveu o abaixo assinado que em 1973 se fez contra os dec-lei 353/73 e 409/73. Penso não ter sido eu a recolher a sua assinatura directamente, mas lembro-me de o ter contactado na Academia Militar.
Quando em 1974 é saneado pelo Conselho da Arma de Infantaria (CAI), procura-me pessoalmente e protesta o facto, pois “era do MFA, assinara o abaixo assinado…”.
Tive, então, oportunidade de o esclarecer: defendera-o no CAI, informando dessa sua atitude, nada pudera fazer contra a acusação que aí lhe fora feita e sobre a qual me não pudera pronunciar, pois não estava cá, nessa altura.
Acusação que consistira em, no desenrolar do 16 de Março de 1974, ele ter colaborado com a acção da GNR e da PIDE/DGS , no cerco que estas forças fizeram à Academia Militar, donde resultou a prisão do Almeida Bruno e de outros oficiais do Movimento.
Aconselhei-o, então, a procurar esclarecer os factos com os membros do CAI que o acusaram.
Vem agora negar tudo isto e afirmar da pouca credibilidade da acusação, apontando procedimentos que diz ter tido e que relata em pormenor.
Não contesto esses procedimentos – não presenciei, ainda que a sua pouca credibilidade pessoal… – , não o acuso, como nunca o acusei, de ter ajudado a GNR e a PIDE/DGS a cercar a Academia Militar!
Não aceito é que venha negar e ignorar a diligência que fez junto de mim e os esclarecimentos que então lhe forneci…
Atitude que já me não surpreende, pois como lhe disse um dia no intervalo de um seminário na Universidade Nova, é fácil escrever mentiras, quando se não tem à frente quem nos possa contestar.Mais difícil é manter essas mentiras, cara a cara, o que o levara a calar-se no debate havido, não intervindo sequer face às minhas afirmações sobre procedimentos, totalmente opostas às afirmações que vinha publicando nos seus livros.Recordo perfeitamente que nem sequer reagiu, quando o acusei pessoalmente de
cobardia, o que aliás é natural nele.
Quanto à acusação que agora faz de que ” o quiseram sanear, expulsando-o do Exército, sem qualquer vencimento”, estamos perante mais uma das deturpações caluniosas em que MB é useiro e vezeiro: como explico em “Do Interior da Revolução”, foi o facto de ainda não ter o tempo de serviço que o estatuto do oficial impunha para que se pudesse passar à reserva que fez com que ele e outros na mesma situação não passassem à reserva e ficassem na situação de “esperados”. Isto porque, contrariamente ao que afirma, houve a preocupação de não criar nenhuma situação em que os saneados ficassem sem vencimento. O que penso não ter acontecido em todos os Ramos das Forças Armadas…Desta situação resultaria que, com o evoluir dos acontecimentos e ao contrário do que se passou com os oficiais saneados que já tinham o tempo de serviço mínimo para passarem à reserva, os “esperados” nunca foram efectivamente saneados e fizeram a sua carreira normalmente, vendo a situação de saneamento anulada, efectiva e definitivamente, quando alguns anos depois foi aprovada legislação que anulava os saneamentos e as respectivas consequências.
A queda para deturpações do MB é de facto espantosa!…
Quanto ao Carlos Fabião, apesar de alguns erros cometidos, todos sabem que um só dos seus dedos vale mais que todos os MB juntos…
4. Não tenho a intenção de voltar a perder tempo com MB, a não ser que a gravidade dos seus actos a isso me obrigue.
Quanto ao livro “Do Interior da Revolução” e aos factos que “eu invento”, continuo à espera que me apontem esses factos. Apenas o gen. Ricardo Durão apontou dois ou três, mas a esse já respondi, aconselhando-lhe um esforço de memória.
A análise de MB, se ainda fosse preciso, cai pela base quando afirma que eu “omito o importante contributo dado ao processo contestatário por oficiais que estavam nas comissões em África”.
Apesar de nessa entrevista a Manuela Cruzeiro dar essencialmente o meu testemunho sobre a minha experiência, a minha intervenção concreta, só uma mente retorcida e pré-formatada poderia fazer essa afirmação. Basta ler o livro, para ver o realce que eu dou a esse facto!

Vasco Correia Lourenço

“Casablanca” – O melhor filme de sempre

Lembro-me, e alguns de vós também, de, nos anos 50, esta passagem do filme ser saudada com palmas nas salas portuguesas.

Apoios espontâneos

O último grande apoio espontâneo foi a João Soares. Perdeu, claro!

Estes apoios previamente anunciados e ao mesmo tempo espontâneos, têm que se lhes diga. No caso ainda mais, pois desta vez quem se vai manifestar são os “velhinhos” agradecidos das redes sociais.

Isto é de uma indignidade que raia o absurdo. O que poderemos pensar de um governo, ou amigos de um governo, que querem levar os idosos a agradecer as condições que, na sua magnidade, o governo lhes oferece?

A lógica é do mais rasteiro que possa haver. A caça ao voto de pessoas diminuídas, dependentes, a quem se mostra que vivem da “bondade” de um governo, como se não estivessem a usufruir de um direito.

E mostra outra coisa. Sócrates e o PS estão muito, muito atrapalhados quanto ao resultado das eleições.

Mas não vale tudo!

O Magalhães nas ruas de Lisboa

Magalhães ou Playstation?

Magalhães ou Playstation?

A imagem é do Lisboa S.O.S.

Aqui por casa, por haver magalhães e playstion a coisa está resolvida. A dúvida é entre o Bolt da PS2 ou o Super TUX no Maga!
A sério. Conhecem algum puto que tenha o Magalhães: perguntem-lhe o que é que ele faz com ele – SUPER TUX!

Inveja

A inveja é talvez o maior defeito dos portugueses, desde sempre. Quando alguém faz uma coisa bem feita, em Portugal, a reacção não é tentar fazer igual, mas é deitar abaixo” – Miguel Sousa Tavares em entrevista na Visão de hoje.

Aqui está mais um exemplo de algo do MST que subscrevo integralmente. Sinto isso no dia-a-dia do meu trabalho. Já achei frustrante. Agora já me habituei e nem ligo puto. É a puta da vidinha à portuguesa…

Madoff para Caxias…

Então nós vamos receber pessoal que está em Guantanámo, que nem sabemos se deitaram abaixo alguma coisa digna e deixamos de fora uma sumidade que deitou abaixo o sistema financeiro americano?

Mas qual é o critério ? Somos sempre assim pequeninos porquê ?

O mundo vai alguma vez saber que temos Caxias, a prisão mais livre do planeta, se não importarmos o Madoff ? Naqueles intervalos de recreio, em que alguns deles se esquecem de voltar, o Madoff é um gajo seguro ! Foge para onde se já está na prisão mais livre do Mundo? Para ser engaiolado por aqueles sacanas que lhe atestaram 150 anos de prisão? O homem até nos vai deixar metade da massa para criarmos mais uma fundação!

Agora os piolhosos de Guantánamo ? O que é que ganhamos com isso, em os ter cá? E se fogem, que é o mais certo porque estes gajos nunca agradecem as condições divinais que lhe são oferecidas, como é o caso em Caxias ? Vamos ter o Mundo a rir-se da nossa pra-frentex organização prisional ?

E, depois, Madoff tal como o juiz esclareceu, pode mesmo ser um exemplo para os nossos financeiros e juízes.

Vai um abaixo assinado ?

Eu manifesto, tu manifestas, eles manifestam…

Ninguém acha estranho o elevado número de manifestos que têm sido lançados nos últimos dias? Há para todos os gostos, sensibilidades e disposições. Os economistas resultam como os principais instigadores e subscritores.

Uns querem maior atenção ao emprego, outros aconselham cautela com as grandes obras públicas, outros advogam o investimento público. É um excelente exercício, sem dúvida. Sempre estimula a capacidade criativa, numa tentativa de fazer um manifesto melhor que os anteriores.

Não tarda nada faz-se o kit pedagógico. Até parece que já estou a ver o anúncio: “Leve o manifesto da sua preferência e construa-o com os seus filhos. Passe momentos divertidos em casa a jogar com as palavras”.

Como não acredito que estes manifestos digam alguma coisa de útil e relevante à maioria da população nacional, que não os leu ou vai ler, temo pela sua inutilidade. Ou será que o destino final do palavreado não é a população? Mas se não não é população, quem será?

Ainda a avaliação de Professores

A Tese deste post é a seguinte: Sócrates mente quando diz que introduziu a avaliação de professores. Explicando:

Vamos imaginar, car@ leitor@ que não tínhamos o pior Primeiro-Ministro da nossa história (não, não estava a pensar no Santana Lopes, mas também serve).
Vamos também imaginar que não tínhamos como Ministra a pior Ministra da Educação da nossa História (não, não estava a pensar na Manuela Ferreira Leite, mas também serve).

Agora imaginem que iam ler a Lei que regulava a avaliação dos professores – a tal que nunca existiu: o Decreto- regulamentar 11/98, de 30 de Abril.
Com alguma atenção poderiam ver um tal de Documento de reflexão crítica (artigo 5º) que constava destes itens:

    ANEXO 1

    Quadro de referência para a elaboração do documento de reflexão crítica

Actividade do docente

1 Conteúdo:
1.1 Serviço distribuído (componente lectiva e componente não lectiva);
1.2 Cargos desempenhados, considerando:
1.2.1 Administração e gestão;
1.2.2 Orientação educativa;
1.2.3 Supervisão pedagógica;
1.2.4 Outros.

2 Desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem:
2.1 Planificação do processo ensino-aprendizagem, considerando:
2.1.1 Selecção de modelos e métodos pedagógicos;
2.1.2 Cumprimento dos núcleos essenciais dos conteúdos programáticos;
2.1.3 Cooperação com os professores da escola/turma/grupo disciplinar;
2.1.4 Outros aspectos relevantes;
2.2 Concepção, selecção e utilização de instrumentos pedagógicos auxiliares do processo ensino-aprendizagem, considerando:
2.2.1 Manuais escolares;
2.2.2 Outros;
2.3 Processo de avaliação dos alunos, considerando:
2.3.1 Critérios de avaliação e definição de conteúdos nucleares da aprendizagem para a progressão dos alunos;
2.3.2 Aferição dos critérios para uma coerência pedagógica da aprendizagem;
2.3.3 Práticas inovadoras no processo de avaliação dos alunos;
2.3.4 Outros aspectos relevantes;
2.4 Participação em actividades de apoio pedagógico e de diversificação curricular;
2.5 Participação na organização de actividades de complemento curricular.

3 Análise crítica do processo de acompanhamento dos alunos, considerando:
3.1 Informação e orientação dos alunos (vocacional e profissional);
3.2 Detecção de dificuldades na aprendizagem e desenvolvimento de estratégias para a sua superação;
3.3 Gestão de conflitos comportamentais e de índole disciplinar na sala de aula e na escola e desenvolvimento de estratégias para a sua superação;
3.4 Relacionamento com os encarregados de educação;
3.5 Outros.

4 Participação em actividades desenvolvidas na escola, considerando:
4.1 Projecto educativo;
4.2 Área-escola;
4.3 Formação;
4.4 Projectos culturais, artísticos e desportivos, considerando:
4.4.1 Participação em projectos culturais locais e de defesa do património;
4.4.2 Organização e participação em visitas de estudo;
4.5 Outros aspectos relevantes.

5 Participação na articulação da intervenção da comunidade educativa na vida da escola.

6 Promoção e participação em actividades intergeracionais.

7 Participação em actividades no domínio do combate à exclusão.

8 Participação em actividades no domínio da promoção da interculturalidade.

9 Participação em actividades de solidariedade social.

10 Formação:
10.1 Plano individual de formação, considerando:
10.1.1 Identificação das necessidades de formação, designadamente nos planos científico-pedagógico e profissional;
10.1.2 Articulação do plano individual de formação com o plano de formação da escola/associação de escolas;
10.1.3 Participação em equipas de formação para a inovação e a qualidade;
10.2 Formação contínua, considerando:
10.2.1 A articulação das acções de formação realizadas com o plano individual de formação;
10.2.2 Actividades de aperfeiçoamento profissional e académico, nomeadamente participação em seminários, conferências, colóquios e jornadas pedagógicas;
10.2.3 Outras actividades relevantes;
10.3 Formações acrescidas, considerando:
10.3.1 Graus académicos;
10.3.2 Outros diplomas.

11 Assiduidade do docente.

12 Actividades de substituição.

13 Outras actividades relevantes no currículo do docente.

14 Estudos e trabalhos realizados e publicados.

15 Louvores.

16 Sanções disciplinares

Se chegou aqui, caro leitor é porque está mesmo sem sono, mas não há nada como um discurso do Manuel Pinho para resolver esse tipo de problemas.
E o que é que eu, Professor, vou ter que fazer agora?
Simples: preencher isto: http://sc.dgrhe.min-edu.pt/fichas/avaliados/ficha403.html

Se não fosse trágico, daria para rir, mas enfim.
Vamos lá ao copy / past!

Manifestação Nacional a 21 de Setembro

Caros Professores,
o debate está aí e eu quero avançar já: por mim voltaremos às ruas de Lisboa no dia 21 de Setembro. É o primeiro Sábado depois do arranque do ano lectivo.
E, claro, como objectivo único da Manifestação: condicionar TODOS os candidatos às legislativas! Simples.
Marquem nas agendas.