Ibéria?!? Ibéria, sim senhor!

Para quem não acredita que mais cedo ou mais tarde, uma Ibéria irá emergir.

Mais informações, por favor contactar o sr. Ricardo Salgado, CEO do BES e um dos donos deste país.

POEMAS DO LUSCO-FUSCO

Prendo-me a ti
muitas vezes
para alimentar
a inspiração.
A tua beleza
fere os meus sonhos
com dardos de espuma branca.

              (adão cruz)

(adão cruz)

Dedicado ao Arrebenta

Nota:

Apesar de surgir com o nome de José Freitas, este texto é, de facto, de Adalberto Mar.

Em tempos, alguns caríssimos amigos e deliciosas amigas minhas chamavam-me carinhosamente(!!!), (sabe-se lá porquê!) «The Bitch of The Beach»!
Mesmo em Madrid, a tradução adoptada ao local mantinha-se e por conseguinte chamavam-me na pisicina nudista de La Elipa e do Barrio del Pilar, de tudo: Pendón, Pícaro, Golfo, Zalamero, de lo peor de lo peor de la Peninsula Ibérica, Peligrosa (!!!)… e até… (Deus meu!!) «Guarra!!!».

cao

Hoje, lembrei-me que o Arrebenta tinha de ter também uma dedicatória… uma vez que já passámos aqui tempos sem fim com dedicatórias musicais uns aos outros, numa de «fraternidade e companheirismo bloguista de clube»…e lembrei-me também que ele tinha de dar um «tempinho» às vitimas dele….pois estamos em tempo de ir «on the beach»!!!

Então, dedico isto ao Arrebenta:

 

ON THE BEACH
CHRIS REA
Between the eyes of love I call your name
Behind the guarded walls I used to go
Upon a summer wind there’s a certain melody
Takes me back to the place that I know
Down on the beach

The secrets of the summer I will keep
The sands of time will blow a mystery
No-one but you and I
Underneath that moonlit sky
Take me back to the place that I know
On the beach

Forever in my dreams my heart will be
Hanging on to this sweet memory
A day of strange desire
And a night that burned like fire
Take me back to the place that I know
On the beach

AS QUESTÕES ÉTICAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE (4)

AS QUESTÕES ÉTICAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE (4)

Como já referi noutro post, o consumo exagerado e indiscriminado de medicamentos é hoje um problema, não só nacional como internacional. Interesses industriais e comerciais convenceram as pessoas de que a saúde se encontra exclusivamente metida em caixinhas e frasquinhos, originando uma autêntica obsessão pelos remédios, não só por parte dos doentes mas também dos médicos. Todos sabemos que há medicamentos úteis, muito úteis e indispensáveis, alguns quase “milagrosos”. Mas há outros que são inúteis, por vezes prejudiciais, potencialmente perigosos. Mas… potencialmente mais perigosos do que os remédios inúteis são, tantas vezes, os bons remédios, os remédios eficazes, quando prescritos por rotina, sem precisão diagnóstica ou terapêutica, com desconhecimento das verdadeiras indicações e dos efeitos adversos, das contra-indicações e das interacções medicamentosas. A nossa experiência tem-nos demonstrado que as receitas “à balda”, sem critério nem critérios, feitas de forma inconsciente, são responsáveis por frequentes e temíveis consequências, constituindo actos que, muitas vezes, deveriam pertencer à esfera do crime. Até o próprio doente já se apercebe facilmente dos nossos erros, das nossas insuficiências, das nossas incompetências e das nossas incapacidades.
Por outro lado, a nossa sociedade vive triturada por uma poderosíssima máquina de “mentir a verdade”. Muitas são as peças desta máquina de mentir a verdade, em todas as áreas, muitas são as injecções deste “soro universal da mentira” que cada vez mais nos induz a “precisar” da medicina, dentro de um escandaloso movimento de mercado que não olha a meios para criar a riqueza de alguns à custa da pobreza de muitos. Na ânsia desmedida do lucro, há uma imposição da “criação de saúde”, “saúde” vendida na escamoteação dos princípios e das consequências, na penumbra das consciências, fortemente sustentada no privilégio que o beneplácito público oferece à coligação de interesses que funde a medicina com a indústria.
Em particular, como também já o disse, o consumo dos remédios pelo paciente idoso é um problema actual e de importância crescente. Intencionalmente foi-se criando a ideia de que a terceira idade, essa idade que nos passa diariamente pelas mãos, é uma doença, o que não é totalmente verdade. A terceira idade é uma fase da vida carecendo de atenção específica e de cuidados sociais, humanos e diferenciados. Não pode, de forma alguma, ser uma mina a explorar pelos vendedores de falsa saúde. O coração dos oitenta não é, tantas vezes, um coração doente e não precisa de quaisquer remédios. Estes, quando prescritos inadvertidamente, podem acabar com ele, dado que a tolerância, a capacidade de adaptação e as margens de manobra e segurança são muito inferiores às de um coração jovem. Não se respeitam, muitas vezes, as regras básicas da farmacologia clínica, nem se tem em linha de conta a co-morbilidade e as alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas próprias do idoso. Há lesões cardíacas que, a despeito de serem irreversíveis, não alteram fundamentalmente o funcionamento do coração e não são modificáveis por qualquer medicamento. Não passa de perigosa fantasia convencer a pessoa a tratar o que não é tratável, fazendo-a correr riscos sem qualquer contrapartida. O saco de remédios, a receita sem observação cuidada e sem avaliação responsável do paciente, é um frequentíssimo hábito lamentavelmente institucionalizado. Isto é válido para todas as áreas da medicina. (Continua).

             (adao cruz)

(adao cruz)

Um exercício académico de um aluno medíocre

É o que é o Programa do PS !

Cobre todas as áreas com objectivos “bonzinhos ” “bem comportados”. Assenta como uma luva neste país como noutro qualquer.

Convém é não esquecer que continuam lá os megaprojectos do TGV e do Aeroporto e da Terceira Ponte que ninguem percebe como se pagam quando não há dinheiro ; convem é não esquecer que não há uma palavra para a dimensão do Estado e do seu cada vez maior intervencionismo na economia; convem é não esquecer que não há lá uma palavra para a maior dinamização da Sociedade Civil, para uma maior responsabilização dos eleitos perante os eleitores .

Descobre as Pequenas e Médias Empresas após quatro anos de intervencionismo no BCP, no BPN, no BPP, na OPA da PT, com o dinheiro da CGD a servir para fazer negócios “finos” e entrar nos jogos de poder das grandes empresas.

É um exercício de alguem que quer ter um 10, envergonhado, tirou uns apontamentos aqui e ali e tenta desesperadamente que o professor não se lembre do que fez durante o ano.

O PS não tem ideias, está esgotado, todos os dias inventa, em desespero, novas medidas que ninguem controla porque já ninguem acredita.

E este programa não tem uma só ideia para o principal problema do país, que é a falta de confiança que separa governantes e contribuintes. Não tem nada a dizer sobre “os ajustes directos” aos amigos ? Sobre os concursos públicos que desapareceram? Sobre os subsídios a quem é da cor ? Sobre as Contas Públicas que se escondem?

Não tem uma palavra para os 150 000 empregos que não se criaram mas prometidos? Para os sugadouros de dinheiro público da RTP, da CP e de uma maneira geral das empresas públicas de transporte?

E a Escola Pública Autónoma de burocracias do Ministério e dos Sindicaros? E o financiamento ajustado do SNS e dizer fim à sua subalternização ante os privados? E a Justiça mais célere e livre de pressões do poder político?

O PS enrolado num lodaçal não tem uma palavra para a transparência, para o tráfico de influências para a igualdade de oportunidades!

DEUS COMO PROBLEMA OU A COMPLEXA SIMPLICIDADE DA EVIDÊNCIA (6)

Deus como problema ou a complexa simplicidade da evidência (6)

“Ainda não consegui que alguém que não acredita no prolongamento da vida para além da morte me desse um argumento válido para ser bom para o meu semelhante”. Isto diz o tal meu amigo, que insiste no prémio, no prémio à dimensão da imaginação humana, porque não pode ser outra, um prémio que consiste na ausência de dor, de sofrimento, de fome, de frio, eventualmente com música celestial, um novo género de música infalivelmente feita de notas iguais às de cá, porque não concebemos outras, por enquanto, possivelmente com asas para dar umas voltas pelos céus do céu, e para os mais cultos que exigem um toque transcendental, a felicidade eterna de estar, finalmente, na magnífica presença de Deus, sorridente e afável, nunca mais temido nem ameaçador, porque, entrados no céu é trigo limpo, nunca mais de lá saímos. O prémio que é indispensável receber além da morte para que seja paga e justificada a procura do equilíbrio da justiça e da verdade da vida! Apesar das diferenças entre o Deus de cá e o Deus de lá, e dos diferentes prémios celestiais post-mortem, parece que nem dum lado nem doutro o facto de se acreditar no céu consegue argumentos válidos para se ser bom para o seu semelhante. A vida e a história mostram-no frontalmente. Julgo que nesta civilização do petróleo a que Saramago alude, com poços cheios para uns, e para outros apenas a gotícula para o isqueiro, o amigo a que atrás me refiro já está desfasado. O prolongamento da vida para além da morte, em que acreditam ou fingem que acreditam os únicos que, a seu ver, lhe podem dar um argumento para se ser bom para o semelhante, pouco os incomoda. É certo que a maior parte dos que acreditam não têm poços de petróleo. Mas os que têm poços de petróleo não deixam de louvar e agradecer a Deus e de fingir que acreditam no prémio celestial. Os que não acreditam, os que, a seu ver, não têm argumentos para se ser bom e solidário, são os que mais proclamam que a lastimável situação deste mundo não engana a mais singela das evidências e sempre lutaram e deram a vida para que se saiba que essa mesma situação decorre, exactamente, não da bondade mas da crueldade dos que, em nome de Deus, fazem a guerra e sempre mataram em nome da paz. (Continua).

              (adao cruz)

(adao cruz)

QUADRA DO DIA

Com tais loureiros à solta
Tem cuidado c’oa sardinha
Ficas a zero meu santo
Não te deixam nem a espinha.

Nos 80 anos do nascimento de José Afonso (V)

(continuação daqui)

E. Subitamente, Grândola

Em 1964 é editado um novo disco – Coro dos Caídos, Maria, Vila de Olhão, Canção do Mar. Na noite de 17 de Maio desse ano, actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, a «Música Velha», como a colectividade é designada pelas gentes da terra. Aqui se inspira para a criação de Grândola, Vila Morena (que dedica à colectividade), canção que viria a estrear num récita que realizará em Maio de 1972, em Santiago de Compostela. Aliás, essa noite de Maio de 1964, pode dizer-se, muda a sua vida. Canta perante uma assistência constituída maioritariamente por gente pobre, mas faminta de cultura – trabalhadores da indústria corticeira, amadores de música, ceifeiras, alguns clandestinos ligados ao Partido Comunista… José Saramago, então um escritor quase desconhecido, está também entre a assistência. Mais tarde, após a morte de Zeca, Saramago interroga-se sobre o que José Afonso sentiria se pudesse observar o rumo social e político do Portugal dos nossos dias – «Creio que estaria, pelo menos, tão desanimado como eu», conclui o Nobel. Nesta sessão conhece Carlos Paredes, o prodigioso guitarrista – «o que esse bicho faz com a guitarra!», exclama Zeca numa carta aos pais. Compra uma pequena parcela de terreno em Grândola, com uma modesta casa, onde gosta de passar os seus tempos livres. Grândola cativara-o definitivamente pelo ambiente fraterno que envolvia as suas gentes. Pedro Martins da Costa, militante do PCP e, a partir de 1974, vice-presidente do município durante mais de 25 anos, presente no famoso concerto de 1964, diz que ao Zeca agradou sobretudo a igualdade que ali existia antes e depois da Revolução de Abril – continuaram a ser «tão igualitários que nem se sabia quem era o presidente». A letra da canção não constitui, portanto, um conjunto de simples metáforas… Durante anos, na placa toponímica da vila, fechando o círculo de interacções entre a «cidade» e o seu cantor, lia-se. Grândola, Vila Morena – Grândola mudou a vida de Zeca e Zeca alterou a vida e a história da vila (actualmente, a placa foi retirada – decisão política?) Como se diz numa reportagem de Miguel Mora publicada no El País (9 de Agosto de 2007): «Hoje, em pleno centro de Grândola, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, continua de pé, sóbria e austera. Resiste, embora tenha estado durante algum tempo fechada e rodeada de tapumes para reconstrução. O tijolo, a construção civil, foram substituindo a pouco e pouco a cortiça, o arroz como fonte de riqueza do concelho». No interior vazio da Música Velha, subsistem, pelo menos no imaginário dos que amam a liberdade, os ecos nostálgicos do que ali ocorreu naquela noite mágica de Maio de 1964.

Andei o dia todo a fazer filhos

São 19.00 horas. Peço desculpa aos meus colegas de blogue por só agora ter chegado, mas é que andei o dia todo a fazer filhos.
Entusiasmado com os 200 euros que o nosso Governo vai entregar aos Bancos por cada puto nascido, desatei a montar tudo o que encontrava à frente. Daqui a dezoito anos, vou ser milionário.
Mulheres, saiam-me da frente!

A arte dos livros

woman-sweeping_1452502i

Su Blackwell é britânica. A sua missão é construir modelos a partir de papel de livros. É um trabalho fascinante e brilhante. E merece ser visto.

O governo safou-nos de boa…

Francisco Louçã : ” Qualquer governo que ocorra depois de 27 de Setembro é um governo muito transitório”

Paquete de Oliveira : ” Venha quem vier para governar o país, após as próximas eleições … tem de ter a consciência de que para o país sair deste estado financeiramente comatoso, de momento, as cancelas de passagem de nível estão fechadas. E a espera para o sinal vermelho se apagar vai ser longa “

Abel Mateus : “O próximo governo vai herdar uma situação económica sem paralelo.”

João Paulo Guerra . ” Portugal nem dará pela saída da crise economica pois já estará metido na seguinte crise orçamental”

Luis Moreira : “Se José Sócrates não sair rapidamente de Primeiro Ministro o país empobrecerá com os megainvestimentos lançados no actual quadro economico-financeiro”

Prof Bambo : ” Isto não está fácil”

Aventar : Dassss….

A IDEIA ATÉ É BOA, MAS…

.

PORQUE SERÁ QUE SÓ SE LEMBRAM DAS CRIANÇAS EM ANO DE ELEIÇÕES?.

. .A ideia do ainda nosso Primeiro, na pele de Primeiro ou de candidato a Primeiro, ou ainda de chefe dos candidatos, até que é boa.
Não servirá de muito, convenhamos (são só 200 euros, não serve mesmo para nada), se nos lembrarmos que há Autarquias que oferecem 750 e até 1000, e Zapatero (eu sei que o homem está num País rico, eu sei), anos atrás oferecia 2500. Mas é uma ajuda, importante!
Não favorece a natalidade, como eles dizem, uma vez que não haverá ninguém que queira ter filhos, ou que os vá fazer a correr, para ganhar 200 euros, dinheiro que o puto só poderá levantar aos 18 anos. Mas é uma ajuda, importante!
Nas famílias mais carenciadas não haverá hipóteses de ver acrescentadas entradas de dinheiro a essa conta, mas de qualquer forma sempre vai gerando juros, e é uma ajuda, importante!
Só não é importante o “timming” da ajuda, seja ele do próximo governo PS (coisa que não vai ser) ou do próximo governo de outro qualquer partido. Só aparece agora para captar votos dos paizinhos que irão ser, ou querer ser. Só aparece agora por motivos políticos, que têm a ver com as próximas eleições. Se assim não fosse, ninguém se lembraria (qualquer que fosse o partido) dos jovens.
Mas como diz o outro senhor de que eu até gosto muito, se a medida proposta é assim tão boa e exequível, implementem-na agora, já! Ainda têm tempo, ainda vão estar na governação mais dois meses inteirinhos. ou esta proposta, como muitas das outras é só para votante ver?

.

Eu sou ateu graças a Deus

Não sabia que existia uma Associação Ateísta Portuguesa. E mais surpreso fiquei quando li a sua comunicação. É que a matéria que lá se trata nada tem a ver com o facto de se acreditar ou não na existência de Deus. O que lá se trata é da Laicidade do Estado! Coisas bem distintas!

Acreditar que o Estado e a religião ( qualquer religião) devem estar separados, segundo a velha máxima, A Deus o que é de Deus, a César o que é de César, é o caminho que foi seguido pelas sociedades ocidentais. Identificar o Estado com Deus e com uma determinada religião é o caminho que foi seguido pelas sociedades Muçulmanas.

Nestas a religião e a hierarquia religiosa fazem parte do aparelho de Estado, o que tem contribuído para o apagamento de uma civilização outrora pujante e criadora. Veja-se a luta que se travou nos USA na era de Busch, entre o executivo e a ciência, com Busch a impedir a utilização de técnicas científicas por razões religiosas. E isto nos USA que é um Estado laico!

No Ocidente a força da hierarquia religiosa, com principal enfoque na hierarquia Católica, resulta de séculos de doutrina e advem da profissão da fé, de milhões de pessoas. Hoje a Igreja Católica não participa do poder político, embora tenha a influência de ser uma força decisiva na constituição do Estado Ocidental moderno.

Convem, pois, não confundir conceitos e não partir para conclusões que vão sempre no sentido de “a galinha do vizinho” é melhor que a minha!

Cartazes das Autárquicas (Gondomar e Rio Tinto)

(explicação da iniciativa aqui)
DSC05062
Valentim Loureiro (actual presidente), candidato independente, Gondomar.
DSC05336 DSC05339
RTC, Movimento Rio Tinto a Concelho

Eu já desconfiava…

“Os funcionários públicos portugueses são os que, na União Europeia, menos horas de trabalho fazem, segundo o estudo Eurofound citado pelo "Jornal de Negócios"
Em 2008, os funcionários do Estado trabalharam em média 35 horas, enquanto a média da União Europeia se situou em 38,3 horas semanais”, escreve o Público.

Eu já desconfiava. Aguardo agora por um estudo sobre a produtividade de cerca de 650 mil portugueses.