FALANDO SOBRE TRANSPORTES. AS FALÁCIAS DO MOPTC (3ª PARTE) – VII

A renovação de um contrato baseada num projecto virtual

A solução que preconizo em substituição das grandes obras anunciadas pelo MOPTC é muito simples, eficaz e incomparavelmente mais barata do que a que está prevista; e com um tempo de execução – e os transtornos inevitáveis – também muito reduzidos.

Para isso, terá de ser posto de parte o enterramento das linhas da c.f. ( o velho complexo da estrada-raínha ainda perdura) e inverter as prioridades, ou melhor, a sobreposição das vias (estradas / caminhos de ferro), sabendo-se que é muitíssimo  mais fácil “mexer” nas primeiras do que nas segundas, dado estas exigirem uma topografia “mais fina” – inclinações dos troços e raio das curvas; estou certo que os técnicos, pelo menos, compreenderão esta linguagem.

Com isto quero dizer que se deverão manter as linhas de c.f. aos níveis actuais (eventualmente um pouco mais baixas) e os atravessamentos das rodovias feitos `*a custa de passagens superiores (pontes de b.a. e ferro, por exemplo).

No caso vertente haveria que considerar, no sentido Lisboa / Cascais, duas passagens superiores à linha de c.f. que liga Alcântara-Mar a Alcântara-Terra, respectivamente na Av. Da índia e na de Brasília; e uma outra em F. da Silveira / Av. 24 de Julho. Tão simples, como isso, e este problema fica resolvido.

Lembro a existência. À saída de Alcântara – Mar, de duas pontes provisórias … construídas há muitos anos mas que ainda perduram apesar do tráfego intenso que as procura.

Estou certo que os arquitectos da C.M.L. e os da APL serão capazes de “arrancar” uma bela solução arquitectónica para o nó de Alcântara, provavelmente a calcular pelos seus colegas engenheiros que aí trabalham com toda a competência.

Talvez com algum desgosto do Senhor Ministro e da SET que, eventualmente, terão de encontrar outras obras de espavento para justificarem o seu reinado.

Quanto á Mota-Engil, cuja actividade conheço há muitos anos, como bons empreiteiros que são, dirão que isto são contingências da vida … e há mais vida para lá de Alcântara.

Claro está, a estação de Alcântara – Terra deverá continuar à superfície e, no cais de contentores de Alcântara, nada obsta a que procedam às demolições previstas de alguns edifícios mais ou menos subaproveitados, desde que não destruam os painéis do Almada Negreiros.

Concordo com o Sr. Primeiro Ministro quando diz que há imenso que fazer em Portugal, o que significa despesas muito elevadas, a pagar com o nosso dinheiro; pelo que se exige ponderação e perseverança.

Esta é uma característica apreciável desde que isso signifique teimosia ou inflexibilidade; o que poderia ser encarado como reflexo de surdez psíquica, deficiência esta grave, congénita e sem cura.