AS PATRANHAS DE SEMPRE

AS PATRANHAS DE SEMPRE
Nesta época de eleições não basta os políticos e a igreja dizerem que a solidariedade é um factor fundamental e o princípio mais importante do nosso século. Não basta dizerem que continua a haver países mais ricos e outros mais pobres e, dentro dos mais ricos, cada vez maior diferença entre ricos e pobres. Não basta dizerem que a pobreza e a exclusão geram guerras intermináveis. Tudo isto é sabido, e não é cantarolando esta folclórica cantiga eleitoral, que os partidos da máscara e da crença, de mão dada com os senhores da guerra e do dinheiro, levam o povo a qualquer porto seguro. Eles sabem, aliás, que se algum dia o povo chegasse a porto seguro, lá se ia a segurança dos que olham a humanidade sentados lá no alto das suas pilhas de massa.
Todos sabemos ou deveríamos saber que a miséria social nasce, cresce e se acentua quando se desenvolvem políticas monetaristas doentias, destinadas prioritariamente a reforçar o poder do capital, através de maquiavélicas engenharias económicas, que de progresso e desenvolvimento só têm a aparência, através da falácia das privatizações que mais não são do que o roubo dos bens do povo, através de absurdos super-lucros e mais-valias, através do escandaloso caminho aberto para o desvio do nosso dinheiro pelos assaltantes encartados, das obscenas reformas e prémios de ninhadas de parasitas, do institucionalizado cancro do compadrio e nepotismo, do esmagamento calculado e programado da qualidade de vida dos cidadãos. Circulam no mundo mais de quatro triliões de dólares avidamente à procura do sítio onde se lucra mais, nem que esse sítio seja o imenso cemitério para onde resvalam milhões de vítimas.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Talvez esse seja um dos calcanhares de Aquiles por onde o capitalismo sem lei se afunde…

  2. dalby-o-calmo says:

    Luis Bolivar do Areeiro, adoro essa tua sensibilidade social social democrata!dalby

  3. Ricardo says:

    Nããã… O Adão Cruz está enganado. E não me venham dizer que há uns que trabalham por conta própria, não declaram ao fisco e que levam os seus filhos ao infantário em Mercedes ou BMs pagando o escalão mímino enquanto a minha prima e o seu marido, os quais são de classe média/baixa, trabalham por conta de outrém, declaram ao fisco e têm de pagar o escalão máximo para deixar os seus filhos no infantário… Calúnia…

  4. dalby-o-calmo says:

    PF Luís diga-me onde é a secção do mundo-blog para crianças??É que aqui os senhores são todos muito sérios, levam-se todos tão a sério..e eu ainda não atingi esse patamar intelectual e qualidade humana!!!!..ainda vou na fase de «gabriela cravo e canela» de simples…

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