ESCLARECIMENTO

ESCLARECIMENTO

 

Há dias fiz um comentário à Daniela Major sobre pontuação e vírgulas. Não é que eu tivesse dado conta de qualquer erro cometido pela Daniela, e se tal acontecesse eu não cometeria a deselegância de o dizer, nem a ela nem a ninguém. Respondi apenas ao que ela dissera na sua apresentação, ou seja, que não prometia colocar bem as vírgulas porque não era capaz ou não sabia.

 

Fiquei no entanto chateado pois o meu comentário podia parecer presunçoso e dar a ideia de armanço, coisa que não me assenta. Todos nós andamos aqui a aprender, e venha o primeiro a dizer que sabe tudo, que eu não acredito nele. Sei o valor da humildade e já o fiz ver à Daniela.

 

Todavia, já o disse, creio que o instrumento de quem escreve reside nas palavras e na construção que com elas se faz, tal qual como o piano é o instrumento do pianista, dele saindo a música que toca. Se o pianista toca mal…as pessoas não gostarão de o ouvir.

 

O Aventar é um local de comunicação escrita, e o Aventar com certeza que imagina a credibilidade acrescida que assegura se escrever bem, e o descrédito e encolher de ombros que produz se escrever mal. Não podemos ter a mais pequena dúvida de que é assim. Se há pessoas menos exigentes que lêem o aventar, também há, com certeza, pessoas muito exigentes. Novamente como no caso do pianista.

 

Isto para dizer, na minha opinião, que um erro ortográfico ou erro de construção (não uma gralha, evidentemente) pode ser, já não digo a morte do artista, mas um ponto na penalização a caminho do descrédito e da desclassificação. Ninguém anda aqui para ser artista, mas se nos propomos tocar o nosso piano, não podemos trocar as notas.

 

Quem se propõe escrever para outros lerem, tem de o fazer tão bem como o alfaiate faz um fato a quem lho encomenda. E seria giro o Aventar ser um exemplo, não só de democracia, que o é, mas também de respeito pela boa interpretação e execução da música que toca.

 

Por mim, com toda a sinceridade, fico imensamente grato a quem me apontar as minhas falhas. De certeza que não voltarei a repeti-las.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Quem o conhece logo percebeu que não era essa intenção,caro Adrião. E a Daniela, além disso, escreve muito bem.

  2. João J. Cardoso says:

    Já agora vá-me avisando das minhas. Publicar sem revisão de texto tem o preço de, por comparação com livros e jornais que a têm, os erros, por ignorância ou distracção, ficarem no mesmo patamar de comparação.É injusto, mas não deixa de ser razoável. É bom contar com os colegas para repararem no que os nossos olhos não viram.

  3. maria monteiro says:

    LM é caro Adão e não caro Adrião

  4. Luis Moreira says:

    Nem mais, João. E quando é preciso inventar um texto porque há um buraco que é preciso preencher…

  5. Luis Moreira says:

    Obrigado, Maria 🙂

  6. Ricardo Santos Pinto says:

    Quem é o Adrião?

  7. maria monteiro says:

    inventar textos? Penso que seja mais criar textos porque… os textos inventados estão mais por aí nalguns jornais

  8. Luis Moreira says:

    A Maria é o meu anjo da guarda.


  9. Muito bem, Adão CruzMuito agradeço também que sempre que notarem alguma gralha, erro de construção de frase, erro ortográfico, distracções, trocas, etc., nos meus escritos, me avisem para corrigir e fazer por não repetir.Cumprimentos

  10. maria monteiro says:

    Já que estamos em texto de esclarecimento… LM, vamos lá corrigir: A Maria não é o meu anjo da guarda.

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