DOU COMIGO A NÃO LIGAR A PONTA DE UM CORNO ÀS ELEIÇÕES!!!

FUI DOS QUE, EM TEMPOS IDOS, LUTARAM POR ELEIÇÕES LIVRES, SEM SONHAR SEQUER A MERDA EM QUE ISTO IA MERGULHAR.

 Teoricamente, não é difícil conceber os caminhos para uma sociedade saudável, justa e equilibrada.

 1 – Prioridade máxima às crianças, a todas as crianças, sementes da saúde de uma sociedade futura.

2 – Educação e Cultura, sangue de uma sociedade nova.

3 – Justiça social, fiel da balança de uma sociedade digna e honrada.

Estes três caminhos constituem, do meu ponto de vista, os grandes passos na promoção da saúde de um país. Esta, a única forma válida de eliminar o mais possível o fantasma do futuro.

 Na prática, tais caminhos são de difícil percurso, por quatro razões principais:

1 – Os ricos e poderosos são voluntariamente cegos e egoístas, tendo como única obsessão na vida a acumulação incondicional de dinheiro. Não vêem ou não querem ver que é muito maior a felicidade de viver numa sociedade justa e equilibrada do que a felicidade de contemplar a pobreza do alto do um monte de notas.

2 – O poder político pouco mais é do que o executor dos interesses do poder económico. Além disso, os políticos são, muitas vezes, medíocres, facilmente corruptos, insensíveis e sem qualquer visão construtiva do mundo.

3 – O povo não é suficientemente culto para entender as complexas relações de causa e efeito, daqui decorrendo a sua incapacidade para romper o amorfismo e empreender as mudanças de comportamento necessárias à germinação da semente de uma sociedade nova.

4 – Os mais responsáveis, os ditos intelectuais, aqueles que, por força do conhecimento, mais próximos deveriam estar da verdade e da sua irmã gémea, a moral social, os detentores da ciência nos seus mais diversos ramos, os agentes da abertura das mentalidades, estão obrigatoriamente enfeudados, consciente ou inconscientemente, nas formas de pensamento único impostas pelas linhas dos grandes interesses.

 Estas razões constituem, a meu ver, os maiores e mais graves factores de risco da nossa sociedade doente, razões a que não se alude em nenhuma das  conferências e crónicas sobre o tema, e que sistematicamente se escamoteiam, para não libertar a verdade, sempre INCÓMODA, SEMPRE NEFASTA, SEMPRE INIMIGA DA MENTIRA.

Comments


  1. Subscrevo integralmente.


  2. Lamento que a sua luta por eleições livres tenha fracassado… Mas agradeço o esforço!

  3. Luis Moreira says:

    Há eleições livres o que não há é homens livres. Mas o sistema não tem culpa disso. A competição é inerente ao ser humano e tem duas faces. Por um lado o desenvolvimento.Por outro a desigualdade.


  4. Mas existem eleições livres sem homens livres?

  5. Luis Moreira says:

    Claro que existem. A mim ninguem me obrigou a ir votar. Sou livre. Encheram-me a cabeça de mentiras, não sou livre.


  6. Relaciono muito liberdade com autonomia da vontade, assim como relaciono a autonomia da vontade com a informação/educação. Se falha um elo na cadeia, a minha opinião vai mais no sentido de que sim, temos eleições. Mas não são livres, porque a formação das vontades é, na sua globalidade, deficiente/adulterada por factores que fazem com que essa vontade não saiba ser livre.

  7. Adão Cruz says:

    A melhor frase do dia: “Mas existem eleições livres sem homens livres?”

  8. isac says:

    É precisamente a minha visão do país e do mundo. Subscrevo totalmente.

  9. Luis Moreira says:

    A frase é muito bonita, não leva é a lado nenhum. Uma alternativa é não haver eleições, como não há homens livres! Já viram como se aproximam tão perigosamente da ideologia de quem não quer democracia? Mesmo esta, que é a pior de todas mas a melhor das que se conhecem?


  10. Ninguém disse que não quer eleições. Eu apenas gostava que passassem a ser livres.

  11. Adão Cruz says:

    O problema Luis, não está em escolher entre uma erisipela e um eczema. O prolema está em descobrir o caminho ou os caminhos para a cura da pele.

  12. Luis Moreira says:

    É claro, João, o que se pode dizer é que gostavamos que isto fosse melhor, mas isso encontra-se caminhando. Há 2000 anos Cristo trouxe a boa nova, do homem solidário, do irmão. Estamos onde estamos, mas muito melhor que há trinta anos e muito melhor que no resto do planeta, onde não há eleições.

  13. Luis Moreira says:

    E como o Adão sabe a cura da pele não acontece por milagre, um dia um gajo acorda e começa a gritar que teve um sonho e descobriu a cura. Não, vai falhar muitas vezes, vai encontrar soluções intermédias, que são avanços, mas não são a cura.

  14. Adão Cruz says:

    Caro Luis, isso faz-me lembrar que a cura da pele está na mão do curandeiro ou de curandeiros que não percebem patavina e deixam que uma lesão benigna se transforme em cancro, que é o que eu penso que está acontecendo. Um cancro, mais ou menos suportável e mais ou menos aliviado por via de terapêuticas paliativas. Ninguém espera milagres Luis, e muito menos nesta matéria. Deixando de lado as metáforas médicas, todos conhecemos os caminhos da cura da nossa sociedade, enunciados no princípio do meu texto. Só que aquilo que o Luis diz serem avanços, a mim não me parecem. Neste caso particular das eleições, que é o assunto que motivou estas conversas, acha que avançamos alguma coisa de há vinte anos para cá? Eu penso que retrocedemos e que entramos na fase de cronicidade. Já se deu conta da mediocridade, da imbecilidade, da corruptibilidade, da mentalidade obtusa de tantos autarcas por esse Portugal fora? A fábrica que os produz está francamente a perder qualidade.

  15. Luis Moreira says:

    Mas em contrapartida , caro Adão, é tão melhor este país. temos mais gente a viver bem, mais escolas, mais hospitais, mais autoestradas. Mais pessoas a terem direito a cuidados médicos, um dos melhores índices de mortalidade infantil,centenas de milhares de alunos com acesso às universidades…Quem se lembra do meu e do seu tempo, caro Adão,de pé descalço com o meu irmão, a ir para a escola, onde mesmo antes de entrar levava um coça de todo o tamanho porque o professor estava acima da lei, as humilhações de não ter voz nem opinião, as idas ao médico quando estava a morrer, porque o meu pai não tinha dinheiro e médicos era uma raridade.A ideologia, caro Adão, a ideologia não deixa ver…

  16. maria monteiro says:

    pois há 20anos atrás eles também existiam não havia era TVI ou coisa parecida que fosse lançando pistas … todos se iam tapando uns aos outros nós temos eleições livres e… os homens são livres de escolher entre o sim e o não, entre a verdade e a mentira, entre a vida e a “não-vida”.. . MLK lutou, viveu e morreu por um sonho …. se não fosse por mais nada, pelo menos por ele eu considero-me uma pessoa livre


  17. Adão Cruz, com um abraço, dedico-te o cartoon que acabo de colocar – a Democracia é maravilhosa, o pior são alguns «democratas»…


  18. Adão Cruz, com um abraço, dedico-te o cartoon que acabo de colocar. A Democracia é maravilhosa, o pior é a rataria…


  19. Adão Cruz, dedico-te o cartoon que acabo de colocar – a Democracia é maravilhosa, o pior é a rataria que se acumula na cave…

  20. Luis Moreira says:

    Mas não podemos deixar de ver o enorme progresso, Carlos.


  21. Claro que sim, Luís. Acho que ninguém que, como nós, tenha vivido no antigo regime, compara esta democracia com a ditadura. Só lamento, e falo apenas por mim, que não seja uma verdadeira Democracia.

  22. Adão Cruz says:

    Amigo Luis deixa-me tratar-te por tu. Em termos relativos, sou obrigado a dar-te alguma razão no que respeita á tua visão das coisas. Argumentos comparando o hoje e o antigamente são facilmente convincentes. Mas a história e a evolução não podem ser vistas desta maneira. Apesar da miséria, reconheço que nesses tempos havia pessoas mais felizes do que muitas que hoje vivem aqui com muito melhores condições. Em termos absolutos, as desigualdades, as injustiças, os desequilíbrios, são os mesmos, simplesmente muito mais requintados nos dias de hoje. E se olharmos para o resto do mundo??!! Mais uma vez as metáforas. Antigamente, tratar um edema agudo do pulmão com sangria e garrotes era uma odisseia, e todos batiam palmas ao médico, ainda que não fosse bem sucedido. Hoje, se um médico, com todos os elementos sofisticados à mão, não for bem sucedido, não é sequer perdoado. As realidades não são miscíveis, nem sequer comparáveis.

  23. Luis Moreira says:

    são comparáveis, são. A verdade é que há milhões de pessoas que têm acesso à saúde e à educação e antes não tinham.

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