Em defensa del ateismo, de la discussion y del pensamiento libre

Transcreverei aqui, por partes, dado que é um texto longo, este trabalho de Jorge Luis Rojas, que me parece bastante pedagógico

 

En defensa del ateísmo, de la discusión y del pensamiento libre (Jorge Luis Rojas D’Onofrio Rebelión)

 

Sobre las razones para discutir acerca de religión, para rechazar el adoctrinamiento y para respaldar el ateísmo.

 Este artículo pretende, más que convencer a la mayoría de la gente sobre las ventajas del ateísmo, convencer a la mayoría de la gente sobre la importancia de discutir sobre la religión y sobre el ateísmo. Creemos que lo primero es consecuencia inevitable de lo segundo.

(1) En defensa de la discusión

Las diferencias religiosas han sido en el pasado motivo o excusa de numerosos conflictos, guerras, homicidios, persecuciones, invasiones y robos. Persecuciones en el Imperio Romano, Guerras Santas y Yihades en Medio Oriente, Guerras de Religión en Europa, la Santa Inquisición, Cruzadas, colonizaciones evangelizadoras en América, la Rebelión Taiping en China, son algunos ejemplos de cruentos conflictos en los que las diferencias religiosas jugaron un papel importante. Es posible pensar entonces que la discusión sobre temas de religión debe ser evitada para así evitar esos conflictos. ¿Pero realmente evitamos conflictos religiosos evitando la discusión? ¿Nuestras creencias, incluidas las religiosas, no son acaso la base a partir de la cual tomamos decisiones y realizamos acciones? Personas con diferentes creencias pueden tomar decisiones antagónicas, a partir de estas decisiones se realizan acciones y de éstas acciones pueden surgir conflictos. Entonces, ¿no es mejor resolver los conflictos discutiendo, antes de que las creencias repercutan en acciones?

 

La historia nos muestra que aplazar las discusiones hasta el momento en el que los conflictos son inevitables no hace sino potenciar los daños del conflicto. De los conflictos religiosos del pasado, ¿cuántos surgieron como consecuencia de un debate amplio de la sociedad? Probablemente ninguno. Las guerras religiosas se han basado en el fanatismo fomentado por instituciones poderosas que tratan de prohibir la discusión y el debate religioso. Los grandes cismas religiosos fueron hechos por grupos de personas con intereses políticos, sin consultar a la mayoría de la población creyente.

La discusión es un requisito indispensable para la democracia. Es imposible que se tomen decisiones de acuerdo a la voluntad de la mayoría si las personas no dan a conocer sus opiniones. El hecho de que no se discuta implica tácitamente que se acepta el estado actual de las cosas, el statu quo. La historia nos muestra cómo muchas religiones se han opuesto a la democracia, evitando o prohibiendo la discusión, la cual pone en duda muchas de las creencias religiosas.

La discusión es además una de las herramientas más poderosas para la destrucción de prejuicios y estereotipos. Muchos de los conflictos étnicos, religiosos o políticos son el resultado de la formación de prejuicios, generalizaciones y estereotipos que deshumanizan al adversario, y que son consecuencia del aislamiento entre los diversos grupos. El contacto y el intercambio de ideas que impone la discusión, corroen poco a poco este aislamiento, haciendo evidentes las incoherencias y las falacias presentes en esos prejuicios y estereotipos.

 

 

Comments


  1. É um texto de uma grande lucidez. O primado da discussão, claro. A discussão só não interessa a quem substitui argumentos por sofismas facilmente desmontáveis. Muito bom.


  2. Embora não seja crente, parece-me bastante desadequado ir para a rua “defender o ateísmo”. A que propósito, se muitos daqueles que se dizem ateus, entram depois em agremiações cheias de sortilégios e crenças sobrenaturais que parodiam outras religiões? Nem penso nisso, não é coisa que me preocupe minimamente, mas conheço o mundo em que vivo. Ou já se esqueceram no que deram os Robespierres, etc?


  3. Mas como diz o Carlos, trata-se do primado da discussão, do diálogo. O ateísmo cair nos pecados que rejeita, é uma hipótese muito presente.


  4. Estou de acordo quanto ao proselitismo ateísta, peditório para o qual já dei. O mesmo não digo em relação ao laicismo: a separação entre civil (ou militar) e religioso é uma questão civilizacional, passe o quase pleonasmo.E as discussões são sempre saudáveis, é claro.


  5. Para mim, o ateísmo é uma coisa tão natural como respirar. Por enquanto, não me parece necessário associar-me para defender o direito de respirar (por enquanto!). Quem tem crenças é que precisa de se organizar. Mas o direito ao livre pensamento e à discussão é inalienável.


  6. De acordo, o laicismo é bem mais importante. Às vezes só se muda a imagem.


  7. Ninguém pretende ir para a rua defender o ateismo, que como diz Carlos Loures se mostra tão natural como o respirar, mas sim defender o direito ao ateismo, que é uma coisa bem diferente. Como se sabe, este direito só existe teoricamente e á revelia de todas as instituições. Lembro-me de uma professora me contar que um aluno lhe perguntara se ela era ateia, ao que a professora respondeu afirmativamente. Comentário da professora para comigo: “não me admiraria nada se o Conselho Directivo viesse ter comigo e me dissesse”:”então você anda a dizer aos alunos que é ateia?”


  8. Amigo Carlos Loures, repara bem. Tu podes respirar onde quer que seja, sem necessidade de defesa organizada, (por enquanto!), mas ninguém pode ser ateu onde quer que seja. A não ser de uma maneira camuflada, meio escondida, semi-secreta. De outra forma está tramado, logo na primeira esquina, dentro de determinados sectores da nossa sociedade. Qualquer crente pode dizer que o é em qualquer das nossas instituições. Um ateu não pode, sob pena de ser olhado de esguelha, com todas as consequências que daí possam advir. Claro que a ti ou a mim isso pouco afecta porque temos, felizmente, a nossa liberdade bem consolidada. O que se pretende, não é, propriamente, defender o ateismo, mas o direito a ser ateu sem segregacionismo nem represálias. O direito a “respirar” sem qualquer constrangimento.


  9. Amigo Luis Moreira, laicismo é uma coisa e ateismo é outra. O ateismo é uma mundividência ética e filosófica como qualquer outra. O laicismo é uma doutrina que defende o carácter não religioso das instituições do Estado, nomeadamente no ensino.


  10. Tal como respiro sem a cada momento me gabar da proeza, também sou ateu permanentemente sem ter de o proclamar. Não sinto, por isso, necessidade de estar organizado enquanto ateu; mas admito perfeitamente que outros sintam essa necessidade. O que penso é que não temos de nos juntar para provar que algo não existe; os que afirmam que existe que o provem ou, na falta de provas, que se organizem em igrejas para fingir que, naquele espaço, a sua ilusão se consubstancia. Também não lhes nego o direito à sua ilusão.


  11. Caro Adão, o direito a ser ateu é inalianável. Quanto ao laicismo, até o Soares se gabou disso, embora tambem tenha já reafirmado ser ateu, tal como a Maria Barroso, que se converteu quando o filho João teve o acidente em Angola, e esteve quase a encontrar-se com o criador.