Diz-me o que ouves

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Estudante do CalTech (California Institute of Technology), Virgil Griffith, decidiu promover um estudo, interessante mas sem valor científico, procurando relacionar as preferências musicais dos alunos com os seus resultados no SAT (Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test), um exame destinado a avaliar os estudantes e facilitar a selecção no acesso às diversas universidades. Quanto melhor os resultados, melhor as possibilidade de aceder às faculdades preferidas.

Os resultados do SAT são muitas vezes criticados e nem sempre correspondem ao valor dos alunos ou à sua inteligência. No entanto, foram os seus resultados, mais ou menos objectivos, que Virgil utilizou para o estudo em apreço.

Os dados indicam que Beethoven era o preferido dos mais inteligentes, com uma média de 1371 pontos no SAT. No outro extremo, Lil’Wayne era o preferido dos – vá lá -, menos inteligentes. No topo da lista positiva estavam bandas como Counting Crows e Radiohead, entre outros (ver imagem). Quanto a estilos musicais, não podem ser tiradas conclusões.

Se este estudo fosse feito em Portugal, como seria? Em que lugar ficariam os apreciadores de Madredeus, Mariza, Xutos e Pontapés, Deolinda, Tony Carreira e Marco Paulo? E Quim Barreiros, o campeão das festas estudantis de Maio? Seria o homem de Vila Praia de Âncora o preferido?

10.2 milhões de Euros em 6 meses

Um gestor encontra um accionista de uma empresa em má situação. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros por seis meses de trabalho para lhe salvar a empresa. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a empresa ? E se não salvar?
Um advogado encontra um corrupto que está a contas com a polícia. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para o livrar da prisão. É legal, legítimo, ético mesmo que o livre? E se não livrar ?
Um médico encontra um doente que só ele pode salvar. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para lhe salvar a vida. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a vida? E se não salvar?
Afinal o que é que determina o “valor” da acção profissional? O haver mais ou menos dinheiro? Ou ter sucesso? Mas no caso do BPN não houve resultados de sucesso! E não há dinheiro ! A que são devidos os dez milhões e duzentos mil euros?
Nós, os contribuintes que temos lá o nosso dinheiro pela mão do governo, precisamos que nos expliquem, como se fossemos todos muito burros!

OS PARTIDOS E AS ELEIÇÕES EUROPEIAS

CAMPANHA ELEITORAL

Dos candidatos mais mediáticos, o sr Vital é o que mais se tem lembrado de dizer coisas que mais ninguém gosta e a população critica. O homem tem sido uma pedra no sapato do sr Pinto de Sousa, que mesmo assim, e talvez por isso mesmo, não o larga e está quase sempre presente. Diz coisas que não lembra ao diabo. Ataca de forma indecente os seus adversários, em especial o maior partido da oposição. Os outros (partidos e candidatos) mostram-se indignados! Alguns dos seus pares dizem que se não revêm nas palavras dele. Outros, ainda dos seus pares, defendem-no.
Dos candidatos que menos votos terão, o sr Melo, homem simpatiquíssimo e muito competente, lá continua, sempre ajudado pelo sr Portas, a sua campanha a favor da agricultura, dos velhinhos, dos reformados, dos antigos combatentes, e dos mais desfavorecidos, merecendo só pela sua capacidade ser eleito.
Por seu lado, o sr Portas, o outro, o da esquerda, diz uma coisas sem nexo, mas lá vai subindo nas sondagens, atingindo já a terceira posição.
O sr Rangel, tem andado sozinho pelas estradas de Portugal, defende-se dos ataques menos próprios do principal candidato a derrotar e ataca-o sempre que pode.
O último dos candidatos importantes, pelo número de votos, é uma mulher que lá vai fazendo o seu papel de vitima, sendo impedida de falar nos refeitórios das grandes empresas, atacando à sua direita e à sua esquerda.
Dia após dia, os partidos e os seus candidatos lá se vão acusando mutuamente, lá vão criticando o governo, e lá vão falando muito pouco da Europa e do que irão fazer para lá, se forem eleitos.
Esta campanha, como todas as outras que em Portugal vai havendo de tempos a tempos, é uma tristeza, e nem dá vontade de seguir com atenção, a não ser a devida, que é muito pouca.

Novo arguido do Freeport, diz a TVI (e a ERC gostava que não dissesse)

Eduardo Capinha Lopes, arquitecto, é o novo arguido do caso Freeport. Ao que parece, o Ministério Público estranha a forte ligação entre ele e o Ministério do Ambiente ao tempo em que este era liderado pelo actual primeiro-ministro José Sócrates. De resto, Capinha Lopes era na altura presença assídua no Largo do Rato. Ao ponto de Manuel Pedro, num dos documentos pertencentes à investigação, dizer que, com Capinha Lopes, a aprovação do projecto ser muito mais fácil.
Coincidências que nem a ERC consegue calar…

Os políticos nacionais são uns tristes

Sem surpresas, o Parlamento não elegeu hoje o novo Provedor de Justiça. Nenhum dos dois candidatos que foram a votos, cada um apoiado por um dos partidos do ‘bloco central’, obteve os dois terços de votos que a lei exige. Era de esperar. Se o resultado fosse outro é que seria motivo de espanto.

As posições tinham sido extremadas numa fase anterior, cada um dos dois grandes esticou demasiado a corda e não havia margem de manobra para cedências. Se tal acontecesse era inevitável a chacota do perdedor. A política nacional está assim.

O clima político não permitia espaço, sequer, para negociação. Em ano trieleitoral ninguém está disponível para cedência. É tudo demasiado sério. Convenhamos que a classe política nacional é triste. Na Assembleia da República são raros os momentos de humor nos plenários. Talvez os haja nos corredores, fora da vista do povo, que é como quem diz, fora das objectivas das televisões, mas no hemiciclo não. Seria, até, considerado um horror. Ali, naquele que é o mais moderno plenário do mundo, só se debatem coisas sérias e profundas e os problemas dos portugueses são demasiado sérios e profundos para que haja espaço para o humor. Nem rir, quanto mais sorrir. Afinal, o que diria a populaça? “É para isso que pagamos aqueles gajos, para estarem a contar anedotas?”. Ninguém acharia piada.

Eu gostava. Reconheço que seria dos poucos mas, se assim fosse, creio que a política e os políticos seriam mais humanos, trabalhariam melhor e deixariam de lado certos comportamentos e questões ridículas.

Veja-se o caso das declarações de Vital Moreira, já aqui referidas. No calor de um comício falou de “roubalheira” no caso do BPN. Maria de Belém Roseira, que lidera a comissão parlamentar sobre o caso, disse “não se rever nessas declarações”, logo depois surge José Lello a defender Vital e a criticar Belém. É ou não ridículo? É, pois.

Até quando os vamos deixar ganhar?

tetra
Cartaz de Bruno Carvalho, candidato à Presidência do Benfica

Para onde vai fugir amanhã a Ministra da Educação?

Já é um clássico: sempre que há uma manifestação de professores, a Ministra da Educação, qual animal acossado, foge de Lisboa.
Na manifestação dos 100 mil, fugiu para a Bairrada. Na dos 120 mi, refugiou-se no Porto.
E amanhã, para onde fugirá?

Testamento vital (II)

 

Com os votos favoráveis do PS (excepto de Matilde de Sousa Franco) e PCP, a AR aprovou ontem a lei do testamento vital.

O resultado foi o previsto, mas, dada a complexidade do assunto que ontem aqui foquei, subscrevo a posição do BE expressa por João Semedo, que, saliente-se, é médico. Com efeito, ele acusa o PS de ter fugido ao debate sobre a eutanásia.

A Dra. Maria de Belém e o PS usaram da arrogância da ‘maioria absoluta’, furtando o tema à discussão pública e ao parecer de agentes cruciais em matéria de cuidados de saúde. Pode ser legítimo, mas não deixa de ser lamentável e muito pouco democrático legislar desta forma sobre a escolha antecipada entre a vida e a morte – Parlamento aprova testamento vital – TSF.

Os HUC e o Prof Manuel Antunes

A corporação dos auto-denominados Administradores Hospitalares, impediu que durante dezenas de anos fossem avaliados.Rodavam entre si e passavam pelos diversos hospitais aplicando os mesmos processos e as mesmas medidas.
As coisas começaram a mudar quando entraram no circuito pessoas com outras experiências. Aliás, não pode deixar de ser assim, em todas as actividades só experiências diversificadas trazem novos métodos e processos.
Por outro lado a comparação de resultados entre hospitais com o mesmo perfil permitiu perceber que havia diferentes resultados, como é curial.
Um dos casos mais conhecidos, em termos médicos e de organização e gestão de serviços é o Serviço de Cirurgia cardio-toráxica do Prof Manuel Antunes dos HUC . Conseguiu, contra a má vontade de colegas e de administradores, avançar com um Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) .
É um êxito extraordinário, a nível nacional é único e é conhecido a nível internacional e procurado por doentes estrangeiros. Assente num grupo de médicos e técnicos competentes e a trabalhar em exclusivo, obtém resultados sem comparação om os outros serviços similares.
Os profissionais são pagos segundo objectivos muito bem fixados e aceites por todos e há muita gente interessada em entrar naquele grupo restrito de alta competência!
Pois bem, num país onde há doentes que esperam anos para serem operados, os senhores administradores dos HUC querem desmembrar esta equipa sem igual.Querem substituir elementos desta equipa fabulosa por pessoal a recibo verde na estúpida tentativa de diminuirem os custos!A medida é do mais básico que se possa imaginar.Cortam nos salários e não percebem que cortam principalmente,com a qualidade dos serviços prestados.Numa equipa a que se exigem altíssimos níveis de competência querer baixar os vencimentos à custa do desmembramento da equipa só podia passar pela cabeça destes senhores que nunca foram gestores em lado nenhum!
Mas o mais estúpido de tudo é que o CRI tem resultados anuais positivos de cinco milhões de euros!
É a esta gente que o Governo entrega a gestão destes grandes hospitais.Basta ter cartão de militante do PS!

Porque não é Silva Peneda candidato ao Parlamento Europeu?

Candidato às eleições europeias pelo PS, Manuel dos Santos procura o seu terceiro mandato em Bruxelas. No seu estilo característico, aproveitou uma deslocação à Maia, numa acção de campanha, para lançar farpas aos adversários políticos do PSD.

Numa jogada de estilo político, não o fez sem deixar uma questão relevante e a necessitar de resposta: Porque razão ficou Silva Peneda de fora da lista “laranja”?

O PSD apostou em renovar a lista de candidatos, tendo apenas apresentado a recandidatura de Carlos Coelho mas não deixa de ser estranho que o ex-ministro de Cavaco Silva, que estaria disponível para novo mandato, tenha sido dispensado nas actuais circunstâncias.

E quais são essas circunstâncias? O Partido Popular Europeu (PPE), grupo ao qual o PSD pertence, deveria propor Silva Peneda para um cargo de alta relevância na definição da política social da União Europeia. Uma daquelas atribuições que os partidos tanto gostam de acenar, como se os méritos individuais, como neste caso, fossem vitórias colectivas.

Ou muito me engano ou o PSD saberia desta intenção do PPE. Daí a minha dúvida: Porque não é Silva Peneda candidato ao Parlamento Europeu?

O Glorioso será sempre grande

Dois treinadores! Dois! É assim, para perceberem como reage a águia voadora ! De asa ferida, a rainha dos céus agiganta-se e mesmo na derrota é dela que se fala! Animais de terra nunca chegarão, altaneiras, ao cimo das montanhas. Só há duas formas de chegar à glória, ao cimo do supremo objectivo. A voar ou a rastejar!
Ela aí está, asas estendidas, imponente, a esvoaçar ao sabor das brisas!

Movidos pela Igualdade: O texto do manifesto


Há uns dias atrás, recebi um convite que me deixou sensibilizado: fazer parte do grupo de subscritores do Movimento pela Igualdade e do respectivo manifesto a favor do casamento civil das pessoas do mesmo sexo, um movimento da sociedade civil que será lançado no domingo, dia 31, às 16.00, no Cinema S. Jorge, em Lisboa.
Pediram-me discrição, da mesma forma que pediram a toda a gente. Não era para divulgar nada até dia 31 às 16 horas – nem o texto, nem os nomes dos subscritores.
Respeitei o compromisso. Mas eis que, no «Diário de Notícias», Fernanda Câncio fez questão de revelar um grande número dos subscritores desse manifesto. Quebrando assim o que tinha sido previamente acordado com todos os envolvidos. Apetece-me dizer que é a diferença entre um r. e uma f.
Perante esta divulgação extemporânea, sinto-me livre para revelar que sou um dos subscritores desse manifesto. E sinto-me também livre para revelar o texto do próprio manifesto.
Pela atitude acima revelada e que diz tudo da pessoa que atraiçoou dessa forma ignóbil todos os «companheiros» de circunstância. Mas sobretudo porque o Paulo Jorge Vieira, que fez o convite que muito me honrou, autorizou-me a fazê-lo. Era para publicá-lo só daqui a dois dias, mas vai já hoje:

«A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.
Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.
Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias – e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as – o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.
O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade.»

Senhores Deputados: o que têm a dizer sobre a manifestação de amanhã?

Fica a pergunta!

O caso Mesquita Machado

Saldanha Sanches em “opinião” no Expresso levanta novamente a questão do património acumulado pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.
No seguimento de uma investigação do Ministério Público, entretanto cessado o segredo de justiça, ficamos a saber que o autarca acumulou, bem como a sua família, um vasto património não condizente com o rendimento auferido como autarca.
Esperava-se que a Administração Fiscal inicia-se por sua vez, um inquérito para saber se aqueles rendimentos, que deram origem áquele património, tiveram ao não o devido tratamento para efeitos fiscais.
Diz o conhecido fiscalista que o próprio Mesquita Machado terá todo o interesse em que tudo venha a público para que não restem dúvidas quanto à bondade da origem de tal património.
O autarca anunciou a sua recandidatura à Câmara Municipal de Braga, e porque o segredo fiscal pode ser ou não sujeito aos poderes discricionários da Administração Pública, é de admitir que o autarca possa concorrer às eleições sem estar livre da suspeita de não ter cumprido os seus deveres de contribuinte.
Não é isto razão mais que suficiente para ser impedido de concorrer em eleições que se querem livres e democráticas?
E se for eleito, temos a garantia que o inquérito seguirá os seus trâmites e que poderá ser demitido por ter incumprido?
Bom seria que MM viesse de vontade própria explicar toda esta situação!
Um bom começo para um país melhor, seria a intransigência da sociedade civil para todos estes casos de suspeitas que pairam sobre boa parte da classe política , exigindo o esclarecimento cabal de todos os casos. Infelizmente, morre tudo na partidarite aguda como se constacta na posição dos partidos conforme são ou não dos “nossos” !

Dias Loureiro demitiu-se. E Lopes da Mota?

Dias Loureiro acabou por se demitir do Conselho de Estado, numa decisão que só pecou por tardia.
E Lopes da Mota? Está à espera de quê? Se formos a ver, o magistrado até se encontra numa situação pior, porque está a contas com um processo interno do Ministério Público, e Dias Loureiro, que se saiba, nem arguido é.
Foi por isso com espanto que li, no «Público», que Vital Moreira associou o PSD à «roubalheira» do BPN. E à roubalheira do Freeport, também não quer associar o PSD?

As palavras mais perigosas de uma pesquisa na Internet

Faz buscas na Internet? Claro que faz. Todos fazemos. Ora, aqui vão algumas recomendações ao faze-lo. Fique a saber que as palavras e expressões mais perigosas de pesquisar na Internet estão definidas. Bom, em concreto o perigo não está em busca mas sim nos resultados.

Está à espera que a palavras mais perigosa seja “sexo”? Claro que estava. Mas não é. A mais perigosa, atendendo ao estudo da McAfee é “screensavers”. Com um risco de 59 por cento. Quem diria. E a segunda? Sexo? Não!

Tudo o que inclua a palavra “free” (grátis) tem um risco mais de exposição a aplicativos maliciosos e sites fraudulentos. O mesmo acontece em sites a que se chega com a palavra “lyrics” (letras de músicas).

O estudo teve por base as 2658 palavras e expressões mais utilizadas em pesquisas através de mais de 413 mil endereços de internet.

Manifestação de Professores – as reacções

Estamos a um dia da 4ª MEGA – manifestação de Professores.
Sim, a QUARTA: Outubro de 2007 com 30 mil pessoas; 8 de Março de 2008 com 100 mil e 8 de Novembro com 120 mil.

O Aventar está em condições, em função da experiência adquirida, de avançar em primeira mão com as reacções do dia seguinte.

Da parte do PS vamos ter Vital Moreira a defender a revolução na Educação, algo igualmente defendido por todos os docentes que não foram a Lisboa. Segundo o candidato, a criação de um novo imposto europeu é a prova da eficácia da revolução educativa. No entanto, terminou dizendo que explica como apenas e só depois de ser eleito.

Por sua vez o Porta-Voz do PS, Vitalino Canas, veio dizer que a presença de 100 mil professores na rua, ontem em Lisboa, prova que a FENPROF está longe da realidade das escolas porque há 50 mil professores que ficaram em causa em total sintonia com o Governo. Sugeriu que cem mil pessoas na rua em plena campanha eleitoral é uma clara tentativa de manipulação da opinião pública, cujo aproveitamento por parte do PSD é totalmente ilegítimo.

Paulo Rangel vem sugerir a razão da classe docente, nomeadamente na necessidade de acabar com a divisão da carreira e terminar com o modelo de avaliação. Quando confrontado com a divisão que Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva introduziram na carreira, sugeriu que eram outros os tempos e são agora outros os protagonistas. Os jornalistas tentaram ainda ouvir MFL, mas este fim-de-semana não a conseguiram apanhar no supermercado. Segundo a LUX, MFL terá aderido às compras online.

Paulo Portas e Nuno Melo aproveitaram os 100 mil na rua para relembrar a necessidade de mais disciplina e mais rigor na escola – à semelhança de todos os países europeus, Portugal deve ter exames nos diferentes graus de ensino, nomeadamente à saída do Pré-Escolar.

Terminadas as declarações dos Partidos de direita (PS, PSD e CDS), o aventar dá por concluída a reportagem sobre mais esta manifestação de professores.
Sim, a que vai ocorrer amanhã, em Lisboa!

O CDS no Montalvão

O Montalvão é o campo de futebol onde este vosso amigo punha a cabeça em água aos defesas, em jogos de futebol com duas pedras a fazer de balizas!
Fiquei siderado quando vi o meu campo das alegrias na televisão. Grandes jogos, fugido às aulas, dava recitais de bem jogar toda a bola. De pano, de borracha era um ver se te avias, fintar, rematar, não dar a bola a ninguem, uma farturinha.
Eu morava no outro lado da cidade, mas não era isso que me impedia de passar lá o dia. A malta da bola não precisava de acertar nada. Já todos sabíamos que o céu andava perto do Montalvão, nunca faltava ninguem.
Agora está lá um Instituto para a terceira idade, parece ser uma Universidade, espero bem que de bola e desportos afins!
Já agora aproveito para dizer que o Paulo e o Nuno passaram por lá a caminho de uma residencial da terceira idade, na Covilhã!

O Banco de Portugal tem que se explicar

O Banco de Portugal custa muito dinheiro a todos nós! É um corpo de técnicos muito bem pago, muito boa gente ostenta graduações académicas e profissionais de elevado nível, não podemos aceitar que não façam o seu trabalho.
O que é que está mal no banco de Portugal?
Foi transformado num monumental Gabinete de Estudos com prejuízo da sua vertente de supervisão? As pessoas com mais responsabilidade estão nomeadas para comissões, grupos de estudo e vida académica, fora do Banco, tirando-lhes a necessária concentração nos assuntos mais importantes? É pura incompetência e desleixo? É tudo junto?
Seja o que for nada pode ficar sem que se tirem as devidas consequências!
Os actuais responsáveis têm que se demitir, há que rever o seu quadro de pessoal e as prateleiras doiradas que por lá pululam, há que foculizar no que verdadeiramente interessa à Banca e à Economia do país!
Não pode continuar a ser a caixa de ressonância do governo e das instituições financeiras internacionais.Vir fixar índices económicos já depois de todo o mundo divulgar os seus, não serve para nada. O governo faz o Orçamento geral do Estado prevendo um crescimento de PIB de 0.8 e três meses depois vem o Banco de Portugal dizer que afinal é de 3.4 negativo!
Com Portugal no quadro da UE esta vertente de Gabinete de Estudos, há muito que se diluiu e perdeu importância porque as instituições financeiras da UE estão em muito melhor posição para fazer previsões.
O Banco de Portugal tem que deixar de ser um “depósito” de sábios
para passar a ser um supervisor competente e credível!
A primeira decisão a tomar é diminuir os seus custos de pessoal, deixar de ser um “armazém” de gente muito importante que faz mil e uma
coisas todas mal, como se vê , e focar os seus meios no que é verdadeiramente importante para a banca nacional e para a economia!
Estou farto de pagar a génios que não fazem o seu trabalho diligentemente!

Projecto de lei do testamento vital (I)

Hoje, a AR, por iniciativa do PS, debate o projecto de lei do ‘testamento vital’; iniciativa, acentue-se, influenciada pela Associação Portuguesa de Bioética (Rui Nunes).

Trata-se de um tema demasiado complexo e controverso, logo merecedor de ampla discussão pública. Para se avaliar da complexidade, atente-se na afirmação da Dra. Maria de Belém Roseira: “o projecto tem a ver com a autodeterminação, não tem nada a ver com a eutanásia”. Na abordagem genérica do assunto, a deputada comete um grave erro de semântica, ao contrapor autodeterminação a eutanásia. Com efeito, os significados de uma coisa e doutra não têm laços de efectiva significância ou de dissonância. Poderá haver, quanto muito, uma relação sintáctica – por exemplo, na frase ‘a eutanásia foi realizada por autodeterminação do doente’.

Convém destacar que a ideia de legislar sobre o ‘testamento vital’ não é nova. Já nos anos 30 do séc. XX o advogado de Chicago, Lewis Kutner, defendia a criação de legislação semelhante, a propósito justamente da eutanásia, contemplando, dessa forma, a ausência de tratamento a pedido do doente.

O conceito de eutanásia está subordinado a várias classificações: 1) eutanásia voluntária, não-voluntária e involuntária; 2) eutanásia activa e passiva. No âmbito destas classificações, considero o ‘testamento vital’ equivalente a eutanásia voluntária e passiva – voluntária porque corresponde a uma escolha antecipada e de livre vontade do doente através do consentimento informado e passiva porque é concretizada através da ausência de tratamento a doentes em fase terminal. A diferença da eutanásia activa e passiva está entre matar (Ramón Sampedro – “Mar Adentro”) e deixar morrer (deixar de prestar cuidados paliativos, característicos da distanásia).

Refiro, de novo, que se trata de uma questão deveras complexa, havendo muitas variáveis a considerar: entre outras, o código deontológico dos médicos (OM) e a posição do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV). Em suma, é um assunto a debater amplamente, como considera a Dra. Isabel Neto, especialista em cuidados paliativos. Retomarei o tema no ‘aventar’, se sentir que é do interesse geral, e porque existe abundante e controversa informação sobre tal assunto.

Perante esta vergonha tenho de me calar

Não. Mesmo que haja a queda de um qualquer Governo na Europa. Não. Mesmo que o mundo esteja para acabar, mesmo que a Coreia do Norte faça mais alguns testes nucleares, mesmo que haja um terramoto ou uma qualquer declaração disparatada na campanha para as Europeias.

Não.

Depois disto, hoje não vou escrever ou comentar mais nada.

Hoje tenho vergonha da humanidade. Não só por causa de António Cañizares mas muito por causa dele.

Notícia do JN:

Cardeal espanhol relativizou abusos sexuais praticados em instituições religiosas irlandesas.

Em declarações à TV3,  o Cardeal espanhol António Cañizares comparou os episódios de abusos sexuais nas escolas católicas da Irlanda com o aborto. Para o cardeal os abusos são menos graves que os aborto.

Em entrevista à TV3, o cardeal pediu perdão pelos abusos sexuais a menores praticados entre os anos 50 e 80 nas escolas católicas irlandesas. Em contraponto, afirmou que esses crimes são menos grave as “milhões de vidas destruídas” pela prática do aborto.

Para argumentar o cardeal explicou  que o aborto “destruiu legalmente mais de 40 milhões de vidas humanas, quando a legislação deveria dar apoio aos direitos e à justiça.” E vai ainda mais longe quando afirma que a reforma da lei do aborto debilita os fundamentos da sociedade, porque “o primeiro direito é o direito à vida”.

O governo espanhol, pela voz da ministra da Saúde e Política Social, Trinidad Jiménez, já respondeu às declarações do cardeal, ao classificá-las de “muito graves”. A ministra acrescenta que  são afirmações “irresponsáveis e inoportunas”  e que não são comparáveis os casos dos abusos sexuais de menores com o aborto.

Benfica

aguia-depenada

Depois de “Maria”, agora Jesus. O Burro, esse, já por lá anda. Os camelos são inúmeros.

O slb é um autêntico presépio…

Após Dias Loureiro – e agora ?

Este caso e a renúncia de Dias Loureiro vem mostrar que em política não basta ser sério. É preciso parece-lo !
Um político não pode, sem elevados prejuídos dos orgãos do Estado a que pertence, estar sujeito a suspeitas repetidas. A credibilidade do Estado é demasiado valiosa para que se possa esperar pelo juízo de um Tribunal que, em Portugal, pode levar anos. Demasiados anos!
Dias Loureiro devia ter saído pelo seu pé, sem ser empurrado, sem ter envolvido o Conselho de Estado e o Presidente da República num caso que não favorece ninguem, seja qual for a conclusão judicial.
O mesmo se passa com José Sócrates. Nunca tomei uma posição quanto ás eventuais culpas do Primeiro Ministro, mas não podemos fazer de conta que não há repetidas suspeitas sobre pessoas muito chegadas e sobre ele próprio.
Lopes da Mota é outro caso em que só a partidarite aguda é que não vê que a sua posição no Eurojust é insustentável ! É escusado estar aqui a repetir as razões que obrigam Lopes da Mota a ter que renunciar. Esperemos que não sejam os seus colegas da UE que o obriguem a uma decisão que o próprio deve tomar sem perda de tempo!
Após a renúncia de Dias Loureiro já não colhem as razões apresentadas por quem não quer ver que um país não pode estar suspenso de uma eventual decisão de um Tribunal. A sociedade civil sabe distinguir entre um caso sem substância e repetidos casos interligados, onde aparecem um grupo de pessoas que em dada altura das suas vidas cruzaram os seus caminhos. O carácter de uma político é escrutinado pelos cidadãos.
Á Justiça cabe decidir sobre eventual culpa!
Coisas bem distintas como a renúncia recente bem mostrou!

Mas para onde foi o dinheiro?

Está tudo muito bem, têm todos culpas, uns mais que outros, mas a questão é: onde está o dinheiro?
O governo já meteu muitos milhões no BPN e no BPP ( e já agora no BCP?) e tudo aponta que mesmo assim não é suficiente, os bancos não estão em condições de andar pelos seus pés. Foram-se os depósitos, foi-se o capital próprio e ficaram as dívidas.Os bancos estão tecnicamente falidos, isto é, os activos são inferiores aos passivos, mesmo vendendo as colecções de arte, as empresas associadas, os Imóveis, os bancos não conseguem pagar o que devem!
Há, pois, uma pergunta que se impõe.Onde está a massa?
Ora, a verdade, é que se bem me lembro, esta questão ainda não saltou para cima da mesa. Há alguns negócios fraudulentos e ruinosos! Mas os montantes envolvidos nem por sombras estão ao nível do autêntico buraco negro em que estão transformados os bancos. Dois mil milhões de euros foi quanto o Estado lá meteu, isto dá na moeda antiga 400 milhões de contos.Perderam-se 400 milhões de contos em negócios? Vamos admitir que as “imparidades” resultantes da queda de valor de papéis em bolsa explicam outra parcela.
Mas 400 milhões de contos?
Segundo vozes autorizadas, no BPN faltam ainda mil milhões de Euros a somar aos dois mil milhões já lá sugados. Isto é, absolutamente inacreditável, nem é possível que Administradores, Banco de Portugal, Revisores oficiais de Contas, orgãos de Fiscalização internos não tenham dado por isso!
Ou então estamos perante uma incompetência que brada aos céus!
Seja o que for alguem têm que se demitir, outros têm que ir para a prisão e todos, têm que nos devolver o nosso dinheiro que o Estado, em má hora, lá meteu!

O que hoje é verdade, amanhã é mentira

Há três dias perguntava quando é que o comunicado do Benfica seria desmentido. Bem podem dizer que o texto, em rigor, não foi e não será desmentido, que era a realidade naquele momento, que tinha de ser, por razões formais, porque a CMVM tinha pedido esclarecimento, ou por qualquer outro motivo.

São as tais verdades e mentiras do futebol, como descrevia há uns anos Pimenta Machado, naquele que terá sido o seu maior contributo para a semântica do desporto-rei em Portugal.

Hoje, o jornal Record conta que Jorge Jesus assinou um contrato com o Benfica por dois anos, com Luís Filipe Vieira. Pode até ser mentira mas os detalhes são tantos que tudo me leva a crer que é verdade. Se não for, este será mais um caso ‘tipo Vichyssouse’ ou lá como se chama a sopa fria.

Por uma escola autónoma

Creio, que só teremos uma escola com bons resultados, com bons alunos, bons professores e uma sociedade em harmonia, quando a escola for autónoma.
A escola deve ser uma organização que se harmoniza com a sociedade local em que se encontra inserida, suficientemente flexível para se adaptar às cambiantes dessa “localidade” mas suficientemente estruturada para não se diluir nessa mesma “localidade”.
Não pode estar dependente de um Ministério que não conhece as suas raízes nem pode estar sujeita a guerras de poder que não são suas.Não pode estar no centro de experiências pedagógicas que não provaram antes.
A autonomia pautua-se por objectivos fixados depois de negociados, por meios humanos, técnicos e financeiros ajustados ao que se lhe pede. E, aqui cabe, antes de tudo, que a Escola tenha nas suas mãos a capacidade de usar esses meios segundo as políticas que os seus orgãos directivos venham a fixar !
A escola tem que programar, organizar, dirigir e controlar !
Programar, estabelecendo políticas escaladas no tempo, por forma a que o ano lectivo decorra de acordo com os prazos estabelecidos a nível nacional.
Organizar, criando triângulos de hierarquia negociada e aceite por todos, levando sempre em conta que é na base que se encontram os “pontos de contacto” que levam ao sucesso! De baixo para cima e não ao contrário!
Dirigir, criando técnicas e saberes, estabelecendo “modos” de ensinar, linhas de conduta condizentes com os objectivos fixados, e com os meios que lhe foram cometidos.
Controlar, verificando resultados, comparando sucessos, envolvendo os próprios numa “cadeia de solidariedade “, valorizando os sucessos e
e analisando os insucessos, tudo com o objectivo final de consolidar
o “saber fazer” de uma organização virada para a sociedade local em que se insere!
Uma Escola dos professores, para os alunos, na sociedade !

Ciclo de homenagem a João Bénard da Costa

"10 filmes da sua e da nossa vida" é o título do ciclo de cinema dedicado a João Bénard da Costa que o Teatro do Campo Alegre, no Porto, irá acolher. É uma pena que o fabuloso "Johnny Guitar" não esteja previsto, mas a lista é, ainda assim, portentosa: "Vertigo", de Hitchcock, "Senso", de Visconti, "Some came running", de Minelli, ou "The fountainhead", de King Vidor, entre outros. De 28 de Maio a 6 de Junho, no cine-estúdio do TCA. Os bilhetes custam 3,50 euros.

Don't divorce us*


Os casais do mesmo sexo que casaram na California antes do dia 4 de Novembro obtiveram uma grande vitoria. Ao contrario do que o poder politico pretendia, vao poder continuar casados e os seus casamentos nao serao considerados ilegais. O Tribunal decidiu.
Infelizmente, a partir de agora mais nenhum casal do mesmo sexo pode fazer o mesmo. Mas ja nao se perdeu tudo. Foi, ainda assim, uma vitoria do Homem e dos seus direitos como ser humano.

* Agradecimento ao Paulo Jorge do «5 Dias»

Dias Loureiro, o contorcionista

Confesso que a renúncia, por Dias Loureiro, ao cargo de Conselheiro de Estado não é uma notícia que me surpreenda e que me leve ao clímax que a comunicação social pretende produzir. Há muito que a esperava, estranhando, isso sim, a manutenção no cargo de tão funesta figura.

Todavia, o homem é um verdadeiro contorcionista, tais as acrobacias do seu comportamento. Dizer para a imprensa que, além da renúncia, pediu para ser ouvido pelo PGR é, de facto, espantoso. Então, o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, não pedira há dias o levantamento da imunidade? – PUBLICO.PT – Levantamento da imunidade de Dias Loureiro já foi pedido. Que golpe de contorcionismo é este, ao publicitar que agora vai pedir para ser ouvido pelo PGR? Não entendo. Ou talvez entenda…

Imposto Europeu: Eureka!

A história conta-se assim: Vital pediu o coelho emprestado ao camarada Jorge e tirou da cartola a ideia do imposto europeu, anunciada ontem para além do Marão: – Porque não criar uma espécie de imposto sobre transacções financeiras. Ou levar uma fatia de impostos nacionais de todos os estados membros para o orçamento europeu.

Já em texto ontem publicado, eu tinha demonstrado que o papel do PE, em matéria de fiscalidade, se confina a poderes consultivos. Basta consultar o ‘site’. Mas, para além disto, que não é despiciendo, propor aos eleitores “levar uma fatia de impostos nacionais”, criando, também com essa alternativa, o tal imposto europeu, não lembra ao diabo, quanto mais a um político que pretende captar votos para o PS, ou para qualquer outro partido.

Para nos descontrairmos, encaremos o lado humorístico do episódio; e nesta perspectiva, parece que estou a ver o Capoula Santos, ao que penso director de campanha do PS, a ripar do telemóvel e sussurrar a Sócrates: – Oh Zé, então o Vital foi dizer em Trás-os-Montes que iria propor um imposto europeu!? Sabem qual foi a resposta de Sócrates: – Porreiro pá! Então, o Capoula começou a voar baixinho, porque o chefe é quem mais ordena.