O Futebol Clube do Porto teve negativa?

Instado a comentar a época futebolística, Fábio Cardoso, jogador do Futebol Clube do Porto, declarou: “Dou nota oito à época, queríamos mais…”

Tendo em conta que o FCP foi campeão nacional e que ganhou a Taça de Portugal e sabendo que no sistema escolar português só existem duas escalas (1 a 5, para o Ensino Básico, e 0 a 20, no Secundário), poderíamos estar diante de uma avaliação negativa de um jogador tão exigente que o facto de o seu clube não ter ganho a Taça da Liga e a Liga dos Campeões é suficiente para que nem suficiente atribua ao seu clube. [Read more…]

Eu não esqueço o jogo com o campomaiorense 99/00

As perícias financeiras da Polícia Judiciária e do Ministério Público à empresa informática que terá servido de ‘saco azul’ ao Benfica, pela forma como recebeu 1,9 milhões de euros do clube por serviços de consultoria fictícios, encontraram, por ali, pagamentos de milhares de euros ao árbitro Bruno Paixão, conforme apurou a TVI.
E os indícios no processo são de corrupção desportiva – uma forma encapotada de o Benfica subornar um árbitro. Se ficar provado, o Benfica pode descer de divisão.
O próprio Bruno Paixão admite à TVI ter recebido dinheiro – mas apenas por “um serviço de controlo de qualidade” à empresa. Diz que se trata de uma mera coincidência o facto de ter trabalhado, no mesmo período de tempo, durante as épocas em que era árbitro da superliga, para o empresário suspeito de esconder 1,9 milhões do Benfica.
Ainda não foi contactado pela PJ, garante, e diz que desconhecia quaisquer suspeitas sobre ele por corrupção desportiva.

Luis Filipe Vieira, Promovalor e BES entram num bar….

Resumo dos primeiros minutos da ida de Luis Filipe Vieira (dono da Promovalor e presidente do Benfica) à Assembleia da República (caso devedores do BES):

“Foi o BES. Não me lembro. Foi a pandemia. Não sei. Foi o BES. Foi a crise de 2011. Não me lembro. Do Brasil é com o meu sócio. Não conheço. O meu sócio é que os conhece. Não temos conhecimento de nada disso. Se quiserem enviem as perguntas por escrito”. É isto. A culpa vai ser do motorista.

Pod do dia – 31 de Março de 1974

A minha primeira vez.

Pod do dia
Pod do dia
Pod do dia - 31 de Março de 1974
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Apoio político

António Costa, Fernando Medina e André Ventura, três políticos juntos no apoio à recandidatura de Luís Filipe Vieira.

Nem que te fodas todo, ó Nando!

Até te fica bem. Demonstra gratidão e serviço. Defender os que te lá puseram, te cobrem e te mantêm. Mas este tipo de embustes, já deram o que tinham a dar. Este género de merdas, tão utilizado na política, acabou com a reforma de uns tantos que passaram à inenarrável categoria de senadores da nação (vá-se lá saber o que é isso).

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Cara-de-pau

Claques? Nós? Não! Apenas sócios que se organizam…

Dobradinha, triplete, tetra, pentacional!  A jogar menos bem e às vezes menos mal.

foto benfica

Pedro Lemos, “Ouro sobre Azul”
Papelotes sobre telão (técnica multimédia)
Lisboa, 29.05.2017

Pedido de reunião do SLB ao CA já produziu resultado…


Será que o após o jogo com o Chaves, os dirigentes do Benfica continuam indignados?

Glorioso!

jesus

© AFP

É o penta

Depois da taça, da liga e do campeonato, SLB ganha Vítor Gaspar, o homem que corta todas as jogadas. E o Passos Coelho também, já se sabia.

As coisas no devido lugar

Vindo de um benfiquista como o João Gobern, nada mais tenho a acrescentar.

Causa e efeito

Quando o SLB ganha o campeonato o PIB cresce mais 1,6% do que nos anos em que o FCP ganha o campeonato. Médias feitas, não foi o Mexia.

Uma fotografia que vale por mil palavras:

Solidário:

Hapoel? Hap…quê? De onde? De Jesus…além? Não, de Telavive. Pois.

Depois do gozo que nos deram pela presença na Liga Europa nada como um banho de humildade e tentarem o apuramento para essa tal liga da segunda divisão….

Acontece.

Para memória futura…

Obrigado Ricardo Costa:

O Vídeo, ver AQUI

SLB: Tudo bons rapazes…

Nove adeptos do Benfica arguidos por ameaçar árbitros

A Gratidão do SLB

Retirada AQUI

Bom fim-de-semana:

Visita do Papa – (pausa no caminho para a Bancarrota):

Programa Oficial da Viagem do Papa Bento XVI:

Dia 12: Chega a Lisboa e vai festejar o título de campeão do Benfica.

Dia 13: Segue para Fátima onde irá pedir desculpas pelos pecados dos árbitros e do Dr. Ricardo Costa

Dia 14 – Último dia: Vem ao Porto agradecer a Bondade dos Portistas por de dez em dez anos deixarem o Benfica ser campeão!

A moda dos farrapos

Um bando de meninos sem tempo andam todos contentes a plantar farrapos. Eu deixo aqui algumas sugestões de locais a colocar:

Túnel da Ribeira, Túnel de Ceuta e Túnel de Águas Santas…

Golo, Benfica a caminho do título:

Um jogo intenso com um Braga à altura de um candidato ao título. Transições rápidas que impediam o Glorioso de recuperar a bola bem à frente como gosta, assistiu-se a um jogo equilibrado e bem interessante.

A defesa do Benfica está numa forma soberba, os dois centrais jogam de olhos fechados e isso permite que os laterais desequilibrem lá na frente, impedindo que os extremos do Sporting de Braga de efectuar os habituais desequilíbrios.

Ver Golo de Luisão:
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Faltam 415 dias para o Fim do Mundo

E o nosso Primeiro continua em campanha eleitoral (será que ele é candidato nas directas de sexta do PSD?). Por falar em directas, depois de Alberto João, nada como contar com o apoio de Ribau Esteves para ajudar à festa. Entretanto, Aguiar Branco manda um recado forte: não desiste!

O Twitter festejou ontem quatro anos a atormentar-nos com 140 caracteres e mais nada. Já Messi está cada vez melhor…que Ronaldo e quase tão bom como Maradona! As grandes dores são mudas…

Alguém me consegue explicar este surto de quedas de avionetas? E pé ante pé, lá vai Obama levando a água ao moinho.

Faltam 416 dias para o Fim do Mundo

Afinal, o nosso Primeiro é um tipo com algum humor. Um dia não são dias. Por falar em paródia, nada como os aviões da Red Bull a substituir os da TAP no Lisboa-Porto. Mais uns dias e uns cobres a menos e ainda vão parar a Portimão…

O passado mês de Fevereiro ficará para a história pelos recordes: o benfas consegue garantir o seu campeonato da década – agora só a partir de 2020 é que vão voltar a cheirar o título – e o desemprego, upa-upa, sempre na frente e rumo ao milhão…

Nas voltas por este Mundo temos o México a marcar a agenda dos próximos protestos da comunidade Gay internacional; as fotos dos criminosos mais procurados (façam o favor de ver bem as fuças dos meninos não vá o diabo tecê-las e um deles ser nosso vizinho). E Obama, sempre ele, a colocar Portugal no mapa – mais uns 30 dias de sossego para o nosso Primeiro!

O Túnel Italiano

Olha, olha, o Mourinho foi multado (será que o Sócrates também vai ser multado por ter feito o mesmo?) pelo valor da gorjeta que costuma deixar no seu restaurante preferido de Milão. Afinal, o menino da foto já faz escola e internacionalmente. Aqui está um produto para exportar. Rapidamente e em força, sem regresso à casa da partida.

Já está a ferver!

Vamos entrar na recta final da Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga. É chegada a hora de lançar apostas entre os nossos leitores. Ora digam: quem vai ganhar? Apostas na caixa de comentários, s.f.f.

A Pastelaria Gomes e a Azia…

Não sei se foi por me empanturrar de covilhetes fabulosos e dos inacreditáveis éclairs da Pastelaria Gomes em Vila Real ou se foi da vitória do benfas e do Braga, já para não falar do empate do meu F.C.P., mas hoje acordei com uma azia que nem vos digo nem vos conto!

Não satisfeito com a dose cavalar de açúcar na mesa da Gomes, aproveitei para mandar embrulhar meia dúzia de napoleões – uma coisa de outro mundo: massa folhada com cobertura de chocolate e recheio de creme! Os quais foram, em parte, deglutidos sofregamente enquanto assistia ao jogo do Marítimo com aquele clube da segunda circular. Daí a azia: os dois napoleões foram em excesso.

Nestas coisas de doçarias é preciso moderação. Algo que não se coaduna com o meu feitio. A moderação e as vitórias dos clubes da segunda
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/tpvU7VBHHnEKFPG0MqgY/mov/1
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FutAventar…

…nada a declarar. As grandes dores são mudas…

A máquina do tempo: o futebol como ideologia

 

Para não ser acusado de ser mais «um mouro a sair da toca», como aqui foi dito num comentário, quanto a mim infeliz, sobre o entusiasmo que tem grassado entre os aventadores vermelhos, tinha decidido esperar que o Benfica perdesse para publicar este texto. Secretamente, acalentava a esperança de nunca ter de o publicar ou de o vir a publicar mais tarde; mas no sábado o Benfica perdeu – e bem – cá está a prosa. Vou, pois, ocupar-me, mais uma vez, do chamado «desporto-rei».

Continuando na onda de rapinanço de títulos, a minha vítima de hoje é o alemão Gerhard Vinnai, autor de um livro com o título que dei ao texto – «O Futebol como Ideologia». No prefácio da edição portuguesa – datada de 1976 – Vinnai caracterizava Portugal como um país em que «o futebol e Fátima competem ainda no esforço de consolar as massas da miséria da sua vida de todos os dias».

De 1976 para cá, a situação alterou-se substancialmente – para melhor numas coisas, para pior noutras – Fátima e o fado (Vinnai esqueceu-se do fado), perderam terreno, mas o futebol que naqueles anos em que a luta política assumiu um papel importante na vida dos cidadãos, perdeu protagonismo, veio depois a recuperar o seu papel cimeiro nas preocupações mais ingentes de grande número de cidadãos. Mas não vou falar do livro de Vinnai, nem sequer orientar este texto no sentido que ele deu à sua obra – o de escalpelizar a relação desporto/alienação no mundo capitalista. Apenas me apropriei do título.

Ainda me lembro, durante a ditadura, de ver em cafés, bares, em barbearias, em lugares públicos onde se juntavam homens, pequenos cartazes impressos que diziam . «Proibido discutir política e futebol». Não se podia discutir política porque era perigoso, a PIDE tinha olhos e ouvidos onde menos se esperava. Já discutir futebol era uma fonte de zangas e de desordens. Imaginem um bar ou uma taberna – vinho e futebol era uma mistura explosiva. Daí os cartazes. Um cartaz à entrada do Aventar moderando a discussão de futebolices não faria mal nenhum.

Não porque aqui se beba vinho. A Carla até veio num comentário afirmar-se abstémia. Facto que me deixou seriamente preocupado,  tendo eu pedido ao Adão Cruz que lhe receitasse qualquer remédio ou terapia para a abstemia. Mantenho a opinião de que, discutir futebol na óptica clubística, reduz a capacidade de raciocínio, transformando pessoas inteligentes em mentecaptos. Mas vamos al grano, como dizem os nossos amigos e vizinhos.

Já tenho dito aqui – gosto muito de futebol e até tenho uma forte e indeclinável opção clubística. No entanto, nunca atribuí ao futebol, que é só um jogo, a importância que vejo muita gente conceder-lhe. É um jogo e é um negócio. Mas hoje só quero falar do jogo e da sua incidência (negativa) nas mentalidades.

Assisto aqui no Aventar a picardias entre adeptos, sobretudo do FCP e do SLB. Algumas têm graça, outras nem tanto. Por exemplo, já aqui condenei a atitude de misturar no futebol questões políticas ou regionalistas, ou seja, coisas que nada têm a ver com o futebol. Pelo menos não deviam ter. Em certas alturas das últimas semanas, o Aventar pareceu ir transformar-se num blogue especializado em futebol o que seria lamentável. Até porque esse espaço da blogosfera está densamente povoado.

No momento em que escrevo estas linhas, apesar da derrota em Braga, o Benfica parece ter recuperado algum do seu histórico fulgor, a chama imensa que lavrou pelos estádios de Portugal e da Europa nos anos sessenta e setenta. Nessa altura também não ganhava sempre, basta consultar os jornais desportivos da época. Parece, porque, como se viu no sábado, ainda é cedo para diagnósticos optimistas (tal como para os pessimistas). O Porto e, sobretudo, o Sporting atravessam decididamente um período menos bom. Claro, daqui por um mês o panorama pode ser tão diferente que o cenário de hoje seja irreconhecível.

Seja o que for que aconteça, pergunto: que importância tem isto? Tem a importância que tem e que é pouca, equivalente a zero. Nenhum dos problemas que afectam os portugueses ficam mais perto de ser resolvidos – desemprego, subida dos índices de pobreza, o estado do ensino, da cultura e da saúde, o baixo poder de compra, a marginalidade e a corrupção, ou seja, todos as doenças endémicas do País estarão longe de ser erradicadas e não será o futebol que as erradicará. Pode é fazê-las esquecer. Isto, por muito bem que o campeonato corra a uns e mal a outros.

Acho muito engraçado quando ouço dizer a um adepto de qualquer destes clubes grandes que ser benfiquista, portista ou sportinguista é qualquer coisa de especial, de único. Embora eu próprio experimente essa sensação – sobretudo com o estádio cheio e com a águia a voar – de quem basta estender os dedos para tocar o céu (dizem que o ópio provoca uma sensação semelhante). Acho graça, porque somos todos iguais, com reacções iguais. Por exemplo, se o futebol do Benfica anda, como tem andado nas épocas anteriores, na mó de baixo, descubro-me a preferir falar de futsal ou de basquetebol ou de qualquer outra modalidade em que o meu clube esteja a sair-se bem. E se não estiver a sair-se bem em nenhuma, derivo para a música sinfónica ou para a banda desenhada.

Naturalmente que nada disto é exclusivo dos adeptos portugueses. Em Paris, nos tempos do Racing Paris, do Red Star (fundado pelo mítico Jules Rimet), do Stade de France, o futebol era o desporto-rei. Quando as equipas do Sul, como o Marselha começaram a ganhar os campeonatos, a pouco e pouco, os parisienses foram deixando de ir ao futebol. O Red abandonou o futebol em 1948, o Racing em 1964 e o Stade em 1966. Hoje, com o pífio Paris Saint-Germain a perder jogos, preferem o râguebi. Já, aqui há uns anos, me disse um parisiense «isso do futebol é lá para os marselheses», franzindo o nariz como se estivéssemos perto de peixe estragado.

O futebol transformou-se na ideologia de muitos milhões de portugueses de Norte a Sul. Claro que agarradas ao futebol vêem outras coisas, tais como ancestrais problemas regionalistas. Como já tenho dito, chamar mouro (ou galego) a alguém não constitui objectivamente uma ofensa. Porém, subjectivamente é-o. E é uma agressão sem sentido, pois Portugal, desde as suas origens, sempre foi um vórtice onde se sumiram etnias.

Por exemplo: os judeus que não fugiram e não foram assassinados pela fúria dos gentios e pela Inquisição, misturaram-se com o resto da população. Eram muitos. Outro exemplo, este mais recente – calcula-se em duzentos mil o número de escravos negros que, já no século XIX, abolida a escravatura, desapareceram sem ter regressado a África, fundiram-se com a restante população. Estranhamente, com os árabes que viviam a Sul do Mondego isso parece não ter acontecido. Muito civilizados, muito elitistas, não se misturavam com os cristãos, em geral, culturalmente básicos – a miscigenação foi no caso deles fenómeno raro.

Deixando a questão para quem tenha autoridade científica para o investigar, eu diria
q
ue, segundo me parece, país territorialmente pequeno, estamos de Norte a Sul, muito homogeneizados do ponto de vista étnico. Linguisticamente, as diferenças dialectais são irrelevantes – embora, apesar disso, as utilizemos abundantemente em graçolas nem sempre muito imaginosas. Nada tenho contra a regionalização, porque descentralizar parece-me urgente; mas, na realidade, o nosso País é, no seu conjunto, uma região.

Chamo a atenção de quem aqui no Aventar usa essa «graça», que chamar mouros aos sulistas equivale a defender uma teoria da raça em que o Norte seria povoado por celtas, ou melhor, por puros arianos, e o Sul por semitas. Por tudo o que da História recente sabemos, é uma graça perigosa e de mau gosto. Cuidado! Deixem essas expressões para gente estúpida e boçal como o Manuel Serrão. Não é conveniente sujar o blogue com coisas tão idiotas.

Porque, pensando bem, o futebol não tem qualquer importância. A não ser que o transformemos em ideologia ou em religião. Mas essa não é uma atitude sensata. O nosso clube estar a ganhar ou estar a perder, pode-nos dar alegria, boa-disposição, como disse Vinnai »distrair-nos das misérias das nossas vidas de todos os dias», mas para o que verdadeiramente importa, não conta. É igualzinho a zero.  

Um zero tão redondo como a bola de futebol.