Mas para onde foi o dinheiro?

Está tudo muito bem, têm todos culpas, uns mais que outros, mas a questão é: onde está o dinheiro?
O governo já meteu muitos milhões no BPN e no BPP ( e já agora no BCP?) e tudo aponta que mesmo assim não é suficiente, os bancos não estão em condições de andar pelos seus pés. Foram-se os depósitos, foi-se o capital próprio e ficaram as dívidas.Os bancos estão tecnicamente falidos, isto é, os activos são inferiores aos passivos, mesmo vendendo as colecções de arte, as empresas associadas, os Imóveis, os bancos não conseguem pagar o que devem!
Há, pois, uma pergunta que se impõe.Onde está a massa?
Ora, a verdade, é que se bem me lembro, esta questão ainda não saltou para cima da mesa. Há alguns negócios fraudulentos e ruinosos! Mas os montantes envolvidos nem por sombras estão ao nível do autêntico buraco negro em que estão transformados os bancos. Dois mil milhões de euros foi quanto o Estado lá meteu, isto dá na moeda antiga 400 milhões de contos.Perderam-se 400 milhões de contos em negócios? Vamos admitir que as “imparidades” resultantes da queda de valor de papéis em bolsa explicam outra parcela.
Mas 400 milhões de contos?
Segundo vozes autorizadas, no BPN faltam ainda mil milhões de Euros a somar aos dois mil milhões já lá sugados. Isto é, absolutamente inacreditável, nem é possível que Administradores, Banco de Portugal, Revisores oficiais de Contas, orgãos de Fiscalização internos não tenham dado por isso!
Ou então estamos perante uma incompetência que brada aos céus!
Seja o que for alguem têm que se demitir, outros têm que ir para a prisão e todos, têm que nos devolver o nosso dinheiro que o Estado, em má hora, lá meteu!

Comments

  1. dalby says:

    Imagina só, Luisinho Cantaroleiro, como nós todos estaríamos bem se o dinheiro que tem sido roubado, brutalmente, e durante estes anos todos, voltasse às mãos dos contribuintes??!!.OS PORTUGUESES QUE IMAGINEM SÓ, IMAGINAR BELAS REFORMAS!!!…SÓ ISSO PODERIA PROVOCAR UMA REVOLTA..MOSTRAR-SE O QUE RECEBERIAM SE O DINHEIRO CÁ ESTIVESSE , E O QUE RECEBEM POR NÃO ESTAR CÁ!Esta pergunta é monstruosamente importante e pertinente..ÉS um tipo implacável ..não te queria como sogro!!!..ia ser o fim do mundo…mas sim tocaste na ferida..MAS ..E OS JORNAIS…PORQUE NÃO PERGUNTAM, em vez de fazerem de conta que ele está tão débil que nem pode continuar a responder porque «foi ladrão»!VENHA A GUERRA CIVIL! E JÁ! É DO QUE PRECISAMOS! DE UMA GUERRA E NÃO MAIS DESTA «PAZ IMBECIL E PODRE!!».Dalby o pacífico

  2. carlos fonseca says:

    Luís, pelos vistos “vaporou-se”, como dizia um empregado de um restaurante que eu frequentava. Mas, das várias coisas obscenas, passaram também a fazer parte as declarações públicas do PR que, sem peias, se apressou ontem a afirmar que o amigo não estava sob investigação. Para falar bom português, digo apenas: “estamos feitos ao bife”.

  3. Adalberto Mar says:

    O Carlos disse tudo numa frase! E o pior é que não vai ser ‘bife’, mas carne de 2ª! A corrupção e a mentira ao mais alto nivel..«I’VE SEEN THAT MOVIE TOO» CANTARIA ELTON JOHN PARA ELES!!! E nós no coro do goodbye yellowbrick road!

  4. maria monteiro says:

    é que os amigos, dos amigos, dos amigos criaram o Movimento de Legalização da Ma€€a evaporada e tudo ficou devidamente investigado.

  5. Adalberto Mar says:

    Eu antes dizia que a culpa era do poder estar concentrado em Lisboa, mas comecei a pensar nas Câmaras do Porto, nas equipes de futebol, e nos poderes locais e Nortenhos, e fiquei ainda mais aterrorizado, não sei para onde me virar, talvez ir de vez… refugiar-me no Torrão do Lameiro, mas fugir não é solução! TODOS TEMOS CULPAS, ELES SÃO O PRODUTO DA NOSSA CULTURA…ELES SÃO O «I’VE SEEN THAT MOVIE TOO» QUE EU DEIXEI PASSAR….QUE FAZER? PARA ONDE IR? QUE DECIDIR? JÁ VIRAM COMO JOGAM TODOS O MESMO JOGO DAS TV’S , ANÚNCIOS, ATITUDES, É O HORROR DOS HORRORES..É COMO UM PESADELO QUE DEIXA DE SER IRREAL E PASSA A COMER COMIGO À MINHA MESA! ELES DEIXAM A MORALIDADE PARA OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, PARA OS TRENGOS E MOLES DOS PROFS E DE SIMILARES…ESSES QUE PAGUEM E QUE SUPORTEM O INSUPORTÁVEL…DESDE QUE DEIXEM OS SELVAGENS LONGE DAS RUAS…SÓ MESMO, POR CONTRAPARTIDA, UMA REVOLUÇÃO SANGRENTE..JÁ VIRAM, JÁ ESTÃO A VER O FILME EM 2010..TEMOS DE APERTAR O CINTO, TEMOS DE ..BALABLÁBLÁ..É O FIM E O «I’VE SEEN THAT MOVIE TOO AGAIN AND AGAIN AND AGAIN!!!

  6. isac says:

    Excelente pergunta. A minha resposta é que ele foi para quem o perdeu no totoloto da especulação. Este caso é um caso de polícia, em que foi roubado dinheiro dos cofres públicos para pagar o dinheiro perdido na roleta da alta finança. E mais: não há nada que possamos fazer para o contrariar. E mais ainda: se for preciso mais dinheiro para repor algum endinheirado que perdeu a fortuna, ele vai ser novamente roubado dos cofres públicos. E assim também será no BPP. Gostava de estar errado, mas sei que não estou.

  7. maria monteiro says:

    A Quinta do Mocho e a Quinta da Serra estão localizadas na zona do Prior Velho. Conheço bem a forma como o Pe Valentim (padre não diocesano) defende e luta pelos direitos destas comunidades. Na Quinta da Serra ainda vivem cerca de 2000 pessoas à espera de realojamento.E se estes jovens lhes fossem perguntar por onde para o dinheiro?- notícia no DN (28/05/2009) – Alunos ‘entrevistam’ director da PSP (por VALENTINA MARCELINO)Sem segurança, sem guião, sem condições prévias. Alunos de uma escola de alto risco puderam olhar nos olhos o director nacional da PSP e atiraram perguntas incómodas, agressivas e mostraram porque a ‘bófia’ nem sempre é bem-vinda. Oliveira Pereira respondeu a tudo. Sem pestanejar.Há uma semana, no interior desta escola, a Bartolomeu Dias, em Sacavém (Loures), um aluno de 15 anos esfaqueou outro. A agressão terá sido por um motivo fútil. Um jogo de futebol. A vítima era da Quinta do Mocho, o agressor da Quinta da Serra, bairros classificados de “alto risco” em termos de segurança.As rivalidades entre os jovens destes bairros levam a agressões frequentes e actos de vandalismo que são transferidos para a escola, tornando-a uma das mais violentas do País. Por isso, é um dos alvos principais do contrato local de segurança (CLS) do concelho.Cento e quarenta alunos do 8.º e 9.º anos e duas turmas da via profissionalizante, entre os 13 e os 18 anos, foram “convocados” para um encontro com o director nacional da PSP, Oliveira Pereira.O “chefe” máximo da polícia, entrou com força: “Não pensem que eu venho aqui para passear e só conversar. Trago dois objectivos muito concretos. Um é explicar o que é e como funciona a PSP, outro é recrutar aqui gente para vir para a polícia.” Gargalhadas sonoras foram a resposta. A plateia não se manteve cativada muito tempo na apresentação e os alunos quiseram logo começar a fazer perguntas. Oliveira Pereira ia respondendo e o “pingue-pongue” foi sendo cada vez mais rápido. O nível de agressividade das perguntas aumentava. A certa altura, a directora do CLS, subcomissária Luísa Monteiro, teve de vir em seu socorro para lembrar que “a polícia não entra nos bairros só para bater. E as 50 crianças que tirámos a famílias da Quinta do Mocho, que eram espancadas e passavam fome?”. O aplauso geral devolveu à “entrevista” um registo mais pacífico. Como foi a intervenção de um animador cultural, quando o director da PSP foi pressionado por causa da morte do jovem Kuku da Amadora, baleado por um agente. Numa escola onde são raros os que não pensem mal da polícia, que “só entra no bairro para bater” e “não vem quando precisamos de ajuda”, este encontro marcou. No fim houve aplausos. Foi uma lição. Ninguém saiu como entrou. Oliveira Pereira, Director Nacional da PSPVERSÃO INTEGRAL DA ENTREVISTA Quando é que os polícias têm autorização para matar?Nunca. Só como último recurso, para defenderem a própria vida ou defenderem a vida de alguém. Lembram-se do assalto ao BES, no ano passado? A polícia teve de disparar sobre os assaltantes porque estavam a ameaçar a vida dos reféns. Disparámos quando percebemos que não havia mesmo mais nada a fazer. Foi o último recurso.Mas porque é que têm de matar sempre? Porque não utilizam outro tipo de armas que não matem?Asseguro-vos que um polícia só mata quando não tem outra hipótese. Há os que matam mal, mas esses são julgados e vão presos. Vou mandar-vos a lista dos polícias que estão presos porque mataram mal ou porque bateram em alguém sem nenhuma razão. Mas não se esqueçam que há polícias que são atacados a tiro. Quando era Comandante de Lisboa tive três homens mortos a tiro na minha zona. E tomem nota de uma coisa: ao contrário do que possam pensar, a lei para os polícias que se portam mal é muito mais dura que para a generalidade dos cidadãos.(Burburinho na sala. Ouve-se ‘mentira, mentira’)Não minto, nem venho aqui vender nada. Têm que acreditar do que digo. O que digo é a verdade absoluta.É Deus?O que quero dizer é que estou aqui de coração aberto a falar com vocês. A explicar o nosso lado para que possam perceber algumas coisas sobre a nossa actuação. Há exemplos muito negativos da actuação da polícia. Mas garanto-vos que esses são castigados. Podem haver revoltas das populações…As leis têm que ser cumpridas. A polícia existe para assegurar isso. Se não houvesse leis era apenas a ‘lei do mais forte’ que imperava. E vocês sabem bem que nos vossos bairros muitas vezes é isso que acontece. Há uma minoria, que por várias razões tem mais poder, tem armas, e as pessoas sérias são coagidas e ameaçadas. Isso não é admissível. A polícia quer acabar com esse clima de intimidação que há nos bairros. Justiça é a palavra adequada. Gostava de vos dizer uma coisa: o poder é sempre passageiro. Eu hoje estou aqui como Director da PSP, daqui a uns tempos deixou de o ser e volto a andar de autocarro como qualquer um de vocês. Os que pensam que o poder da força que exercem sobre os mais fracos duram para sempre, estão muito enganados. O poder é sempre limitado.Há rapazes que às vezes se metem em confusão. Vão para a esquadra, levam porrada da polícia e não se podem queixar. Porquê?Todos os dias chegam ao meu gabinete dezenas de cartas de cidadãos a queixarem-se da actuação da polícia. Nada fica de lado. Quem actua mal é castigado. Há multas, suspensões e expulsões. Mas percebam que os polícias são pessoas como vocês. Também erram. E são punidos por isso.Uma pessoa do bairro que levou com gás de um polícia na cara quis queixar-se e nenhuma esquadra da PSP aceitou a queixa…Como? Isso é uma falta disciplinar muito grave. Qualquer cidadão tem o direito a queixar-se e a polícia o dever de aceitar a queixa. O que vos posso sugerir é que se isso acontecer, queixem-se à GNR ou a outra força policial. Têm que aceitar.As pessoas podem ter armas para se defenderem em casa?Podem. Devem pedir o respectivo licenciamento à PSP e estarem enquadradas pelos pressupostos previstos na lei. Tem que ser justificada essa autorização. Nem toda a gente tem essas condições. Nem todos pode ter armas, como é lógico.Se eu fosse delinquente e estivesse a 10 cm de mim, matava-me ou levava-me à esquadra?Matar é sempre como ultimo recurso, em situações muito específicas. Como é óbvio faria todo o possível para levá-lo á esquadra. Então porque a polícia matou o “Kuku” na Amadora?(Silêncio absoluto)Como sabem esse caso está em tribunal. Se ficar provado que agiu mal será punido. Não tenham a menor dúvida.Porque é que não dispararam para a perna ou um braço?E sabem o que aconteceu antes? (Intervém um mediador social da escola)Sou da Amadora e conhecia o Kuku. Vocês não sabem tudo. Eles antes roubaram um carro e andavam a assaltar pessoas. Quando a polícia os tentou parar ele começou a disparar contra a polícia.(Silêncio)(continua o Director Nacional) Não podem acreditar em tudo o que ouvem. O que distingue uma pessoa inteligente das outras é a capacidade de se questionarem. E vocês têm condições para isso.Já deu um tiro a alguém?Nunca se justificou.No outro dia estava a haver confusão lá no bairro, com tiros, e a minha mãe ligou para a polícia a pedir ajuda. Perguntaram se eram ‘os pretos’ e disseram que iam lá depois. Isto é racismo?A polícia não tem preconceitos. Há milhares de polícias que moram em bairros sociais como os vossos. Porque é que a maioria das vezes a polícia não vem quando pedimos ajuda e só aparece para bater?(Aplausos)Não interpretem esta conversa como uma competição. Não é precisa tanta agressividade. Percebo o vosso ponto de vista, mas não acham que só estão a ver os aspectos negativos? Estes exemplos que estão a d
    ar
    são pontuais. Há polícias maus. Mas são uma minoria. Aqui nesta sala, por exemplo, quantos são maus? (três levantam o braço) Estão a ver? São sempre uma minoria.(Intervém a subcomissária Luísa Monteiro, Directora do Contrato de Local de Segurança) Vocês só falam dos maus exemplos. E os bons? A polícia conseguiu tirar 50 crianças de famílias que as maltratavam. Passavam fome, eram espancadas. Eram da Quinta do Mocho. Não vamos só lá para bater.(Muitos aplausos)Porque é que estas boas acções não aparecem nas televisões e nos jornais?É verdade. É um problema que sentimos e que dá, a ver até pelos exemplos aqui trazidos, uma imagem negativa da polícia. Mas o que é que podemos fazer?Tem razão. Mas porque é que o Estado e a Administração Interna não dão mais condições para a polícia trabalhar?(Aplausos)Vocês gostavam de ter aqui uma piscina não? Portugal é um país pobre e a polícia também. A polícia tem que compensar muitas vezes a falta de material com muito esforço e dedicação. Muitas vezes mais do que devia. Nem imaginam a quantidade de baixas psicológicas que temos.

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