Jose Socrates e Dias Loureiro

 
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Nunca percebi por que razao, sem mais nem menos, Dias Loureiro apresentou, com grande pompa e circunstancia, a biografia de Jose Socrates escrita por Eduarda Maio, «O Menino de Ouro do PS».
Houve ali algo que me escapou, ou algo que desconheço. De onde vem tamanha amizade? De onde se conhcem? Qual a cumplicidade? O que os une? E por que razao, ontem, o PS mostrava tanta pressa em acabar a audiçao de Oliveira Costa?

Como dizia o outro, misterio…

E Dias Loureiro lá se demitiu…

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Custou mas Manuel Dias Loureiro lá se demitiu. Já o devia ter feito há muito mais tempo. Foi negativo para ele, provavelmente para a investigação criminal em curso e, com toda a certeza, confrangedor para o Presidente da República.

No entanto, Cavaco Silva não está isento de alguma responsabilidade. Mesmo que não quisesse afastar o seu ex-ministro da Administração Interna, o presidente poderia e deveria ter-lhe pedido que saísse ou que suspendesse o mandato, algo que o regimento do Conselho de Estado permite.

De resto, depois da audiência de ontem, no Parlamento, de Oliveira e Costa, não lhe restava outro caminho digno. E isso é o pior. Dias Loureiro saí fragilizado, empurrado pelo longo depoimento do ex-líder do BPN. Não sabemos se é ou não culpado, se as críticas que lhe foram apontadas são ou não verdadeiras mas a sua saída, a forma como só agora, só hoje, abandonou o Conselho de Estado, dá ideia de quem teve de enrolar o “rabo entre as pernas” e bater a porta, cabisbaixo.

A este propósito, e para memória futura, aqui ficam dois documentos importantes:

O relato feito pelos dois repórteres do Expresso na comissão parlamentar (abaixo) e o depoimento de Oliveira e Costa (depoimento_oliveira_costa_parlamento_260520092).

00h23: À saída

Ao fim de oito horas de audição, Oliveira Costa ainda teve o que dizer aos jornalistas, à saída da comissão: “Não me sinto traído por ninguém. Estou sempre disposto a perdoar a tudo e a todos. Para mim, dizer alguma coisa que vá ferir alguém provoca-me uma consternação muito grande”, assegurou. E deixou uma última garantia: “Apesar de ser um velhote, não estou aqui para destruir, mas para construir”.

00h20: Os trabalhos acabaram

00h10: O senhor X

Oliveira Costa falou numa certa personagem, “que todos conhecem”, que pressionou o BPN para lhe pagar uma avença. João Semedo quis saber quem era, e tentou a hipótese de ser um ex-ministro. “Não. Se dissesse secretário de Estado…”, respondeu Oliveira Costa, visivelmente divertido com a situação. Acabou por não revelar de quem se trata.

00h02: Todos fazem cosmética

Questionado por João Semedo sobre a manipulação de contas no BPN, como referiram vários responsáveis que passaram pela comissão de inquérito, Oliveira Costa questionou: “Conhece algum banco que não faça cosmética? Os bancos procuram fazer lucros, inventar lucros, não querem pagar impostos. Há mesmo um banco que fazia isso: tinha lucros formidáveis e pagava muito poucos impostos”. Especulando sobre o futuro da banca, admitiu: “Com este colapso, talvez possa aparecer uma nova ordem. Eu é que nunca mais queria participar em banco nenhum.”

23h50: A “surpresa” das offshores

Questionado por João Semedo sobre se tinha conhecimento de um número tão elevado de operações em tantas sociedades offshores (94), Oliveira Costa responde assim: “Não fazia ideia, que havia… para mim é uma surpresa. Eu não fiz nenhuma, nem sei como é que se faz.”

23h45: O plano de Joaquim Coimbra

Joaquim Coimbra volta a ser apontado por Oliveira Costa como o homem por detrás de um acordo secreto para desarticular o SLN.
“Ele queria vender o banco, desarticular o grupo”, sustentou o banqueiro. “Se ele vendesse o banco, o resto ficava livre: se quisesse comprar os vinhos comprava os vinhos, ele desejava a parte de saúde e mais umas coisas…” Depois de expor esta tese, Oliveira Costa virou-se para a presidente da comissão de inquérito, Maria de Belém: “Eu peço para não ficar nas actas, porque isto é um bocado de especulação”.
Mas insistiu, sobre Joaquim Coimbra: “Ele é um homem de negócios hábil, e se apanha alguém menos hábil, aproveita-se da situação.”

23h35: O desabafo e a fava

A maratona de explicações já deu lugar a desabafos de Oliveira Costa sobre a vida que viveu e o que não viveu, o seu gosto pelo trabalho, a dificuldade em relacionar-se socialmente com as pessoas e outras dissertações quasi-filosóficas.
“Eu passei pela vida sem ver a vida” ou “trabalho desde os 12 anos, só me sentia feliz a trabalhar”, “às vezes eu sou um bocado revoltado” foram alguns dos desabafos de Oliveira Costa, no período de respostas a João Semedo, do BE.
O deputado bloquista ouviu o interlocutor com bonomia. “Vejo que o desabafo caiu na parte das minhas perguntas, como quem come o bolo-rei e lhe calha a fava”, comentou. “Mas não me importo. Eu passei parte da minha vida a ouvir as pessoas a falar das suas maleitas.” João Semedo é médico.

23h30: Deloitte

Segundo Oliveira Costa, a Deloitte deixou de ser o auditor do grupo porque falhou todos os prazos para entrega de uma auditoria encomendada no primeiro trimestre de 2003. “A Deloite é um caso absolutamente inacreditável”, disse.
“O BdP pediu informação, e como não chegava, fez um ultimato” – desse ultimato do supervisor bancário, resultou outro do BPN para o auditor, contou Oliveira Costa. No entanto, o prazo e hora estabelecidos pelo então presidente do banco não foi cumprido.
Assim, explica Oliveira Costa, foi denunciado o contrato com a Deloitte e o BPN já não quis a auditoria pela qual “já tínhamos pago 15 mil euros e tínhamos mais 37 mil para pagar”.

23h19: “Não posso falar sobre isso”

Repetem-se as recusas de Oliveira Costa a responder a questões concretas, nomeadamente sobre operações offshore. “Não me lembro”; “não posso falar sobre isso”; “depois conto-lhe”.
Ao fim de 7 horas de inquérito, o banqueiro ainda dá respostas originais: “Ah, já me lembro!… Mas não lhe posso falar sobre isso. Mas não tem nada de especial… A mim só me interessa saber se alguém roubou e para onde é que foi o dinheiro.”
Comentário de Nuno Melo: “Pois, a mim também é isso que me interessa saber.” As perguntas prosseguem agora com João Semedo, do BE.

23h16: Colapso

Cansado com o detalhe das perguntas de Nuno Melo, agora debruçando-se sobre o investimento do BPN na colecção de arte Miró, Oliveira Costa avisa: “Se se fossem esmiuçar as coisas, era o colapso na banca portuguesa.”

23h00: “Atitude abusiva do BdP”

O deputado centrista Nuno Melo confronta Oliveira Costa com as inúmeras questões colocadas em dois relatórios de Inspecção do Banco de Portugal ao grupo BPN, um de 2002 e outro de 2005, questionando-o sobre se o BPN não dava respostas. Oliveira Costa reage dizendo que “há certamente respostas dadas a essas questões. Eu próprio cheguei a dar respostas de 20 páginas”. E acrescenta que “há uma atitude abusiva do BdP ao fazer extrapolações de uma amostra enviesada”.
O deputado confrontava o ex-presidente do grupo quanto a questões conhecidas pelo próprio, como a existência de carteiras de crédito com risco elevado, negócios com offshores ocultos e falta de informação sobre a titularidade de empresas da Sociedade Lusa de Negócios.
“Tudo que de mais relevante a comissão parlamentar apurou está vertido em relatórios do BdP, e o BdP não agiu. Pergunto se estes factos não traduziam indícios que justificavam o uso de um dos seus poderes de supervisão”, questionou o deputado do CDS.
Nuno Melo voltou a lembrar que, de acordo com Abd
oo
l Vakil, havia mais de 150 pedidos de esclarecimento do BdP ao BPN que estavam por responder quando Oliveira Costa deixou a direcção. O ex-presidente já antes tinha respondido a essa questão, colocada por Honório Novo, dizendo que “o dr. Vakil economiza muito na verdade”. E acrescentou que, perante as muitas solicitações do regulador, “o BPN procurava ajustar as recomendações feitas pelo BdP”, o que “por vezes demorava algum tempo”.

22h40: Dívida da EDP

Oliveira Costa conta que a EDP tinha uma dívida ao BPN “de 780 ou 870 mil euros, não tenho a certeza. Tinha que pagar e tinha dificuldade em contabilizar essa verba”. Um pagamento, que o banqueiro diz não saber se foi feito, e que seria relativo ao negócio da Redal. Confrontado com a existência de suspeitas de que esse valor seria relativo ao pagamento de comissões a Alejandre Agag, envolvido no negócio, Oliveira Costa disse nada saber. “É mais uma coisa para averiguar”, constatou.

22h15: Oliveira Costa vai queixar-se ao Ministério Público

“Vou mandar isto para o Ministério Público”, disse Oliveira Costa quando confrontado com as cópias dos contratos de Porto Rico. “Não me revejo neste contrato”, disse sobre o documento de venda das participações nas empresas de Porto Rico, embora admitindo que uma das assinaturas constantes dos documentos parece a sua. Mas Oliveira Costa não está certo de ter assinado tal papel: “A minha assinatura é muito fácil de falsificar”, e isso já terá acontecido, afirmou o ex-presidente do BPN.
O CDS passou imagens de Hector Hoyos, o homem que negociou a venda das empresas em Porto Rico, a denunciar a existência de subornos para a SLN, que passariam por Oliveira Costa. “Têm que provar”, desafiou o banqueiro. “Se alguém puder provar que eu recebi um euro do grupo, então que me venham prender para o resto da vida. (…) Não percebo que 20 milhões são esses”, disse, referindo-se aos valores mencionados por Hoyos nessa entrevista à TVI.
A favor da sua inocência, Oliveira Costa contou que chegou a renunciar a um prémio de um milhão de euros que lhe teria sido atribuído pela SLN.

22h10: Sócrates “dava aval”

Oliveira Costa confirma que José Sócrates, posto a par de negociações então em curso, dava aval à terceira solução apresentada para a venda da SLN, a um grupo líbio. “Dava aval… Não discordava, pelo menos”, afirmou o antigo homem-forte do BPN, em resposta a Nuno Melo.

22h00: Reinício dos trabalhos

Nuno Melo: “Não queria sair daqui a julgar que a culpa é de um homem só, que seria o dr. Oliveira Costa, julgo que a culpa é partilhada. Mas também não queria sair daqui a pensar que a culpa de tudo foi só do dr. Dias Loureiro…” Oliveira Costa: “Mas é. Um bocadinho.”

21h45: Nova pausa

Intervalo de cinco minutos, antes das perguntas de Nuno Melo, do CDS, que anunciou a projecção de “um filme”. Oliveira Costa, que tem muitas vezes recorrido ao humor para contornar algumas perguntas, utilizou outra vez esse expediente, numa abordagem a Nuno Melo: “Diga já as perguntas, que eu respondo sim, não, sim, não, sim, não…”

21h20: Oliveira Costa diz que afirmação de Coimbra de que pensava que BI era Bilhete de Identidade “não é credível”

Oliveira Costa afirmou que não foi ele que mandou fazer o documento “O Estado da Nação”, onde se falava da situação do grupo, das imparidades, de uma série de off-shores, e de inúmeras imparidades.
Questionado pelo deputado do PCP, Honório Novo, Oliveira Costa apenas disse: “não acredito que tenha sido mandado fazer por nenhum accionista”, mas “não me atrevo a dizer nada porque são meras suposições minhas”.
Quanto ao facto do accionista Joaquim Coimbra ter dito que pensava que BI (Banco Insular) era Bilhete de Identidade, Oliveira Costa diz que essa afirmação “não é credível”, recusando-se a dizer quem sabia do BI.
O fundador do BPN, preso preventivamente, está convencido que os accionistas queriam afastá-lo por causa da sua idade: “não havia razão objectiva”. Questionado por Hugo Veloza, do PSD, a respeito dos problemas do grupo e das razões porque se pretendia arranjar comprador, Oliveira Costa afirma que “queria vender o grupo para salvar os accionistas”.
Acrescenta mesmo que o grupo tinha dificuldades que aumentaram com a crise financeira. “Havendo valores e bom património é preciso ter capacidade financeira”, fugindo à questão e ao que estava por detrás da necessidade de venda”.

20h38: Oliveira Costa reconhece ter sido centralizador mas descarta culpas

“Abusei desse princípio”, afirmava Oliveira Costa quanto ao facto de ser acusado de centralizar a gestão. “Fui empurrado para ser centralizador e deixei-me empurrar”, justificou, explicando que o grupo estava organizado por sub-holdings e os seus responsáveis tinham obrigação de exercer as suas funções com eficácia e muitas vezes teria sido bom que o fizessem. “Às vezes não faziam”, disse.
Quanto às razões porque os accionistas nunca quiseram vender o grupo, ou a venda não se concretizou, Oliveira Costa diz apenas que “havia muitos interesses”, referindo-se a alguns accionistas. E fez novamente referência ao accionista Joaquim Coimbra, que “tinha interesse na Murganheira e queria comprar a Raposeira”.
Para Oliveira Costa a razão é simples: “Não há entendimento. Ou são psicóticos ou há interesses económicos”, referindo-se às vendas frustradas do grupo.

20h18: Advogado aconselha Oliveira Costa a não falar de Banco Insular nem de quem beneficiou deste

Oliveira Costa afirmou que houve dois accionistas entre o grupo dos Dez, que beneficiaram da actuação do Banco Insulat em Cabo Verde. Contudo, Oliveira Costa tinha já referido o nome de um dos accionistas, o de Almiro silva. Mas fez logo saber que “sobre o banco insular não falo”.
Ficam assim, de alguma forma, defraudadas as expectativas dos deputados que queriam esclarecer. E serão muitas a áreas que o fundador não vai responder, entre as quais detalhes sobre o negócio de Porto Rico e pagamentos em dinheiro. Nesta altura Oliveira Costa resguarda-se no segredo de justiça.

20h05: “Desaconselhei a ida de Dias Loureiro ao Banco de Portugal”

O deputado socialista avança para a questão que diz respeito a Manuel Dias Loureiro e à sua ida ao Banco de Portugal. “Na verdade desencorajei Dias Loureiro a ir ao Banco de Portugal”.
O fundador diz mesmo que sabia da intenção e a desaconselhou, afirmando ainda ter dito a Dias Loureiro que António Marta “estava a fazer o que lhe competia”.
Acrescentou também ter dito a Loureiro que foi colega de António Marta no BdP durante muitos anos e que “nunca lhe pedi nada”. Mas Dias Loureiro diz que acabou por ir, mas não “com o meu conselho”.

20h00: Oliveira Costa diz que supervisor não deve ser crucificado e invoca segredo de justiça

“Tentar crucificar o supervisor do Banco de Portugal por causa do que está a acontecer no BPN, BPP e no BCP é injusto”, afirmou Oliveira Costa a uma questão colocada pelo deputado socialista Ricardo Rodrigues.
O ex-presidente não respondeu à questão, tendo o deputado reformulado a questão: Seria possível ao BdP detectar as situações? Oliveira Costa afirma que a questão “faz parte de um conjunto de questões a que o segredo de justiça o obriga a silenciar”.

19h35: Oliveira Costa opina sobre gestão do grupo depois da sua saída

Aos deputados o ex-presidente do grupo BPN, único arguido em prisão preventiva no caso BPN, refere que quando se fala em imparidades devem referir-se a actos de gestão dos últimos 15 meses e da perda de valor dos activos que entretanto aconteceu.
Oliveira Costa que ainda não falou do Banco Insular e da sua consolidação no grupo e das irregularidades e créditos de difícil incumprimento em diversas “offshores”, parece esquecer os diversos contornos do grupo a que presidiu e que contava com dezenas de “of

fshores” nas quais estão créditos sem quaisquer garantias, e cuja gestão remonta ao seu mandato à frente do grupo. A declaração de Oliveira Costa dura já três horas.

19h00: Nova paragem

A sessão foi mais uma vez interrompida por 15 minutos.

18h45: Fundador do BPN explica ausência de parcerias

Oliveira Costa vira-se agora para a Caixa da Galicia, ou seja, para uma eventual entrada de capital no BPN por parte do grupo espanhol. Esta decisão, segundo o então presidente do grupo, diz que Dias Loureiro ficou de acompanhar o processo, mas “nunca me apresentou papel nenhum”. Contrariando o que Dias Loureiro disse aos deputados quando afirmou que o grupo não estava interessado em fazer parcerias com ninguém.
Ainda referindo-se às áreas de negócio que Dias Loureiro acompanhou, Oliveira Costa, aborda também o negócio da Saúde, e eventuais parcerias que não se revelaram em coisa nenhuma. Não havia um interesse efectivo por parte dos eventuais interessados que chegavam.
Oliveira Costa quis dar a entender que não foi por sua culpa que não se fizeram parcerias, ao contrário, do que foi dito, por alguns responsáveis que o acusaram de “centralizados”.

18h15: El Assir & Dias Loureiro

Oliveira Costa fez questão de salientar que o marroquino El Assir chegou à SLN pela mão de Dias Loureiro e através da venda da Redal: “A febre de venda só surgiu quando apareceu em cena o senhor El Assir. A partir daí, tudo o que era bom passou a ser um risco que deveríamos cortar quanto antes, para ainda se poderem fazer algumas mais valias”, disse aos deputados, contrariando a versão benigna dos acontecimentos que foi apresentada por Dias Loureiro.
Foi El Assir quem sugeriu negócio de Porto Rico, negócio esse que, segundo Oliveira Costa, foi avaliado tecnicamente por Vieira Jordão, que “manteve sempre dúvidas sobre o projecto”. No entanto, “nunca o fez com o vigor que manifestou perante os senhores deputados”. Oliveira Costa assumiu que “também não estava confortável” com o negócio, mas que Dias Loureiro tinha transmitido uma espécie de ultimato de El Assir: ou a compra da Biometrics, de Porto Rico, ia para a frente, ou o marroquino deixava de apoiar o grupo na venda da Redal. Ou seja, Oliveira Costa colocou Dias Loureiro e El Assir no fulcro de ambos os negócios – em particular o de Porto Rico, que se revelaria desastroso para a SLN.

18h05: Oliveira Costa desmente Dias Loureiro

“A verdade está com o Dr. António Marta”, afirmou Oliveira Costa, referindo-se às duas versões existentes sobre o encontro de Dias Loureiro com o antigo vice-governador do Banco de Portugal. No relato do fundador do BPN, quando voltou do BdP, após a reunião com Marta, Dias Loureiro contou-lhe o que se tinha passado: “Tinha-lhe feito sentir que a supervisão estava constantemente a questionar o BPN”, ao que o vice de Constâncio lhe terá respondido que “o Banco de Portugal estava activo em todos os Bancos”. “Quanto muito”, António Marta teria admitido a Loureiro que, sendo o BPN um banco pequeno, “seria mais fácil aprofundar os trabalhos”. No entanto, “o modelo de intervenção da Supervisão era universal”.
Ou seja, a reunião entre Loureiro e Marta – de acordo com o relato que aquele terá feito a Oliveira Costa, e que este contou aos deputados – aconteceu tal como o ex-supervisor tem sustentado. E não como Dias Loureiro agora conta – que teria ido alertar para situações menos claras dentro do banco. Para Oliveira Costa, a nova versão dos factos agora assumida por Dias Loureiro revela uma “descarada deslealdade”, atribuível a “impulsos egoicos” e a uma “inconsciência do Ego”.

18h00: Audiência recomeça

Os trabalhos são retomados. Oliveira Costa responde às afirmações de Dias Loureiro.

17h50: Sem aliança

A audiência está suspensa para um intervalo pedido por Oliveira Costa, que ainda não terminou a sua exposição inicial iniciada às 16h35. O ex-presidente do BPN, que no decorrer deste processo protagonizou um divórcio considerado suspeito pelos investigadores, apareceu hoje no Parlamento sem aliança no dedo.
Da primeira vez que esteve com os deputados, já divorciado, continuava a usar aliança, o que foi bastante comentado pelos parlamentares. Agora, a ausência de aliança também já mereceu comentários…

17h44: Uma hora “non-stop”

Oliveira Costa falou durante mais de uma hora perante os deputados da comissão de inquérito. O ex-homem forte do BPN elencou as possibilidades que se colocaram para a venda do grupo BPN ou parte do grupo, com das hipóteses principais: a Carlyle ou um grupo da Arábia Saudita.
Perante a eminência de um acordo com a Carlyle, acusou o Grupo dos Dez, em particular Joaquim Coimbra, de ter inviabilizado qualquer negócio – aproveitando ainda para ligar este grupo de accionistas de referência ao escritório de advogados de Pedro Rebelo de Sousa. Oliveira Costa não deixou também de nomear Manuela Ferreira Leite, ao lembrar uma circunstância em que Coimbra faltou a uma reunião do banco para estar numa iniciativa partidária do PSD, partido a que está ligado.
Oliveira Costa deixou claro que entende ter sido Coimbra o principal obreiro do descalabro do BPN, acusando-o mesmo de ter montado uma “cilada” e pretender o “desmembramento do grupo, que era o que lhes convinha”. O fundador do BPN chegou ao detalhe de relatar uma reunião em que o responsável pela gestão mediática da imagem do banco (da empresa Aximage), denunciou que Coimbra estava por detrás das notícias negativas para o BPN: “O Sr. Queirós apontou energicamente o dedo indicador para o Sr. Joaquim Coimbra e disse: ‘É o senhor!… E olhe que os jornalistas nem me pediram segredo quanto à fonte!”
Oliveira Costa acrescentou ainda uma terceira proposta, do grupo LAIP AK, para adquirir uma participação qualificada (51%) na SLN. Mas, considerou, “com a equipa do Dr. Cadilhe a trabalhar activamente na preparação do plano de revitalização do BPN para apresentar ao Governo, esta proposta era o pior que lhe podia acontecer.” Por isso foi inviabilizada.
Os trabalhos foram agora interrompidos para um intervalo.

17h10: “Quero é vê-lo na cadeia”

“A oferta que estava em apreciação correspondia a uma avaliação do Grupo na ordem dos 1.300 milhões de euros – que, perante a situação mundial, em constante degradação, podia ser considerada de muito boa”, referiu Oliveira Costa, relatando uma reunião com os oito accionistas-conselheiros, em Abril de 2008. O preço por acção era 2,75 euros.
Segundo Oliveira Costa, Avelino Silva, um dos accionistas presentes, respondeu-lhe: “Isso é uma proposta insultuosa, que serve os seus interesses mas não os nossos”. Ainda, de acordo com o relato do ex-presidente do BPN, o mesmo accionista disse-lhe na cara: “Por mim não me importo de perder tudo o que quero é vê-lo na cadeia”.
Segundo Oliveira e Costa, tanto a solução Carlyle como a da Arábia Saudita permitiam resolver a situação do Banco Insular e “outras questões do grupo”, mas os accionistas “nunca quiseram fazer o teste da transacção e fugiram sempre”, o que “acabou por ser uma arma mortífera para o grupo”.

17h05: Cadilhe saiu caro

No único momento em que fugiu ao “guião” do texto que levou escrito para o Parlamento, Oliveira Costa acrescentou uma “mera curiosidade”: “A entrada do Dr. Cadilhe custou cerca de dez vezes e meia o que eu ganhei em dez anos à frente do grupo [SLN]”.

16h58: Oliveira Costa acusa grupo de accionistas de abortar venda do grupo

A audiência de Oliveira Costa na comissão de inquérito ao BPN começou com uma declaração inicial do banqueiro que, segundo o próprio, visava esclarecer equívocos e “manipulações”.
O ex-presidente do grupo BPN começou por explicar que, em Agosto de 2007, um grupo de 10 accionistas, mas controlado por quatro, queriam vender o grupo a entidades estrangeiras. Houve vários interessados, des

de um grupo da Arábia Saudita à Carlyle.
Oliveira Costa afirma que reuniu sempre com o Conselho Superior para que o mandatassem para efectuar o negócio. Em Dezembro de 2007, o negócio teve a aceitação dos accionistas, mas Joaquim Coimbra deu uma ordem para desmarcar a viagem que estava agendada para que “eu me reunisse com a Carlyle”.

16h35: Oliveira Costa já está a falar

José Oliveira Costa já está na comissão parlamentar de inquérito ao “caso BPN”. O fundador e ex-presidente do grupo BPN chegou à Assembleia da República às 16h35, num carro celular e acompanhado de guardas prisionais. Entrou no edifico através de uma porta que normalmente está fechada – foi aberta especialmente, por ser a mais próxima da sala onde decorrem os trabalhos. Antes de Oliveira Costa, Maria de Belém Roseira, presidente da comissão, já tinha recebido Leonel Gaspar, o advogado do principal mentor do BPN.
A expectativa era enorme antes da chegada ao Parlamento do banqueiro mais mediático do momento. Os jornalistas marcaram lugar na sala com mais de uma hora de antecedência em relação ao horário previsto de início dos trabalhos e até Nuno Melo, do CDS, se espantou ao chegar: “Isto está muito concorrido!”, exclamou, perante a inusitada afluência de redactores, fotógrafos e operadores de câmara, mas também de deputados e funcionários do Parlamento. Ninguém queria perder o “big show Oliveira Costa”. O deputado do CDS, uma das “vedetas” deste inquérito parlamentar, chegou acompanhado de dois assessores, que carregavam dois tróleis com documentos relacionados com este caso.


Desobediência qualificada

Para além da audição a Oliveira Costa, os trabalhos de hoje da comissão de inquérito deverão ser marcados pelo pedido do PCP para que o Parlamento faça uma queixa formal contra o Banco de Portugal, por se recusar a entregar documentos pedidos pelos deputados, alegando sigilo profissional.
Para o comunista Honório Novo, a recusa do supervisor configura um crime de “desobediência qualificada”, pois as comissões de inquérito dispõem de competências “para decidir a prestação de testemunhos e ter acesso a documentos e informações, designadamente com quebra do segredo profissional” – de acordo com o parecer de Nuno Piçarra encomendado pela comissão parlamentar.
O socialista Ricardo Rodrigues já fez saber que considera o pedido do PCP uma “diligência inútil”, pelo que não será acompanhada pela maioria. Em vez de recorrer aos tribunais, o PS propõe acautelar estas situações no futuro – para isso, vai apresentar uma proposta de alteração à lei das comissões de inquérito quando esta comissão tiver um relatório final.

Eles precisam mais de nós

Que nós deles!

Eles, os partidos!
Nós, os Professores!

Sábado estaremos em Lisboa e vamos ser novamente cem mil!

Dias Loureiro

Na semana em que um Loureiro viu dois clubes descer e outro Loureiro é acusado de ter dedo nisso, nada como um outro Loureiro para manter a novela por estes Dias.

Acompanhar AQUI e AQUI e por todo o lado….

Moniz recuou?

O blogue Escrita em Dia adianta que José Eduardo Moniz terá desistido do processo que prometeu apresentar contra José Sócrates depois da crítica, feita na RTP, de “telejornal travestido” com que apelidou o noticiário das 20h00 da TVI às sextas.

Gostava de saber duas coisinhas: Se é verdade e, se sim, porquê?

O CÚMULO!

VALE E AZEVEDO, OITO ANOS, TANTO TEMPO
VALE E AZEVEDO
Ainda lhe faltam oito anos para cumprir, dos onze a que foi condenado, mas para já ainda está em Londres, a gozar de boa vida.
Vale e Azevedo não aprendeu nada com a vida que levou em Portugal (ou aprendeu, refinando as suas aptidões), com as dívidas que deixou, com as malandrices e pulhices que fez, com as aldrabices que praticou. Foi condenado, foi preso, e depois rumou ao estrangeiro. Lá cometeu as mesmas coisas. Criou dívidas, aldrabou, mentiu e viveu uma vida de luxo. Viveu e vive, já que, não podendo sair do Reino Unido, tendo o passaporte apresado, sendo obrigado a presentar-se às autoridades do bairro onde vive assiduamente, e tendo sido obrigado a sair da mansão em que vivia por não pagar a renda que lhe era devida, está alojado, há já alguns meses, num hotel de luxo nos arredores de Londres.
Por cá, foi condenado. Por lá, vive à grande e à francesa. Por cá a justiça parece ter funcionado menos mal. Por lá o homem vive descansado. Por cá ser ou não ser condenado é a mesma coisa. Por lá, será extraditado um dia, ou talvez não.
Adorado por muitos neste nosso País (convém reparar na fotografia), este salafrário, enganou meio mundo e continua a viver como quer e lhe apetece, numa vida faustosa.
Ser condenado a viver assim como Vale e Azevedo vive, faz apetecer ser criminoso como ele. A ser assim, a corrupção passa a valer a pena (de qualquer forma e pelo que se sabe, sempre valeu).

IMPOSTOSINHO PEQUENO, POIS, TERÁ DITO O SR VITAL

QUE GOSTA MUITO DE DIZER COISAS

Mais um impostosinho e já está. Mais uns votitos que vão para outro lado. Burrice tamanha já fede. Que diz este homem, que pensa ele, que tenha feito com que o nosso Primeiro o tenha escolhido para cabeça? Só porque ele tem cabelos brancos? Não se entende este candidato. Claro que os adversários agradecem.
A mim, não me afecta que o senhor diga umas parvoíces pela boca fora, pois que nunca iria votar nele, mas custa ouvir. Este independente está ao serviço de uma outra força qualquer. É um infiltrado! A não ser que o nosso Primeiro saiba o que ele vai dizer e concorde. Assim já entenderia pois que este nosso (des)governo já nos habituou a, por dinheiro, ser como o diabo por almas.

Apto para todo o serviço!

A primeira vez que fui inspeccionado fiquei todo feliz! O mancebo encontra-se apto para todo o serviço!
A família toda, à minha volta: quer dizer que és perfeitinho, que és novo, grande e forte. Inteligente, culto e bonito, diziam as minhas irmãs e a malta amiga (não dizia que era bonito, isso só aos olhos das minhas irmãs) tinha aquele ar de “é dos nossos, malta para a porrada, gajas, copos e noitadas.”
Ninguem me disse a verdade, aquele “apto para todo o serviço ” era o passaporte para a maior desgraça de “um mancebo”! Brutos, injustos, arbitrários, o pior que podia acontecer a uma alma jovem e bem formada!
Fiquei sem quatro anos da minha juventude, ingloriamente desgotoso com tudo e com todos, o que fazia que arranjasse problemas todos os dias. Deitei a “messe” abaixo com um jeep que não sabia guiar, mandei um sargento para o hospital com traumatismo craniano, e não fui parar à prisão porque o comandante achava que eu era competente a controlar as bombas de gasolina que davam milhares de contos ao quartel!
Melhor, passaram a dar com a minha gestão competente. Ninguem me gramava a não ser os subordinados a quem agradava a “rebaldaria”!
Lembrei-me disto tudo porque logo vou levar o carro “à inspecção”. O meu carro é novo e tem tudo no lugar, revisões a tempo, anda porreiramente, não pedi nada a ninguem, deixem-me andar.
Será que os gajos me vão ficar com o carro? Ou fico em trabalhos forçados? É que das outras vezes quem levava o carro à inspecção era o meu filho que agora arranjou uma namorada e já não tem tempo.Para o carro ou para o pai? E é isto, não consigo esquecer-me da primeira inspecção da minha desgraça! “Apto para todo o serviço” !

Vais continuar a usar peles, seu animal?

Voz (a alguns) dos "pequenos"

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Infelizmente, não tenho muito tempo para acompanhar o percurso sempre esquecido (e pouco divulgado) dos “pequenos” partidos. Mas, como eu sou por todos os “pequenos”, a informação vem ter comigo. Por outras fontes que não os media, soube da agressão verbal ao líder do MMS. Pesquisei, pesquisei, pesquisei e encontrei aqui na net (finalmente) que “O presidente do Movimento Mérito e Sociedade (MMS) apresentou esta terça-feira queixa-crime na PSP de Portimão contra um cidadão inglês que o empurrou e que chamava os portugueses de «fascistas, idiotas e corruptos», informa a Lusa. O episódio aconteceu durante uma acção de campanha do MMS em Portimão, tendo a comitiva sido abordada pelo cidadão inglês, que segundo o líder do MMS, Eduardo Correia, será dono de uma loja de tatuagens. O líder do MMS explicou ainda que foi apresentada de imediato, na PSP de Portimão, uma «queixa-crime por tentativa de agressão e por maus-tratos verbais a toda a campanha e aos portugueses em geral». Nada de grave. É um partido “pequeno” portanto também deve ser um acontecimento “pequeno”. Olha se fosse com o Vital “Cabelo de Aço” Moreira…

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Adiante! Segundo o profiler aventado pelo José Freitas e pelo João Paulo eu votaria no Movimento Partido da Terra. É normal. É um partido pequeno com vertente ecológica e humanista. Um partido pequeno nos números, assim como já o foi, esse antigo, esquecido e pequeno PSR. Dei uma vista de olhos e descobri que o MPT (segundo o próprio site) foi o primeiro partido com site em Portugal, já no longínquo ano de 1993. Confirmei no Wayback Machine e só têm registos desde 2000. Mas é bem provável que seja assim, pois eu ainda me lembro da internet em Portugal em 1995 e era a “preto e branco”.

Estes dois “pequenos” partidos políticos lembram-me de certa forma um artigo publicado no (excelente) livro “Marketing Político”, da autora Margarida Ruas dos Santos de 1996. Lembram-me que, antes de mais nada, classificar como “pequenos” pode ser injurioso e injusto. Deve ser por isso que, sempre que aparecem mencionados como pequenos, estão “entre aspas”. São, mas não “são”. Ou não deveriam ser. Ou então, só são “pequenos”, não por falta de apresentarem alternativas credíveis bem fundamentadas e serem naturalmente partidos políticos “normais”, mas porque não têm as ferramentas e poder de comunicação em massa para difundirem melhor a sua mensagem. Se calhar é isso mesmo que define um partido “pequeno” do partido “normal”: o poder do marketing e a força dos números. Resta saber qual a influência do marketing no acumular da força dos números. O artigo sobre marketing político é do político e economista Francisco Louçã.

Políticas sem máscaras

Pois claro que o marketing vai dominando a política – e, a propósito, também a literatura, de modo a que os autores como os candidatos se promovem com métodos que roubam o exclusivo aos automóveis de luxo ou às margarinas. Talvez assim tenha sido desde sempre, quando Kennedy enfrentou Nixon num debate de televisão e lhe mentiu acerca da invasão de Cuba, ou quando Miterrand perguntou a Giscard d’Estaing qual o preço do bilhete de metro em Paris. Ou quando Pilatos lavou as mãos, ou quando o pão e circo bastavam, ou quando se canta um hino nacional de convocação em defesa de um império colonial ameaçado pelos ingleses no século XIX, ainda agora e em nome de uma república que já não tem vergonha de nada.
Tudo isto é marketing: linguagem de símbolos, floresta de enganos, técnica de persuasão, imitação das regras de mercado que definem o ritmo dos mundos.
Do outro lado, está o desafio mais exigente, fazer uma política de comunicação oposta ao marketing porque é intransigente conta a mistificação ou até à simplificação. Uma política de apresentação contra uma política que se reduz à representação. Correndo até ao risco de isso parecer outro marketing, mas sabotando-o com a mais intransigente das violências: a que não permite facilidades nem reduz a comunicação à forma ou o defeito aos seus métodos. Compreendam portanto porque é que me oponho e desconfio solenemente de todo o argumento que escolhe a política em nome do marketing.”

16 ANOS?

POLITIQUICES / PARVOÍCES

Será que o homem do BE sabe o que diz? Os putos que em casa não têm direito a respirar mais alto, que têm de pedir aos pais para sair à noite, que precisam de pedir uns trocos para uma bebida, a passarem a ter direito a votar? A passarem a ter direito a decidir sobre quem nos há-de governar? A passarem a mandar nas decisões da comunidade, quando na maior parte dos casos não fazem a menor ideia de como hão-de governar a vida deles?
Não é mesmo uma parvoíce?

BPN – os despojos cavaquistas

Esta ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República é, a todos os títulos, um virar de paisagem, na sociedade portuguesa. Queremos saber como é que se monta um Grupo Económico de sucesso neste país avesso ao trabalho, ao rigor e ao mérito? Queremos perceber como é que ex-governantes se tornam multimilionários numa década?
Tudo começa no imenso poder que certas funções atribuiem quando se chega a um Estado que está em toda a parte. Directamente, indirectamente, com mais ou menos “goldenshares” o Estado controla a riqueza, os seus braços sem fim podem fazer ou desfazer negócios, atrofiar o que não lhe interessa com leis à medida, ou tudo facilitar com leis a pedido.
Descarregar sobre os negócios montes de dinheiro sem cuidar do seu “melhor regresso”. Entrar em bancos e “enfiar” milhões e milhões, investimentos de outros tantos milhões, tudo dirigido aos grupos de pressão que há muito controlam o Estado e a alta administração pública!
Tudo terá começado com a resolução de processos de dívidas fiscais de milhões em que eram devedores alguns dos futuros accionistas do banco.
Processos que prescrevem, leis aplicadas e criadas à justa, perdão de dívidas, facilidades de pagamento, tudo serviu para se criar a “massa crítica” que se converteu nas bases de um grupo que a ambição e a ganância sem freio, fez ruir com estrondo.
Do lado do Estado estavam ministros como Dias Loureiro e secretários de Estado como Oliveira e Costa ! Estes os mais visíveis.Outros haverá mais prudentes com menor participação.É caso para dizer que se tratam de “imparidades”!

Imigrantes : parte da solução

“Se o país não for capaz de manter e assimilar uma população de imigrantes da ordem dos cinco ou seis por cento da população total, no futuro haverá uma factura a pagar !” (Editorial Publico de Manuel Carvalho)
Portugal continua a necessitar de imigrantes para resolver o seu problema demográfico e para relançar o seu crescimento económico quando a crise
der sinais de treguas.É, claro, que com a imigração podem entrar pessoas menos recomendáveis, mas na sua maioria são pessoas fundamentais para o país.
Sem imigração, a prazo, seremos menos, mais velhos, mais pobres e continuaremos neste circulo infernal de falta de ambição. Uma classe de trabalhadores mais jovem e melhor preparada é que poderá assimilar as tecnologias e alternativas a novas organizações do trabalho.
Com a sua capacidade de sacríficio e de ambição, os imigrantes poderão ajudar a sair desta letargia a que parece estarmos condenados e jovens como são, a tornar-se num pilar fundamental do nosso esquema social de previdência.

O Boavista desceu. A Oliveirense não. Hermínio Loureiro é candidato à Câmara de Oliveira de Azeméis

O Boavista desceu de Divisão. A Oliveirense não. O Boavista foi vítima de uma arbitragem vergonhosa de Duarte Gomes. A Oliveirense não. Duarte Gomes vai terminar a época com uma excelente classificação. Hermínio Loureiro é candidato à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
O treinador da Oliveirense foi expulso no penúltimo jogo. O treinador da Oliveirense esteve no banco no último jogo. A Oliveirense tem de perder os 3 pontos. A Oliveirense tem de descer. Hermínio Loureiro é Presidente da Liga. Hermínio Loureiro é candidato à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.

O pântano do BPN ganhou mais habitantes

Dias Loureiro está encostado às cordas. Acusado de mentir no Parlamento por Oliveira e Costa, ex-líder do BPN e da Sociedade Lusa de Negócios, o conselheiro de Estado não tem muita margem de manobra. Indiciado como mentiroso, acusado de falta de carácter, manipulador e trapaceiro, o ex-ministro de Cavaco Silva só tem um de dois caminhos: ou desmente as acusações e apresenta dados convincentes em sua defesa, ou tem de pedir demissão do cargo que ocupa no Conselho de Estado.

Se isso não acontecer colocará o Presidente da República numa situação ainda mais complicada. Cavaco Silva já não convoca o Conselho de Estado há muito tempo, e havia razões para isso. Calculo que seja por causa de Dias Loureiro.

Oliveira e Costa está longe de ser um inocente em todo este pântano. Creio mesmo, pelo que se sabe, que será um dos principais responsáveis. Mas não é o único. Hoje, pouco acrescentou em termos de processo de investigação criminal. Esta quebra de silêncio serviu, acima de tudo, para conhecer um pouco mais da situação vergonhosa em que vivia o banco e a SLN, os negócios sujos que envolviam esta instituição. Entre os inocentes não estão, por certo, nem Dias Loureiro, nem o Banco de Portugal. Não é de acreditar que o cheiro putrefacto que saía do banco não tivesse chegado às narinas do regulador.

Cinco anos que serviram para muito ou pouco?

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Em rigor, para que serve o Parlamento Europeu? Afinal, o que fazem os deputados europeus? E qual a actividade dos deputados europeus portugueses?

Estas são perguntas legitimas de todos nós, sejamos muito ou pouco atentos às matérias políticas e, em concreto, à intervenção na nossa vida dessa instituição que se reparte por Bruxelas e Estrasburgo.

Algumas respostas podem ser encontradas no Vote Watch.

Por lá fiquei a saber que os eurodeputados portugueses são os 9º mais assíduos às sessões de trabalho, com 87 por cento de presenças. Fiquei ainda a saber que em 67 por cento das vezes os eurodeputados portugueses votaram em conjunto para o mesmo lado.

Há estatísticas para todos os gostos, podemos verificar a actividade de cada parlamentar e de cada grupo políticos, enfim, um mundo de informação para quem quiser saber o que se passou nos últimos cinco anos.

Não pensemos em coisas tristes

Dentro de dez anos atingiremos a data na qual se desenrolavam os acontecimentos narrados no já lendário “Blade Runner”.

Parece muito longínqua ainda aquela Los Angeles futurista e ainda mais a possibilidade de criação de “replicantes”, tão próximos aos seres humanos que não só se confundem fisicamente com eles, como conseguiram desenvolver emoções como o amor, a raiva, a inveja, e tantas outras que definem o humano.

Para além da relação ambígua com o criador, o tema central para os replicantes era a mortalidade. Condenados a uma vida demasiado curta, impedidos de saber qual a sua data de fabrico e, consequentemente, a data em que se desactivariam sem que nada pudessem fazer para impedi-lo, os replicantes experimentavam a angústia da sua própria finitude, a frustração pela perda de tudo o que haviam conquistado, a consciência pungente de que nada deles sobraria, e que tudo o que haviam visto e que a sua memória preservava como um tesouro se apagaria sem vestígios.

Quem viu o filme recordará certamente o monólogo à chuva de Rutger Hauer e a bela metáfora da pomba que se desprende e se eleva. A voragem dos dias não convida à meditação sobre a mortalidade.

As semanas correm umas atrás das outras, os meses sucedem-se como naqueles filmes antigos em que se representava o passar do tempo com o desfolhar de um calendário que ia soltando as suas páginas, deixanda-os cair como folhas mortas. Afastamos o negrume com um encolher de ombros. “Não pensemos em coisas tristes”.

Sentada na sala de espera do hospital, à espera de notícias que não chegam, lembro-me estupidamente do Blade Runner. Nada há de mais humano do que esta rebeldia contra a morte.

Carlos Fonseca – PS – eleições europeias ou legislativas?

A cabeça de cartaz do PS às europeias andou ontem pelo distrito de Aveiro, terras que ele conhece bem e cujas gentes também o topam. A região de Aveiro, diga-se, nunca necessitou servir-se desse neologismo em voga, empreendorismo, para afirmar a determinação da sua gente, na pró-activa labuta para criar sustento e riqueza. E no passado, quando as coisas não saíam a contento cá dentro, zarpavam para o Brasil ou Venezuela.

Foi, pois, neste cenário que Vital Moreira (VM) fez a apologia do ‘investimento público’, como bandeira exclusiva do PS, rematando com os habituais acusações de “neoliberais” e “reaccionários” contra o PSD. O ‘investimento público’ é, com certeza, um tema muito sério, a merecer profundo debate; mas, a meu ver, no contexto das legislativas. Os partidos portugueses – não sei se também os dos outros países – trocam sempre as voltas aos eleitores, e portanto nas eleições europeias pouco falam da Europa. E os eleitores marimbam-se para as europeias.

O Parlamento Europeu (PE) tem  poderes legislativos mitigados, como o próprio reconhece, O poder legislativo. No caso da fiscalidade, política industrial, política agrícola… o PE usufrui apenas de poder consultivo. Porém, como isto não bastasse, os ‘slogans’ de VM ainda se tornam mais desajustados, pelo contraste com a posição do PS em apoiar a recondução de Durão Barroso, ou seja, justamente um neoliberal inflamado, cuja governação em Portugal deixou marcas indeléveis com a extinção do IPE, os hospitais SA e privatizações, pretendendo até privatizar a CGD. No último instante, valeu-nos o tio Aníbal, diga-se em abono da verdade.

A campanha do PS para as europeias continua, pois, a navegar num mundo de equívocos, em que de europeu há muito pouco. Todavia, creio não se tratar de ingenuidades.

Votar! Um direito com dentes de leite

O cabeça-de-lista às eleições europeias pelo BE veio hoje defender, numa acção de campanha, o voto a partir dos 16 anos. Numa escola profissional, em Salvaterra de Magos, a jogar em casa, Miguel Portas aproveitou a audiência que estava a jeito e apresentou a sua grande e mobilizadora proposta para os jovens.

Com demagogia em doses eleitoralistas, atirou ao alvo: “Se aos 16 anos um jovem já tem idade para trabalhar porque não há-de ter idade para votar?”. Se o grande argumento é este, parece-me pobre. Sempre se podia defender o voto aos seis ou sete anos. “Se aos seis ou sete ano já não tem dentes de leite, porque não há-de ter idade para votar?”. O meu exemplo é parvo? Reconheço que sim. Mas se me dão licença já lá vou.

Miguel Portas resolveu acrescentar mais um ponto às suas razões, desvalorizando o argumento do “é muito novo e pode não saber”. Depois veio o clímax: “E os adultos, sabem?”. Pois, não sei caro Miguel. Não sei se os adultos sabem ou não votar. E se eles, os adultos, colocarem uma cruzinha no partido da estrela vermelha? Será que eles sabem votar?

P.S. Miguel Portas poderia ter feito bem em abrir este debate, usou foi um atalho pouco sensato. Já agora, porque não esperar para ver quantos eleitores até aos, vá lá, 30 anos irão às urnas nestas eleições.

PMEs – Prazos de Pagamento

O Governo anunciou que passaria a pagar os seus compromissos com os seus fornecedores num prazo máximo de 60 dias.Como vimos com o exemplo da Platex, esse compromisso está longe de ser cumprido.
Depois as grandes empresas ligadas às grandes obras públicas afinam pelo mesmo diapasão.Não cumprem nem respeitam prazos de pagamento às pequenas e médias empresas que subcontratam com margem já esmagadas.Estes dois factores levam rapidamente para a falência milhares de unidades como estas, sobretudo num quadro de crise!
Ora, parece imcompreensível, que o mesmo governo que se disponiliza para salvar bancos envolvidos em fraudes e que correram riscos à sua conta, nem sequer cumpra os seus compromissos, para já não falar das ajudas que activamente deveria promover junto das PMEs.
Milhares de unidades desta natureza veriam a sua vida financeira muito facilitada se o governo tivesse, a tempo, levantado o pé na cobrança de impostos.Veja-se o caso do IVA que as empresas têm que entregar ao Estado muitas das vezes sem ainda terem recebido as facturas correspondentes.
Uma das hipótese que se aventa é a existência de uma conta corrente entre o Estado e o fornecedor por forma a que o saldo em dívida ou a receber seja menor e sem as consequências nefastas actuais.
Todos os dias vemos PMEs a fechar e a lançar para o desemprego milhares de trabalhadores.Esta sangria vai acentuar-se nos próximos meses, enquanto o governo se entretem com bancos que sugam tudo o que lá entra.

8h – 10h30

De luto e em luta, porque a nossa razão é a nossa FORÇA!

Professores em Greve

O Leão em eleições

Em Portugal não temos o prazer democrático de discutir opiniões, apresentar argumentos, reconhecer o que é melhor para o bem comum.Se fosse preciso, os últimos dias da campanha de Alvalade, eram exemplo esclarecedor. Tudo se faz para que não hajam eleições.
Trata-se de nomear alguem que já venceu antes da ida às urnas.Os candidatos assomam e logo se retiram ao primeiro aceno de acordo.Arranja-se um lugar na lista, negoceia-se isto e mais aquilo e o candidato desaparece.
Devagar, o “escolhido”, com a ajuda de tudo o que pode formatar a opinião pública, é apresentado aos sócios como o “salvador”. Tem programa? É a continuação de quem lá esteve e nada ganhou? Ou ser segundo e ganhar umas taças, já passou a ser o objectivo do Sporting? Nem sequer aparece um verdadeiro Leão a dizer que quer uma equipa vencedora! É assunto vedado por quem? Pelos credores, pelos bancos?
A equipa arrasta-se num futebol paupérrimo, com um treinador competente mas incapaz de ganhar.Não corre os riscos necessários e suficientes para ganhar campeonatos.É preciso dar espaço a Moutinho, dar liberdade a Vuk, saber o que se quer de Roka e manter o “tandem atómico” Liedson/Derley ! E já agora dois laterais de bom nível!
Mas para isso é preciso pôr os bancos no seu lugar! Isto é, “no banco”!

CDS – O Paulo e o Nuno

O Nuno e o Paulo, ou o Paulo e o Nuno, já que aquele é que faz as despesas da campanha lá andam de feira em feira. Desta vez em Oliveira de Azeméis. Um empresário zeloso mandou parar a fábrica e juntou os trabalhadores em plenário para poderem ouvir os democratas cristãos, que juraram a pés juntos estar a favor das PMEs e contra os bancos das fraudes.
Nuno Melo não distribui propaganda, antes uns beijos e uns abraços pouco à vontade. Paulo Portas beija uma senhora que diz que sempre gostou muito dele mas não se lembra do nome. Dedicam a manhã à segurança e a tarde ao desemprego ! Estão a chegar a Aveiro terra acolhedora para as suas cores. Jaime Cortesão, do largo da minha adolescência, olha-os enigmático!

PMEs – A Falência da Platex

Numa altura em que a tesouraria é a grande preocupação e o grande problema das empresas, em particular das PMEs, porque as vendas estão em quebra acentuada mas os encargos são fixos, tudo o que possa ser feito pelo Estado para aliviar é fundamental.Por isso, cobrar o IRC por antecipação ou impor uma colecta mínima é, no quadro actual, devastador para a aflita tesouraria das PMEs .
Se se quer evitar que o desemprego dispare este ano em mais 100 mil pessoas, o governo tem aqui uma excelente oportunidade para intervir, suspendendo temporariamente estes métodos de cobrança fiscal.
Mas ,palpita-me, que esta medida ao mexer na receita fiscal e retirar dinheiro das mãos do governo é vista como pouco simpática.O governo prefere ter o dinheiro e poder distribuir à sua vontade.É uma forma de poder de que este governo não abdica.
E ainda outras medidas, como a entrada temporária do Estado no capital social até 30% que revenderia passados três anos; o apoio à criação de novas PMEs; a negociação com a Segurança Social do não pagamento das contribuições durante um ano; o incentivo às exportações para novos mercados fora da Europa e dos Estados Unidos…
Não há coragem de enfrentar a realidade.As PMEs são 280 000 empresas, e representam 50% do emprego! Onde estão as medidas de ajuda? Os cálculos feitos apontam que bastaria metade do que foi enfiado nos bancos!
Quero acabar este meu texto com um exemplo que é um crime, a que o João Paulo já dedicou atenção, neste blogue. A Platex empresa de fabricação de painéis de madeira, de Tomar, que exporta para todo o mundo, está fechada há vários dias.Falta dinheiro para comprar matéria prima, cerca de cinco milhões de euros .Tem encomendas. O Estado deve-lhe quatro milhões de euros, o suficiente para a fábrica arrancar! Não é preciso dizer mais nada quanto à política de ataque à crise por este governo!

Quanto tempo vai demorar até isto ser desmentido?

quique-flores

1) A SL Benfica SAD e o Sr. Enrique Sanchez Flores celebraram e mantêm em
vigor um contrato de trabalho válido até ao final da época desportiva
2009/2010;
2) A SL Benfica SAD e o Sr. Enrique Sanchez Flores têm estado a debater as
condições relativas à preparação da nova época desportiva;
3) A SL Benfica SAD não tem intenção de avançar com qualquer rescisão
unilateral
do actual contrato;
4) Não existem negociações em curso relacionadas com o contrato em vigor.

O comunicado, de hoje, enviado à CMVM, pode ser lido no site do SLBenfica. Sublinhados meus.

As escolhas de Sócrates para as eleições europeias

Tenho a convicção de que José Sócrates, ao seleccionar os candidatos do PS para as eleições europeias, subestimou os riscos de maus resultados. Do alto da arrogância e da imagem de autoconfiança em que é habitual empoleirar-se, não fez a leitura atenta do cenário em que actua; então, tratou de fabricar uma lista que lhe servisse pessoalmente, embora com eventuais palpites de indefectíveis – é legítimo suspeitar, por exemplo, que a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista tenha tido a mãozinha do amigo Correia de Campos, ambos identificados com o fiel subgrupo de Coimbra, e em oposição à facção ‘alegrista’ da cidade.  

Também, com semelhante leviandade, integrou na corrida “Nós, Europeus” Elisa Ferreira e Ana Gomes, em acumulação com o anúncio da candidatura de ambas às Câmaras Municipais do Porto e de Sintra, respectivamente. Contou que as duas autarquias estariam no papo.

Sempre confiante na inesgotável certeza da decisão, e beneficiando do grande vazio do PSD, deu como facto consumado que teria consigo a larga maioria dos eleitores; e com os actuais nomes da lista, ou com quaisquer outros, uma vitória rotunda jamais lhe escaparia.

Agora, tardiamente, dás sinais de começar a aperceber-se dos erros de cálculo – isto, num “grande” político, e ainda por cima engenheiro, não parece admissível. Estará, porventura, a despertar para os riscos da desastrada escolha, tão desastrada quanto tem sido a política de derivas de um governo dito socialista. Resolveu envolver-se em agitadas rondas pelo País, e até por Espanha, contando com o gesto de solidariedade recíproca do camarada Zapatero. Visa colmatar, assim, a tibieza de um Vital Moreira, mau comunicador, sempre cheio de estereótipos e vazio de ideias.

As eleições europeias, valha a verdade, nunca significaram grande coisa para parte substancial do eleitorado, em Portugal e em muitos outros países. Mas mesmo com menor participação, um mau resultado, como, por exemplo, o empate técnico com o PSD, é motivo mais do que suficiente para ferir os objectivos e a vaidade do Primeiro-Ministro. E tanto quanto um resultado adverso, as derrotas, muito prováveis, nas Câmaras do Porto e de Sintra converter-se-ão em obstáculos à ida de gente muito incómoda para Europa. A ser preterida, Jamila Madeira será, porventura, um caso, entre outros.

Sócrates corre, pois, o risco de acelerar a própria queda em dois papéis: como governante, que iniciará a caminhada da perda da maioria absoluta, e como camarada, que acabará por se confrontar com a mais do que provável contestação de alguns fiéis apoiantes. No PS, como é normal nos chamados partidos de governo, a fidelidade termina quando termina o tacho.

O embate entre o “novo” e o “velho” jornalismo

É um dos temas de actualidade quase permanente desde há uns dois ou três anos na comunicação social: o conflito ou a compatibilidade do jornalismo de papel e digital. Apesar de todas as opiniões, ideias e possibilidades que se abrem pontualmente, não há ainda uma posição mais ou menos consensual do caminho a seguir.

Não creio que haja tão cedo. Prova disso mesmo é a disparidade de opiniões manifestadas por diversos especialistas de jornalismo, estudiosos da comunicação e, acima de tudo, daqueles que vivem a profissão dia-a-dia, os jornalistas, dos mais experientes aos recém chegados à profissão.

Mark Fiore, cartonista que utiliza a animação nos seus trabalhos, além dos desenhos, criou um “combate” verbal entre o “velho e o novo” jornalismo para mostrar o conflito latente, cujo fim está longe de ser conhecido.

Vídeo:

A teimosia socrática afunda as PMEs

Há um conjunto de medidas já tomadas pela maioria dos países e ,insistentemente pedidas, a que, por pura cegueira, o governo não dá seguimento.Todas têm a ver com a Tesouraria de curto prazo das Pequenas e Médias empresas, elas sim criadoras de emprego.
As PMEs constituem mais de 95% do tecido produtivo nacional e representam mais de 50% do emprego.
O que levou o governo, tão apressadamente, a meter milhões no BPP, BPN e BCP, via CGD? Hoje percebemos que o governo não fazia ideia nenhuma do que íria encontrar naqueles buracos negros.A resposta modelo, é que serviu para proteger os depositantes e que a falência dos bancos teria efeitos sistémicos! Nada a ver com a defesa das grandes fortunas, com os brutais empréstimos no exterior e com o necessário “controlo dos prejuízos” que ainda ninguem conhecia e que poderia revelar grandes surpresas!
Mas as PMEs podem fechar uma a uma, deitando para o desemprego milhares e milhares de trabalhadores que o governo não revela ponta de preocupação.
Algumas das medidas são as que se seguem e que iremos descrever com pormenor durante a semana:
IRC e Pagamento especial por conta
Incentivos à contratação de pessoas
Prazos de pagamento
Exigências para os Investimentos Públicos
Exportar para Novos Mercados
Então fica encontro marcado!

Vital Moreira, entusiasmante e mobilizador*

A pose, a  atitude, o tom monocórdico não pressagiam nada de bom para o candidato do PS. Mas quando começa a falar, Vital Moreira revela-se mobilizador e entusiasmante, quase arrebatador. Como hoje no comício de Valongo:
««Saudamos a expressão do objectivo socialista assente na apropriação colectiva dos principais meios de produção e no exercício democrático do poder das classes trabalhadoras.
Saudamos a ampla instituição dos direitos e liberdades, designadamente das garantias pessoais e das liberdades políticas, o fim da distinção entre os filhos, a igualdade entre marido e mulher; os direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente das classes trabalhadoras: o direito ao trabalho, tal como o dever de trabalhar, a consagração do papel da educação na edificação da sociedade democrática e socialista e o objectivo de eliminar a sua função conservadora da divisão social do trabalho, a previsão de discriminações positivas a favor dos filhos dos trabalhadores no acesso à Universidade, a proeminência do ensino público sobre o ensino privado.
Saudamos a firme e ampla consagração do direito à greve, a proibição do lock-out, a liberdade sindical,
a participação dos trabalhadores na reestruturação do aparelho produtivo, o âmbito de poderes das comissões de trabalhadores, o controle operário.
Saudamos a defesa das nacionalizações e da Reforma Agrária, a extinção dos foros, da parceria e da colónia, o respeito pela posse da terra dos pequenos e médios agricultores, a admissão da não indemnização dos grandes capitalistas expropriados, a planificação democrática da economia.»

* Volto a publicar hoje este «post» porque, por lapso, não foi referido que estas afirmações de Vital Moreita, feitas na Assemblria da República, datam de… 3 de Abril de 1976.

De volta ao mar – Áreas protegidas marinhas


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.