O caso Mesquita Machado

Saldanha Sanches em “opinião” no Expresso levanta novamente a questão do património acumulado pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.
No seguimento de uma investigação do Ministério Público, entretanto cessado o segredo de justiça, ficamos a saber que o autarca acumulou, bem como a sua família, um vasto património não condizente com o rendimento auferido como autarca.
Esperava-se que a Administração Fiscal inicia-se por sua vez, um inquérito para saber se aqueles rendimentos, que deram origem áquele património, tiveram ao não o devido tratamento para efeitos fiscais.
Diz o conhecido fiscalista que o próprio Mesquita Machado terá todo o interesse em que tudo venha a público para que não restem dúvidas quanto à bondade da origem de tal património.
O autarca anunciou a sua recandidatura à Câmara Municipal de Braga, e porque o segredo fiscal pode ser ou não sujeito aos poderes discricionários da Administração Pública, é de admitir que o autarca possa concorrer às eleições sem estar livre da suspeita de não ter cumprido os seus deveres de contribuinte.
Não é isto razão mais que suficiente para ser impedido de concorrer em eleições que se querem livres e democráticas?
E se for eleito, temos a garantia que o inquérito seguirá os seus trâmites e que poderá ser demitido por ter incumprido?
Bom seria que MM viesse de vontade própria explicar toda esta situação!
Um bom começo para um país melhor, seria a intransigência da sociedade civil para todos estes casos de suspeitas que pairam sobre boa parte da classe política , exigindo o esclarecimento cabal de todos os casos. Infelizmente, morre tudo na partidarite aguda como se constacta na posição dos partidos conforme são ou não dos “nossos” !

Comments


  1. De facto, será importante, para todos, que este caso seja clarificado. Não interessam as dúvidas, que só alimentam suspeições e desconfianças. Quanto mais claro, melhor.

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