Após Dias Loureiro – e agora ?

Este caso e a renúncia de Dias Loureiro vem mostrar que em política não basta ser sério. É preciso parece-lo !
Um político não pode, sem elevados prejuídos dos orgãos do Estado a que pertence, estar sujeito a suspeitas repetidas. A credibilidade do Estado é demasiado valiosa para que se possa esperar pelo juízo de um Tribunal que, em Portugal, pode levar anos. Demasiados anos!
Dias Loureiro devia ter saído pelo seu pé, sem ser empurrado, sem ter envolvido o Conselho de Estado e o Presidente da República num caso que não favorece ninguem, seja qual for a conclusão judicial.
O mesmo se passa com José Sócrates. Nunca tomei uma posição quanto ás eventuais culpas do Primeiro Ministro, mas não podemos fazer de conta que não há repetidas suspeitas sobre pessoas muito chegadas e sobre ele próprio.
Lopes da Mota é outro caso em que só a partidarite aguda é que não vê que a sua posição no Eurojust é insustentável ! É escusado estar aqui a repetir as razões que obrigam Lopes da Mota a ter que renunciar. Esperemos que não sejam os seus colegas da UE que o obriguem a uma decisão que o próprio deve tomar sem perda de tempo!
Após a renúncia de Dias Loureiro já não colhem as razões apresentadas por quem não quer ver que um país não pode estar suspenso de uma eventual decisão de um Tribunal. A sociedade civil sabe distinguir entre um caso sem substância e repetidos casos interligados, onde aparecem um grupo de pessoas que em dada altura das suas vidas cruzaram os seus caminhos. O carácter de uma político é escrutinado pelos cidadãos.
Á Justiça cabe decidir sobre eventual culpa!
Coisas bem distintas como a renúncia recente bem mostrou!

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