Por uma escola autónoma

Creio, que só teremos uma escola com bons resultados, com bons alunos, bons professores e uma sociedade em harmonia, quando a escola for autónoma.
A escola deve ser uma organização que se harmoniza com a sociedade local em que se encontra inserida, suficientemente flexível para se adaptar às cambiantes dessa “localidade” mas suficientemente estruturada para não se diluir nessa mesma “localidade”.
Não pode estar dependente de um Ministério que não conhece as suas raízes nem pode estar sujeita a guerras de poder que não são suas.Não pode estar no centro de experiências pedagógicas que não provaram antes.
A autonomia pautua-se por objectivos fixados depois de negociados, por meios humanos, técnicos e financeiros ajustados ao que se lhe pede. E, aqui cabe, antes de tudo, que a Escola tenha nas suas mãos a capacidade de usar esses meios segundo as políticas que os seus orgãos directivos venham a fixar !
A escola tem que programar, organizar, dirigir e controlar !
Programar, estabelecendo políticas escaladas no tempo, por forma a que o ano lectivo decorra de acordo com os prazos estabelecidos a nível nacional.
Organizar, criando triângulos de hierarquia negociada e aceite por todos, levando sempre em conta que é na base que se encontram os “pontos de contacto” que levam ao sucesso! De baixo para cima e não ao contrário!
Dirigir, criando técnicas e saberes, estabelecendo “modos” de ensinar, linhas de conduta condizentes com os objectivos fixados, e com os meios que lhe foram cometidos.
Controlar, verificando resultados, comparando sucessos, envolvendo os próprios numa “cadeia de solidariedade “, valorizando os sucessos e
e analisando os insucessos, tudo com o objectivo final de consolidar
o “saber fazer” de uma organização virada para a sociedade local em que se insere!
Uma Escola dos professores, para os alunos, na sociedade !

Comments

  1. maria monteiro says:

    LM, excelente texto. Será mesmo esse o caminho

  2. Luis Moreira says:

    MM, os professores têm que levantar a bandeira da Escola autónoma.Sem isso a luta que travam será sempre vista como uma luta coorporativa.

  3. Adalberto Mar says:

    liricos: «olhai os lírios do campo II, tv record brasiu»!!!

  4. maria monteiro says:

    “A”, a educação não precisa de “consertos” mas sim passar por “uma revolução”. Ás vezes penso que se houver algum limar de arestas por parte MLR os professores facilmente se acomodarão.

  5. dalby says:

    Com o que vejo e antevejo para a escola pública (e privada, que o esconde melhor porque os pais que pagam não podem ver «falhas!!») Mary Mount-Eiro quem está a precisar de um «conserto» mas na cabeça ..já sou eu!!

  6. maria monteiro says:

    Conserto por conserto o melhor mesmo será um concerto (uma vez que de vez em quando nos anda a dar música)Mary Mount-Eiro

  7. Adalberto Mar says:

    Mounty Eiro não gosta da música? Tenho tido reacções opostas, vindas de amigas de D’dorf a Paris: ou amam ou vomitam o meu reportório!!! EU ACHO-ME DO MELHOR GOSTO NA MÚSICA , E NÃO SÓ, com MUITA MODÉSTIA À PARTE!!

  8. Adalberto Mar says:

    E prepare-se porque amanhã quando sair um artigo deveras «escaldante» eu penso que alguém me vai limpar o «sebo» de vez e lá se vai a música e o coral!! TOCO EM ALGO DEMASIADO INTOCÁVEL, TIPO AQUELAS COISAS QUE OS ANIMAISINHOS JÁ NASCEM COM A INTUIÇÃO DE NEM DE PENSAR NISSO!!!!

  9. maria monteiro says:

    Não, não, pode continuar a dar-nos música. Agora quanto a um artigo «escaldante» o melhor será guardá-lo nalguma memória de computador para não fazer estragos

  10. dalby says:

    já está pubLicado!!!! E NAO GOSTOU DA MINHA MUSICA DELICIOSA??!!


  11. […] “localidade” mas suficientemente estruturada para não se diluir nessa … fique por dentro clique aqui. Fonte: […]

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