A grande vitória…


53,37% dos portugueses, decidiram-se pela greve ao frete que o esquema vigente insistiu em apresentar como grande oportunidade para a resolução dos problemas do país.

Portugal conta com um Chefe do Estado eleito por perto de um quarto do eleitorado e as reacções ao glorioso evento, foram visíveis no passatempo prodigalizado pelas tv. Uma sala ou um hall a abarrotar com umas vinte pessoas, resumiu o auspicioso acontecimento e o discurso de “vitória”. Os grandes planos foram constantes, evitando-se o vexame de qualquer tipo de comparação com outros programas, entre os quais o Preço Certo manifesta maior poder de fidelização.

Desde o primeiro minuto do anúncio do “vencedor”, teve início uma generalizada manobra de diversão, apontando os porquês da fraca participação no acto. Um dia seco, frio mas solarengo, não era susceptível de servir de argumento e assim, a CNE está com as culpas todas e o cartão único do cidadão, serviu perfeitamente. A televisão oficial teve o desplante de dizer que se verificavam gigantescas de filas, com gente ansiosa por exercer o seu direito. Imagens comprovativas do despautério, nem vê-las! Outros, falam abertamente de trafulhices, fraude, cacicagem, golpada – a conhecida chapelada – e outros truques que há muito desapareceram do nosso dia a dia.

Tudo continuará como dantes e não se prevê qualquer grande actividade do “vencedor”, a não ser o prosseguir da sua cooperação estratégica para não se sabe bem o quê. Fala da “grande diferença” da sua votação, mas vistas as coisas como elas realmente aconteceram, os 25% de eleitores da Cavacolândia – traduzidos em 53% de votos contados -, não são significativos para qualquer intuito de um neo-sidonismo sem pingalim e cavalo. A única semelhança com o pretérito presidente de há noventa anos, será a “sopa dos pobres”. Não funcionou o incutir do medo pelo que aí está para chegar e aqueles que desde há dois anos têm trombeteado a chegada da 4ª República, a presidencial, bem podem mudar de conta bancária. Em comemoração da centenária, o país percebeu quem é esta gente.

Já não estamos “pelos ajustes”. Lá se foi a legitimidade.

Comments


  1. Existem umas coisas… como se chamam. Ah sim, lembrei-me do nome:
    Pastilhas Rennie ou como é dos modernaços que tal Kompenssan?

  2. Nuno Castelo-Branco says:

    Continuo fiel aos velhos sais de frutos, caro Carlos Alberto. Bem iremos deles precisar.


  3. Ah pois isso é, de facto, melhor caro Nuno, muito mais saudável!

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