O 5 de Outubro à moda de Coimbra

Em Coimbra houve duas comemorações. A da República teve a representar o Município a sua vice-presidente, historiadora de profissão.

Aproveitando a data, um grupo excursionista de talassas veio comemorar o Tratado de Zamora, com que datam a fundação de Portugal (tolice pegada, ou consideramos a batalha de S. Mamede como a primeira tarde portuguesa ou o reconhecimento papal, afinal o suserano dos suseranos à luz do direito do tempo). A recebê-los, abrindo as portas da autarquia, esteve o presidente da Câmara, João Paulo Barbosa de Melo.

Estas coisas têm a sua lógica. Uma coligação PSD/CDS/PPM venceu as últimas eleições, numa lista encabeçada por Carlos Encarnação, que já cumprira dois mandatos. Decidiu entretanto reformar-se, e o segundo candidato herdou o seu lugar. Também podia acrescentar umas coisas sobre carreiras políticas feitas à sombra familiar, incluindo lugares em listas de deputados, mas nem vale a pena, está tudo explicado.

fotografia indecentemente expropriada a um amigo no facebook

Comments


  1. Ficaste chateado? Paciência, esta vais ter de engolir


    • Ficava chateado se não vivesse num regime em que todos os órgãos de poder político são eleitos. Com estas e outras em 2013 conversamos, ou dito por outras palavras, mais um brinde ao PS local.

  2. fernandooliveiramartins says:

    “Ficava chateado se não vivesse num regime em que todos os órgãos de poder político são eleitos”. Eu não, sobretudo quando muitos são “eleitos” numas reuniões com uns estranhos aventais e um rico cerimonial, tendo depois as pessoas que decidir se querem aventais mais vermelhos ou alaranjados.

    Viva o Rei, viva Portugal!


    • Não tenho por hábito denunciar pessoas que pertencem a sociedades secretas, usem avental ou não, mas essa foi muito mal metida neste caso…
      Viva o Povo, e viva a República.

      • fernandooliveiramartins says:

        Ainda bem que não “denuncia”… É que é em nome do povo que uma minoria de cerca de dez mil pessoas que tem tido sempre mais de 40% dos deputados do parlamento, desde as primeiras eleições democráticas (praticamente… há que recordar que alguns partidos foram impedidos de participar e as condições de participação foram diferentes para certos partidos) da III república.

        E eu falo dos aventais, mas também podia falar dos caciques locais, das maciças compras de votos, do pagamento em espécie e género de votos, dos opus dei que se selecionam democraticamente e de grupos que escolhem de braço no ar, com centralismo “democrático”, os que os vão representar.

        Viva Portugal – barda… para a república.

  3. Raul Iturra says:

    Bem sei que não gosta falar comigo e talvez ou cecais, em luso galaico, a sua resposta será dura, Paciência! Somos adultos e velhos para andar com infantilidades. Agradeço ter-me dado um motivo para comemorar o dia da República, implantada pela burguesia. Como bom historiador, um comentário sobre a formasção burguesa da República pelo Partido Republicano e as suas conveniências, agradecia: aprendia mais. O modelo do Chile é o melhor, nos anos 30 do Século pasado, o fundador do PC e PS Chileno, ganharam as eleições. Ele e o seu colega, vuyo nome foge da minha mente, foram mal rtecebidos no Congresso bicameral chileno. Mas, as boas formas de se exprimir de Juan Emílio Recabarren, poeta, tipógrafo e op~´ario das minas ded nitrato, onquistaram a simpatia da gente de boa vontade. É pena que, como Allende, a política o levara ao suicídio. Obrigado pela lição, Prof. Cardoso. Cumprimentos do
    Raúl Iturra

  4. xico says:

    Bem melhor comemorar um tratado do que a data da implantação de um regime ditatorial e terrorista, que de republicano pouco teve.
    Ou só interessa o nome? É que o estado novo também se intitulava de republicano.