Em Coimbra houve duas comemorações. A da República teve a representar o Município a sua vice-presidente, historiadora de profissão.
Aproveitando a data, um grupo excursionista de talassas veio comemorar o Tratado de Zamora, com que datam a fundação de Portugal (tolice pegada, ou consideramos a batalha de S. Mamede como a primeira tarde portuguesa ou o reconhecimento papal, afinal o suserano dos suseranos à luz do direito do tempo). A recebê-los, abrindo as portas da autarquia, esteve o presidente da Câmara, João Paulo Barbosa de Melo.
Estas coisas têm a sua lógica. Uma coligação PSD/CDS/PPM venceu as últimas eleições, numa lista encabeçada por Carlos Encarnação, que já cumprira dois mandatos. Decidiu entretanto reformar-se, e o segundo candidato herdou o seu lugar. Também podia acrescentar umas coisas sobre carreiras políticas feitas à sombra familiar, incluindo lugares em listas de deputados, mas nem vale a pena, está tudo explicado.







Ficaste chateado? Paciência, esta vais ter de engolir
Ficava chateado se não vivesse num regime em que todos os órgãos de poder político são eleitos. Com estas e outras em 2013 conversamos, ou dito por outras palavras, mais um brinde ao PS local.
“Ficava chateado se não vivesse num regime em que todos os órgãos de poder político são eleitos”. Eu não, sobretudo quando muitos são “eleitos” numas reuniões com uns estranhos aventais e um rico cerimonial, tendo depois as pessoas que decidir se querem aventais mais vermelhos ou alaranjados.
Viva o Rei, viva Portugal!
Não tenho por hábito denunciar pessoas que pertencem a sociedades secretas, usem avental ou não, mas essa foi muito mal metida neste caso…
Viva o Povo, e viva a República.
Ainda bem que não “denuncia”… É que é em nome do povo que uma minoria de cerca de dez mil pessoas que tem tido sempre mais de 40% dos deputados do parlamento, desde as primeiras eleições democráticas (praticamente… há que recordar que alguns partidos foram impedidos de participar e as condições de participação foram diferentes para certos partidos) da III república.
E eu falo dos aventais, mas também podia falar dos caciques locais, das maciças compras de votos, do pagamento em espécie e género de votos, dos opus dei que se selecionam democraticamente e de grupos que escolhem de braço no ar, com centralismo “democrático”, os que os vão representar.
Viva Portugal – barda… para a república.
Bem sei que não gosta falar comigo e talvez ou cecais, em luso galaico, a sua resposta será dura, Paciência! Somos adultos e velhos para andar com infantilidades. Agradeço ter-me dado um motivo para comemorar o dia da República, implantada pela burguesia. Como bom historiador, um comentário sobre a formasção burguesa da República pelo Partido Republicano e as suas conveniências, agradecia: aprendia mais. O modelo do Chile é o melhor, nos anos 30 do Século pasado, o fundador do PC e PS Chileno, ganharam as eleições. Ele e o seu colega, vuyo nome foge da minha mente, foram mal rtecebidos no Congresso bicameral chileno. Mas, as boas formas de se exprimir de Juan Emílio Recabarren, poeta, tipógrafo e op~´ario das minas ded nitrato, onquistaram a simpatia da gente de boa vontade. É pena que, como Allende, a política o levara ao suicídio. Obrigado pela lição, Prof. Cardoso. Cumprimentos do
Raúl Iturra
Bem melhor comemorar um tratado do que a data da implantação de um regime ditatorial e terrorista, que de republicano pouco teve.
Ou só interessa o nome? É que o estado novo também se intitulava de republicano.