«O Povo é quem mais ordena»?

 (site do Centro de Documentação 25 Abril, Universidade de Coimbra)

No passado dia 26 de janeiro, no Fórum Temático de Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff citou uma passagem da canção Grândola, Vila Morena de Zeca Afonso, a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. É uma canção referente à fraternidade entre as pessoas daquela cidade alentejana e que foi banida por Salazar. Está hoje associada ao início da nossa Democracia. Dilma quis, com este exemplo, defender um modelo de desenvolvimento mais «progressista» e «democrático» . Declarou que, “na América do Sul, como diz aquela canção da Revolução dos Cravos, ‘o povo é quem mais ordena’ “.

Parece-me que, com esta crise (a todos os níveis), já não somos um bom exemplo para ninguém. E se, como ela diz, na América do Sul é o povo quem mais ordena, o mesmo não se pode dizer neste jardim à beira mar plantado… e ainda modelo e país europeu que os brasileiros querem conhecer. Pelo contrário, ao povo português exige-se e impõem-se medidas que não pode desdizer e contestar. E, quando o pode fazer, as coisas continuam na mesma. Bela democracia, a do séc. XXI em Portugal: desatualizada, gasta, perdida, oca… (cá dê ela?).

Comments


  1. Na madrugada de Abril, o sonho era a democracia, que residia na alma de um povo que ansiava por liberdade. Hoje, a democracia alimenta um sistema cansado e apático…

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