Até Parece que o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro São Menos Importantes que a Terça-Feira de Carnaval

UMA CAMBADA DE PARVALHÕES

Quando o senhor Primeiro Ministro anunciou que não iria haver tolerância de ponto para o funcionalismo público, brinquei com o assunto colocando a canção de Jacques Brel “Ne me quittes pas”.

Estava longe de imaginar que os responsáveis políticos nacionais colocassem essa questão na ordem do dia e do fim de semana, de tal modo que pareceria que nada mais fosse importante.
Eu entendo que os responsáveis pelo Carnaval e “corso” carnavalesco das terras onde ele se verifica anualmente e traz muita gente para assistir, tenham aproveitado os 15 minutos de fama que esta atitude do governo lhes deu, e bradassem aos céus, arrepelando os cabelos, gritando que desta forma iriam cair numa desastrosa falência.
Eu entendo que os políticos de carreira, que nada mais sabem fazer do que isso, mandatados pelos seus chefes, viessem para a praça pública, lançar invectivas contra o governo e contra o seu responsável máximo.
Eu entendo que sindicalistas, pretendendo assegurar a necessidade da sua existência, tenham aproveitado a oportunidade para, também eles, e mais uma vez, invectivarem o senhor Primeiro Ministro, e assim levarem ao rubro alguns trabalhadores menos pensantes.
Eu entendo que os trabalhadores do sector público tenham ficado descontentes com a medida, já que vão ter de trabalhar em dias em que, não sendo feriado, normalmente o não faziam de todo.
Já me custa a entender que responsáveis políticos, líderes de partidos nacionais, fazedores de opiniões, antigos altos responsáveis do País, e outras figuras importantes com a sua estrela eventualmente a perder brilho, tenham gasto o seu tempo e o nosso, a fazer desta situação um caso Nacional, incentivando até os trabalhadores a faltarem eventualmente ao trabalho, como se uma terça-feira de carnaval, fosse mais importante que a celebração do 5 de Outubro ou  a do 1º de Dezembro.
Isto que nestes dias se tem passado, mostra não só que vivemos num País de doidos, mas também a constatação de que este País de doidos tem como responsáveis políticos (nota-se mais quando estão na oposição) uma cambada de parvalhões que só olham para o seu (deles) umbigo, sem se importarem minimamente com o povo que os colocou no “poleiro”.
Protugal precisa de produzir, o que só se consegue com trabalho, até cada vez mais com muito trabalho.
Estamos em crise, será que custa assim tanto a entender?

Comments

  1. eyelash says:

    trabalho, mais trabalho, ainda mais trabalho, até cada vez mais com muito trabalho. Viva o carnaval do Aventar

  2. Nightwish says:

    Concordo: devia-se também acabar com o descanso ao Sábado. Ai, isso já aconteceu… ao domingo então.

  3. Pisca says:

    Pior que um grunho, “Eu é que trabalho olha a cambada de calões”, é um Neo-Grunho, este arranja umas justificações “técnicas”, dispara uns termos de preferência em inglês que leu por aí e nem sabe para que servem, e remata dizendo “há que aumentar a produtividade”,

    Mai nada, e de borla se for possível, para os outros é claro que para ele nicles que é uma “mente iluminada” e a essas nada se tira, só se acrescenta

    ps: quem for contra é uma “cambada de parvalhões”, bem haja que o iluminou, claro

  4. xico says:

    A terça-feira de carnaval é muito mais importante do que o 5 de Outubro ou o 1º de Dezembro. Primeiro é uma tradição popular muito mais antiga. O seu significado é conhecido de todos ao contrário das outras duas. É muitíssimo mais participada do que as outras. Promove a coesão social enquanto as outras duas divide. Depois hão-de explicar-me como é que acabando com os feriados se aumenta a produtividade, se eu e muitos mais, somos obrigados a perder muitíssimo mais tempo do que todos os feriados juntos, a tentar perceber a legislação confusa e mal escrita dos novos tempos? E perceber os absurdos dessa mesma legislação que, como funcionário público, tenho de acatar e tentar não violar. Um exemplo. Um dirigente destacado noutro serviço, tem de ser classificado como dirigente e tem de pedir classificação no serviço de onde veio destacado, mas onde não exerceu durante esse ano. E ainda releva para as quotas. Querem mais absurdo que isto?

  5. jorge fliscorno says:

    Há que gerir a agenda dos descontentamentos.

    Quanto aos dias de descanso, é engraço, não me recordo de alguma vez ter tido este feriado neste dia. Devo ser filho de um deus menor.

  6. Miguel says:

    Mas afinal aqui só há leitores do funcionalismo público?

    Se querem ponte, façam como o privado…

  7. marai celeste ramos says:

    Feriados para quê ?? não temos de ajufar o primeiro que não retira nem um amigo nas empresas públicas enm os cartões doirados de todos e cada um e anda no topo de gama que criticou e o dele é um supr tpo
    não quero que o senhor faça mal figura – e posso viver com o ordenado mínimo do mais baixo da UE porque não ? para que les ganhem mais do que Obama – porque não ??
    e a senora Cardona porque não ?’
    ai que não andamos a perceber nada – toca a trablhar e ate mesmo trabalho estra em casa sem ser pago para aliviar a justiça

  8. marai celeste ramos says:

    e se por acso fossemos todos para o Brasil que anda á pesca de 8 milhões de profissionais altamente classificados como acabam mais uma vez, de dizer na SIC às 07 e 35 da manhã ??
    Vá, vamos deixar o sr. coelho à rasca, não nao, pois que nos mandou emigrar
    vamos mas sem lhe enviar o ordenado para cá desta vez

    Quanto é que pagam ?? Nada disseram !! onde se pergunta ??? o Brasil ainda tem cá embaixada ou só consulado ou só os meninos do Rio ?’

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.