Portugal falha acordo. Zona Euro já admite bancarrota

Chegaram ao fim, sem acordo, as negociações entre o Governo português e a troika. As negociações vão prosseguir na segunda-feira.

A reunião entre os três partidos da coligação que está no Governo e os representantes da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) acabou sem acordo quanto às medidas de austeridade e reformas estruturais que o país está disposto a adoptar para continuar a receber a ajuda internacional.

A troika «exige mais austeridade do que aquela que o país é capaz de suportar», afirmou o líder da PSD, Pedro Passos Coelho citado pela AFP, à saída do encontro.

Já o líder do CDS, Paulo Portas, justificou o falhanço das negociações porque «não queria contribuir para a explosão de uma revolução» e aceitar as medidas exigidas pela troika poderia ter esse efeito.

Representantes da banca internacional juntaram-se também este domingo à maratona negocial que envolve o Governo português e a troika para a adopção de novas medidas de ajuda externa àquele país, avançou a agência France Press.

O director do Instituto Internacional de Finanças, Charles Dallara, representante da banca internacional – que prevê conceder a Portugal o perdão de parte da sua dívida – entrou na residência oficial do primeiro-ministro português, António Borges

O director do Deutsche Bank Josef Ackermann está também em Lisboa para acordar um plano de reformas adicionais de austeridade, disse fonte governamental portuguesa.

Passos Coelho, António Seguro e Paulo Portas, líderes dos partidos que suportam o governo, mantêm objecções à aprovação das novas medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais.

As negociações têm como objectivo evitar que Portugal entre em incumprimento em Outubro.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, admitiu a insolvência de Portugal. O responsável disse que, se Portugal não aplicar as medidas de austeridade e as reformas necessárias, e se se descobrir que a culpa da situação é inteiramente de Portugal, a Europa não dará mais ajuda ao país, pelo que em Setembro, se verificará o incumprimento.

(editado a partir desta notícia, ia agendar para daqui a 6 meses mas enganei-me no botão e publiquei, paciência)

Comments


  1. O episódio simplesmente não acontecerá! Portugal atingirá os objetivos “custe o que custar”!…
    Os nossos governantes são competentes e estão a por-nos trabalhar. Já temos garantido que iremos ser o país mais trabalhador da Europa, da mesma forma que não nos escapa o lugar de mais mal pago e detentor das maiores assimetrias de rendimentos.
    E depois existe um plano “B” que prevê destacar Portugal da península Ibérica e, qual “jangada de pedra”, levá-lo para um continente mais merecedor nas nossas atuais competências: mal pago, trabalhador, e manso!…

  2. marai celeste ramos says:

    E vi há poco a srª merkel a dizer que não podia empurrar a grécia pois nem se saberia as conseuêcias
    Pelo que estará mais à vontade para fazermos companhia grécia e ela respirar melhor e nãp parecer mas – andam num sufoco
    Guerra nas Malvinas – argentina vai a ONU fazer queixa da UK e o chefe estado das Maldivas obrigado a renunciar
    Chefe de diplomacia de moscovo bem recebido na siria e tropas destroem às dezenas em mortandade quem mata assim ?? madatados de quem do ocidente ?? o costume ??

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