Seguindo a linha presidencial, o Ministério da Educação e Ciência está a seguir à risca o seu plano ideológico para tornar a Escola Pública um espaço destinado à formação de trabalhadores num contexto de desenvolvimento baseado nos baixos salários e na mão de obra desqualificada.
Crato está a mexer por todo o lado, fazendo lembrar o provérbio popular de mexer, mexer, para que tudo fique na mesma, no que aos problemas diz respeito, pois claro. Apareceu a revisão curricular, depois o modelo de gestão e agora os concursos de colocação de professores. Mas, no essencial, nada!
Toda esta agitação surge num momento em que a Justiça, essa força de bloqueio, teima em dar razão aos docentes que reclamam o pagamento da compensação por caducidade dos contratos.
E esta primeira abordagem ao trabalho de Nuno Crato para mostrar que está a sofrer do mesmo mal de muitos Ministros – querer mostrar serviço, querer deixar a sua marca. Cada um, chega e mexe, agita, baralha sem nunca olhar para o que está certo, para o que foi bem ou mal feito.
Nunco Crato, nesta primeira reflexão, não merece “passar”.







[…] a mente dos nossos políticos, qualquer equipa que tome conta do Ministério da Educação tem que mexer na legislação de concursos. E esta é a primeira nota a salientar – torna-se impossível […]