Votar por amor

Na Venezuela ainda há quem vote em Chávez por amor, lê-se hoje no Público.

Num site que consultei, surpreendo-me com a surpreendente declaração de Carter, ex-presidente dos EUA: “Processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”.

No mesmo site, um link para uma notícia sobre o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica que, este sim, parece-me um presidente a amar: “Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.”

“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.

Quem dera que Cavaco e companhia fossem parecidos com Pepe no amor que nutrem pelo seu país!

Assim também eu votaria por amor a um presidente!!

Comments


  1. Fica-te bem acreditar nessas coisas. Eu também gosto de acreditar. Mas infelizmente a realidade desses países não é assim como tu dizes.

    Ou seja, na Venezuela, no Uruguai como podia ser aqui em Portugal, em alguma cidade, aldeia ou subúrbio. O amor é muitas vezes presa fácil do dinheiro, dos negócios e da vidinha, que até nos mais românticos faz mossa.

    Já vi ambos, Chávez e Pepe Mujica, a serem românticos, mas também os vi usarem “razões de estado” para desamar. Já o povo deconhece as “razões de estado”, porque o amor do povo é mais puro e é mais poderoso. Demora muito tempo a chegar, mas quando chega é capaz de vencer até os Deuses para ser vivido.

    O verdadeiro herói, isto até Chávez já admitiu, é o povo. O verdadeiro portador do romantismo revolucionário.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.