Profissionais do Sexo querem pagar impostos

Confesso que fiquei surpreendido. Foi um dueto completamente improvável:

– Nicolau Santos, jornalista do Expresso e Alexandra Lourenço, amante profissional.

Aconteceu, ontem no programa da RTP 5 Para a Meia-Noite.

E todos merecem um aplauso:

– o programa 5 para a Meia-Noite que continua a ser um marco na televisão em Portugal (televisão pública);

– o Nicolau, homem com um currículo fantástico e que esteve muito bem em todo o programa, procurando colocar as coisas como elas devem ser colocadas;

– a Alexandra Lourenço que merece um aplauso pela qualidade da participação e pela óbvia coragem que manifestou: vale a pena conhecer o blogue da Alexandra.

Uma outra Alexandra, Oliveira de família, docente da FPCEUP tem defendido também essa  proposta.

Confesso que numa primeira análise me parece óbvia e justa esta luta – parece-me que vale a pena abraçar este debate:

Comments

  1. Konigvs says:

    Há qualquer coisa de muito tortuoso quando gente que faz parte da economia paralela, que ganha dinheiro sem pagar um único cêntimo de impostos (ok tirando o IVA dos preservativos, e dos brinquedos sexuais) no fundo o sonho de qualquer português que se preze, virem agora clamar que querem fazer descontos e serem roubados como qualquer trabalhador…quer dizer. Enquanto isso, o Estado, que tem obrigações de fazer cumprir a Constituição ( AH AH AH como se isso existisse!!) e tratar todas as pessoas por igual, faz de conta que a prostituição não existe, “não se fala, não existe” Realmente a República está de pernas para o ar.

    • Maquiavel says:

      É que pagando impostos também teriam direito a caixa de previdência, assitência médica comparticipada, e reforma.
      Säo ProstitUTAS (perdäo, “amantes profissionais”–será que também se tem de lhes oferecer jóias, vestidos, e jantares?) mas näo säo parvas.

      • Konigvs says:

        Espera lá, mas estás-me a dizer que vale a pena descontar para a Segurança Social? Descontar para quê? Por acaso uma puta algum dia vai para o desemprego?!! Ah mas pode ficar doente… – pois pode mas os trabalhadores independentes só descontam, no dia em que ficarem doentes, como são patrões não recebem nenhum da Segurança Social. – Reforma? Qual reforma? A Segurança Social está a ser desmantelada por este governo, no futuro ninguém terá direito a reforma neste país, terá obrigação a descontar sim, mas nada receberá em troca – é o mesmo que se fazer um seguro automóvel, mas no dia em que metermos a traseira doutro carro dentro a seguradora diz-nos “fique descansado agora é você que paga”!!
        Se não forem parvos – também há muitos “trabalhadores do sexo” homens – metem umas valentes massas no banco, fazem umas aplicações, um seguro de saúde porque com a privatização do SNS até fica mais barato que ir a centro de saúde ou hospital público e não pagam um cêntimo em impostos para o governo ir meter no cu da banca, do FMI, das Fundações, das PPP, dos partidos, da maçonaria, etc etc etc….


        • Meu caro,
          1º pagar impostos é um dever cívico
          2º vc anda mal informado, porque nós putas também podemos ficar no desemprego
          3º a minha luta para pagar impostos não é bem só para pagar impostos, mas mais para podermos dar algum exemplo de como lhe posso chamar “boas maneiras” para se viver em sociedade,, para ajudar a diminuir o estigma. Será que vc sabe o que isso é?
          Se todos seguirmos a sua politica, o país já anda mal, onde iremos parar ?
          Agradeço o seu comentário e todos os outros, mas especialmente ao João Paulo da Aventer por colocar este post e divulgar a minha iniciativa.


          • Olá Alexandra, obrigado por ter aparecido e por ter comentado. Já agora, se quiser escrever um texto para publicar integralmente aqui no Aventar, estamos à disposição. É um tema que queremos tratar.

            JP


  2. Outros países já se adiantaram na legalização do profissão mais antiga do mundo (como se diz) pagam impostos e têm direitop a assistêncai médica


  3. PROSTITUIÇÃO: deve ser considerada uma actividade a custos controlados, para que os machos rejeitados pelas fêmeas possam ter acesso a uma prostituição mais acessível (comparticipada pelo Estado) financiada pelos lucros da prostituição média/alta. E mais, Impostos sobre a ‘Indústria do Sexo’ devem ser utilizados para subsidiar barrigas de aluguer… e… úteros artificias – uma Investigação Cientifica Prioritária… isto nas SOCIEDADES TRADICIONALMENTE MONOGÂMICAS!!!
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    UMA QUESTÃO A LEVANTAR:
    O Direito de ter filhos em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas!
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    Ainda há parolos que acreditam em histórias da carochinha… mas há que ASSUMIR a realidade:
    – Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
    – No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!… De facto, analisando o Tabú-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver http://tabusexo.blogspot.com/.
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    CONCLUINDO:
    – Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas é natural que sejam apenas os machos mais fortes a terem filhos, NO ENTANTO, as Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de assumir a sua História: não podem continuar a tratar os machos sexualmente mais fracos como sendo o caixote do lixo da sociedade!… Assim sendo, nestas sociedades deve ser possibilitada a existência de barrigas de aluguer {úteros artificiais – deve ser considerado uma Investigação Cientifica Prioritária!…} para que, nestas sociedades {a longo prazo} os machos (de boa saúde) rejeitados pelas fêmeas, possam ter filhos!
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    NOTA: Incompetência sexual não significa inutilidade… de facto, os machos mais fracos já mostraram o seu valor: as sociedades tecnologicamente mais evoluídas… são sociedades tradicionalmente monogâmicas!


  4. O DEUS DINHEIRO é glorioso…

  5. Amadeu says:

    Acho muito bem que paguem impostos. Era só o que faltava as mães dos ministros não pagarem !!

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