Uma vida curta demais

Este é o título da biografia do guarda-redes alemão Robert Enke, escrita pelo jornalista Ronald Reng e publicada agora em Portugal pela Lua de Papel. Passam agora três anos da sua morte. Todos conhecem o seu fim: sucumbiu a uma profunda depressão.

“Enke, diz Reng, gostaria de ser lembrado como alguém que se debateu com uma doença. Significaria muito para ele que as pessoas soubessem que era preocupado com os outros e um guarda-redes fantástico. E que percebessem que não se matou conscientemente, mas que foi a doença que o levou a esse acto.” (PÚBLICO, 6/11)

Aquela depressão teve como uma das causas ou a sua principal causa, a morte da filha de dois anos, Lara, em 2006. Uma vida curta demais refere-se, obviamente a Enke, mas a vida de Lara também o foi em demasia e Enke, como qualquer pai, não compreende nem aceita.

Mas foi também a pressão do futebol: “para Robert era muito difícil aprender a lidar com os erros”.

Que nos sirva de lição, a todos, este caso triste do futebol profissional:  “a carreira não é a vida. Há outras coisas além disso.”

Comments

  1. Amadeu says:

    Se a depressão for um sufoco de um grito para dentro de nós próprios, razão tem o cão raivoso do Sérgio Godinho.

  2. maria celeste d'oliveira ramos says:

    O futebol é uma “escola de virtudes” e nem falo dos ordenados obscenos dos jogadores porque a obscenidade nem se mostra – esconde-se e devora-se – ao p+e deles o Torres Couto é um anjinhos e onde estará ?? Em Bruxelas certamente

  3. António M. C .Carvalho says:

    Maria do Céu, por uma questão de coerência e de falta de tempo, só abro no Aventar os seus posts ! Pouco ou nada sei de si, além de que acredita haver mais vida para além da “porca” política !
    “Uma vida curta demais” seria tema para grandes conversas…
    Para já, é um sentimento constante para quem, como eu, chega aos 84 e é relativamente feliz ! Considerando o nosso tempo de gestação parece que deveríamos durar até aos 140 anos, mas erros pessoais e colectivos colocaram a nossa esperança de vida nos setenta e poucos. Só temos um caminho para iludir a realidade, aproveitarmos o melhor possível o tempo de que dispomos, não cometermos disparates no que respeita à alimentação, fugirmos do sedentarismo e não nos preocuparmos exageradamente com o passado nem com o futuro!
    Acredito nas possibilidades das medicinas alternativas e comecei, ultimamente, a ler umas coisas sobre yoga e o “Método Silva de Controlo Mental” que achei difíceis de executar mas interessantes.
    É caso para dizer como Frei Tomás: Fazei o que ele diz, não o que ele faz !

    • Maria do Céu Mota says:

      Caro António, desde já os meus parabéns pelos seus 84 anos! Quem me dera chegar a essa idade e «relativamente feliz«!!
      Obrigada por ler os meus posts.
      Escrevemos para nos lerem, caso contrário, dá-nos cá uma tristeza! Aproveitar o melhor possivel com os devidos cuidados . Abraço! Volte sempre.

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