A deriva esquerdalha do CDS


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Quando Portas se demitiu, o PSD ficou refém do CDS-PP. Quando Costa se alinhou com Cataria e Jerónimo, o PS ficou refém do BE, do PCP. No segundo caso, contudo, há dias em que o cativeiro se inverte, reverte e torna a inverter. Tem dias. E por estes dias, que foram dias de orçamento, assistimos a um novo sequestro. Pela voz de João Almeida, motivo pelo qual convém ter alguma cautela, o CDS-PP apanhou a esquerda desprevenida e encarcerou, de uma assentada só, o Bloco e o PCP.

No debate parlamentar de Quinta-feira, o CDS-PP fez história no Parlamento ao defender a renegociação da dívida. Sim, aconteceu mesmo. Chama-se “Renegociação ordenada daquilo que é a sua dívida e daquilo que são os juros que tem para pagar” e, dizem as más-linguas, que isto até vem de malta muito católica, tem o alto patrocínio do Diabo. Depois desta, já não restam grandes esperanças para o PSD em Lisboa. É bom que preparem Maria Luís Albuquerque para as Autárquicas, porque depois desta deriva esquerdalha, a Pàf está definitivamente morta e enterrada.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    O instinto de sobrevivência é uma das características dos humanos. Mas ela é ainda maior se esse humano se move no mundo da política e dos negócios.
    Alguma vez haveriam de perceber, que em democracia, Portugal jamais conseguirá pagar aquela dívida.
    A Historia é pródiga em conflitos e guerras por razões similares aquela que nos querem impor. A subjugação “ad eternum” face a um determinado Poder. A chamada TINA.
    No principio a coisa até pode colar. “A fé é que nos salva”, (início do mandato da PAF). Mas com o andar do tempo as contradições vêm ao de cima, as desigualdades aumentam, e as inevitabilidades tornam-se num logro, o que leva à revolta.
    Se o CDS percebeu isso, o que dúvido, então sejam bem vindos ao mundo dos pragmáticos esquerdalhos anti Troika.
    Se aquilo é apenas mais uma das suas manobras de diversão, então, vós podereis continuar a apostar nas feiras, nos contribuintes e nos reformados, talvez o medo do inferno os faça mudar o sentido de voto, devolvendo-vos a tão desejada maioria absoluta.
    Eu continuo a creditar que o povo português se recusará desta vez a deixar estupidificar com medo do inferno.

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