O nervosismo de Carlos Carreiras

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Carlos Carreiras, um dos mais fiéis súbitos da corte passista, reagiu com incómodo à entrevista de Rui Rio, sugerindo que o ex-autarca do Porto se candidate às Autárquicas. Seria um alívio, para Carreiras, se Rio seguisse esse curso. Afinal de contas, o coordenador autárquico do PSD está a demonstrar uma absoluta falta de competência para encontrar alternativas para os dois grandes centros urbanos, e, desta forma, matava dois coelhos com uma só cajadada: mantinha o ventilador do passismo ligado, adiando a anunciada morte política do chefe, e enviava Rio para o matadouro, onde o outro Rui, o Moreira, com uma alargada base de apoio popular e partidária, o retalharia alegremente, enfraquecendo a posição do mais recente pesadelo de Passos Coelho.

Compreende-se o nervosismo de Carreiras. O fim político de Passos Coelho poderá retirá-lo da ribalta laranja e remetê-lo para o exílio político em Cascais, que não sendo propriamente o inferno na terra, não tem paralelo com o poder de ser um dos homens fortes do líder do maior partido da oposição. Os poleiros, grandes ou pequenos, deixam sempre saudades a quem vive para eles.

Foto@Jornal de Negócios

Comments

  1. viver está pela hora da morte says:

    Parece um náufrago agarrado a uma tábua que se afigura demasiado pequena…

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