Confirma-se


 
Confirma-se que o Governo Sombra é, de facto, o melhor programa de actualidade política do momento e que, por acaso, até tem graça. Um caso de extremo bom gosto, com temas pertinentes e referências de elevado gabarito – onde por acaso o Francisco e o Aventar são mencionados, mas não é por isso, de forma alguma, que aqui se faz esta nota. Já referi que é um momento semanal marcante na agenda mediática?

PS: Arriscando destoar, aproveito para deixar duas notas:

  1. Acordo Ortográfico chega ao Supremo. Na net segue a petição por um referendo
  2. Assine a Iniciativa de Referendo

Comments

  1. Konigvs says:

    Sim, de facto tem graça. Certa vez o moderador disse que o programa nunca que sairia da rádio. Mas como o programa é sobre política, os ministros sombra imitaram o que os ministros a sério fazem, e disseram uma coisa e depois fizeram outra. De facto tem a sua graça.

    Referendar o acordo ortográfico? Gastar 15M€ para perguntar ao povo algo que foi assinado há mais de vinte anos? Mas está tudo louco? Sem falar que NENHUM referendo sobre NENHUM tema será vinculativo.

    Mas já agora, por que não referendar o Tratado de Zamora?

    • Rui Naldinho says:

      É óbvio que referendar por si só o AO seria um disparate. Mas já ouve eleições, e nessa altura podia juntar-se uma coisa à outra. A não ser que legalmente isso seja impossível de por em prática. Digo isto porque em Portugal o que é fácil torna-se difícil.
      Mas o problema nem sequer se coloca, uma vez que também não houve nenhuma referendo para o assinar. Que me ocorra nunca fui consultado para tal decisão.
      Eu gostaria de saber se alguma vez o governo Espanhol ou o Britânico fizeram uma mudança tão radical na ortografia das suas línguas?
      Os Americanos (USA), a maior potência mundial, são useiros e vezeiros em falar o seu próprio inglês e escrevê-lo à sua moda. Não me lembro de Londres alguma ter embarcado num AO?

      • Konigvs says:

        A maioria dos portugueses mal escrever sabe. Vários estudos apontam a maioria dos portugueses como analfabetos funcionais, que nem um texto simples sabe interpretar. E vamos perguntar ao Zé Nabo – DEPOIS DO ACORDO TER SIDO ASSINADO – sobre semântica e grafia? Vocês não estão bem da cabeça.

        Para que é que são eleitos os deputados e posteriormente os governos? Não é para tomar decisões? Ninguém me perguntou sobre a adesão à CEE. Nem ao Tratado de Maastricht. Nem do Tratado de Lisboa. Nem se eu queria ser dono do BPN e do BANIF, nem me perguntaram se eu queria vender – se é público também era meu – as dezenas de empresas públicas que se privatizaram. Mas vamos agora referendar as consoantes mudas! As vossas prioridades estão muito invertidas.

        Depois é o que eu digo, um dia destes alguém partilha na rede social da treta, um texto a dizer que Portugal foi fundado graças às desavenças entre um filho e a mãe, vai ficar tudo chocado, e vão-se fazer petições para referendar o Tratado de Zamora.

        • Rui Naldinho says:

          Estou completamente de acordo.

        • Nightwish says:

          Pois, e depois da nossa ilustre “elite” assinar isso tudo de cruz estamos como estamos. Belo sistema.

        • L. Bento says:

          “Vários estudos apontam a maioria dos portugueses como analfabetos funcionais, que nem um texto simples sabe interpretar.”

          E nas eleições para a assembleia da república podem votar? O melhor é instaurar uma ditadura, que dava menos despesa.
          Além do mais, seria bom que citasse um desses estudos – com respectiva a ficha técnica.
          O denominado acordo é um documento sem valor legal que atenta contra a língua e cultura portuguesas e que nos afastaria de Angola e Moçambique – que já declararam que não tencionam ratificar o papelucho.

    • O acordo orotográfico é ilegal, não está em vigor pelo que não pode ser aplicado oficialmente e os governos impingem-no – sabe-se lá a troco de quê.
      Seria interessante ver.

  2. Pedro says:

    Eu acho que é o programa mais engraçado, isso sim. É como se estivesse a ver um grupo de bacanos na galhofa na mesa de um café. Programa de atualidade politica é aquele do Galamba, Eduardo Martins, Mendes da Silva e Oliveira. O outro é galhofeiro, uma espécie de batanetes do debate politico. Eu acho até que é má educação estar de pescoço esticado a ver e ouvir amigos a brincar.

  3. Tem graça? Deve ter mudado muito desde os tempos em que o deixei de ver. RAP reciclava o que já tinha escrito na Visão (“em sede própria”) e quando Tavares deitava mão (o que faz sempre) da pós-verdade, RAP não repunha, chalaceava qualquer coisinha, curta e irrelevante, e voltava ao arengar da revista do Balsemão (já de si bem pouco inspirados)

    • Completamente de acordo com o nuno.

      Deixei de ver isto há tempos.

      Divirto-me mais e chateio-me menos a ver o que nunca tinha visto. Imaginem…Conan, o destruidor e os Claudes van dames.

      Ainda não consegui ir ao Stalone……confesso.

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