Um país que secou


A propósito dos chineses que passaram a controlar o BCP, Nicolau Santos faz uma análise daquilo em que se tornou o país em meros 5 anos. É um retrato desolador, de uma nação que deixou de ter controlo sobre os seus mais sensíveis e estruturais elementos. Ilustra, ainda, como estavam profundamente errados aqueles que defenderam (e defendem) um Estado minimizado, vendido ao sector privado.

O cronista do Expresso aponta o mandato de Passos Coelho e Paulo Portas como a causa do problema. Foram anos de completa reviravolta, é verdade, mas não chega para explicar onde chegámos. Apesar do fanatismo ideológico que atingiu o expoente máximo com o anterior governo, a loucura já vem de trás. É anterior a Sócrates, o mal do mundo, veja-se só.

Podemos sempre recuar mais, mas há um marco, a adesão à CEE, que divide dois momentos. Um antes de pobreza e um depois de abundância. Foi nesse tempo de vacas gordas que o país cresceu sem par, mas também foi então que as grandes clientelas se encostaram ao Estado. Viveram durante muito tempo dos fundos comunitários, com Cavaco Silva como primeiro-ministro. Findos estes, era preciso continuar com a sua rica vidinha a que estavam habituados. A duplicação do Estado (lembram-se das Empresas Municipais, por exemplo?) e as PPP, foram o o meio de o conseguir, com Guterres como chefe do governo. Foi também este quem iniciou a onda de privatizações, continuada por Sócrates, a qual foi mais uma forma de alimentar os negócios. Chegados a Sócrates e a Passos Coelho, já não havia dinheiro para obras e a maior parte das empresas do Estado tinham sido privatizadas. Como continuar, então, a alimentar a multidão que vive dos negócios trazidos pelos partidos? Sobravam os sectores estratégicos e os sectores centrais do Estado, como a Educação, a Saúde e a Segurança Social. Foi nestes que o ataque se deu e ainda vai ser nestes que vai continuar até que haja um corte radical com a forma como se ganham eleições em Portugal.

Mesmo assim, o maior dos ataques ao país veio do sector financeiro. Desde 2008 que tem sido uma torneira aberta a enterrar dinheiro na banca e nos juros da dívida. Repare-se que o dinheiro não se evapora. Ele tem que ir para algum lado e as centenas de milhares de milhões de euros que nos saíram do bolso estão, neste momento, na posse de alguém. A concentração de poder e riqueza atingiram valores em que há pessoas com mais poder do que um país inteiro.

Portugal perdeu quase tudo sem dar por isso, tal foi a cacetada que levámos. Mas tivemos a raposa no meio das galinhas durante décadas, fazendo de conta que ela não estava lá. Mas estava.

O país que perdeu quase tudo sem dar por isso

O país amanhece hoje com mais um banco controlado por capitais chineses. O grupo privado Fosun passa a deter 16.7% do capital do BCP, tornando-se o maior acionista individual, através de uma operação de aumento de capital, pelo qual paga 175 milhões de euros. Fica aberto o caminho para chegar aos 30% e conta já com a luz verde do BCE para esse efeito. Também os direitos de voto vão subir do atual limite de 20% para 30%. A entrada dos chineses mereceu o acordo dos outros principais investidores, nomeadamente os angolanos da Sonangol e os espanhóis do Sabadell. A Fosun já controla a companhia de seguros Fidelidade e a Luz Saúde. Mas a entrada no BCP far-se-à através de uma entidade chamada Chiado.

O negócio é excelente para o banco, que precisava de estabilidade acionista e de aumentar capital, até porque ainda deve 700 milhões ao Estado da ajuda que recebeu durante o período da troika. Mas… o BCP é o maior banco privado português. A EDP é a maior empresa elétrica do país. A REN – Redes Elétricas Nacionais gere as principais infraestruturas de transporte de eletricidade e de gás natural. A ANA controla todos os aeroportos nacionais. A TAP é fundamental na captação de turistas para o país. Todos foram vendidos ou estão concessionados a investidores estrangeiros, assim como o porto de Sines (detido pela PSA de Singapura) e todos os outros (Lisboa, Setúbal, Leixões, Aveiro e Figueira da Foz, controlados pela empresa turca Yilport).

Ora um país que não controla os seus portos, os seus aeroportos, a sua energia (quer a produção quer a distribuição) nem o seu sistema financeiro na quase totalidade (escapa a CGD) é seguramente um país que terá no futuro cada vez mais dificuldades em definir uma estratégia nacional de desenvolvimento.

Provas? A TAP quer comprar oito aeronaves para fazer face à procura crescente resultante das rotas que abriu para os Estados Unidos mas a ANA responde-lhe que não tem espaço para o seu estacionamento no aeroporto Humberto Delgado. Na verdade, os franceses da Vinci, que controlam a ANA, deveriam ter já arrancado com a construção de um novo aeroporto porque o número de passageiros na Portela está muito próximo do limite definido no acordo para que esse passo seja desencadeado. Mas preferem a solução Portela mais Montijo, que lhes sai mais barata e que só deverá estar pronta dentro de três anos, a construir um novo aeroporto, uma decisão obviamente de importância estratégica para o país.

Mais provas? Como se disse, o porto de Sines foi concessionado à PSA de Singapura. Ora, os chineses estão interessados em Sines, onde se propõem aumentar os cais e as plataformas de apoio, mais uma plataforma industrial para montarem os produtos cá e obterem o “made in Portugal”, podendo assim entrar sem problemas no mercado europeu. Só que a PSA de Singapura opõe-se e faz valer a sua opinião por ser dona da concessão. E as autoridades portuguesas pouco podem fazer porque infraestruturas deste tipo são únicas: não se podem construir outras ao lado.

É este o Estado que temos: sem poder para mandar naquilo que é verdadeiramente essencial para definir uma estratégia de desenvolvimento. E o que é espantoso é que quase tudo tenha acontecido em tão pouco tempo (entre 2011 e 2015, pouco mais de quatro anos) e que estivéssemos tão anestesiados que o não conseguíssemos evitar. [Nicolau Santos, Expresso Diário, 21/11/2016]

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Há duas ou três ideias que o caro J. Manuel Cordeiro deixa no seu artigo que são lapidares para se perceber como se chegou a este ponto. Há, de facto agentes (ir)responsáveis, mentores do descalabro, a par de outros (ir)responsáveis que continuaram o trabalho.
    A questão de fundo é que, hoje, esses (ir)responsáveis estão bem na vida, uns a gozar privilégios do cargo, outros que, por vias da sua projecção se alcandoraram a postos de nomeada fora do País e outros que não se sabe bem se ficam ou se vão …

    A primeira ideia que lança, referindo-se aos períodos que atravessámos,exprime-a da seguinte forma:
    “Um antes de pobreza e um depois de abundância…”

    A sua ideia exprime uma realidade: a irresponsabilidade de gente que nos (des)governou e nunca acautelou o futuro. Sou do tempo em que um Ministro dizia, entre dois linguados grelhados (que se gabava de comer para não ficar mais gordo do que o que estava), que havia de manter o mapa das estradas de Portugal sempre desactualizado.
    Esta ideia, como princípio nem é má, excepto que entre o dizê-lo e o começarem a aparecer as auto-estradas duplas e triplas, vai apenas um passo. Daí à EXPO, ao CCB, aos submarinos e a outras manigâncias é outro passo, ainda mais curto. Ou seja, temos o “iniciador” cujo nome é Cavaco e o “continuador” que são todos os outros que se lhe seguiram, aqui e ali intervalado com outros “figurões” e ali e aqui, embora muito raramente, honrosas excepções.

    Outra ideia base que explora é a que enuncia da seguinte forma:
    “… o dinheiro não se evapora. Ele tem que ir para algum lado e as centenas de milhares de milhões de euros que nos saíram do bolso estão, neste momento, na posse de alguém…”

    Também aqui há elementos comuns no que toca a “iniciadores”
    A altura do gastar à tripa fora, foi acompanhada pela vergonha dos banqueiros e agentes políticos, identificados hoje, mas relativamente aos quais a justiça não funciona e o poder político fecha os olhos.
    As pessoas focadas no âmbito deste processo, têm um elemento comum de convergência. Todos eles são amigos da Cavacal figura…

    E quando assinala:
    “…A concentração de poder e riqueza atingiram valores em que há pessoas com mais poder do que um país inteiro…”

    sou forçado a lembrar aquela máxima que dava Ricardo Salgado – um grande amigo de Cavaco – como o “dono de Portugal”… O ponto de contacto é sempre o mesmo e provavelmente a razão pela qual a justiça é lenta…

    Finalmente a sua última ideia que tomo a liberdade de transcrever:

    “…Mas tivemos a raposa no meio das galinhas durante décadas, fazendo de conta que ela não estava lá. Mas estava…”.

    Pois estava e creio que ainda estará, não sendo nada difícil saber a quem me refiro.
    Mas o mais surpreendente em todo este folhetim é tentar perceber como é que este povo deu à Cavacal figura quatro maiorias absolutas (duas como PM e outras tantas como PR).
    E não nos esqueçamos que entre PM, ministro e PR, duas figuras ombreiam com Salazar a antiguidade da governação: Cavaco e Soares.
    Acho que há galinhas que se dividem entre o prazer de fazer ginástica e a delícia do hara-kiri.
    É, de facto, surpreendente a cegueira do votante. Ou será inconsciência … ignorância … incultura?
    Seja por que razão seja, é isto que explica porque chegamos onde chegamos: “Iniciador” e competentes “continuadores”, goste-se ou não da política seguida.
    Há, quer se queira ou não, de facto, um terrível “Arco da Governação” que nos tolhe, pois é um opositor ao contraditório e um contínuo agente lixiviador.

    • Rui Naldinho says:

      Eu estaria completamente de acordo consigo, não fosse o caso do Ernesto Vaz Ribeiro fazer uma majoração exagerada do reinado Cavaquista em detrimento de outros. E, desculpar-me-á, mas isso eu não posso deixar passar.
      Se de facto grande parte da ladroagem deste país gravitou à volta do núcleo de amizades de Cavaco Silva, isso é incontornável, muitos daqueles a que se refere gravitaram também à volta de Mário Soares. A fundação a que preside está cheia de micenas dessa estirpe. Ele visitava-os com frequência. Mas, não só o Aníbal e o Mário foram responsáveis. O PS também teve o seu Sr. Betão! Que também teve a sua cota parte na dívida impagável e nos buracos da banca. Ou já nos esquecemos de 2010/2011?
      E essa é aquela parte do filme em que eu mais me indigno.
      É que eu da direita nunca esperei nada. Sei ao que vêm, e sei o que querem. Sei bem como manipulam a ignorância da maioria dos cidadãos a troco de umas quantas benesses limitadas no tempo. Por ex: O programa “Turismo Sénior” criado por Cavaco.
      Mas, ainda assim respeito os seus interesses, como quero que eles respeitem os meus. Mas, para isso tenho de confiar em alguém que me represente, uma vez que não podemos ser todos deputados ou ministros. E para isso que elegemos representantes, ou não?
      O que eu não posso perdoar é àqueles em quem confiei o meu voto, a minha boa fé e predisposição para contribuir para uma mudança de mentalidades, e me enganaram. Foram esses que me traíram.
      Hoje, a chamada social democracia não passa de um conjunto de pregões cantados por meia dúzia de idiotas, que não me dizem rigorosamente nada. Aprecio mais uma Mariana Mortágua, mesmo com alguns laivos impreparacão política à mistura, do que os Vitorinos e Coelhones da nossa esquerda. Esses são a imagem simétrica dos Durões Barrosos da direita. É ver o deserto que germina em torno dos partidos que dizem representar essa faixa do eleitorado, os socialistas, para se perceber como deixaram milhões de eleitores órfãos na defesa dos seus interesses mais básicos. Depois, queixem-se da Trumpetizacao dos regimes políticos!
      O importante é que o Estado tenha um papel de regulação e arbitragem entre as várias entidades que estão no sistema capitalista no qual nos inserimos. De redistribuição económica das receitas, através da fiscalidade e da justiça social, garantindo o mesmo tempo um sistema democrático de valores nas sociedades.
      Ora, não foi bem isso que aconteceu nos últimos quarenta anos.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Assino por baixo tudo o que escreveu no tocante à observação política que faz.
        Admito que faça a leitura sobre a minha interpretação, mas o que pretendi deixar claro, foi o papel do “iniciador” e dos “continuadores” e aí, Cavaco e Soares, são duas gotas de água.
        Tenho um asco especial a Cavaco, pesoa a quem nunca reconheci o mínimo valor a não ser aquele ar sonso, silencioso e o fazer as coisas pelas costas. Cavaco tem, para mim, uma influência ainda mais negativa que a de Soares, embora este, também, não passe de um “vendilhão do templo” que é Portugal, dou-lhe toda a razão.
        Cavaco, tenho para mim, foi, a seguir a D. Manuel I e Salazar, a figura mais negra da História de Portugal.
        O tempo di-lo-á, tal como contará sobre a ignorância do votante neste regime a que chamam pomposamente democracia.

  2. anónima says:

    Este post está muito bem escrito e levanta muitas questões que merecem um debate sério. Vou apenas pegar numa. A do aeroporto de Lisboa.
    O grande problema com o aeroporto de Lisboa não é a privatização da Ana. Esse é apenas o corolário de um longo (muito longo) processo em que o Estado não foi capaz de decidir, apesar dos muitos milhões gastos em estudos. A raiz do problema com o aeroporto de Lisboa está no Estado e centrar agora a atenção na questão da privatização da Ana e da Tap é iludir o facto, repito facto, que o Estado português não foi capaz de decidir ao longo de décadas.

    P.S.: Se dúvidas houvesse, quem é de Coimbra, como eu, conhece bem a novela do Metro, um processo que se arrasta há anos, com milhões enterrados em estudos, onde não há qualquer privatização e o Estado simplesmente não decide. Sim ou sopas. Mal ou bem.

    • Minha cara, o problema não é do Estado, são das pessoas eleitas por todos nós para tomar decisões políticas, as quais tomam decisões quase sempre em função de interesses de uma pequena parte dos cidadãos(por sinal todos eles a comer à mesa do orçamento directa ou indirectamente ).
      Aliás, esta escumalha floresceu exactamente por incutirem em anónimos como a minha cara, a ideia que o Estado é mau e o que interessa é que se fosse privado era melhor para todos. O privado só é melhor quando está em ambiente de competição e em bens transaccionáveis. De resto, por esse mundo fora, não faltam maus e bons exemplos, mas são muito maiores os maus do que os bons. Vá ler e pesquisar

  3. Excelente abordagem do problema (manuel cordeiro), supinamente comentado (saliento Ernesto Ribeiro; Rui Naldinho) pouco ou nada tenho a dizer senão concordar inteiramente e dar os parabéns.

  4. martinhopm says:

    Parabéns, J. Manuel Cordeiro. Análise certeira. Pena é que os responsáveis, os que menciona e os que continuam no activo (lembro, por exemplo, entre outros, o senhor privatizações, Sérgio Monteiro) não sejam chamados à pedra, não sejam responsabilizados pelos seus actos (mas também a Candidinha Almeida proclamava que não havia (políticos) corruptos em Portugal). Este país não vai conseguir levantar cabeça. Foi ‘aliviado’ das suas empresas estratégicas, imprescindíveis ao seu desenvolvimento e a dívida actual e o serviço da dívida não lhe dão qualquer hipótese (a menos que seja renegociada, no capital, prazos e juros). Os casos sucedem-se. A corrupção não para. E quase cada cavadela, sua minhoca. Como alterar a situação? Não vamos lá só com o voto (o isaltino prepara-se para se recandidatar)

  5. Rui Silva says:

    O artigo deste Nicolau ( belo nome para o individuo, melhor que ele mesmo só o Pai Natal), não tem um mínimo de racionalidade económica por onde se lhe pegue. Destacando por exemplo uma das pérolas :

    A TAP é fundamental na captação de turistas para o país.

    Se o Santa Claus pensasse pelo menos com dois neurónios podia ver que é precisamente o contrário. O turismo floresceu em Portugal quando as companhias “Low Cost” obteram licenças de operar nos aeroportos nacionais ( nas piores condições que lhes puderam dar diga-se de passagem).
    Casos mais emblemáticos que não Lisboa , foram Porto e Açores. A TAP tem sido o maior instrumento de afastamento do turismo em Portugal, e a afectar os nossos emigrantes ( as suas jogadas mais eficientes tem sido as greves nas épocas festivas e férias).

    Mas estamos na presença de um “economista” que tem como seu herói o pandego Artur Baptista da Silva (coordenador do famoso grupo de 6 economistas programa para o desenvolvimento da ONU – lembram-se ? ), por isso está tudo dito.

    É pena até, não aproveitarmos tão grande brilhantismo, porque não :
    Nicolau nas Finanças
    e
    Batista da Silva na Economia…?

    Rui SIlva

  6. Paulo Só says:

    Eu hesito entre o sim e o não, devo ser burro. A verdade é que apesar de tudo o país está muito melhor que era há 50 anos, quando eu o deixei. Não temos mais nada, mas estamos melhor. É verdade que é aflitivo não ter mais nada, mas será que algum país ainda decide a sua “estratégia de desenvolvimento”? A partir do momento em que as cadeias de produção se internacionalizaram tudo isso parece-me saudosismo, a que eu também às vezes presto menagem. A questão é: e a partir daqui? Gostaria de ver o BE e o PCP falar sobre isso, porque os outros, salvo o António Costa….: como trazer os pobres para o centro de debate, e como evitar as ilusões autonómicas? Somos uma porcaria no meio de porcarias, mas um pouco menos porcaria que muitas que tem por aí. O que seria preciso era mudar a visão do mundo machista e automobilista. Quanto ao aeroporto de Lisboa o problema é que no low cost ficamos num hangar à chuva, e o aeroporto transformou-se num centro comercial. Não tem uma pessoa corajosa qualquer na Direção da Aeronautica Civil que oponha cobro a isso? Era preciso gente com coragem, desempoeirada, e menos nas mãos do consumo miserável do telemóveis de plástico, com visão mais ampla da vida.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Caro Paulo Só.
      O post e os comentários, na minha óptica, não se destinam a dizer se o País está ou não melhor. Para isso, basta-nos ouvir as doutas palavras daquele artista que frequenta o PSD, de nome Luís Montenegro que quer fazer de nós manifestamente estúpidos.
      Sobre a classificação sobre qual tem dúvidas relativamente à sua pessoa, não quero ajudá-lo, mas manifestamente não percebeu o que foi escrito por muita gente.
      Não está em causa o país estar melhor. Muito mau seria se não estivesse e mais à frente digo-lhe porquê.
      O que está em causa, é a capacidade de gestão dos nossos governantes que poderiam, por exemplo, evitar que a Troika cá entrasse três vezes, criassem condições para que a agricultura e pescas desaparecessem, quase destruíram a Indústria, transformaram parte da população activa em emigrantes e agora, numa atitude fiquem os dedos, vão-se os anéis, entregam Empresas de serviços básicos e fundamentais, muitos dos quais lucrativos ao estrangeiro.
      Esta é a questão, a gestão daqueles que este povo elege para governar e que, na realidade, só se governam a eles mesmo.
      Que Portugal está melhor hoje, isso é um facto, mas poderia e deveria estar muito melhor se não fossem essas destruições irresponsáveis praticadas, sobretudo, por dois políticos que partilham com Salazar a maior durabilidade nos actos de governação. Olhe que isto é obra!!
      A grande transformação de Portugal surge com a entrada de milhões e milhões e milhões de euros muitos dos quais foram também “perdidos” neste longo caminho entre formações, casas e terrenos, paraísos fiscais e “brincadeiras” de alguns banqueiros que estão agora, ou a gozar rendimentos ou então, calmamente em suas casas enquanto nós pagamos os seus desvarios.
      Portanto, a questão de fundo, é que nos centremos sobre o que está em discussão para evitar que nos transformemos num qualquer Luís Montenegro.

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