A burocratização dos adeptos

Hoje vamos falar de JPR. Infelizmente, não é João Paulo Rodrigues, mas sim João Paulo Rebelo. Se fosse o primeiro, podíamos rir por competência do próprio nas suas funções. Quer dizer, com o segundo também podemos rir, mas por incompetência do próprio nas suas funções.

João Paulo Rebelo é Secretário de Estado do Desporto. Depois de uma breve pesquisa, vim a saber que o deputado socialista é licenciado em Gestão. Bem, isto é o mesmo que ser muçulmano e trabalhar numa rulote de bifanas. João Paulo Rebelo, na verdade, pode ser excelente a gestão, no entanto, não faz a mínima ideia do que é melhor para o desporto. Na sua entrevista ao Record sobre a implementação do Cartão do Adepto para membros de claques, JPR diz que vem em linha com o que são as melhores experiências a nível internacional. O típico “lá fora é que é bom”, não apresentando qualquer argumento concreto. Mas o melhor é ir a factos, visto que o Secretário de Estado do Desporto não pode ter falado sem a certeza absoluta.

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Feminismo vs Liberdade Individual

Há certezas absolutas que ninguém pode refutar quando falamos nas desigualdades entre homens e mulheres. Temos o exemplo dos salários ganhos por cada género, sendo que por cada euro ganho por um homem, uma mulher recebe 84 cêntimos. O problema coloca-se quando nos questionamos pela razão desta desigualdade factual. O movimento feminista fala de uma sociedade patriarcal, uma sociedade em que o homem tem predominância apenas pelo género. As feministas, que tanto criticam o capitalismo e aqueles que têm o lucro como algo positivo, são as primeiras a falar das diferenças salariais. Pelos vistos, o dinheiro não é assim tão irrelevante quanto isso. O movimento feminista, que não podemos confundir com as mulheres, não defende a igualdade de oportunidades para os indivíduos de ambos os géneros, mas sim uma igualdade de resultados. Se antes, as pessoas viviam numa ditadura pela ordem, agora vivem numa obsessão pela igualdade. Colocaram essa obsessão à frente da liberdade individual, não permitindo que as mulheres sigam o seu caminho, mas impondo uma luta identitária contra os homens.

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Porto Invicto

tviContinua a campanha centralista por parte dos órgãos de comunicação. Continuamos a ter Lisboa considerada o arquétipo da perfeição e o resto do país como paisagem. Do Norte a Sul, os portugueses merecem respeito. O Porto também merece. Um Porto exemplar nesta luta que devia ser de todos. Uma luta contra as mentalidades mesquinhas que tentam diminuir o resto do país.

Ao contrário de muitas regiões que já se renderam à capital, o Porto diz não.

Comunistas a tramar comunistas

Que fique para a História o dia em que ideias comunistas indignaram o Partido Comunista.

Obrigado aos Professores

Ninguém estava à espera de uma pandemia, mas ela chegou e tivemos de reagir. Os estudantes e os professores não são exceção. Por um lado, os professores tiveram de se adaptar a maneiras de ensinar que nunca tinham testado. Do outro, alunos tiveram de mudar radicalmente o modo de aprender. Em semanas, passaram de salas de aula para um ecrã. A situação já não é fácil para ninguém, mas ainda ficou mais difícil com as soluções arranjadas. Com o prosseguimento das aulas, ficaram alunos para trás. Tanto os que têm computador como aqueles que têm e não se sentem confortáveis a aprender assim. Sim, porque nenhum aluno (ou professor) aceitou, em qualquer altura, ter aulas por vídeo-chamada. Logo, qualquer aluno que tenha mais dificuldades em aulas deste género está prejudicado.

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Parabéns, Ricardo Araújo Pereira!

Hoje, um dos meus ídolos que mais me inspira está de parabéns. Por isso mesmo, deixo-vos com o Ricardo na sua versão mais genuína.

15 minutos de Big Brother: Reação alérgica, homofobia e racismo

Hoje, acordei com vontade de falar de um tema. As hipóteses eram o Big Brother ou o Covid-19. Como não gosto de falar de coisas tristes, vou falar do Covid-19. Não, estou a brincar. Os flagelos mundiais são para ser enfrentados com coragem e aqui estarei para vos falar do Big Brother. Toda a minha análise será sobre os 15 minutos finais que vi após um zapping acidental. Como é óbvio, apanhei aquilo a meio e nunca puxei para trás, por isso não garanto rigor em pormenores. Não aconselho. Pode dar sensações de náuseas e afins. Se forem sensíveis, não leiam isto. Ou então leiam, que será uma análise profunda. Profunda a um nível que nem os concorrentes compreenderiam em certos pontos. Vá, isto foi puro preconceito com concorrentes de reality shows, admito.

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Futebol sem adeptos? Não!

A perseguição aos adeptos dos mais variados clubes e a culpabilização destes por todos os males no futebol não são de agora. Mas, ultimamente, tem sido intensificada a ideia de que os adeptos fazem mal ao futebol. Seja pela comunicação social ou até pelos órgãos responsáveis pelo desporto. Paira uma ideia de que quem segue um clube é um fanático e nada tem de positivo, enquanto quem fica em casa é responsável. Esta ideia é transmitida até à exaustão. Os adeptos não podem continuar a ser tratados como criminosos, quando na verdade são eles que dão vida aos estádios. A alma dos clubes está nas bancadas, naqueles que ali dedicam uns instantes de vida a apoiar algo importante para eles. Do jovem que gosta de cantar no meio da claque ao senhor que não dispensa as pipocas na central. É nestes que reside o verdadeiro espírito da bola. Isto é assim para quem vai ao futebol, para quem assiste de perto a esta realidade. Infelizmente, em Portugal, é notícia qualquer má atitude de um adepto, mas não se condena um polícia que cega um adepto, um adepto do Boavista. Por outro lado, houve uma onda de solidariedade. Adeptos de todo o país ergueram frases de apoio ao Jota. Isto prova como há lutas que são de todos. Lutas que não têm cor, lutas que apenas têm como objetivo exigir respeito à massa adepta.

Frases de adeptos do FC Porto e Benfica em solidariedade ao Jota

Desta vez, a Liga quer continuar o Campeonato sem adeptos. Futebol sem adeptos não é futebol. Querer terminar o campeonato nacional nestas condições é matar a essência do desporto. Ver os estádios vazios vai ser o mesmo que comer uma francesinha sem molho, perde o sentido. A Liga, a Federação e até mesmo os clubes ignorarem isto é ignorar quem sustenta verdadeiramente o futebol. Quem está lá semana após semana, e por vezes a pagar mais por jogos médios do que na Liga Europa (Moreirense – FC Porto, 19 euros. Bayer 04 – FC Porto, 15 euros). Aqueles que continuam a ser desrespeitados e tratados como marginais. As condições para ir ao futebol continuam a piorar para aqueles que gostam de viver o jogo. Este é o país em que a corrupção é adiada e adeptos são julgados num dia. É o país em que adeptos comuns não têm direito a cerveja com álcool, mas os de camarote já têm. Em França, claques de todos os clubes já se uniram.

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Façamos o mesmo pelo futebol português.
Pelos adeptos de futebol de todas as cores:
Não matem o futebol, o nosso futebol!

EPzt3O4WsAErB8uFrase de adeptos leixonenses contra o estado do futebol

ESmfi1AXgAQHUqyMensagem solidária de adeptos do Bayern München

Música de uma banda de adeptos sportinguistas contra o futebol moderno

Liberdade? Sim, mas q.b.

Povo: Felizmente, agora somos um povo livre sem as amarras de um Estado tirano.

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Menos Cravos. Mais Liberdade.

Em tempos de pandemia, finalmente se fala de assuntos importantes: a celebração do 25 de Abril. Realmente, admitamos, numa fase em que Portugal atravessa uma crise sanitária, o importante é discutir a celebração simbólica de um dia importante para o país. Pode faltar um ventilador, mas que não falte um cravo na lapela. É hipócrita defender que não é democrático não celebrar este dia. As pessoas que defendem isto devem acreditar que Salazar volta em espírito se não for cantado o Grândola Vila Morena. As pessoas que defendem que tem de haver uma cerimónia na Assembleia por respeito à liberdade são as mesmas que não hesitaram em tirar essas mesmas aos portugueses.  É hipócrita atacarem os partidos que, conscientemente, não querem festejar o 25 de Abril de anti-democratas, e terem votado contra a intervenção de Joacine Katar-Moreira. Sim, a esquerda democrática votou contra e os fascistas perigosos votaram a favor. O 25 de Abril não deve ser comemorado uma vez por ano, mas sim honrado todos os dias. Coisa que não acontece, pelo menos, por parte do Estado. [Read more…]

Trump, o fascista malvado

O título foi escolhido por mim, mas podia muito bem ter sido criado pela redação da SIC ou qualquer outra televisão generalista. Tal como tem sido hábito desde a eleição do atual Presidente dos EUA, a comunicação social sempre se apresentou bastante parcial quando o assunto era Donald Trump. Desde a forma que apresenta as notícias que nos chegam da América até aos espaços de opinião. Este tom que se tornou normal afetou a forma de pensar das pessoas e fez com que estas, na sua maioria, se colocassem contra Trump, mesmo não conhecendo nenhuma das suas medidas. Estes mesmos são aqueles que se colocam a favor de Obama e fazem deste um revolucionário. Mas este é um dos resultados da comunicação social doutrinada que temos. Só em Portugal se acha normal que um pivô de informação como Rodrigo Guedes de Carvalho diga em direto “que, ideologicamente, as liberdades não são tão queridas à direita”. Por vezes, uma pessoa já não entende se o telejornal é para informar ou se é um chorrilho de lições de moral daquela vizinha que anda cá há mais tempo do que vocês. [Read more…]

Antiga, Mui Pobre, Sempre no Lar, mas Invicta

É pena continuarmos a ter um país ingrato para com uma cidade que tanto deu à nação. Aqueles que dividiram Portugal ao meio nunca foram os que expulsaram os mouros de Lisboa, nem aqueles que ofereceram as tripas para os que partiram à descoberta. E na verdade, nem foram os lisboetas. Mas sim aquelas mentalidades bacocas que decidiram por uma questão de facilidade concentrar tudo numa cidade só. [Read more…]

Três letras é de gente importante

Ora bem, hoje temos dois duelos para falar. Vou começar pelo muito mais interessante, o Ricardo Araújo Pereira vs João Cotrim Figueiredo. Percebemos que estamos a falar de gente importante quando cada um tem três nomes e, desta forma, podemos abreviar para RAP e JCF. Ultimamente, o RAP tem mostrado mais o seu lado esquerdista, deixando prejudicar as suas performances humorísticas por isso. Entrevistas como as dadas à Ministra da Justiça ou ao Secretário-Geral do PCP são bons exemplos disso. Mas ontem, RAP voltou aos velhos tempos. Aquela provocação saudável, a critica e o humor. Teve tudo. Tinha tudo para ter ganho este duelo e pronto, fica anunciado o vencedor: João Cotrim Figueiredo. O que RAP não esperava era o deputado da IL com um estilo de humorista e as ideias de um liberal consciente. Mas sejamos honestos, apesar do mérito todo do JCF, o RAP não tem culpa. É que as críticas possíveis e fáceis de se fazer ao liberalismo são poucas e previsíveis. Em entretenimento, ganhamos todos. Dois homens inteligentes, com bom humor, que fizeram o seu papel. Em política, ganhamos, porque, em horário nobre, voltamos a ver desmistificadas algumas ideias erradas sobre o liberalismo. Em relação ao digno vencido, sugiro que comece a mandar fazer o epitáfio a dizer RIP RAP. Calma, a ideia não é minha, é dele e podem confirmar isso no vídeo que aqui vai. Mas talvez não seja preciso. Já que trabalha na estação do Rodrigo Guedes de Carvalho, de certeza que este não se importa de lhe dar uma palavra como “vai ficar tudo bem, somos fortes, estamos juntos”. E já que ficaram tão amigos, podiam ajudar-se um ao outro. O JCF oferece ao RAP umas aulas de economia e o RAP oferece ao JCF umas aulas de dicção. Saíamos todos a ganhar. [Read more…]

O VAR não é de agora

Saudades dos dias em que era o futebol o tema de conversa. Dos dias em que os números que nos faziam lamentar era o de golos sofridos. Dos dias em que os números que nos faziam celebrarar eram os 3 pontos conquistados. Das discussões por foras-de-jogo de 3 centímetros. De comparar uma grande penalidade de hoje com uma grande penalidade de há 14 anos em vez de compararmos uma pandemia de hoje com outra de 1920. Do Corona ser apenas um jogador de futebol que nos fazia meter em loop um vídeo no telemóvel. Dos dias em que a previsão para o fim-de-semana andava à volta de vitória, empate e derrota, em vez da quantidade de pessoas que terão contraído o vírus. Dos dias em que a minha maior ânsia era que chegasse o jogo do FC Porto, não a ânsia de poder sair de casa livremente. Saudades da altura em que o nosso rival tinha o nome de um clube adversário em vez de Covid. Péssimo nome para clube, digo-vos já.

Penso que todos temos saudades. Até as mães dos árbitros devem ter saudades.

Separados uns dos outros, unidos pelo país e, homenageando o senhor do vídeo, unidos para que o Vítor possa voltar a analisar os foras-de-jogo.

 

Iniciativa do Bom Senso

“Nada como uma boa crise para transformar um bom liberal num intervencionista”. Sim, eu sei, só alguém de muito má índole poderia dizer isto numa altura como esta. Esse alguém é o mesmo agressor de velhinhos que nós temos como Primeiro-Ministro.

Ontem, na Assembleia da República, tivemos a excelente prova do que vale António Costa. Não passa de um político que coloca o poder à frente do bom senso. Anima a malta de esquerda, tenta irritar a direita, mas pior do que tudo, prejudica a vida das pessoas. Portugal não conseguirá andar para a frente, enquanto políticos derem mais importância aos seus jogos do que ao povo. André Ventura aproveita para criticar o Presidente, Costa usa uma crise para criticar os liberais, o Bloco usa a mesma crise para criticar os ricos. Enquanto os meninos brincam aos debates de 5º ano para depois contar em casa que são os maiores, há pessoas que estão doentes e há outras quantas com medo do que pode acontecer. Recorrendo a uma intervenção do Ricardo Araújo Pereira, para não me acusarem de me apropriar de nada “a la Bloco”, no filme Abril do Moretti, há alguém diz “Diz alguma coisa de esquerda!”. Aqui era necessário um “Diz alguma coisa com bom senso”.

Na mesma intervenção, António Costa aproveitou para mostrar os seus dotes humorísticos para chamar Iniciativa Estatal à Iniciativa Liberal. Daqui a 3 anos e meio, quando forem votar, lembrem-se que no dia em que ultrapassámos os 30 mortos, o António Costa falou em “boa crise” e que aproveitou o momento para criticar outros. As pessoas que faleceram não mereciam isto. Os profissionais que todos dias se sacrificam não mereciam isto. Os portugueses não mereciam isto. Mas foi o que escolheram.

Nota: Um obrigado a Rui Rio pelo ato de coragem. Apesar de não concordar com as suas ideias, nunca deixarei de o admirar por ser um homem sério e leal ao que acredita. Alguém que não precisa de saber a cor política para elogiar ou criticar o outro. Que todos os políticos fossem assim sérios. Do André à Catarina, mas não o Costa. Ontem, perdi a esperança.

Força a todos nesta luta sem cores. Fiquem em casa e cuidem dos vossos.