Será que já houve o mesmo junto de João Rendeiro?

Clientes do BPP fizeram hoje uma espera ao ministro das Finanças. Queriam respostas. Compreendo o problema. Foram enganados e, se calhar, ficaram sem as economias de uma vida. É uma situação delicada. Para alguns, trágica.

No entanto, o alvo deve ser outro. Estes clientes protestaram junto do ministro Teixeira dos Santos. Querer ajuda é legítimo. Exigirem respostas já não. É que não me lembro de terem feito questões junto da administração que foi liderada por João Rendeiro. Nem tenho conhecimento de lhe terem feito qualquer espera à porta de um qualquer sítio.

Os clientes do BPP, sempre conhecido como um banco de investimentos, onde normalmente há riscos, sabem que Rendeiro não tem dinheiro para lhes pagar a todos. Esperam que o Governo do país o faça. Às custas de todos os contribuintes.

A «roubalheira» na Banca e as «figuras gradas» do PS

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* À Beltronica, a Direcção-Distrital de Finanças de Lisboa perdoou em 1999 10 milhões de euros em impostos, relativos aos anos de 1995 e 1996 e que prescreveram nesse ano. Via http://www.misturagrossa.net/?p=175

Breve recolha de alguns exemplos depois de ler isto.

O Banco Efisa (BPN), a Beltrónica e o ex-Secretário de Estado do PS

«Por falar em Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Dr. Rogério Fernandes Ferreira, o Borda d’Água acabou por descobrir de onde é que vem a grande amizade que este membro do governo nutre pelo Director de Finanças da 2ª. Direcção de Finanças de Lisboa (Raul Castro). Então, não é que o Secretário de Estado, mais conhecido desde os tempos da Católica, pelo “Gerinho do papazinho”, foi advogado e consultor da célebre empresa Beltrónica, até à data da nomeação para o governo. Até aqui, não há mal nenhum!
Porém, a bronca dá-se quando o Borda d’ Água, por escuta de RDIS, apurou que a Beltónica deixou de pagar milhões ao fisco nos últimos exercícios e sabem porquê?
Simplesmente, porque o Director de Finanças (Raul Castro) consultou o Tarot e antevendo a nomeação do “Rogérito J.R.” para o governo, permitiu com a colaboração do chefe de repartição do 8º bairro fiscal, que as respectivas liquidações caducassem. Mais uma vez, o erário público ficou a arder com milhões e os intervenientes com os alforges cheios !
Rogério Fernandes Ferreira J.R., presenteado com tal repasto, está disposto a satisfazer todos os caprichos do seu grande amigo, Raul Castro, tais como:
Renovar a Comissão de serviço desta “sumidade” por mais três anos, a partir do próximo ano, permitindo-lhe tachos e piqueniques à margem das suas funções de Director de Finanças.
Tráfego de influências com o sector do betão, turismo e bola e promessas de depuração dos seus rivais… Enfim, o exemplo da promiscuidade que há entre dirigentes da Administração Pública e governantes!
Por falar em Beltrónica? Borda d’ Água constatou que esta empresa é cliente preferencial do afamado BANCO EFISA. O que é perfeitamente normal!
No entanto, sabe-se à boca cheia que o Banco Efisa tem servido de plataforma para lavagens e transferências chorudas, quer para Londres, quer para “off-shores”, por parte de alguns Directores de Finanças e não só … António Silva Duque (Alibábá), ex-Director adjunto de Raul Castro que o diga !
Sabe-se que o Banco Efisa, para além de ter como accionista simbólico um afamado político rosa já aposentado, tem como principais accionistas pessoas ligadas ao Islão, nomeadamente ao grande império Aga Kham, cuja fundação foi reconhecida à “socapa” pelo actual governo (Decreto-Lei 27/96, de 30.3) e goza escandalosamente de todas as isenções e benefícios fiscais previstos para as pessoas colectivas de utilidade pública (Decreto-Lei 337/97, de 24/12). Por isso não é inocente a operação de charme e candura que o Presidente do Efisa tem feito nos “media”.
Falando baixinho, que ninguém nos ouve! A generosa Fundação Aga Khan, para além de financiamentos beneméritos que atribui a “grupelhos pacifistas” no Médio Oriente, também protege e alberga “good boys” que constam do cardápio de “amigos” do Tio Sam e do Sião.
Sabe-se que esta “rapaziada pacífica”, no âmbito do projecto “Portugal for Lover’s”, vem retemperar forças em Vila Moura – a princesa encantada do Algarve. Chegam a residir no máximo 182 dias, coincidente com o período das amendoeiras em flor…
Trata-se de um pequeno alerta que é feito ao Dr. Guilherme de Oliveira Martins e D. Judite, porque se isto chega aos ouvidos do “cowboy” Bush e da U.E., ainda vamos ter problemas da grossa! Sabe-se da rebaldaria que existe nesta “Babilónia” e custa muito a crer que só haja quatro contas suspeitas na C.G.D. e de pequena monta.»

Do Boletim «Borda d’Água» de 2001, via Mistura Grossa

SNS – Saúde para todos


FINANCIAMENTO E PRESTAÇÃO DE CUIDADOS

Prestação de cuidados

A prestação dos cuidados de saúde não tem que estar, apenas, no SNS. A iniciativa privada (ficando aqui envolvido tudo o que não pertence ao SNS) complementa e introduz factores de eficiência e eficácia muito importantes!
O melhor exemplo é o que está a acontecer na procura dos Recursos Humanos. A privada, ao convidar os melhores médicos, vai obrigar (está a obrigar) o SNS a resolver questões que nunca ninguem quis encarar. A remuneração, as horas de trabalho, a produtividade têm que acompanhar a privada sob pena de o SNS
ficar sem médicos de referência.
E a exclusividade para parte importante do pessoal vai ser uma realidade!

Financiamento

O SNS é financiado pelo orçamento geral do Estado e por outras pequenas fontes de financiamento, como sejam as TAXAS MODERADORAS.
Hoje, parece claro, que quem tem dinheiro não vai aos hospitais públicos. Só em casos de urgência ou emergência. Estatisticamente, são tão poucos que não tem relevância.
Isto quer dizer que as taxas moderadoras recaem sobre as pessoas com menores recursos.
Proposta: as pessoas assistidas no SNS, titulares de Regimes privados de saúde, devem pagar a coberto do regime privado.
Na verdade, corre-se hoje o risco de os Privados, perante um doente que apresente uma patologia de tratamento caro, as “empurre” para o SNS.
As pessoas cujos rendimentos sejam superiores a 1 000/ 1500E/mês e não sejam titulares de qualquer regime de cobertura de saúde privado devem pagar ao SNS. É uma questão de justiça social, pois com o mesmo rendimento há quem pague um regime de saúde e quem seja tratado gratuitamente.
Esta decisão alivia a pressão sobre o SNS pois as pessoas passariam a subscrever regimes privados.
É bom para todos os intervenientes,incluindo o cidadão.
As taxas moderadoras devem ser mantidas, sem que em caso algum ALGUÉM FIQUE SEM TRATAMENTO NO SNS POR INCAPACIDADE ECONOMICA!

PERIGO

Nunca o Estado deverá financiar o regime privado. Isso seria a morte, a prazo, do SNS!
No entanto, é um grande objectivo para muitos prestadores! O SNS deve manter e alargar protocolos e acordos com os diversos regimes privados mas pagando caso a caso,ou em pacote, mas nunca
financiando na base de expectativas de retorno de investimento (como é o caso das pontes ou autoestradas).
Em resumo, com a cada vez maior implantação dos privados, o SNS não pode deixar encurralar-se como “respaldo” de uma privada com legítimos interesses lucrativos, nem deixar de ser a referência da população no que concerne á qualidade, á inovação, à universalidade.
Mas tem que ser sustentável!

SNS / Saúde Privada

Esta questão é fatal como o destino.Os hospitais privados estão a enviar para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde os doentes com patologias que requerem cuidados continuados e mais caros.
Os hospitais privados tratam os doentes até ao limite do Seguro de Saúde do doente. A partir daí o SNS que pague!
Este procedimento pode ser abordado por vários ângulos.
Antes de tudo como é que um hospital interrompe um tratamento a meio, gerando graves prejuízos para o doente sem que seja demandado juridicamente? É, óbvio, que em caso de doenças prolongadas, como o cancro, o hospital sabe à partida que o tratamento não se acomoda no limite do seguro. No mínimo, seria de não aceitar esses doentes, canalisando-os de imediato para o SNS.
Depois, é tambem incompreensível que o SNS, perante um doente titular de um seguro não se faça pagar ao abrigo da apólice.Quem não tem apólice de seguro não tem que pagar nada no SNS, como é evidente.
Para os que consideram que o SNS devia dar espaço à Saúde Privada, ficam a perceber, com esta realidade, que no mínimo, SNS/Saúde Privada são complementares, e com grandes vantagens mútuas.
A Saúde Privada alivia a pressão sobre o SNS, principalmente, em cirurgia e nas patologias agudas mas este, alívia a pressão sobre aquela, em tudo o que não dá lucro e que, pelo contrário, é um gigantesco custo social.
Quem julga que a Saúde Privada pode tomar o lugar do SNS tem aqui este exemplo ! Dirão que o Estado deveria ser “financiador” e não “prestador” de serviços .E os que acreditam no papel social insubstituivel do Estado, dirão que num país pobre e desigual, o SNS é um factor poderoso de inclusão social !
Lembro-me sempre que nos USA há 40 milhões de pessoas que não têm cobertura de saúde!

Freeport – não bate certo!

O Ricardo, ontem, colocou aqui um poste dando-nos conta que há mais um arguido no caso Freeport. Agora o arquitecto Capinha Lopes. O que dá já três arguidos no caso!
Mas há aqui alguma coisa que não bate certo. Se o arquitecto tinha boas relações com o então Ministério do Ambiente, só estava a fazer o seu trabalho, ganhar concursos, e abrir caminho para que os seus projectos andassem bem e depressa! Se ganhava concursos e metia cunhas e dinheiro com batota não a podia fazer sozinho, alguem do Ministério seria conivente!
Os senhores da Smith and Pedro, idem, aspas! São privados, faziam o que podiam para que o projecto avançasse. Se usavam batota é porque alguém lá de dentro do Ministério deixava, permitia, era conivente!
Ora, a verdade é que arguidos do Ministério, nem um! Como é que pode haver arguidos de fora do ministério e não haver arguidos de dentro? Se sem culpados de dentro não pode haver culpados de fora?
É dificil apontar pessoas de dentro do Ministério? Se há arguidos de fora do Ministério, de dentro, só podem ser as pessoas que concretizaram as acções tendentes a facilitar e favorecer o Freeport! As mesmas acções que levaram o Ministério Público a constituir arguidos, de fora!
Quem deu os pareceres técnicos, quem propôs, quem decidiu?
Há aqui alguma coisa que me escapa!

10.2 milhões de Euros em 6 meses

Um gestor encontra um accionista de uma empresa em má situação. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros por seis meses de trabalho para lhe salvar a empresa. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a empresa ? E se não salvar?
Um advogado encontra um corrupto que está a contas com a polícia. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para o livrar da prisão. É legal, legítimo, ético mesmo que o livre? E se não livrar ?
Um médico encontra um doente que só ele pode salvar. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para lhe salvar a vida. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a vida? E se não salvar?
Afinal o que é que determina o “valor” da acção profissional? O haver mais ou menos dinheiro? Ou ter sucesso? Mas no caso do BPN não houve resultados de sucesso! E não há dinheiro ! A que são devidos os dez milhões e duzentos mil euros?
Nós, os contribuintes que temos lá o nosso dinheiro pela mão do governo, precisamos que nos expliquem, como se fossemos todos muito burros!

Os HUC e o Prof Manuel Antunes

A corporação dos auto-denominados Administradores Hospitalares, impediu que durante dezenas de anos fossem avaliados.Rodavam entre si e passavam pelos diversos hospitais aplicando os mesmos processos e as mesmas medidas.
As coisas começaram a mudar quando entraram no circuito pessoas com outras experiências. Aliás, não pode deixar de ser assim, em todas as actividades só experiências diversificadas trazem novos métodos e processos.
Por outro lado a comparação de resultados entre hospitais com o mesmo perfil permitiu perceber que havia diferentes resultados, como é curial.
Um dos casos mais conhecidos, em termos médicos e de organização e gestão de serviços é o Serviço de Cirurgia cardio-toráxica do Prof Manuel Antunes dos HUC . Conseguiu, contra a má vontade de colegas e de administradores, avançar com um Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) .
É um êxito extraordinário, a nível nacional é único e é conhecido a nível internacional e procurado por doentes estrangeiros. Assente num grupo de médicos e técnicos competentes e a trabalhar em exclusivo, obtém resultados sem comparação om os outros serviços similares.
Os profissionais são pagos segundo objectivos muito bem fixados e aceites por todos e há muita gente interessada em entrar naquele grupo restrito de alta competência!
Pois bem, num país onde há doentes que esperam anos para serem operados, os senhores administradores dos HUC querem desmembrar esta equipa sem igual.Querem substituir elementos desta equipa fabulosa por pessoal a recibo verde na estúpida tentativa de diminuirem os custos!A medida é do mais básico que se possa imaginar.Cortam nos salários e não percebem que cortam principalmente,com a qualidade dos serviços prestados.Numa equipa a que se exigem altíssimos níveis de competência querer baixar os vencimentos à custa do desmembramento da equipa só podia passar pela cabeça destes senhores que nunca foram gestores em lado nenhum!
Mas o mais estúpido de tudo é que o CRI tem resultados anuais positivos de cinco milhões de euros!
É a esta gente que o Governo entrega a gestão destes grandes hospitais.Basta ter cartão de militante do PS!

O caso Mesquita Machado

Saldanha Sanches em “opinião” no Expresso levanta novamente a questão do património acumulado pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.
No seguimento de uma investigação do Ministério Público, entretanto cessado o segredo de justiça, ficamos a saber que o autarca acumulou, bem como a sua família, um vasto património não condizente com o rendimento auferido como autarca.
Esperava-se que a Administração Fiscal inicia-se por sua vez, um inquérito para saber se aqueles rendimentos, que deram origem áquele património, tiveram ao não o devido tratamento para efeitos fiscais.
Diz o conhecido fiscalista que o próprio Mesquita Machado terá todo o interesse em que tudo venha a público para que não restem dúvidas quanto à bondade da origem de tal património.
O autarca anunciou a sua recandidatura à Câmara Municipal de Braga, e porque o segredo fiscal pode ser ou não sujeito aos poderes discricionários da Administração Pública, é de admitir que o autarca possa concorrer às eleições sem estar livre da suspeita de não ter cumprido os seus deveres de contribuinte.
Não é isto razão mais que suficiente para ser impedido de concorrer em eleições que se querem livres e democráticas?
E se for eleito, temos a garantia que o inquérito seguirá os seus trâmites e que poderá ser demitido por ter incumprido?
Bom seria que MM viesse de vontade própria explicar toda esta situação!
Um bom começo para um país melhor, seria a intransigência da sociedade civil para todos estes casos de suspeitas que pairam sobre boa parte da classe política , exigindo o esclarecimento cabal de todos os casos. Infelizmente, morre tudo na partidarite aguda como se constacta na posição dos partidos conforme são ou não dos “nossos” !

O Banco de Portugal tem que se explicar

O Banco de Portugal custa muito dinheiro a todos nós! É um corpo de técnicos muito bem pago, muito boa gente ostenta graduações académicas e profissionais de elevado nível, não podemos aceitar que não façam o seu trabalho.
O que é que está mal no banco de Portugal?
Foi transformado num monumental Gabinete de Estudos com prejuízo da sua vertente de supervisão? As pessoas com mais responsabilidade estão nomeadas para comissões, grupos de estudo e vida académica, fora do Banco, tirando-lhes a necessária concentração nos assuntos mais importantes? É pura incompetência e desleixo? É tudo junto?
Seja o que for nada pode ficar sem que se tirem as devidas consequências!
Os actuais responsáveis têm que se demitir, há que rever o seu quadro de pessoal e as prateleiras doiradas que por lá pululam, há que foculizar no que verdadeiramente interessa à Banca e à Economia do país!
Não pode continuar a ser a caixa de ressonância do governo e das instituições financeiras internacionais.Vir fixar índices económicos já depois de todo o mundo divulgar os seus, não serve para nada. O governo faz o Orçamento geral do Estado prevendo um crescimento de PIB de 0.8 e três meses depois vem o Banco de Portugal dizer que afinal é de 3.4 negativo!
Com Portugal no quadro da UE esta vertente de Gabinete de Estudos, há muito que se diluiu e perdeu importância porque as instituições financeiras da UE estão em muito melhor posição para fazer previsões.
O Banco de Portugal tem que deixar de ser um “depósito” de sábios
para passar a ser um supervisor competente e credível!
A primeira decisão a tomar é diminuir os seus custos de pessoal, deixar de ser um “armazém” de gente muito importante que faz mil e uma
coisas todas mal, como se vê , e focar os seus meios no que é verdadeiramente importante para a banca nacional e para a economia!
Estou farto de pagar a génios que não fazem o seu trabalho diligentemente!

Mas para onde foi o dinheiro?

Está tudo muito bem, têm todos culpas, uns mais que outros, mas a questão é: onde está o dinheiro?
O governo já meteu muitos milhões no BPN e no BPP ( e já agora no BCP?) e tudo aponta que mesmo assim não é suficiente, os bancos não estão em condições de andar pelos seus pés. Foram-se os depósitos, foi-se o capital próprio e ficaram as dívidas.Os bancos estão tecnicamente falidos, isto é, os activos são inferiores aos passivos, mesmo vendendo as colecções de arte, as empresas associadas, os Imóveis, os bancos não conseguem pagar o que devem!
Há, pois, uma pergunta que se impõe.Onde está a massa?
Ora, a verdade, é que se bem me lembro, esta questão ainda não saltou para cima da mesa. Há alguns negócios fraudulentos e ruinosos! Mas os montantes envolvidos nem por sombras estão ao nível do autêntico buraco negro em que estão transformados os bancos. Dois mil milhões de euros foi quanto o Estado lá meteu, isto dá na moeda antiga 400 milhões de contos.Perderam-se 400 milhões de contos em negócios? Vamos admitir que as “imparidades” resultantes da queda de valor de papéis em bolsa explicam outra parcela.
Mas 400 milhões de contos?
Segundo vozes autorizadas, no BPN faltam ainda mil milhões de Euros a somar aos dois mil milhões já lá sugados. Isto é, absolutamente inacreditável, nem é possível que Administradores, Banco de Portugal, Revisores oficiais de Contas, orgãos de Fiscalização internos não tenham dado por isso!
Ou então estamos perante uma incompetência que brada aos céus!
Seja o que for alguem têm que se demitir, outros têm que ir para a prisão e todos, têm que nos devolver o nosso dinheiro que o Estado, em má hora, lá meteu!

BPN – os despojos cavaquistas

Esta ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República é, a todos os títulos, um virar de paisagem, na sociedade portuguesa. Queremos saber como é que se monta um Grupo Económico de sucesso neste país avesso ao trabalho, ao rigor e ao mérito? Queremos perceber como é que ex-governantes se tornam multimilionários numa década?
Tudo começa no imenso poder que certas funções atribuiem quando se chega a um Estado que está em toda a parte. Directamente, indirectamente, com mais ou menos “goldenshares” o Estado controla a riqueza, os seus braços sem fim podem fazer ou desfazer negócios, atrofiar o que não lhe interessa com leis à medida, ou tudo facilitar com leis a pedido.
Descarregar sobre os negócios montes de dinheiro sem cuidar do seu “melhor regresso”. Entrar em bancos e “enfiar” milhões e milhões, investimentos de outros tantos milhões, tudo dirigido aos grupos de pressão que há muito controlam o Estado e a alta administração pública!
Tudo terá começado com a resolução de processos de dívidas fiscais de milhões em que eram devedores alguns dos futuros accionistas do banco.
Processos que prescrevem, leis aplicadas e criadas à justa, perdão de dívidas, facilidades de pagamento, tudo serviu para se criar a “massa crítica” que se converteu nas bases de um grupo que a ambição e a ganância sem freio, fez ruir com estrondo.
Do lado do Estado estavam ministros como Dias Loureiro e secretários de Estado como Oliveira e Costa ! Estes os mais visíveis.Outros haverá mais prudentes com menor participação.É caso para dizer que se tratam de “imparidades”!

Imigrantes : parte da solução

“Se o país não for capaz de manter e assimilar uma população de imigrantes da ordem dos cinco ou seis por cento da população total, no futuro haverá uma factura a pagar !” (Editorial Publico de Manuel Carvalho)
Portugal continua a necessitar de imigrantes para resolver o seu problema demográfico e para relançar o seu crescimento económico quando a crise
der sinais de treguas.É, claro, que com a imigração podem entrar pessoas menos recomendáveis, mas na sua maioria são pessoas fundamentais para o país.
Sem imigração, a prazo, seremos menos, mais velhos, mais pobres e continuaremos neste circulo infernal de falta de ambição. Uma classe de trabalhadores mais jovem e melhor preparada é que poderá assimilar as tecnologias e alternativas a novas organizações do trabalho.
Com a sua capacidade de sacríficio e de ambição, os imigrantes poderão ajudar a sair desta letargia a que parece estarmos condenados e jovens como são, a tornar-se num pilar fundamental do nosso esquema social de previdência.

PMEs – Prazos de Pagamento

O Governo anunciou que passaria a pagar os seus compromissos com os seus fornecedores num prazo máximo de 60 dias.Como vimos com o exemplo da Platex, esse compromisso está longe de ser cumprido.
Depois as grandes empresas ligadas às grandes obras públicas afinam pelo mesmo diapasão.Não cumprem nem respeitam prazos de pagamento às pequenas e médias empresas que subcontratam com margem já esmagadas.Estes dois factores levam rapidamente para a falência milhares de unidades como estas, sobretudo num quadro de crise!
Ora, parece imcompreensível, que o mesmo governo que se disponiliza para salvar bancos envolvidos em fraudes e que correram riscos à sua conta, nem sequer cumpra os seus compromissos, para já não falar das ajudas que activamente deveria promover junto das PMEs.
Milhares de unidades desta natureza veriam a sua vida financeira muito facilitada se o governo tivesse, a tempo, levantado o pé na cobrança de impostos.Veja-se o caso do IVA que as empresas têm que entregar ao Estado muitas das vezes sem ainda terem recebido as facturas correspondentes.
Uma das hipótese que se aventa é a existência de uma conta corrente entre o Estado e o fornecedor por forma a que o saldo em dívida ou a receber seja menor e sem as consequências nefastas actuais.
Todos os dias vemos PMEs a fechar e a lançar para o desemprego milhares de trabalhadores.Esta sangria vai acentuar-se nos próximos meses, enquanto o governo se entretem com bancos que sugam tudo o que lá entra.

PMEs – A Falência da Platex

Numa altura em que a tesouraria é a grande preocupação e o grande problema das empresas, em particular das PMEs, porque as vendas estão em quebra acentuada mas os encargos são fixos, tudo o que possa ser feito pelo Estado para aliviar é fundamental.Por isso, cobrar o IRC por antecipação ou impor uma colecta mínima é, no quadro actual, devastador para a aflita tesouraria das PMEs .
Se se quer evitar que o desemprego dispare este ano em mais 100 mil pessoas, o governo tem aqui uma excelente oportunidade para intervir, suspendendo temporariamente estes métodos de cobrança fiscal.
Mas ,palpita-me, que esta medida ao mexer na receita fiscal e retirar dinheiro das mãos do governo é vista como pouco simpática.O governo prefere ter o dinheiro e poder distribuir à sua vontade.É uma forma de poder de que este governo não abdica.
E ainda outras medidas, como a entrada temporária do Estado no capital social até 30% que revenderia passados três anos; o apoio à criação de novas PMEs; a negociação com a Segurança Social do não pagamento das contribuições durante um ano; o incentivo às exportações para novos mercados fora da Europa e dos Estados Unidos…
Não há coragem de enfrentar a realidade.As PMEs são 280 000 empresas, e representam 50% do emprego! Onde estão as medidas de ajuda? Os cálculos feitos apontam que bastaria metade do que foi enfiado nos bancos!
Quero acabar este meu texto com um exemplo que é um crime, a que o João Paulo já dedicou atenção, neste blogue. A Platex empresa de fabricação de painéis de madeira, de Tomar, que exporta para todo o mundo, está fechada há vários dias.Falta dinheiro para comprar matéria prima, cerca de cinco milhões de euros .Tem encomendas. O Estado deve-lhe quatro milhões de euros, o suficiente para a fábrica arrancar! Não é preciso dizer mais nada quanto à política de ataque à crise por este governo!

A teimosia socrática afunda as PMEs

Há um conjunto de medidas já tomadas pela maioria dos países e ,insistentemente pedidas, a que, por pura cegueira, o governo não dá seguimento.Todas têm a ver com a Tesouraria de curto prazo das Pequenas e Médias empresas, elas sim criadoras de emprego.
As PMEs constituem mais de 95% do tecido produtivo nacional e representam mais de 50% do emprego.
O que levou o governo, tão apressadamente, a meter milhões no BPP, BPN e BCP, via CGD? Hoje percebemos que o governo não fazia ideia nenhuma do que íria encontrar naqueles buracos negros.A resposta modelo, é que serviu para proteger os depositantes e que a falência dos bancos teria efeitos sistémicos! Nada a ver com a defesa das grandes fortunas, com os brutais empréstimos no exterior e com o necessário “controlo dos prejuízos” que ainda ninguem conhecia e que poderia revelar grandes surpresas!
Mas as PMEs podem fechar uma a uma, deitando para o desemprego milhares e milhares de trabalhadores que o governo não revela ponta de preocupação.
Algumas das medidas são as que se seguem e que iremos descrever com pormenor durante a semana:
IRC e Pagamento especial por conta
Incentivos à contratação de pessoas
Prazos de pagamento
Exigências para os Investimentos Públicos
Exportar para Novos Mercados
Então fica encontro marcado!

De volta ao mar – Áreas protegidas marinhas


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

A gente diverte-se muito…

Basílio Horta, o Presidente dos PINs que nos tem inundado de projectos que não interessam a ninguém, vem agora dizer que “toda a gente conhece Portugal e gosta do que conhece, mas esse conhecimento está centrado no golfe, na gastronomia, no Ronaldo e no Mourinho”.
Como se não fosse nada com ele.
“É uma boa percepção e temos enorme orgulho no nosso turismo, mas é uma percepção incompleta”, diz o homem que se arrepia sempre que lhe dizem que durante estes anos tem andado a converter terreno classificado em hotéis e campos de golfe!
Mas isto vai mudar! Vai, vai! Agora vamos lançar uma série de iniciatiavas com o objectivo de trazer, até ao fim do ano, centenas de empresários para cá, nas seguintes áreas: renováveis, software, cuidados de saúde, biotecnologia, inovação dos materiais e dos oceanos!
E quem são os empresários? Ingleses! E porquê agora e nestas áreas? Porque correspondem às opções políticas do governo Britânico para 2009!
Uff! Estava a ver que o nosso governo tinha abandonado o TGV, o aeroporto,as autoestradas em duplicado!
A gente sofre mas diverte-se muito…

Preços das casas caem mais de 40%

À volta das grandes cidades há dezenas de milhares de casas que ninguem quer e que daqui a uma década ter-se-ão degradado tanto que os proprietários vão ter que pagar ao Estado para as demolir.Construídas numa altura em que o acesso ao crédito estava muito facilitado hoje ,mesmo que haja quem queira comprar casa nesses locais, a banca não concede crédito.Estamos perante uma crise financeira mas tambem social.São os divórcios, o sobreendividamento, o desemprego…
As famílias têm que passar a fazer planeamento da sua situação financeira, não podem solicitar crédito que não podem pagar.As questões de personalidade,formação e informação são decisivas para que as famílias não comentam erros de que se arrependem amargamento no futuro.E, não esquecer, que quando se faz um orçamento devemos contar que vamos ter mais despesas e menos receitas do que as nos parecem razoáveis!

De volta ao mar – Estaleiros

São precisos novos investimentos de actualização e modernização dos estaleiros, evitando a degradação dos que ainda operam.Os estaleiros devem ser seleccionados por especialização, para ser criada uma rede nacional, o que implicará associações entre estaleiros para aproveitar a capacidade instalada.Importará estruturar redes de subcontratação e aumentar a flexibilidade laboral.
Deve ser refundada a Associação das Indústrias Marítimas e criados interlocutores seus permanentes junto da Administração Pública,que seja um elo de ligação à UE!
FORMAÇÃO – Devem ser utilizadas as escolas da marinha para formar pessoal civil e alargar a missão da marinha, de forma a considerar outras actividades de interesse nacional, nomeadamente no que respeita à iInvestigação e Desenvolvimento.Devem ainda ser potenciadas as capacidades da Marinha para apoiar a exportação de navios militares e incrementar o seu papel nos meios de segurança da navegação de recreio, reforçando ainda a sua actividade nos meios de intervenção na protecção do ambiente.

O Banco de Portugal merece aumento

O que o Banco de Portugal sabia em 2005 sobre o BPN!
Operações domiciliadas no BPN Cayman eram feitas num sistema informático próprio, a que acedia um número restrito de pessoas. Os mecanismos de controlo necessários aos príncipios preventivos de braqueamento de capitais não foram aplicados.
O crédito concedido a diversas entidades associadas a El-Assir, empresário envolvido juntamente com Dias Loureiro no ruinoso negócio de Porto Rico, não era reportado de forma consolidada, embora o montante (42.9 milhões de euros) obrigasse o BPN a fazê-lo.
A SNL Imobiliária, apesar de ter vendida em Agosto de 2000 por recomendação do Banco de Portugal, continuava a ser gerida em 2005 no interesse do grupo e estava nas mãos de cinco accionistas da SLN.
O procedimento do crédito no BPN tinha uma organização muito deficiente dos dossiês de crédito e gestão de acompanhamento das carteiras, um problema tambem detectado em 2002.Muitas propostas de crédito estavam fora do sistema.
Como se vê o BdP na pessoa dos seus administradores e directores merecem todos aumento.De trabalho!

De volta ao mar – Exploração energética

Devem ser definidas áreas com potêncial de exploração energética (de recursos fósseis e renováveis) e biotecnológica e criados centros de investigação.
Avançar com as tecnologias já disponíveis de aproveitamento do vento em off shore e da energia das ondas. O nosso mar tem áreas de grande potencial quer de vento quer da ondas, e há vários projectos e investidores que já mostraram o seu interesse.
Acresce que com esta energia limpa e inesgotável vai ser possível avançar com a dessalinização da água do mar e tornar esta tecnologia viável economicamente.
Toda a água consumida em Porto Santo já provem do mar e no futuro esta oportunidade, com a escassez de água, que é certa, pode tornar o país altamente competitivo.
INVESTIGAÇÂO APLICADA – são sugeridas a integração de linhas de investigação aplicadas, a criação de uma base de apoio à investigação oceonográfica no Atlântico, parcerias internacionais na área das pilhas de combustível e promoção da certificação de escolas de formação profissional.

De volta ao mar – Quintas marítimas


Para as pescas, aquicultura e indústria de pescado, importa definir e delimitar áreas de potencial aquícola, para posterior concessão, bem como áreas ambientalmente protegidas à escala nacional (incluindo os Açores e a Madeira). É proposta a criação e promoção de “Regiões Piscícolas Demarcadas”, o fomento da cadeia de valor do pescado português, a reconfiguração da indústria de transformação do pescado e a modernização da frota pesqueira.

IDENTIDADE MARÍTIMA
Deve ser criado um plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar e promover a identidade marítima da sociedade portuguesa que revitalize a cultura marítima como parte do património português mais valioso. Assim como devem ser desenvolvidos planos sistemáticos de comunicação, conferências,congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área!

Um cenário mais negro

O cenário já não era agradável. Progressivamente ganha contornos ainda mais negros. Os últimos dados oficiais do número de desempregados não representam grande novidade, já eram esperados, mas assustam.

Os 491 mil desempregados registados nos centros de emprego no final de Abril são o valor mais elevado dos últimos 35 anos, diz o Público. Isto, como se imagina, não é nada bom. Em termos sociais e de recuperação da auto-estima de um país em depressão. Para já não falar da recuperação da economia. Mais desempregados significa menos dinheiro, e menos dinheiro significa menos consumo, e menos consumo significa um acentuar da crise na economia nacional.

Em termos simplistas as coisas são assim. E são más.

Cosmética na Imigração

Limite de vistos sem efeito prático. Desde 2004 que não é alcançado. Em vez dos 8 600 postos de trabalho disponíveis em 2008, para este ano o Governo ficou-se pelos 3 800. Mas nem estes vão ser necessários.
A verdade é que o nosso país deixou de ser simpático para os estrangeiros extracomunitários. Portugal não cresce, a actividade económica tem vindo a perder gás e há países recentes na UE que já nos ultrapassaram! Mas fica sempre bem a ideia de que Portugal é um país procurado, recebe imigrantes, tem postos de trabalho para serem ocupados, somos um país decente, não fechamos as portas a ninguém, não nos esquecemos dos nossos compatriotas que demandaram a Europa nos anos 60.
Claro que estas quotas são flexíveis, se os empresários precisarem de mão de obra, sempre se podem modificar. O Governo diz que não, a mensagem é que somos um país aberto à verdade do mercado, não somos um país de portas abertas sem restrições.
Bem, resta-nos como consolação a Itália de Berlusconi que já tentou colocar em Lei a obrigação dos funcionários públicos denunciar os clandestinos. Não somos os últimos na xenofobia que a crise descobre!

Microsoft e Apple: acabaram as tréguas

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E, de repente, as tréguas acabaram. Com Steve Jobs, o seu general e guru, em casa, a tratar um problema hormonal, a Apple distraiu-se. Ficou à sombra do sucesso do iPhone, iPod e companhia e não deu pela mudança de estratégia da Microsoft.

A companhia de Redmond teve um ano de 2008 para esquecer. O sistema operativo Vista, lançado em 2007 mas com os olhos colocados em 2008, foi um fracasso de vendas, com particular expressão no mercado empresarial, precisamente aquele onde a empresa mais aposta. No início deste ano, a multinacional agora liderada por Steve Balmer fez o seu primeiro despedimento em massa, enviando cinco mil pessoas para casa.

Longe de um qualquer abismo, mas perto de mais um desastre, a Microsoft fez o que tinha de fazer: partir ao ataque. O alvo estava, há muito, definido: a Apple. A estratégia não foi inovadora mas foi agressiva. A Microsoft criou o “Laptop Hunter”, uma campanha publicitária diferente dos habituais spots promocionais. A empresa colocou diversas pessoas a fazer uma “caça ao portátil”, denunciando os equipamentos da marca da maça como demasiado caros e apontando os utilizadores de Mac como elitistas que compram gadgets como uma afirmação de estilo. A campanha fez-se – e ainda se faz – com diversas intervenientes na busca. Ao que revelam os resultados, a estratégia está a ser bem sucedida.

De tal forma que a Apple teve de reagir, lançando spots publicitários que defendem os Mac como produtos estáveis e isentos de vírus. Quase todos os anos, a Apple lança uma nova versão do seu sistema operativo, mantendo uma estratégia comercial simples: alguns melhoramentos, aplicações integradas que cobrem diversas áreas e preços acessíveis, motivando os clientes a actualizarem os seus sistemas.

Já a Microsoft usa e abusa de uma política comercial demasiado agressiva, mesmo, ou sobretudo, para quem tem 88 por cento do mercado dos sistemas operativos. Assumindo, ainda que indirectamente, o fracasso do Vista, alvo de inúmeras críticas pela pobreza técnica, a Microsoft está a tentar emendar os erros com o Windows 7. O novo sistema foi recebido de forma positiva, como um renascimento. Uma espécie de prolongamento do XP e após um intervalo chamado Vista.

Na realidade, o 7 é o sistema operativo mais escrutinado, porque, desta vez, a empresa soube ouvir o mercado de forma séria. No entanto, não é possível deixar de olhar para esta proposta como uma grande actualização do Vista, uma espécie de “service pack plus”, enfim, o emendar dos erros cometidos. Uma circunstância que veio criar uma expectativa quanto aos preços de venda que a Microsoft aplicará no próximo ano, depois de terminar a fase experimental. Os primeiros sinais não são positivos. Há notícias, com base em fontes não oficiais, que indicam ser propósito de Balmer e companhia cobrar mais pelo 7 do que cobrou pelo Vista. A confirmar-se, os clientes vão pagar duas vezes um sistema operativo.

Com 1 por cento mundial do mercado de sistemas operativos, mas com grande estabilidade, reunindo já inúmeras aplicações de qualidade, diversas versões com capacidade para agradar a todos e actualmente com grande facilidade de utilização, o Linux começa a aparecer-me cada vez mais atraente. E não só a mim.

P.S. Depois de um primeiro anúncio lançado há meses no Japão, a Google, a actual grande potencia mundial, colocou o mesmo anúncio nas televisões dos EUA. O spot promove o Chrome, o navegador de internet que a empresa lançou em Setembro passado. Hoje, não chega a 1 por cento de utilizadores em todo o mundo. Posso estar enganado mas dentro de um ano deve chegar aos 5 por cento. Isto é muito e é importante.

De volta ao mar – Centros para náutica


Para impulsionar os desportos náuticos e a náutica de recreio e dinamizar actividades complementares (turismo de cruzeiros, ecoturismo e turismo de natureza), o projecto do Hypercluster da Economia do Mar propõe a criação de centros do mar, tais como a “Cidade Náutica do Atlântico” em Viana do Castelo – Valimar, o “Arco Ribeirinho Sul – Marina do Tejo”, entre Alcochete e o Seixal, o “Centro Náutico da Baía de Cascais”, entre Cascais e Lisboa, o “Porto do Barlavento”, entre Portimão e Lagos, as “Portas do Mar” em Ponta Delgada, ou a “Escala do Atlântico”, no Faial, Pico ou São Jorge.
Esta área exige a elaboração de um plano estratégico de localização e implantação de apoios à navegação de recreio, a dinamização da “Porta Marítima de Lisboa”, que funcionaria como um grande espaço de recepção, e um novo quadro legal relativo à construção e exploração de portos de recreio. (Prof. Ernâni Lopes e Expresso)

De volta ao mar – Reestruturar os portos


Reforçar a capacidade competitiva, dando uma orientação comercial e de gestão portuária e aumentando a sua eficiência económica. Criar um “megahub” no porto de Sines, integrado em redes de portos à escala internacional, o que exige novas frentes de acostagem.
O sistema nacional deverá ter dois “hubs”, um nos portos de Lisbos/Setúbal e outro nos portos de Aveiro/Leixões, com junção das respectivas administrações, criando entidades com dimensão europeia. Terá ainda “hubs” nas regiões autónomas (Ponta Delgada, nos Açores e Caniçal na Madeira) e portos de carga regionais com capacidade até 5 milhões de toneladas (Figueira da Foz,Viana do Castelo,Praia da Vitória e Horta), sendo desenvolvidos como portos de cabotagem e transporte marítimo de curta distância. Ainda terá portos locais sem capacidade de inserção nas redes inetrnaionais (Portimão e Faro).
É fundamental alterar o enquadramento fiscal e legal, que não é propício ao desenvolvimento dos transportes marítimos! Um mar de oportunidades!
Amanhã desenvolveremos outro tema enquadrado no estudo do Prof. Ernâni Lopes “Hyper Cluster da Economia do Mar”.

De volta ao mar


O hypercluster a criar pode ser o novo motor da actividade empresarial nacional, gerar emprego e criar riqueza.
O potencial económico relacionado com a zona marítima foi avaliado em 20 000 milhões de euros, ou seja, 12% do PIB! (in “Hypercluster da Economia do Mar”, de Ernâni Lopes). Este potencial pode ser atingido em 2025. Estas actividades abrangem vários sectores, desde os portos ao turismo, passando pelas pescas e pela energia até à biotecnologia.
Portugal já pediu nas Nações Unidas o alargamento da Zona Marítima Portuguesa, o que daria a Portugal a soberania sobre mais de dois milhões de quilómetros quadrados (23 vezes a área continental). A estratégia passa por:
i) reestruturar rede portuária
ii) centros de mar para náutica
iii) concessão de quintas marítimas
lV) observatório do mar
V) exploração energética
Vl) registo internacional
Vll) criação de estaleiros
Vlll) investigação aplicada
lX)monitorização do litoral
X) Marinha forma civis
Xl) áreas protegidas marinhas.
Iremos ao longo da semana desenvolver cada um destes conceitos. Oxalá o Governo tenha a coragem de colocar esta matéria com prioridade absoluta e deixar-se de TGV. Não há dinheiro para tudo e governar é optar. Esperemos então!

FMI – cinco regras contra a crise

Os países que seguiram os conselhos do FMI tiveram maus resultados no passado. Tudo se resumia à contenção orçamental o que levou, muitas vezes, à morte do doente por inacção. Agora,não desiste de dar conselhos,mas melhora: i)investir em infraestruturas tem um maior impacto do que cortes de impostos ou transferências de rendimento para o sector privado (não são as mesmas que o governo está a lançar.
São investimentos de proximidade que têm efeitos imediatos); ii) Cortes de impostos e transferências dirigidos às famílias e empresas mais afectadas podem tornar-se mais eficazes do que o habitual, porque deparam com a dificuldade em obter empréstimos bancários (O nosso governo meteu o que tinha e não tinha nos bancos à espera que o dinheiro chegasse à economia real; iii) Apresentar uma estratégia credível de sustentabilidade orçamental para o futuro(por cá nem vê-la); lV) governos devem assegurar a recapitalização das instituições viáveis e assegurar um fecho ordeiro das que que não são (O BPP e o BPN são dois grandes buracos onde o Estado meteu milhões); V ) Coordenação entre os países europeus é essencial.
Resumindo e concluindo, por cá à luz das receitas do FMI, já temos aí um par de falhas que leva o governo a não querer apresentar o Orçamento Rectificativo porque isso vai mostrar que “sustentabilidade Orçamental” não há, o que nos vai derreter o pouco que temos a pagar enormes empréstimos externos a preços elevadíssimos!