O Banco Efisa (BPN), a Beltrónica e o ex-Secretário de Estado do PS

«Por falar em Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Dr. Rogério Fernandes Ferreira, o Borda d’Água acabou por descobrir de onde é que vem a grande amizade que este membro do governo nutre pelo Director de Finanças da 2ª. Direcção de Finanças de Lisboa (Raul Castro). Então, não é que o Secretário de Estado, mais conhecido desde os tempos da Católica, pelo “Gerinho do papazinho”, foi advogado e consultor da célebre empresa Beltrónica, até à data da nomeação para o governo. Até aqui, não há mal nenhum!
Porém, a bronca dá-se quando o Borda d’ Água, por escuta de RDIS, apurou que a Beltónica deixou de pagar milhões ao fisco nos últimos exercícios e sabem porquê?
Simplesmente, porque o Director de Finanças (Raul Castro) consultou o Tarot e antevendo a nomeação do “Rogérito J.R.” para o governo, permitiu com a colaboração do chefe de repartição do 8º bairro fiscal, que as respectivas liquidações caducassem. Mais uma vez, o erário público ficou a arder com milhões e os intervenientes com os alforges cheios !
Rogério Fernandes Ferreira J.R., presenteado com tal repasto, está disposto a satisfazer todos os caprichos do seu grande amigo, Raul Castro, tais como:
Renovar a Comissão de serviço desta “sumidade” por mais três anos, a partir do próximo ano, permitindo-lhe tachos e piqueniques à margem das suas funções de Director de Finanças.
Tráfego de influências com o sector do betão, turismo e bola e promessas de depuração dos seus rivais… Enfim, o exemplo da promiscuidade que há entre dirigentes da Administração Pública e governantes!
Por falar em Beltrónica? Borda d’ Água constatou que esta empresa é cliente preferencial do afamado BANCO EFISA. O que é perfeitamente normal!
No entanto, sabe-se à boca cheia que o Banco Efisa tem servido de plataforma para lavagens e transferências chorudas, quer para Londres, quer para “off-shores”, por parte de alguns Directores de Finanças e não só … António Silva Duque (Alibábá), ex-Director adjunto de Raul Castro que o diga !
Sabe-se que o Banco Efisa, para além de ter como accionista simbólico um afamado político rosa já aposentado, tem como principais accionistas pessoas ligadas ao Islão, nomeadamente ao grande império Aga Kham, cuja fundação foi reconhecida à “socapa” pelo actual governo (Decreto-Lei 27/96, de 30.3) e goza escandalosamente de todas as isenções e benefícios fiscais previstos para as pessoas colectivas de utilidade pública (Decreto-Lei 337/97, de 24/12). Por isso não é inocente a operação de charme e candura que o Presidente do Efisa tem feito nos “media”.
Falando baixinho, que ninguém nos ouve! A generosa Fundação Aga Khan, para além de financiamentos beneméritos que atribui a “grupelhos pacifistas” no Médio Oriente, também protege e alberga “good boys” que constam do cardápio de “amigos” do Tio Sam e do Sião.
Sabe-se que esta “rapaziada pacífica”, no âmbito do projecto “Portugal for Lover’s”, vem retemperar forças em Vila Moura – a princesa encantada do Algarve. Chegam a residir no máximo 182 dias, coincidente com o período das amendoeiras em flor…
Trata-se de um pequeno alerta que é feito ao Dr. Guilherme de Oliveira Martins e D. Judite, porque se isto chega aos ouvidos do “cowboy” Bush e da U.E., ainda vamos ter problemas da grossa! Sabe-se da rebaldaria que existe nesta “Babilónia” e custa muito a crer que só haja quatro contas suspeitas na C.G.D. e de pequena monta.»

Do Boletim «Borda d’Água» de 2001, via Mistura Grossa

Comments


  1. […] por CAA em 5 Junho, 2009 Não sei se aquilo que li no Aventar é verdade – mas sei que ninguém usou este tipo de informações em campanha […]


  2. As coisas que as pessoas se lembram de dizer…Então isto não é tudo gente séria?!


  3. […] uns dias, publiquei um «post» com o título «O Banco Efisa, a Beltrónica e o ex-Secretário de Estado do PS». No dia seguinte, no Blasfémias, Carlos Abreu Amorim perguntava-se se seria verdade. Soube deste […]

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