BPN – os despojos cavaquistas

Esta ida de Oliveira e Costa à Assembleia da República é, a todos os títulos, um virar de paisagem, na sociedade portuguesa. Queremos saber como é que se monta um Grupo Económico de sucesso neste país avesso ao trabalho, ao rigor e ao mérito? Queremos perceber como é que ex-governantes se tornam multimilionários numa década?
Tudo começa no imenso poder que certas funções atribuiem quando se chega a um Estado que está em toda a parte. Directamente, indirectamente, com mais ou menos “goldenshares” o Estado controla a riqueza, os seus braços sem fim podem fazer ou desfazer negócios, atrofiar o que não lhe interessa com leis à medida, ou tudo facilitar com leis a pedido.
Descarregar sobre os negócios montes de dinheiro sem cuidar do seu “melhor regresso”. Entrar em bancos e “enfiar” milhões e milhões, investimentos de outros tantos milhões, tudo dirigido aos grupos de pressão que há muito controlam o Estado e a alta administração pública!
Tudo terá começado com a resolução de processos de dívidas fiscais de milhões em que eram devedores alguns dos futuros accionistas do banco.
Processos que prescrevem, leis aplicadas e criadas à justa, perdão de dívidas, facilidades de pagamento, tudo serviu para se criar a “massa crítica” que se converteu nas bases de um grupo que a ambição e a ganância sem freio, fez ruir com estrondo.
Do lado do Estado estavam ministros como Dias Loureiro e secretários de Estado como Oliveira e Costa ! Estes os mais visíveis.Outros haverá mais prudentes com menor participação.É caso para dizer que se tratam de “imparidades”!

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