PMEs – A Falência da Platex

Numa altura em que a tesouraria é a grande preocupação e o grande problema das empresas, em particular das PMEs, porque as vendas estão em quebra acentuada mas os encargos são fixos, tudo o que possa ser feito pelo Estado para aliviar é fundamental.Por isso, cobrar o IRC por antecipação ou impor uma colecta mínima é, no quadro actual, devastador para a aflita tesouraria das PMEs .
Se se quer evitar que o desemprego dispare este ano em mais 100 mil pessoas, o governo tem aqui uma excelente oportunidade para intervir, suspendendo temporariamente estes métodos de cobrança fiscal.
Mas ,palpita-me, que esta medida ao mexer na receita fiscal e retirar dinheiro das mãos do governo é vista como pouco simpática.O governo prefere ter o dinheiro e poder distribuir à sua vontade.É uma forma de poder de que este governo não abdica.
E ainda outras medidas, como a entrada temporária do Estado no capital social até 30% que revenderia passados três anos; o apoio à criação de novas PMEs; a negociação com a Segurança Social do não pagamento das contribuições durante um ano; o incentivo às exportações para novos mercados fora da Europa e dos Estados Unidos…
Não há coragem de enfrentar a realidade.As PMEs são 280 000 empresas, e representam 50% do emprego! Onde estão as medidas de ajuda? Os cálculos feitos apontam que bastaria metade do que foi enfiado nos bancos!
Quero acabar este meu texto com um exemplo que é um crime, a que o João Paulo já dedicou atenção, neste blogue. A Platex empresa de fabricação de painéis de madeira, de Tomar, que exporta para todo o mundo, está fechada há vários dias.Falta dinheiro para comprar matéria prima, cerca de cinco milhões de euros .Tem encomendas. O Estado deve-lhe quatro milhões de euros, o suficiente para a fábrica arrancar! Não é preciso dizer mais nada quanto à política de ataque à crise por este governo!

Comments


  1. Nem mais. É preferível ter e distribuir, como se fosse uma benesse, que não ter.

  2. Luis Moreira says:

    Pois, e assim encaminham-no para os bancos e para os PINs da nossa desgraça.

  3. carlos fonseca says:

    Luís, apenas um reparo: a empresa é Platex e não Partex. Partex é uma empresa muito endinheirada, ligada à Fundação Gulbenkian, e especializada na prestação de serviços a petrolíferas.

  4. Luis Moreira says:

    Carlos, tens toda a razão.partex é bem conhecida por maus motivos…

  5. Luis Moreira says:

    Obrigado, troquei o nome porque a Partex teve aquele problema com cursos de formação apoiados por fundos comunitários.Foi tudo muito falado.

  6. Adalberto Mar says:

    Oh Luis, ja vi que nao pertences a nenhum ministério mas sim a uma ex empresa ..o discurso parece-me condizer..abraço!dalby, o teu pupilo oprimido pelo teu poder dominante castrativo e regulador do status quo jejejejej!!!

  7. carlos fonseca says:

    Luís, não tens que agradecer. Conheci bem a Partex, justamente por casos de desvios de ´subsídios do FSE em que esteve envolvida gente que conheço.

  8. lidia sousa says:

    O Sr Costa e Silva na sua entrevista ao incompetente Gomes Ferreira, foi de tal forma convincente como perito de matérias fosseis e outras matérias energéticas que ia ficando sua fã. Eis senão quando o patético entrevistador que fala mais do que os entrevistados, disse que a PARTEX era parte interessada por actuar em todo o Mundo. Então liguei: PARTEX = GULBENKIAN=PETROLEO e outros assuntos ditos por outros comentadores. deste artigo.Como se espeta a faca nas costas dos antigos amigos: Sim o Manuel Sebastião foi meu colega no Colégio eramos amigos mas agora quero mais controlo, mesmo que a lei não dê esse direito ao supervisor. RASGA-SE A LEI| E OS MEUS INTERESSES FICAM RESOLVIDOS. Que abutres só querem saber dos seus interesses e depois desculpam-se com os consumidores

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