Quanto é que é mesmo a dívida da Madeira?

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Fotografia via Dinheiro Vivo

E o que é que isso interessa? Para quem em 10 anos “emprestou” 17 mil milhões de euros a bancos geridos por piratas e incompetentes, sabendo que nunca os irá receber de volta, manter o buraco madeirense não dói nada. E Alberto João Jardim sempre fez umas autoestradas e umas praças catitas, já os piratas e os incompetentes comeram tudo e não deixaram nada. Merece ou não merece a mais alta condecoração madeirense?

Assalto ao (nome do) aeroporto

Claro que, quanto ao caricato disparate do aeroporto da Madeira, poderíamos desejar que Cristiano Ronaldo recusasse a honra. Porém, apesar de um génio da bola e um sobredotado em vários aspectos, no fundo é ainda um garoto imaturo e deslumbrado demais para perceber a armadilha que lhe ficará amarrada aos pés. Quanto ao presidente do governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, seria esperar demais vê-lo abdicar do seu rasteiro oportunismo e populismo barato e perceber que um jovem ainda tem muito tempo – e direito – para desgostar – por razões respeitavelmente humanas – quem o homenageia com um cheque de confiança absoluta no futuro. Não é por acaso que gente bem mais sábia que Albuquerque espera pela maturidade ou morte do homenageando para o honrar na toponímia. É porque, na velha tradição positivista, estes homenageados se constituem em referências cívicas e culturais que podem servir de exemplo aos vindouros. Homenagear deste modo após a morte não é sinal de morbidez, mas de sabedoria. Claro que o governante madeirense já refutou esta ideia, debitando as tolices apropriadas ao tema naquele tom modernaço e négigé tão grato aos neo-reaccionários.
Suponho que quem faz o favor de me ler está, neste momento, a pensar em vultos madeirenses de indiscutível grandeza, como Herberto Helder, ou em grandes figuras ligadas à aviação e ciência como Gago Coutinho. Qualquer deles seria mais adequado. Mas duvido que o primeiro desejasse tal honra e o segundo a quisesse vinda de quem vem e, de resto, já tem o seu nome espalhado por toponímia dos quatro cantos do mundo.
Finalmente, já o escrevi aqui, não me parece que os que dão o nome a aeroportos venham a ter uma memória alegre. É que não há boas notícias relacionadas com esses lugares. Só más. E, se tudo corre bem, notícia nenhuma.

Bilhete do Canadá – Que pena, Madeira!


Há dias houve o comício anual do PSD-Madeira, no Chão da Lagoa, durante o qual, por muitos anos, Alberto João Jardim abria a torneira dos disparates e das ameaças para dali a pouco tempo, quando precisava de dinheiro do “Contenente”, dizer o contrário diante daqueles que tinha insultado. Sem vergonha nenhuma.

Este ano, Passos Coelho esteve presente. Em mangas de camisa, com aquele ar amarrotado e desfeito que resolveu arvorar depois de ter deixado o governo e as suas mordomias. Disse as alarvidades a que nos vem habituando e que, vistas as sondagens, não o beneficiam. Nem ao partido que diz servir.  Pois, desta vez, Miguel Albuquerque, o actual presidente do Governo Regional, saiu-se a dizer que “Passos Coelho salvou Portugal da bancarrota” e por ali fora, visivelmente ansioso de ver regressar a São Bento o Soba de Massamá.
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Depois do afastamento pré-eleitoral

Miguel Albuquerque expõe toda a sua admiração e vassalagem a Alberto João Jardim. Na Madeira, o regime será sempre o regime.

Beijar o anel ao padrinho

Miguel Albuquerque: “Passos Coelho tem todas as condições para ganhar as eleições“.

Sobre os resultados das eleições regionais da Madeira

Miguel e João

Foto@Público

A vitória do PSD era dado adquirido antes do acto eleitoral. Miguel Albuquerque consegue a maioria absoluta mas perde cerca de 15 mil votos face a 2011, o pior resultado de sempre do PSD. Da mesma forma, CDS-PP e PS viram os seus resultados caírem face à eleição anterior. PCP e BE reforçam timidamente a sua votação, não tanto quanto a abstenção que avança quase 8%. Já o movimento de cidadãos Juntos Pelo Povo, pela primeira vez na corrida, consegue 10,43% do total de votos e um honroso quarto lugar. Perante tudo isto, e apesar do regime continuar a controlar o regime, fico com a sensação que a democracia sai reforçada.

Argoladas fascistas do regime jardinista

Jardim

O rei-palhaço do Carnaval da Madeira continua a governar o arquipélago no registo autoritário e patético que lhe é conhecido e amplamente tolerado pelos moços que se vão alternando no poder em Lisboa. Um misto de humor e fascismo.

Ontem foi dia de reunião do conselho regional do PSD-Madeira. A oposição interna liderada por Miguel Albuquerque apresentou um requerimento no sentido de antecipar, de Dezembro para Junho, as directas internas da estrutura madeirense mas o projecto não teve pernas para andar no interior de um órgão completamente dominado e escolhido a dedo por João Jardim. E se duvidas restassem nas cabeças dos conselheiros madeirenses, o Putin do Funchal ameaçou recandidatar-se caso o requerimento fosse aprovado. “Se o congresso fosse antecipado, eu teria de entrar em campo outra vez.” declarou o czar das bananas que, antes desta manobra intimidatória já teria, segundo a edição de hoje d’O Público, pressionado o conselho jurisdicional e o secretariado para que rejeitassem o requerimento de Albuquerque e acenado com expulsões do partido a todos aqueles que discordassem das orientações aprovadas pela comissão regional relativamente às internas e ao próximo congresso. Escusado será dizer que o conselho reagiu e deliberou em linha com a vontade do querido líder.

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