Se dúvidas houvesse sobre o tipo de políticas deste Governo e a quem elas interessam…

A CIP quer maioria absoluta para o PS.

A única maioria absoluta que resultou das Legislativas

AR

No jogo de tronos que se sucedeu ao acto eleitoral de 4 de Outubro, vários cenários hipotéticos foram sendo traçados, com vista a servir os interesses momentâneos das várias forças políticas em confronto. Desta forma traçaram-se várias maiorias de ocasião, da maioria europeísta que agregava PS, PSD e CDS-PP até à maioria de que rejeitava o PS e que colocava no mesmo saco BE, PCP, PSD e CDS-PP. A determinada altura havia maiorias para todos os gostos, bastava mudar a variável que melhor servisse um determinado interesse num determinado momento.

No entanto, a única maioria que efectivamente conta no que a governar e a legislar diz respeito é a maioria parlamentar. E apesar de nenhum partido ou coligação a ter conseguido, um conjunto de partidos decidiu envidar esforços no sentido de estabelecer entre si um conjunto de acordos parlamentares que levou ao chumbo do governo minoritário Passos/Portas e à indigitação de um novo governo, liderado pelo PS, com o suporte parlamentar de todas as forças à esquerda. [Read more…]

Todo o mundo é composto de mudança

Paulo Portas, no longínquo ano de 2011: “Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará.” (DN)

Lembrete: não repetir maiorias absolutas

Sócrates ganhou maioria há dez anos

Uma Vergonha na Madeira

ORA DIGAM LÁ OUTRA VEZ?

Alberto João teve uma votação abaixo dos 50%.

Uma vergonha para o líder do PSD Madeira.

Demita-se senhor Jardim, mesmo com esta maioria absoluta.

Parece que é assim que todos os partidos do Contenente entendem que deva ser.

Há pessoas para quem é difícil parabenizar (como diz um amigo meu) alguns dos que ganham.

Agora mais a sério,

PARABÉNS SENHOR JARDIM, AINDA NÃO FOI DESTA QUE O PUSERAM NA RUA!

Parabéns também para o CDS que teve uma votação histórica.

Derrota em toda a linha para todos os outros partidos concorrentes.

PSD à beira da maioria absoluta!

http://dn.sapo.pthttp://dn.sapo.pt/stohttps://i1.wp.com/dn.sapo.pt/storage/ng1298912.JPG?resize=420%2C200rage/ng1298912.JPG?type=big&pos=0storage/ng1298912.JPG?type=big&pos=0Na sondagem recentemente efectuada e já depois do apoio ao governo nas medidas do PEC, o PSD de Passos Coelho está à beira da maioria absoluta.

O PSD atinge 43,6% do eleitorado e o PS fica-se pelos 27%!

O jargão político

Existe um instrumento linguístico, de comunicação, usado pela classe política, que se sustenta numa lógica já conhecida: quanto mais se falar de um assunto, mais se afasta o interesse por via da exaustão ou, pura e simplesmente, banaliza-se o que deveria ser importante. As pessoas ficam cansadas e desistem. Tanto mais que têm as suas difíceis vidas para viver.

Faz parte dos velhos manuais de táctica de guerra política, as duas principais manobras a fazer quando se quer pôr fim a um certo assunto incómodo: a par de uma outra: cria-se uma comissão de inquérito o mais complexa possível.

Nada de novo, portanto.

A isto, soma-se a manipulação de conceitos, de acordo com as conveniências.

E, assim, temos um jargão, usado e abusado.

Nos últimos 10 anos, nunca a classe política usou tantas vezes o termo “responsabilidade”, ora no singular ora no plural. Usou e usa sistematicamente o termo que define aquilo que nunca é devidamente apurado neste país: obrigação de se responder pelas acções próprias ou de terceiros, ou por aquilo que nos é confiado.

No entanto, não deve haver dia que não haja um político a falar de “responsabilidade”.

Como se pode ver num claro exemplo, partindo daquele mesmo termo, “responsabilidade”, sempre cheio de actualidade:

Aquando das eleições legislativas de 2005, o apelo do PS à maioria absoluta, para fazer face a “tempos difíceis”, foi insistente, e a fórmula era simples:

Maioria relativa = responsabilidade relativa.

Maioria absoluta = responsabilidade absoluta.

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