O Iluminismo fascista

Um sistema Fascista é aquele em que um determinado número de pessoas que pensam da mesma maneira e têm os mesmos interesses, se unem para destruir e erradicar todos aqueles que pensam de maneira diferente e têm interesses diferentes.

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O dia inicial faccioso e distorcido

Chegados ao 25 de Abril, o segundo da era da Geringonça, damos por nós confrontados com a habitual literatura ficcional-conspirativa, que tende em dar o ar da sua graça por esta altura. O texto de João Marques de Almeida (JMA), publicado no insuspeito Observador, esse hino à imprensa independente, é um belo exemplar do género.

Diz-nos este académico e antigo assessor de um dos exemplos maiores de ética e sentido de estado que foi Durão Barroso, hoje no topo da hierarquia desse farol da liberdade moderna que é o Goldman Sachs, que a luta pela liberdade, protagonizada – não só, que fique claro – pelas forças de esquerda contra o salazarismo não passa de um mito. “Absolutamente falso”. A sua luta, segundo JMA, não era mais do que uma fachada para “impor uma ditadura aos portugueses. Seguramente, mais violenta do que a do Estado Novo”. O resto é mais ou menos o mesmo que os JMA’s desta vida normalmente escrevem nestas ocasiões. Tudo no mesmo saco, a adoração religiosa de Estaline como dogma e as cegueiras ideológicas do PCP com Coreias do Norte e afins como prova científica de que tudo o que mexe à esquerda tem como missão abolir a democracia e todas as formas de liberdade, especialmente a económica, que um tipo de esquerda que se preze tem que ter prioridades.

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Irónico

IdS

A propósito da desblindagem dos estatutos do BPI, Isabel dos Santos acusou o governo português de criar uma lei parcial. Irónico vindo de alguém que deve a sua imensa fortuna à exploração do povo angolano, permanentemente espoliado pela parcialidade que impera no regime do seu pai.

Sim miserável, a culpa é tua

Ganância

A culpa é tua porque não percebes a economia, não percebes os mercados, não percebes a importância das agências de rating e dos especuladores. Se percebesses, facilmente entenderias que este mundo precisa de milionários tanto quanto precisa que tu vivas a contar tostões. E daí se um grande banco provoca uma gigantesca crise mundial que leva milhões a perder as suas casas e a não saber como pagar as refeições do dia seguinte? Não és também tu livre de fundar um banco e enganar uns quantos milhões para que nunca falte gasolina no teu helicóptero? Quem nos manda a nós ser estúpidos? Afinal de contas, nós temos esse direito: o direito de ser estúpidos, de nos deixarmos enganar. Não é bela, esta democracia? [Read more…]

Carta aberta aos abstencionistas portugueses

25

Caros compatriotas abstencionistas,

Permitam-me saudá-los neste momento tão especial que antecede as eleições Legislativas. No próximo Domingo, como sabem, decide-se parte do nosso futuro colectivo. À nossa frente existem, no meu ver, 2 opções:

1.       Reconduzir o regime

2.       Votar num dos outros 16 partidos em disputa

Eu sei que parece simplista mas na verdade não é. De um lado temos os partidos que governam Portugal desde a implementação efectiva da democracia, PSD, CDS-PP e PS, os mesmos que nos conduziram até este buraco onde nos encontramos e que controlam a esmagadora maioria dos recursos e do aparelho governativo e empresarial do Estado, da sua freguesia até São Bento, do outro temos todos os outros partidos, que nunca governaram e que em nada contribuíram para esta dura realidade de dívida infinita, contas descontroladas, cortes, cargas fiscais aberrantes, tráfico de influências, corrupção, má gestão pública e um fosso entre ricos e pobres que não pára de aumentar. [Read more…]

A história dos sociais-democratas que passavam férias à custa dos contribuintes

AJJ férias

Durante décadas, Alberto João Jardim e alguns membros da sua corte passaram férias em casas luxuosas pertencentes ao Governo Regional, o que equivale a dizer que eram suas. A nova administração laranja, ciente do embaraço que tal situação configurava, tentou alienar as datchas (nome dado aos imóveis pela oposição madeirense, numa referência às casas de férias da cúpula do regime soviético) mas tal hipótese revelou-se impossível devido à inexistência de registos patrimoniais e pelo facto de estarem localizados em domínio marítimo público. Perante este cenário, o Governo Regional da Madeira prepara-se agora para concessionar os dois edifícios para turismo. E que edifícios: duas vivendas, com court de ténis e acesso directo à praia, amplos jardins e uma localização geográfica de excelência. Não faltarão interessados. O preço até então pago pela elite social-democrata da Madeira é que poderá sofrer uma ligeira alteração. [Read more…]

Duarte Marques, um anti-sistema de contos para crianças

Pedro e Duarte

Em mais um artigo anti-tudo o que mexe à esquerda do bloco central, Duarte Marques afirma hoje que a não ascensão, em Portugal, de partidos anti-sistema se deve ao facto de serem os partidos da coligação, PSD e CDS-PP, os partidos anti-sistema em Portugal.

Ora bem, não sei se isto se integra nas palestras de propaganda barata que profere perante o seu leal exército repleto de abanadores de bandeiras e trepadores sociais, e aí tínhamos esta idiotice chapada explicada, ou se o deputado “velho dos tempos da união Nacional” caiu e bateu com a cabeça, tendo ficado cerebralmente afectado.

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A sobrevivência do mais apto

manip

Em Portugal como no resto do mundo, os partidos não são todos iguais. O cliché é bastante útil para as elites dirigentes, mas a verdade é que o nosso regime tem duas faces: PS e PSD. Às vezes, como é o caso actual, o regime traz um CDS-PP atrelado que, por ter um líder mais hábil do que praticamente todos os militantes dos dois outros partidos, consegue ter mais poder do que seria de esperar de um partido cuja base eleitoral ronda os 10%. Uma reduzida expressão eleitoral que contrasta com o poder de um partido com dirigentes de topo envolvidos em quase tudo o que é falcatrua neste país sem que um único seja sequer beliscado pela lei. Abençoado São Jacinto Leite Capelo Rego.

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Castas à prova de austeridade

Tacho Laranja

Escrevo estas palavras depois de ler o artigo de hoje da Carla Romualdo que me deixou ainda mais céptico relativamente às movimentações em Portugal e Espanha no sentido de reforçar o combate ao terrorismo (que por cá simplesmente não existe e, a existir, Durão Barroso seria com certeza o maior culpado: prendam-no) através de medidas que visam sobretudo amputar liberdades, abafar a crescente contestação social e proteger as castas que instrumentalizam o regime em função das suas ambições e da vontade daqueles que os sustentam e lhes garantem confortáveis cadeiras nos conselhos de administração das empresas frequentemente brindadas com isenções fiscais e outros privilégios garantidos com o dinheiro dos nossos impostos.

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Squealers

Vassalos

Montados nos seus unicórnios cor-de-rosa e financiados pelos interesses que sustentam o regime através dos vários meios que usam para disseminar propaganda orientada para a promoção do liberalismo selvagem e da extrema-direita disfarçada de conservadorismo responsável, onde governos desonestos como o actual vão recrutando mercenários como forma de pagar os serviços prestados na área da “corda” e da manipulação de fóruns da TSF, os ideólogos do regime congratularam-se pela decisão do social-democrata que exerce funções de Provedor do Telespectador da RTP e que saiu em defesa do fundamentalismo jornalístico de José Rodrigues dos Santos e da sua anedótica cobertura das eleições gregas, tão conveniente para com os interesses do seu próprio partido e das pessoas que o colocaram lá. [Read more…]

Ninguém é perfeito, mas nem todos abusamos da imperfeição

cimpor 2001

Tirei esta fotografia em 2001, são os portões da Cimpor, em Souselas, tentávamos bloquear a entrada dos primeiros resíduos industrias tóxicos que ali iriam ser utilizados como combustível gratuito, num processo conhecido por co-incineração.

Foi uma luta inglória. Do outro lado estava um secretário de estado e depois ministro do Ambiente apostado em aplicar as técnicas neoliberais de combate político, à velha moda tatcheriana os cidadãos de Coimbra foram acusados de não passarem de uns nimbys (termo popularizado por Nicholas Ridley, secretário de estado de Margaret Thatcher), e a batalha quando perdida afirmou um político bem falante, firme, implacável, que escolhera a cidade onde estudara três anos (e que ficou a odiar profundamente por razões meramente passionais) como cobaia, José Sócrates de seu nome. O Zé.

Do lado da minha cidade a reacção foi conduzida de forma infeliz, num combate desigual, que esqueceu dois aspectos fundamentais: a localização da Cimpor já era em si um problema (como os ecologistas locais denunciaram ainda na década de 70) e mais do que uma questão ambiental era de um negócio que falávamos: a fábrica ia receber combustível gratuito e uma série de benfeitorias (que verdade se diga diminuíram mesmo a poluição que já levávamos).  Fomos muito poucos os que questionámos o óbvio interesse económico, e levantámos suspeitas sobre a eventual corrupção do político que assim aparecia aos olhos dos portugueses como uma estrela cadente. [Read more…]

Dietas de inteligência

Um verdadeiro tratado sobre linguagem e  regime de manipulação nos nossos media.

Caixa de Flops

FLOP BES: Se quiséssemos conceber um esquema em triângulo do Poder Efectivo do Regime Português, socialista na cúpula e na base funcionarista pública, haja ou não haja dinheiro porque o Estado é um Poço sem fundo, um dos vértices seria Dr. Ricardo Salgado, do BES, os outros um compósito de arestas entre a bina Soares-Internacional Socialista e a todo-poderosa Maçonaria. Quando o Dr. Ricardo Salgado fala, os Governos escutam e talvez tremam. Quando o Desalentado Povo, puxado por cordas em manifs flop-BE, fala, os Governos cagam e andam. É assim. Tende a ser assim, na Grã Bretanha, na França, em Espanha, em Itália, e no resto do mundo, embora o resto do mundo com o qual nos devamos comparar, por exemplo o próspero, patriótico e organizado Israel, tenha menos razões de queixa dos seus triângulos de poder. Nada, pois, mais eloquente que o dono-mor do Dinheiro em Portugal, Salgado. Não consigo, aliás, imaginar um Primeiro-Ministro em Portugal que rompa com esta normalidade mundanal e a afronte. Nenhum o fez. Nenhum o fará. [Read more…]

Andam Fascistas a Passear nas Pontes

Infelizmente, é absolutamente vital para o progresso e a liberdade do País que o Orçamento do Estado para 2014 seja aprovado e posto em vigor. Qualquer um, menos o beatífico e parcial Bagão Félix, menos a privilegiadíssima social Ferreira Leite e estafermo mediático, menos o ronhoso Pacheco Pereira, menos o grande emissor de perdigotos Daniel Oliveira, menos a perene indignada Clara Ferreira Alves, menos o alarve castrato Pedro Marques Lopes, qualquer um que não tenha trabalho e não seja funcionário público, percebe o quanto a face do País está na berlinda e suspensa do dinheiro do mundo. Claro que a possibilidade de cortar unilateralmente salários e pensões é uma hecatombe social que deveria ter sido possível evitar lá atrás, no tal passado de que os meus amigos chupcialistas não querem que fale. [Read more…]

Posicionem-se

Abrir os olhos é não imputar a uma putativa e ficcional Direita Portuguesa as culpas que se partem e repartem sobre todo o espectro decadente e moribundo do sistema político-partidário português. Por exemplo, depois de anos ao serviço dos interesses instalados, financeiros e económicos, apeada da governação, a Ala Socratista do PS aparece agora umas vezes a masturbar o PCP e o Bloco, outras a diminuir e a vexar a utilidade pragmática de tais partidos. Mesmo Seguro não resistiu a convidar e a incluir PCP, PEV e BE nesta coisa criada pelo Presidente, uma Troyka Negocial do Arco da Governabilidade. Seguro quis incluir esses partidos na proposta presidencial, dando por garantido o voto inútil a favor na próxima moção de censura. Qual foi a resposta dessa Esquerda Anti-Troyka? Rejeição liminar. Dir-se-ia que tal Esquerda se está a cagar para a condescendência segurista ou para o namoro pegado que lhe move a Ala Socratista, ainda incrustada na Bancada Parlamentar Xuxa. A sugestão socratista-socialista-segurista de o convite à salvação de Cavaco ser extensivo àqueles partidos foi portanto mandada àquele lugar. Percebe-se que o socratismo forceja fabricar o seu regresso ao Poder não apenas pelo malogro do Ajustamento, mas também pelo Cavalo de Tróia de alianças e compromissos impostores com a Esquerda Protestatória.

Embora Seguro formulasse o convite, os pretorianos do socratismo apodam-no de pura retórica – talvez desejassem em andamento um projecto de coligação escrito e assinado onde se consagrasse a ruptura com a Toyka e a exigência por um regresso formal aos moldes do PEC IV. Como esse entendimento parece comprometido, a Esquerda bloco-comunista passa a ser tratada à bruta pelo paleio pretoriano dos adeptos e amantes do Grande PlayBoy: comunas e bloquistas não participam em coisa nenhuma que não seja derrubar governos, especialmente se forem socialistas. São partidos de bota-abaixo. Pois, um bota-abaixo selectivo e eficaz se xuxas se confinam à impotência minoritária. A dor de corno política dá nisto. [Read more…]

Maleita Mortífera

Explicado-explicadinho por que motivo o Regime prossegue sendo esta criatura grotesca e terminal que nem acaba de morrer e nem de nos fornecer morte, desgraça e desnorte:

Cunhal não era o único a usar a cassete. Estes primeiros anos criaram assim o absurdo paradoxo que marcou até hoje a vida da III República: aqueles que deviam ser os primeiros a percepcionar os problemas concretos são, na verdade, os primeiros a recusar ver esses problemas. Em consequência, a entrada do FMI em 1977 (e depois em 1983) foi apenas a conclusão óbvia deste estado de coisas. O país tornou-se ingovernável, porque a governação não era o business dos partidos.

Henrique Raposo

O Miguel Quer Matar Passos Coelho

É oficial. A semente merdosa do excesso foi lançada. Palavra puxa palavra e o Miguel, que só sabe assinar o próprio nome, quer matar Passos Coelho. Pediu-me, quando me viu passar esta manhã, que lhe preenchesse um formulário para receber dinheiro de um irmão, que está na Áustria. Fi-lo com gosto. O Miguel é um bom vizinho de décadas. Trabalhava na recolha dos lixos nas praias do Concelho. 47 anos. Está desempregado. Findo o preenchimento da papelada e algumas recomendações burocráticas, abracei o Miguel. Desejei-lhe sorte e mostrei-lhe que o seu barco é o meu barco. E ele, com a lágrima no canto do olho rebrilhando ao sol das onze horas, disse-me que, por vezes, se sentia meio perdido, tirando a bebedeira e a directa à conta da vitória sobre o 5LB, no último sábado. Era capaz de dar um tiro no filho da puta do Passos. [Read more…]

Anarquia, Meu Amor!

Em dias de sol, quando o pipilar dos pássaros sobrepuja de longe a voz próxima de quaisquer humanos, antecipo paradoxalmente a Anarquia, o AutoGoverno, abertos pela ultra-austeridade, pela miséria colateral, agenda desumanitária do gasparismo troykista germanófilo.

Quem se organiza e se une para partir os dentes a esse hipertroykismo?! Cada País do Sul não é o outro País do Sul. Espanha não é Portugal. Portas não é Gaspar. O estupor é que é, e só pode ser geral. Se a dissenção infecta o Conselho de Ministros, também não poupa a sociedade civil que nem inova no grito nem protesta a preceito, soma de covardias e de condescendências, com o PS autocomplacente, oportunista e nefelibata de regresso às ladradelas triunfais congressistas, mas a descer paulatinamente nas sondagens. Porquê? Por se abster, debaixo das nossas barbas, de cooperar no desenho de soluções no corte da Despesa, olhos nos olhos, e em tempo útil. Por ficar fora dos problemas. [Read more…]

25 A, Malícia, Acidentalidade, Incompletude

Tinha eu apenas quatro anos e não poderia saber coisa nenhuma, muito menos que se as ruas ferviam, era mais ou menos por acaso, porque acidentalmente uma corporação militar andava insatisfeita e, infeccionada com o messianismo soviético, achou que podia mudar o muro que lhe barrava a progressão na carreira, revestindo-se de veleidades golpistas e revolucionárias à maneira bolchevique, custasse o que custasse, desse por onde desse.

Depois, só muito depois, fui compreendendo a estirpe de eventos, mobilizações e aquisições que se sucederam no e após o 25 de Abril, uma Revolução Acidental que deu com um Povo Romântico, Manso, Dorido, Domesticado na Pasmaceira Doméstica Paterna do falecido dr. Salazar, Povo Apático, Amarelo, Pobre, Bruto, cujos filhos se submetiam a trabalhos, dores e agruras nos vários teatros de guerra em África, sangrando, morrendo, perdendo a cabeça e infectando as partes despudicas com fardos de africanas. Revolução que depois ganhou uma espécie de vida própria caminhando mal equilibrada no grande arame geoestratégico mundial, entre o perigo de fazer-nos resvalar para um Estado Cubanizado no Extremo Ocidental da Europa, seguido de uma Anexação pela Espanha Franquista, ou para um Mix Nem-Carne-Nem-Peixe de NeoCorporativismo Maçónico, Democrathíbrido, onde à figura de um Ditador sucede simploriamente a figura de um Chupador Elegível, basicamente os vascos, os soares, os almeidas santinhos, os eternos cavacos, gente que cresceu a arrotar democracia e a tratar mal as escoltas policiais, gente que tirava sonecas entre pregações e tinha o Estado a pagar-lhe as multas por excesso de velocidade e excesso de liberdade, gente que era democraticamente papal e democraticamente infalível às claras e que cresceu ainda mais por décadas na sombra, convertendo-se em eminências pardas e tutelares de uma Coisa Rendosa para Si  o Regime, as suas Fundações e Privilégios  Regime tão deles e Coisa tão rendosa, que não há dúvida enriqueceram fabulosamente e influenciaram fabulosamente, eles e quantos mais chuparam a República até às consequências que hoje, mais swap menos swap, estão à vista de todos. [Read more…]

Luís Amado e a Jangada de Passos

Chamo a atenção para o que tem sido a palavra convergente [com o Governo] de Luís Amado [o dissidente-herói em lume brando do anterior Governo Despesista ManiCómico]. Está num Banco, dirige um Banco, tem mais é que falar. Falar é importantíssimo, especialmente para um banqueiro que varie o tom e o modo dos ulrichs e dos outros. Falar sobre poesia, coelheira, cultura, caça e, claro, sobre política, em contraponto total ao que tem sido o discurso abaixo de baixo [porca demagogia!] do PS-não-alternativo.

Não vale a pena começar agora a separar a política dos negócios, uma vez que os negócios e a política fizeram um pacto e têm um coito com décadas, os quais, para resumir, explicam grande parte desta crise estrutural portuguesa, pelo que falar de uma é falar dos outros e unir o que o interesse nunca separou. A política deve-nos, aliás, grandes explicações pelos efeitos nulos e contraproducentes dos grandes negócios entretecidos até ao último momento pré-Troyka. [Read more…]

À Minha Tia-Avó Amélia

Um telefonema. A notícia. Foi esta madrugada, agonizando entre as 06:30 e as 08:30 da manhã, que a minha querida tia-avó Amélia soltou amarras. Sabendo-a em doença terminal há semanas, uma daquelas gravíssimas situações dormentes e insuspeitas as quais, mal se manifestam, em menos que nada aniquilam a vítima, tive, na passada Quarta-Feira de Cinzas, um impulso interior poderoso para visitá-la. E fui. Foi como se todos os meus amados mortos do lado materno — o meu Avó Joaquim, a minha Avó Ana, os brasileiros meu querido Tio-Avô Manoel e a minha Tia-Avó Madalena, a minha querida tia-Avó Madrinha Emília, gente que amei e me amou [a Tia Madalena partiu em Agosto do ano em que nasci] —, gerassem no meu coração um ímpeto de despedida e de consolação. Ai de mim se não obedecesse ao que me gritava o íntimo.

Ao influxo das suas vozes vivas, meu coração-vela panda foi ajoelhar-se ao pé daquela lucidez bruxuleante, tomar-lhe a mão, beijá-la, beijá-lá muito, muitas vezes, e à sua fronte, beijá-la muito, muitas vezes, dizer-lhe que me era querida, dizer-lhe que tudo correria bem, invocar numa prece Jesus, o Deus Vivo, Espírito Consolador da Estirpe Humana, ser, enfim, abençoado pela irmã da minha querida Avó Ana, no Seio de Deus há vinte anos.

Logo me reconheceste. [Read more…]

Prefiro uma Implosão Controlada do Regime

Cartaz 01Passos Coelho está no olho de um furação de miséria, convulsão social engolida em seco, custosa transformação paradigmática da economia portuguesa, colocando lá, onde antes estava a dívida para cobrir dívida, mais exportações num esforço titânico e brutal pelo equilíbrio do Estado. Suceda ou não suceda Passos nesse saneamento das Contas Públicas, conforme tenho repetido, o Regime caducou inexoravelmente. Corrompeu-se. Acabou. Os partidos estão de um lado. Os demais portugueses do outro. No meio, o vazio. No meio, o resvalar para a não-representação. Se tudo isto fosse apenas uma questão de política e de Governo, com os cofres repletos, teríamos força para mudar de imediato uma coisa e outra. Jamais tombaríamos na esparrela de conceder o voto à dissimulação e à autodestruição que nos faz morrer para salvar a face do País no contexto internacional.

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Parafascismo e Paralelismos Abusivos

Em face das contingências a que estamos ancorados, não me parece justo nem mentalmente são apodar de fascista Pedro Passos Coelho, fascista a Troyka, fascista a Comissão Europeia, fascista o BCE, fascista o FMI. Não podemos nem devemos laborar na leviandade de esvaziar com paralelismos chocantes e abusivos a brutalidade e o datado de quaisquer fenómenos sócio-políticos mortos e enterrados. Palavras de indignação há muitas. Mesmo aquelas que os palermas empunham, na sua cegueira parcial, clubite partidária. As minhas Palavrossavras de angústia e revolta curiosamente vertem-se contra [e privilegiam] quantos, no passado recente, não zelaram por nós, não respeitaram o nosso direito a mais santa paz de espírito nem acautelaram o realismo das nossas vidas, comprometendo-as através de muitíssimas formas de sofreguidão e negligência, dolo e logro, impossíveis de caracterizar com eufemismos porque foram criminosas. [Read more…]

Amor em Tempos de Catástrofe

Definitivamente, a amargosa pílula-panorama nacional não se pode dourar. É transversal reconhecermos que, algures no início de Setembro, o Governo Passos rompeu unilateralmente um compromisso tácito e explícito com o Povo Português: havíamos aceitado abnegadamente a nossa quota parte de sacrifícios imprescindíveis para a saída rápida deste buraco monumental-colossal composto por dívida pública, por um défice galopante, a cada passo agravado pelo estalar ora dos juros altíssimos da própria dívida ora pelo início de pagamentos de negócios, contratos, PPP bombas-relógio deixados alegremente para trás em grande número pelos anteriores Governos, bombas suficientes para surpreendentemente tingir de mais incompetência a manifesta incompetência que quase todos atribuem a este Governo de Crise ele próprio em Crise.

A partir daí, o que avulta é um grave divórcio Governo-Povo, a percepção geral do relvismo mega-lobista em todo o seu esplendor baço, intercontinental, tacticista, politiqueiro, e a consciência de que o Executivo se encontra inapelavelmente cindido. Na medida em que, contra todas as promessas, Passos foi surgindo como mais do mesmo, no seu labirinto por cumprir o Memorando, com movimentos perros, dados muito a medo no corte da Despesa Pública, e o peito inflado de sádica ousadia na captação selvática de receita fiscal, muito mais legitimamente toda a gente, cada um de nós, vai enchendo a serena Rua da Liberdade Exasperada. [Read more…]

Um Regime Sob Vaia Permanente

Isto é assim: no actual estado da arte, seria fácil de mais diluir no Regime que nos oprime de incúria e incompetência todas as responsabilidades pelo nosso notório e escusado descalabro. Mas o Regime é quem? Quais os rostos que fizeram da República a matrafona desdentada e consumida de vícios que hoje nos come os ossos e nos arremessa para as bordas do prato mínimo?!

Há, nos actores políticos de maior relevância nas últimas três décadas, rostos suficientes para receber as vaias que lhe são devidas e para nos fazer concluir o quanto mudar de Regime seria suprema higiene porque refundaria tudo sob bases novas e certamente sólidas. Por mim falo pois, sem rebuço, tanto vaio Cavaco como Soares e a cada apupo sublinha-se-me a memória da respectiva nulidade, do evidente falhanço e da incontornável traição ao interesse geral que muito pouco poderia absolver. Só não vaio Eanes, que é um caso raro de sobriedade, se me não escapa alguma Fundação Eanes que por aí prospere à nossa custa porque à pala dos Orçamentos.

Sou democrático e generosos: os meus apupos e disponibilidade para a assuada tanto contemplariam Miguel Relvas como Almeida Santos. Não sou esquisito. Evidentemente que para agentes daninhos em extremo da política nacional sob o escudo e biombo que este Regime insalubre gerou para si, não há vaia que chegue, nem manifestação, nem marcha indignada, nem desordem-montras-partidas nem delitos-cocktail, nem arruaças-molotov, nem motins-temos-fome, nem algazarras-gregas-repelentes-de-turistas, nem vozearias-desespero, nem apupadas, nem montarias. Para esses casos extremos de que Mário Soares não fala e Januário Torgal não lembra, casos raros mas maximamente dissolutos, casos indescritíveis, casos desastrosos, seria necessário que sofressem e morressem milhares de vezes tais as milhares de mortes familiares e sofrimentos pessoais que arrostaram para outros, que não os amigos. [Read more…]

Marcelo e os Marcelóides

Ouvi, no Domingo, Marcelo Rebelo de Sousa tecer considerandos que chovem no que tem molhado e humidificam o facto conhecido de que não gosta de Miguel Relvas: repetiu que o ministro “é um peso nas costas do Primeiro-Ministro”; “está descredibilizado” e deveria sair pelo próprio pé.

Continuo a insistir neste ponto singelo: independentemente das díspares versões que Relvas tenha tido em oito dias acerca do coito mais ou menos íntimo com o bicharoco-alternadeira Jorge Silva Carvalho, convém que Marcelo e todos os demais marcelóides de caninos em riste percebam que se a credibilidade de um político fosse aferida a partir da inconsistência discursiva ou das variações de formato e versão, o palavrório do Filho da Puta Supremo Abichador de Comissões em Negócios Ruinosos para o Estado Português até era bastante consistente e nem por isso subsistem dúvidas acerca do respectivo fundo reles a vários níveis devastador para o País. Donde, se o Regime português, tal como o conhecemos e concebemos, não quer colapsar ao menor sopro, o melhor é deixar de consentir na impunidade dos seus corruptos da política, auto-exilados ou com lata para a deputação, deixando de ter no cume da Justiça títeres em vez de homens desassombrados e livres. Títeres em compromissos de covardia, títeres em submissões ultracaninas a eminências pardas cujo verniz merdífero cumpre raspar.

Esta novela Relvas não passa de um desfile de cínico, uma vírgula, um arranjo e uma agenda lateral que fazem bocejar.

Afinal, Há Dois ou Três Zorrinhos

Ontem, depois de ouvir atentamente Zorrinho no Masturbódromo Parlamentar do PS, percebi que me precipitara no optimismo relativamente à por mim suposta reconversão interior zorrinhoniana. Afinal, não há um, senão dois ou talvez três Zorrinhos. E parecem virtualmente incompatíveis entre eles. O Zorrinho solidário com António José Zeguro existe, mas depois há o Zorrinho que faz discursos segundo a narrativa urdida pelos Órfãos de Zócrates. Ora, se são estes espécimens dissolutos a fazer-lhe as homilias, no fundo, levando o Carlos a dizer que estamos pior e ficaremos pior por causa da rejeição do PEC IV e da grande conspiração anti-PS levada a cabo por BE, PCP, Verdes, CDS-PP, PSD, Presidente da República, os media, a Banca, todos os broncos que espumam de raiva contra o Primadonna Playboy PPP Parisiense, toda a gente rasca, eu e quantos andam por aí, então isso quer dizer que temos um segundo Zorrinho em conluio com os que têm feito a vida do TóZé um inferno. Ora, se temos um Zorrinho ao mesmo tempo solidário com Zeguro, mas ainda dependente dos assessores unha com carne de Zócrates, demasiado íntimo do velho spin de falsificar, isso quer dizer que temos um terceiro Zorrinho. Um Zorrinho em que se não pode confiar: não podemos confiar nele, apesar de ser boa pessoa. Não pode Zeguro confiar nele, apesar de lhe ser solidário. Não pode Zócrates e os assessores de Zócrates confiar no tríplice deputado e líder de bancada, apesar de este lhes ler os discursos manhosos. Se Zorrinho fosse só um, não encabeçaria a tese-mofo das desculpas e justificativas socialistas pela devastação corrupta e endividante do Estado Português que o odioso zocratismo pariu em primeiro lugar. Como Zorrinho afinal são três, então que organize um torneio de Bisca. Sempre ganhará de todas as vezes.

Raios Partam os Gregos

Estou cada vez mais em sintonia com o nosso governo e com alguma da nossa oposição. A nossa oposição não se ‘oposiciona’ e o nosso governo não nos governa.

E a culpa de quem é? DOS GREGOS!

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