Foi há 11 anos que Paulo Portas apresentou a sua demissão irrevogável, rapidamente revogada com uma melhoria do pacote ministerial, partidário e salarial. Pedro Passos Coelho, aparentemente, guardou esta para momento oportuno. A luta pela hegemonia entre as direitas está ao rubro.
As purgas que não te farei: uma história de perdão e estratégia, com Rui Rio e Nuno Morais Sarmento

Há purgas e purgas. E se foram por demais evidentes os ajustes de contas no aftermath das internas, reflectidos na construção das listas do partido à Assembleia da República, nem todos os opositores, desertores e/ou traidores foram tratados da mesma maneira por Rui Rio. Veja-se o exemplo de Morais Sarmento. Integrou a actual direcção desde o início, abandonou o barco após Rangel ter desafiado Rio para o duelo eleitoral, mostrou-se indisponível para voltar a integrar a direcção, recusou-se a apoiar o líder posto em xeque, colocando-o no mesmo patamar do “oportunista” que desestabilizou o partido na antecâmara das Legislativas, e agora, consumada nova vitória de Rio, não foi acossado ou alvo da vendeta do incumbente. Antes, foi premiado com a presidência do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD.
E porquê?
Porque, como em tudo na vida, nem todos os barões são iguais. Alguns são mais iguais que outros. E porque o spin, neste caso o do Robin Hood laranja, que tira aos notáveis para dar às bases, não passa disso mesmo: propaganda.
A vingança de André Ventura

Foto: Eduardo Costa/Lusa@Público
Quero começar por endereçar os merecidos parabéns a Rui Rio, que teve visão e habilidade política para mandar o cordão sanitário às urtigas e escancarar os portões da democracia para a entrada da extrema-direita. Um ano depois, o resultado está à vista: perdeu eleitorado para os extremistas, viu o seu junior partner ser canibalizado, a ponto de ficar ligado às máquinas, e o acordo para os Açores está na iminência de cair à primeira birra de André Ventura, que andou a mendigar ministérios num hipotético governo PSD, não conseguiu e lá se vingou no arquipélago. Lição nº 1 da extrema-direita: a extrema-direita não tem palavra: move-se, única e exclusivamente, pela destruição da democracia, pelo ódio e pela agenda pessoal do seu dono. [Read more…]
Porque nunca me conseguirão calar
“Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.”
Sophia de Mello Breyner Andresen
As nobres vinganças do Dr. Mário Soares
Antes do mais, é imperioso tornar claro que este texto não visa beliscar, e ainda menos criticar, o Dr. Fernando Nobre, homem que eu e muitos portugueses se habituaram a admirar pelo humanismo e altruísmo ao serviço da AMI, nos sete cantos do Mundo. O nome do médico – cirurgião, agora candidato à Presidência da República, teve necessariamente de ser requerido à minha memória, para ser usado na qualidade de peça colateral – perdoe-se-me o termo. O centro da história é ocupado por outra personagem a que associo o frequente e torpe gosto da vingança.
O País e a Democracia Portuguesa beneficiaram de acções políticas do Dr. Mário Soares, mas é exagerado considerar-se que se contraiu com ele uma dívida de valor incalculável, ao ponto de nos obrigar a aceitar tudo quanto o citado decida, declare ou ‘decrete’ de modos e em formatos diversos; em particular, os artigos do DN de divina presciência dedicados ao Zé-povinho, gente acéfala ou de pensamento indigente.
O género de comportamento actual do Dr. Mário Soares é, de resto, recorrente em líderes políticos auto-classificados de retirados. Trata-se de um afastamento fictício, não eliminando, portanto, tentativas de influenciar as escolhas políticas dos concidadãos.
Consideremos, pois, toda a prática enunciada como coisa normal; e não é por aí que caminhamos para qualquer recriminação a Mário Soares. O que é verdadeiramente peculiar, nele, é a aberrante reacção de vingança sobre os camaradas que ousem contrariá-lo. Aí sim, o patriarca socialista desfere a desforra. A arma de arremesso, agora, foi Fernando Nobre e o alvo Manuel Alegre, ex-amigo e velho camarada de duras caminhadas.
Todavia, este é o capítulo mais recente de uma história antiga. Primeiro exemplo: Dr. Vasco da Gama Fernandes (1908-1991), 1º. Presidente da Assembleia da República (1976-1978), personalidade afastada da renovação para um 2.º mandato, por Mário Soares ter imposto a atribuição do lugar ao Dr. Teófilo Carvalho dos Santos. A humilhação pública do Dr. Vasco da Gama Fernandes, distinta figura humanista e tolerante, foi um acto persecutório grave, estando na origem da demissão do visado, em 1979, do PS, partido de que era fundador. Segundo exemplo: Dr. Francisco Salgado Zenha (1923-1993), natural de Braga, católico, lutou ao lado de Mário Soares desde a segunda metade dos anos quarenta (1947); foi fundador da Associação Socialista Portuguesa (1965) e também do PS; era-lhe reconhecida uma inteligência invulgar, e um espírito de combate contra a ditadura que implicou várias prisões pela PIDE. A ruptura com Mário Soares teve como causa o apoio de Salgado Zenha a Ramalho Eanes nas presidenciais de 1980. No inicio da década de 1980, Soares não está com meias-medidas: manda instaurar um processo disciplinar e expulsa Zenha do PS. Mais tarde, António Guterres, cujo ingresso no PS foi promovido por Salgado Zenha, ainda tentou convence-lo a voltar; mas em vão. Salgado Zenha recusou e viria a falecer em 1993.
Em jeito de resumo, concluo que parece haver demasiadas coincidências e reincidências de vinganças e prepotências no percurso político do Dr. Mário Soares, em momentos de eleição para altos cargos do Estado (Presidência da República, da Assembleia da República e eventualmente outros órgãos). E certamente vários episódios abundam por aí. A História, um dia, recontará tudo com pormenor e precisão – espero.
Um castigo severo para as bestas
Que espécie de monstro é o cabrão que espetou 50 agulhas dentro do corpo de uma criança de dois anos? Havia agulhas metálicas espalhadas pelo tórax, abdómen e pernas, uma delas perfurou um pulmão.
Conheci o caso ontem, bem cedo. Mas as informações eram ainda superficiais e não se sabia ainda o que estava na origem deste caso insólito. Aguardei. Os exames mostraram que as agulhas não podiam ter entrado no corpo por acidente. Havia algo mais.
Agora sabe-se que foi o padrasto da criança que colocava as agulhas no corpo da criança. Não por um qualquer estranho tratamento por acupunctura mas por vingança da mulher e mãe do menino e por querer deixa-la por uma amante.
O cabrão foi ajudado por duas mulheres, sendo que uma delas faria parte de uma seita religiosa, de bruxaria ou alguma merda do género.
A criança está internada nos cuidados intensivos e os médicos analisam agora quais as agulhas que podem ser retiradas sem causar danos e quais as que serão deixadas dentro do organismo do menino.
Quanto aos energúmenos em causa, oxalá tenham o devido castigo.






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