Um Ministro que deixou de ser economista

O Ministro das Finanças diz coisas que não envergonham o Primeiro Ministro mas que envergonham qualquer economista .Primeiro não havia crise.Depois estavamos melhor preparados para enfrentar a crise que os outros países. As bases do Orçamento estavam correctas quando tudo o mundo já sabia que não era verdade.Íamos crescer 0.8 no PIB quando já era certo que a Alemanha e a Espanha, nossos principais mercados de exportação, estavam em forte queda.Agora diz com o ar mais sério que lhe é possível, que o Orçamento rectificativo não é necessário para assim esconder os tratos de polé que as contas públicas estão a sofrer.Mas as instituições financeiras internacionais desdizem-no todos os dias.As previsões hoje conhecidas são mais negras que as anteriores.O suposto efeito sistémico dos muitos milhões que foram injectados nos bancos não chegam à economia real, como se vê com o aumento do desemprego e o fecho acelerado de empresas. Toda a gente lhe disse isso e o economista sabe que é assim, que são as obras de proximidade dirigidas às PMEs, que representam 70% do emprego,as que poderiam suster o emprego.Mas não, apoia os megaprojectos que não têm efeito nenhum no emprego nos próximos dois anos e que vão endividar o país por décadas! E, já agora, que o famosos déficit controlado já está novamente nos 6.7% do PIB ! Se fosse o economista a tomar decisões o déficit não estaria neste nível e não teriam sido enterrados milhões de dinheiro público em bancos assaltados !

Comments

  1. Carlos Fonseca says:

    Luís, problema é que ser ministro neste governo, economista ou outra coisa qualquer, implica patranhas na comunicação com o País. O historial governativo de Teixeira dos Santos é um repositório de mentiras e equívocos. Obediente servil do PM, tornou-se num economista ‘di araque’, como dizem os brasileiros.

  2. Luis Moreira says:

    Pois, agora percebemos porque o Prof Luis Campos e Cunha abandonou o lugar ao fim de 3 meses…


  3. Ser ministro das Finanças é, quanto a mim, uma das mais difíceis e desgastantes pastas governamentais. É uma tarefa pesada e que deixa marcas. Tenho simpatia pessoal por Teixeira dos Santos, cuja missão seria, à partida, muito delicada. Com a crise ficou ainda pior.

  4. Luis Moreira says:

    Claro, José, o problema é que ele diz coisas que são de político, não de economista.E a economia tem principios e técnicas e relações ccausa-efeito que ele conhece muito bem mas faz de conta que não se aplicam com o PS no governo.

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