Cosmética na Imigração

Limite de vistos sem efeito prático. Desde 2004 que não é alcançado. Em vez dos 8 600 postos de trabalho disponíveis em 2008, para este ano o Governo ficou-se pelos 3 800. Mas nem estes vão ser necessários.
A verdade é que o nosso país deixou de ser simpático para os estrangeiros extracomunitários. Portugal não cresce, a actividade económica tem vindo a perder gás e há países recentes na UE que já nos ultrapassaram! Mas fica sempre bem a ideia de que Portugal é um país procurado, recebe imigrantes, tem postos de trabalho para serem ocupados, somos um país decente, não fechamos as portas a ninguém, não nos esquecemos dos nossos compatriotas que demandaram a Europa nos anos 60.
Claro que estas quotas são flexíveis, se os empresários precisarem de mão de obra, sempre se podem modificar. O Governo diz que não, a mensagem é que somos um país aberto à verdade do mercado, não somos um país de portas abertas sem restrições.
Bem, resta-nos como consolação a Itália de Berlusconi que já tentou colocar em Lei a obrigação dos funcionários públicos denunciar os clandestinos. Não somos os últimos na xenofobia que a crise descobre!

Ana Anes no Aventar?

Eu estou num blogue onde está a Ana Anes?

Meu deus, se o Jorge Fiel descobre, lá se vai o Sinaleiro da lista de links do Lavandaria…A ilustre Ana Anes no Aventar? Estou sem palavras e por isso mesmo antecipo, com toda a força, as boas-vindas. Venham de lá essas polémicas!

Um must!

Ana Anes na SIC


A aventadora Ana Anes, a mais recente aquisição e reforço do Aventar, estará hoje no programa Aqui e Agora, às 21.15 horas, na SIC! Não deixe de ver!
E a seguir avente!

Microsoft e Apple: acabaram as tréguas

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E, de repente, as tréguas acabaram. Com Steve Jobs, o seu general e guru, em casa, a tratar um problema hormonal, a Apple distraiu-se. Ficou à sombra do sucesso do iPhone, iPod e companhia e não deu pela mudança de estratégia da Microsoft.

A companhia de Redmond teve um ano de 2008 para esquecer. O sistema operativo Vista, lançado em 2007 mas com os olhos colocados em 2008, foi um fracasso de vendas, com particular expressão no mercado empresarial, precisamente aquele onde a empresa mais aposta. No início deste ano, a multinacional agora liderada por Steve Balmer fez o seu primeiro despedimento em massa, enviando cinco mil pessoas para casa.

Longe de um qualquer abismo, mas perto de mais um desastre, a Microsoft fez o que tinha de fazer: partir ao ataque. O alvo estava, há muito, definido: a Apple. A estratégia não foi inovadora mas foi agressiva. A Microsoft criou o “Laptop Hunter”, uma campanha publicitária diferente dos habituais spots promocionais. A empresa colocou diversas pessoas a fazer uma “caça ao portátil”, denunciando os equipamentos da marca da maça como demasiado caros e apontando os utilizadores de Mac como elitistas que compram gadgets como uma afirmação de estilo. A campanha fez-se – e ainda se faz – com diversas intervenientes na busca. Ao que revelam os resultados, a estratégia está a ser bem sucedida.

De tal forma que a Apple teve de reagir, lançando spots publicitários que defendem os Mac como produtos estáveis e isentos de vírus. Quase todos os anos, a Apple lança uma nova versão do seu sistema operativo, mantendo uma estratégia comercial simples: alguns melhoramentos, aplicações integradas que cobrem diversas áreas e preços acessíveis, motivando os clientes a actualizarem os seus sistemas.

Já a Microsoft usa e abusa de uma política comercial demasiado agressiva, mesmo, ou sobretudo, para quem tem 88 por cento do mercado dos sistemas operativos. Assumindo, ainda que indirectamente, o fracasso do Vista, alvo de inúmeras críticas pela pobreza técnica, a Microsoft está a tentar emendar os erros com o Windows 7. O novo sistema foi recebido de forma positiva, como um renascimento. Uma espécie de prolongamento do XP e após um intervalo chamado Vista.

Na realidade, o 7 é o sistema operativo mais escrutinado, porque, desta vez, a empresa soube ouvir o mercado de forma séria. No entanto, não é possível deixar de olhar para esta proposta como uma grande actualização do Vista, uma espécie de “service pack plus”, enfim, o emendar dos erros cometidos. Uma circunstância que veio criar uma expectativa quanto aos preços de venda que a Microsoft aplicará no próximo ano, depois de terminar a fase experimental. Os primeiros sinais não são positivos. Há notícias, com base em fontes não oficiais, que indicam ser propósito de Balmer e companhia cobrar mais pelo 7 do que cobrou pelo Vista. A confirmar-se, os clientes vão pagar duas vezes um sistema operativo.

Com 1 por cento mundial do mercado de sistemas operativos, mas com grande estabilidade, reunindo já inúmeras aplicações de qualidade, diversas versões com capacidade para agradar a todos e actualmente com grande facilidade de utilização, o Linux começa a aparecer-me cada vez mais atraente. E não só a mim.

P.S. Depois de um primeiro anúncio lançado há meses no Japão, a Google, a actual grande potencia mundial, colocou o mesmo anúncio nas televisões dos EUA. O spot promove o Chrome, o navegador de internet que a empresa lançou em Setembro passado. Hoje, não chega a 1 por cento de utilizadores em todo o mundo. Posso estar enganado mas dentro de um ano deve chegar aos 5 por cento. Isto é muito e é importante.

Ou como o Jugular gostava de jugular o 5 Dias

Afastado que ando, por vontade própria, das luzes da ribalta, no blogue colectivo Aventar, uma criança que tem apenas mês e meio de vida, tenho acompanhado, divertido, toda esta questão acerca dos «posts» que o Paulo Pinto quer ver retirados do «5 Dias». O Paulo Pinto e, ao que parece, outros elementos hoje integrados no Jugular.
Vocês sabem que eu não descansava se não metesse o bedelho. Isso e o facto de a questão me dizer directamente respeito levou-me a escrever este «post». Nada mais direi sobre esta questão para além disto.
Como muito bem diz a Maria João Pires, tudo começou com um comentário indevidamente aprovado a um «post» da Fernanda Câncio com um texto do padre Anselmo Borges. Um comentário que foi imediatamente retirado e que dizia, por outras palavras, que o referido padre é um putanheiro.
Ainda estava no «5 Dias» na altura e, apesar de não ter sido eu a aprovar o comentário, foi meu entendimento – e continua a ser – que os leitores têm todo o direito de ver os seus comentários aprovados, até porque muitos deles chegam aos blogues por mero acaso e nada sabem das «tricas» da blogosfera. Os «posts» estão lá e, se estão lá, é para serem comentados.
Infelizmente, não foi esse o entendimento dos elementos mais antigos
do «5 Dias» e, internamente, foi dada indicação para não serem aprovados comentários a «posts» de antigos elementos. Infelizmente
também, o WordPress apresenta muitas lacunas e uma delas é
precisamente não indicar, no painel dos «posts», o nome do respectivo
autor. É possível saber, como é óbvio, mas perde-se muito tempo.
No Aventar, com mês e meio de vida apenas, deparo-me com esse
problema. Que dizer então do 5 Dias, com quase quatro anos de
publicação e milhares de «posts» on-line? O certo é que esta questão
acabou por provocar a minha saída deste blogue, sobretudo por causa
das reacções em cadeia ao caso do padre Anselmo, sobretudo por parte do «Grande Bardo».
Pouco tempo depois do caso do padre Anselmo, o Rogério da Costa Pereira pediu que os seus textos fossem retirados do «5 Dias», mas como é hábito, ninguém lhe ligou.
Desta vez, foi o Paulo Pinto a fazer o mesmo, sem que eu perceba muito bem como é que, desta vez, tudo começou. E é curioso estes pedidos virem da parte dos dois ex-elementos cujos textos são, precisamente, os mais dispensáveis dos Arquivos do «5 Dias». Estarem
ou não estarem nos Arquivos, para o «5 Dias», é exactamente a mesma coisa. Fazem tanta falta como os textos da Levina Valentim.
O mesmo não poderei dizer dos textos do Rui Tavares, da Joana Amaral
Dias, do Luís Rainha, da Fernanda Câncio, da Palmira Silva ou da Ana Matos Pires, só para dar alguns exemplos. Sem querer ser imodesto, o mesmo não poderei dizer dos meus próprios textos.
Mas a questão nem sequer é a importância ou não de um determinado
conjunto de textos. Em meu entender, é uma questão de princípio. Para mim, a partir do momento em que publiquei um texto num blogue, esse texto é desse blogue. Posso publicá-lo noutros blogues, se assim o entender, mas não é por isso que tenho o direito de privar o blogue
inicial de um texto que aí livremente publiquei. Não sei o que diz a
lei, mas, moralmente, é assim.
Foi por isso que, na caixa de comentários do Jugular, aconselhei o
Paulo Pinto a recorrer a vias judiciais. Como resposta, o Paulo Pinto
revelou de forma despropositada o conteúdo de um e-mail que fora
enviado em privado para um elemento do Jugular. Tentei fazer ver que
esse procedimento não era correcto, mas sem êxito. Ana Matos Pires
acusou-me erradamente de estar a fazer ameaças por eu dizer que nunca revelaria as minhas mensagens privadas com outro elemento do Jugular, quando era precisamente o contrário – só queria com isso dizer que nunca faria isso porque não sou como o Paulo Pinto; e o mesmo Paulo Pinto mandou-me «comer palha que pareces estar com fome».
Acabou aí a conversa com o Jugular, como não poderia deixar de ser.
Mas o ultimato feito por alguns elementos desse blogue levou-me a vir aqui com este assunto. Para dizer apenas que tenho muito gosto que os meus textos, tanto os excelentes como os bons, permaneçam nos Arquivos do «5 Dias». Para dizer que, apesar de serem meus e, por isso, passíveis de serem publicados noutros locais, o «5 Dias» poderá usá-los da forma que entender. Para dizer que estão à disposição de todos os leitores que os quiserem comentar.
Ser uma figura de culto da blogosfera traz-me responsabilidades acrescidas. Devo cultivar a humildade e a modéstia. Não quero ser uma
Prima Donna, nem quero que a fama me suba à cabeça. Por isso é que
nunca pediria que os meus textos fossem retirados de um blogue, por mais problemas que tivesse com os meus ex-colegas. Nunca iria morder a mão que um dia me alimentou.
Como entender, por isso, que alguém que na blogosfera não é nada tenha, sem mais nem menos, esse tipo de atitudes?

Ricardo Santos Pinto / r.

Nota: Depois de escrever este texto, os «posts» dos actuais jugulares foram mesmo retirados do «5 Dias». Discordo completamente, mas é lá com eles.
Curiosamente, logo hoje, acerca da morte de João Bénard da Costa, fui ao «5 Dias» procurar um «post» que na altura a Maria João Pires escreveu sobre umas infelizes declarações dele acerca de Isabel Pires de Lima. Resultado: não encontrado. Nem o «post» nem, como é óbvio, os comentários.
Qual não é o meu espanto quando procuro no Google e encontro esse «post» no… Jugular. Escrito em Junho de 2008, como se nessa altura já existisse Jugular. Lol, pelo que vejo, esse blogue já começou em… Fevereiro de 2007! Eh, eh, isso é que é reescrever a história! Pois, os Arquivos dos autores saídos para o Jugular foram disponibilizados pelo «5 Dias», sem problemas, logo na altura. Se não tivessem sido, será que agora eles pediam para retirá-los?
E assim se fez luz sobre todo este caso. A única intenção do Jugular, afinal, é precisamente aumentar as suas audiências e tentar ultrapassar o «5 Dias», algo que nunca conseguiu.
Só dessa forma o conseguiremos – centenas de artigos passam a estar apenas no «Jugular» e já não no «5 Dias» – pensam aquelas cabeças, que já há meses deviam estar a congeminar isto. É agora que os vamos jugular!
Está tudo explicado!

«Há algo que o tempo tem os limites certos»

Frase escolhida do «post» anterior.
Não se pode transformar isto no Hino do Ministério da Educação?

«Temos hoje milhares de professores a fazer avaliação» (eh eh, e digo isto sem me rir)

Diz hoje a ministra da Educação, no «Público», que a avaliação dos professores é uma reforma ganha. Diz também que há milhares de professores a serem avaliados. Foi bom ler esta notícia.
É que ainda não tinha dado por nada.
Partindo do princípio de que, para a ministra da Educação, ser avaliado é entregar um relatoriozito no final do ano com a auto-avaliação das actividades realizdas ao longo do ano, então está bem, os professores foram avaliados este ano. Tão avaliados como nos últimos 30 anos, mas está bem!)
Talvez por estarmos no final da legislatura, anda apuradíssimo o sentido de humor da ministra da Educação. Maior sentido de humor só o mesmo o de Margarida Moreira, a poetisa da DREN:

«Caras e caros colegas,
Faz hoje 4 Anos [de mandato].
Tem dias que parece que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas.
Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem.
Contudo há algo que o tempo tem os limites certos.
Foram quatro anos bons de amizade, de solidariedade e de prazer de poder contar com o vosso profissionalismo e apoio.»

Haverá melhor sentido de humor do que este?

a questão transversal

reserva-privacidade

Nesta questão da professora que foi gravada na aula por uma aluna, eu vejo de forma transversal uma outra. Não é a questão do excessivo floclore televisivo da praxe. Não é como um professor deve ser. Não é a questão de este país se estar (novamente) a tornar num país de “bufos”. Não é a questão partidária. Não é a questão se os comentários da professora são próprios ou não. Tudo isso foi bem analisado e se calhar até em demasia, por toda a imprensa e blogosfera. Aqui a questão transversal é a privacidade. Entramos em campos muito perigosos e instáveis.
O comportamento da professora é igual num contexto de privacidade e num contexto social? O nosso comportamento é igual em casa e no trabalho? Mas mais importante do que isso: deve-se divulgar o comportamento pessoal num contexto de privacidade? Onde termina a privacidade e como se pode impedir que a mesma seja exposta em praça pública? Este caso vem cimentar a minha opinião, que neste momento, a privacidade termina onde os outros acham que deve terminar. Tecnologicamente quase que já não nos é possível impedir a intromissão. Gravadores, telemóveis, web cams e afins estão totalmente dissimulados pela sociedade, portanto o impeditivo começa a residir mais na vontade de outra pessoa o fazer ou não, do que no próprio indivíduo. Não há nada a fazer quanto a isto. É a evolução tecnológica. E está a chegar à “bufaria”.
Se o mesmo gravador utilizado na sala de aula percorrer os diversos sectores de actividades portugueses vamos ter todos uma enorme surpresa. Ficam algumas questões por fazer. Nos corredores da Assembleia da República utiliza-se a mesma linguagem do plenário? Os nossos representantes falam sempre daquela forma coloquial? Devo gravar a conversa com um polícia quando estiver a ser multado? Devo gravar a conversa quando for às Finanças tratar de algum assunto? Devo gravar a conversa com o gestor de conta no banco? Devo gravar a conversa com o meu patrão? Devo gravar a conversa quando vou a uma entrevista de emprego? Se, como nesta situação, a gravação de uma eventual conversa me beneficiar de alguma forma, nem que seja prejudicando quem está do lado de lá, expondo-o publicamente, então parece que está respondido.

Ainda me lembro vagamente duma célebre conversa “off the record” em que um treinador de futebol dizia que “se soubesse que esta merda acabava amanhã, ia por aí abaixo (ao sul) e limpava o sebo a uma data deles”. Qualquer coisa como isto.
À parte da avaliação do comportamento da professora, à parte da complexa questão deontológica jornalística, à parte da inevitável comparação com o Dvd do Freeport, acho que fica uma questão importante de parte: a reserva da privacidade de cada indíviduo. O círculo de privacidade está cada vez mais pequeno. É que mesmo que a professora recorra a tribunais e ganhe a questão jurídica, nitidamente já a perdeu no campo pessoal.

A força dos Sindicatos de Professores

No último post sobre o tema apareceram por aqui uns controleiros alarmados porque me venho meter em cousa alheia. Mas, meus caros camaradas, a vida é mesmo isto e com controleiros ou sem eles é muito importante que todos os professores percebam claramente o que está a acontecer na FENPROF porque isso vai ter consequências na forma como nós nos vamos organizar nos próximos anos.

Ainda antes do 25 de Abril de 1974, os Grupos de Estudos dinamizados por Professores conseguiram junto do governo de então algumas conquistas importantes, como por exemplo, o direito ao pagamento de férias.

O movimento sindical começou por ser unitário, mas as derivas reaccionárias (como na altura se dizia) das estruturas mais próximas da Manuela Teixeira (SPZN / FNE) levaram os professores, “motivados” pelo PCP a avançar com a refundação do verdadeiro espírito de Abril, mas em projectos diferentes. Nos anos que se seguiram o crescimento dos sindicatos da FENPROF foi brutal, havendo no tempo de Cavaco Silva uma explosão dos micro-sindicatos (mais de dez), que verdadeiramente nunca chegaram a ter qualquer tipo de papel na classe. A FNE manteve uma enorme força no 1º ciclo e a FENPROF esmagou tudo e todos nos outros sectores. Em 150 000 docentes temos mais de metade sindicalizados:a FENPROF tem mais sócios que os outros todos juntos.

E a dimensão é uma das explicações para o sucesso que os sindicatos de professores historicamente sempre foram tendo. A outra vem pela capacidade de mobilização e de colocar em movimento uma massa humana que está muito longe de ser constituída por gente sem cérebro. Antes pelo contrário, a capacidade de pensar a Educação no seu todo e intervir nesse plano fez com que os Professores SEMPRE se sentissem identificados com os sindicatos, nomeadamente os da FENPROF.

Por outro lado, nos Sindicatos da FENPROF sempre houve a capacidade de integrar dois tipos de dirigentes: os “profissionais” e os “professores” – como qualquer organização a estabilidade é fundamental e por isso a permanência de alguns dirigentes durante muitos anos é uma ENORME vantagem e não um problema como muitos referem – veja-se o que acontece no clube que mais sucesso tem tido. Eu, professor que vai e vem, entre a Escola e o Sindicato, nunca teria a capacidade de pensar a organização, como ela precisa de ser pensada.

O último nível e talvez mais importante relaciona-se com a capacidade que os Sindicatos da FENPROF sempre tiveram de inserir nas suas direcções gente de todas as orientações politicas e até partidárias – a presença do PCP e de gente próxima do PCP sempre foi dominante, mas socialistas e sociais democratas sempre tiveram a possibilidade de actuar e trabalhar dentro da FENPROF. Nos últimos anos houve também uma presença cada vez mais forte de gente próxima do Bloco, mas…

Surpreendentemente, com a subida de Jerónimo ao poder no PCP, a estratégia mudou e os Dirigentes sindicais do PCP optaram por avançar numa cruzada contra os infiéis!
Ainda não consegui entender o que é que o PCP pretende com esta estratégia, mas tenho a certeza que está a fazer a aposta errada porque está a matar uma das marcas mais fortes do sindicalismo docente: a diversidade de opiniões.
Felizmente os professores parece que começam a perceber o que se passa e por isso no Sindicato dos Professores da Grande Lisboa o PCP voltou a perder!

Sabemos que eles (PCP!) não vão parar por aqui e isso pode ser o princípio do fim do sindicalismo docente, tal como o conhecemos, mas…

João Bénard da Costa (1935 – 2009)

Morreu hoje, com 74 anos de idade, João Bénard da Costa. Dados biográficos, podem ir vê-los à Wikipedia, mas, como é óbvio, a sua ligação ao cinema e à Cinemateca Portuguesa é incontornável.
Foi sempre polémico e a última polémica foi precisamente com Isabel Pires de Lima, ex-Ministra da Cultura. Nessa altura, e mesmo que o costume seja dizer bem de quem morre, foi extremamente deselegante e pedante com a antiga titular da pasta da Cultura.
Violentíssimo, Bénard da Costa disse-lhe: «Meta-se com gente do seu tamanho e haja respeitinho por quem não tem idade, nem percurso profissional, nem posição social para gastar mais cera com tão ruim defunta». Tudo porque Isabel Pires de Lima defendeu a criação de um pólo da Cinemateca no Porto e acusou Bénard da Costa de não o querer.
Terá sido o último episódio público de um grande português. Não apaga o seu passado, mas lamento que manche a sua memória.

De volta ao mar – Centros para náutica


Para impulsionar os desportos náuticos e a náutica de recreio e dinamizar actividades complementares (turismo de cruzeiros, ecoturismo e turismo de natureza), o projecto do Hypercluster da Economia do Mar propõe a criação de centros do mar, tais como a “Cidade Náutica do Atlântico” em Viana do Castelo – Valimar, o “Arco Ribeirinho Sul – Marina do Tejo”, entre Alcochete e o Seixal, o “Centro Náutico da Baía de Cascais”, entre Cascais e Lisboa, o “Porto do Barlavento”, entre Portimão e Lagos, as “Portas do Mar” em Ponta Delgada, ou a “Escala do Atlântico”, no Faial, Pico ou São Jorge.
Esta área exige a elaboração de um plano estratégico de localização e implantação de apoios à navegação de recreio, a dinamização da “Porta Marítima de Lisboa”, que funcionaria como um grande espaço de recepção, e um novo quadro legal relativo à construção e exploração de portos de recreio. (Prof. Ernâni Lopes e Expresso)

Há quem o veja no Benfica…

“Um casal norte-americano do Texas, Dan e Sara Bell, viram Jesus num pacote de snacks de queijo.” (DN)

Não quero afirmar com toda a certeza, porque os olhos enganam, mas estou quase a garantir que ainda ontem vi a Angelina Jolie numa nuvem. E estava a sorrir para mim.

Lopes da Mota tambem é primo?

“Usei o nome do meu primo, no Natal peço-lhe desculpa”, diz em primeira página Hugo Monteiro, no Expresso.
Se vai pedir desculpa é porque não devia ter usado. E para usar sem ter que pedir desculpa tinha que, prèviamente, pedir autorização!
Isto aplica-se a Lopes da Mota? É que o PGR prefere afastar o Eurojust do caso Freeport que afastar Lopes da Mota! Porque Sócrates já lhe aceitou as desculpas? Mas o PM num caso como este pode aceitar as desculpas de um magistrado, ou tem que proceder em conformidade?
Pode dizer (o Primeiro Ministro) “como somos do PS e já fomos do mesmo governo está tudo desculpado”!Pode? Não pode! Pode ao primo, mas não pode a um magistrado que ainda por cima é Presidente de um organismo internacional, nomeado pelo governo e que só lá está enquanto o Primeiro Ministro quiser! O primo usou como primo que, como se sabe, é coisa que não se escolhe.
Mas um magistrado, senhores? Há aqui qualquer coisa que me escapa!

Ministra da Educação pede desculpa aos professores…

por não ter "desmontado" as acusações de estar a atacar os professores.