Tripla Intifada:

Claro que a decisão do Juiz do caso da menina russa (Alexandra) não me surpreendeu nem um pouco.
Por muito que custe, e pode-me custar muitos amargos de boca com a justiça, em Portugal nota-se, cada vez mais, uma impreparação gritante de boa parte dos senhores e das senhoras juízas. Nos casos de violência doméstica é o que se sabe. Naqueles que se assemelham com este, é recorrente. Aliás, Fernando Madrinha, no Expresso deste sábado, fala em “brutalidade” da decisão da Relação de Guimarães. Eu acrescento, incompetência pura de quem sabe que nunca será julgado por tal. O juiz ficou perturbado e surpreendido. Pior ficou Alexandra a quem este senhor estragou a vida.
Os que acreditam em Deus dirão “Que Deus lhe perdoe”. Eu prefiro dizer: Não há perdão para quem comete um crime destes.
Num dos mais brilhantes Editoriais que me foi dado a ler nos últimos anos, o Expresso de sábado, chama a atenção para um facto: “O Tribunal de Faro deu como provado que Leonor Cipriano foi torturada nas instalações da Polícia Judiciária de Faro”. Acrescentando, “Se fosse nos EUA, teríamos todos os bem-pensantes a protestar” sobretudo, acrescento eu, a nossa esquerda caviar capitaneada pelo inenarrável Louçã, de braço dado com o mano Portas e a bênção do padrinho Manuel Alegre.
Foi em Portugal, mais precisamente em Portimão, que os senhores agentes espancaram a suspeita de um crime. Aliás, no nosso país, as diferentes escadarias de esquadras de polícia convivem muito mal com os bons sapatos “made in Portugal”, existindo uma óbvia tendência traiçoeira para quedas violentas dos utentes ocasionais destes estabelecimentos. A esquerda caviar dirá que são resquícios do salazarismo. Não são. São a proverbial incompetência lusa. A mesma que leva determinados juízes a seguir a chamada Lei do Menor Esforço, uma verdadeira instituição nacional.
Depois de duas notas sobre incompetência, nada como terminar com a excelência dos competentes. Reunidos hoje no estádio municipal de Oeiras, os jogadores do Futebol Clube do Porto explicaram ao país como se consegue vencer quando se é competente. Um adepto do Porto, certamente por descuido, afirmou perante um pé de microfone de uma das televisões que, “de Coimbra para baixo quero tudo a arder”. Este compatriota, bom Pai de família, não percebe muito de geografia. Não faz mal, o Aventar explica: Não é de Coimbra para baixo, é da Serra de Aire e Candeeiros para baixo. E não é preciso arder, meu caro, basta desanexar…

Dobrada à moda do Porto

É indigesta, não pode ser sempre nem demais! O Paços aguentou-se bem, jogou benzinho mas sem fazer grande mossa à defesa Dragona.
O FCP está esgotado, poucas vezes acelerou e quando o fez marcou um golo !
O Jesualdo merece acabar a carreira num clube com a dimensão do Porto.É um estudioso , fez uma carreira longa e começou por baixo, com dificuldades. Há aí uns treinadores de aviário que começam onde deviam acabar.
O Jorge Nuno, à parte umas aferroadas escusadas ao Jamor e ao Glorioso, esteve ao seu nível. No camarote presidencial.No ano passado esteve duas filas atrás de mim.
Efeito das catarinas…
E um abraço aos meus compinchas aventadores “azuis e brancos” …

Eu estive lá mais uma vez…

e voltarei sempre que for necessário!

O modelo de avaliação dos professores*

Realmente, como é que alguém há-de ser contra o excelente modelo de avaliação de professores proposto pelo Ministério da Educação?
Escolha a opção correcta e veja se é um bom professor!

A. Ocupação plena do horário do professor

A1 – Empenho para a rentabilização do tempo de almoço.
Nível 1 O professor almoça em casa e/ou no restaurante, dedicando totalmente esse tempo ao lazer e à família.
Nível 2 O professor almoça no restaurante com os seus colegas, tratando pontualmente de algum assunto relacionado com a escola.
Nível 3 O professor almoça no refeitório da escola, rentabilizando esse tempo para discutir assuntos relacionados com as tarefas da escola e/ou reunir com os seus pares.
Nível 4 O professor petisca no bar, mandando reservar previamente um croquete, uma sandes de queijo fresco e uma água, aproveitando para realizar as tarefas da escola em simultâneo.
Nível 5 O professor não almoça, mantendo-se no seu local de trabalho e em cumprimento do seu dever profissional em total abstinência.

A2 – Empenho para a rentabilização do tempo de transição entre as actividades lectivas.
Nível 1 O professor usa as instalações sanitárias de acordo com as suas necessidades, procedendo de igual forma em relação a chamadas particulares do seu telemóvel e ao consumo de géneros alimentícios, utilizando a sala de professores para actividades de lazer.
Nível 2 O professor usa as instalações sanitárias não mais do que uma vez em cada turno, procedendo de igual forma em relação a chamadas particulares do seu telemóvel e ao consumo de géneros alimentícios. Não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer.
Nível 3 O professor utiliza as instalações sanitárias mas rentabiliza esse tempo para terminar o consumo dos géneros alimentícios adquiridos no bar. Raramente faz chamadas particulares do seu telemóvel e não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer.
Nível 4 O professor utiliza as instalações sanitárias muito ocasionalmente e de forma célere, raramente faz chamadas particulares do seu telemóvel, não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer, consumindo pontualmente um copo de água.
Nível 5 O professor não desperdiça tempo na satisfação de qualquer necessidade fisiológica, não utiliza o seu telemóvel para chamadas particulares, embora o possa disponibilizar para contactos profissionais; não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer ou consumo de géneros alimentícios.

B. Relacionamento com a comunidade

B1 – Relacionamento com os alunos
Nível 1 O professor esconde-se atrás dos postes, caixotes do lixo, caixas de electricidade, dentro do lago, e afins de forma a evitar a todo o custo qualquer tipo de relacionamento com os alunos.
Nível 2 O professor circula de forma circunspecta pela escola, desmotivando qualquer aproximação por parte dos alunos.
Nível 3 O professor responde naturalmente às abordagens informais feitas pelos alunos, mantendo uma postura séria face aos assuntos tratados.
Nível 4 O professor demonstra uma preocupação para com os problemas pessoais dos alunos, levando-os a interagir e confidenciar os aspectos íntimos da sua vida pessoal. Apoia-os na resolução dos seus problemas, averiguando e procurando soluções junto de outros colegas, entidades e organismos especializados nas diversas problemáticas.
Nível 5 O professor corre atrás dos alunos, convivendo estreitamente com eles durante os tempos de transição entre as aulas, integrando-se perfeitamente nas suas actividades. Almoça com os alunos frequentemente no refeitório e/ou nos restaurantes das proximidades da escola. Convida-os para festas familiares e/ou frequenta com eles as discotecas nocturnas desfrutando da sua companhia.

B2 – Relacionamento com os encarregados de educação
Nível 1 O professor nunca está disponível para comunicar com os encarregados de educação fora do seu horário de atendimento.
Nível 2 O professor encontra-se disponível apenas durante o seu horário de atendimento, limitando o tempo destinado a cada encarregado de educação em quatro minutos e cinquenta e três segundos.
Nível 3 O professor está disponível para comunicar com os encarregados de educação fora do seu horário de atendimento, em casos de comprovada urgência. Pontualmente, atende uma chamada telefónica de um encarregado de educação no intervalo entre aulas.
Nível 4 O professor estabelece uma relação estreita com os encarregados de educação. Elabora um mapa com vários percursos de forma a abranger todas as residências dos encarregados de educação da sua direcção de turma ao longo da semana. Cumpre o percurso estabelecido diariamente após a saída da escola e antes de se dirigir ao seu lar.
Nível 5 O professor estabelece uma relação de amizade com os encarregados de educação, relacionando-se com os mesmos diariamente, incluindo os fins-de-semana, e disponibilizando-se para adaptar as suas férias às necessidades daqueles.

B3 – Relacionamento com o órgão de gestão, vulgo o Director.
Nível 1 O professor não acolhe com agrado as sugestões de bases de dados propostas pelo órgão de gestão. Recolhe dados através de conversas com os intervenientes e procede ao registo de percentagens e elaboração de estatísticas utilizando a regra de três simples.
Nível 2 O professor acolhe pontualmente com agrado algumas bases de dados propostas pelo órgão de gestão da escola, utilizando-as com alguma dificuldade mas na tentativa de rentabilizar tempo, trabalho e recursos.
Nível 3 O professor acolhe com agrado as sugestões de bases de dados propostas pelo órgão de gestão.
Nível 4 O professor acolhe com bastante agrado as sugestões de bases de dados propostas pelo órgão de gestão, esforçando-se por não danificar as programações e tentando rentabilizar ao máximo os instrumentos postos ao seu dispor.
Nível 5 O professor trabalha alegremente com as bases de dados disponibilizadas pelo órgão de gestão, dando importantes contributos para melhorar as existentes e apresentando sugestões de novas bases, grelhas e outras operações em folha de cálculo para registo de todas as actividades escolares. Partilha com os seus pares o entusiasmo pelo registo digital sistemático de toda a informação da escola.

C. Realização do processo ensino-Aprendizagem
C1 – Utilização de equipamentos para o processo de ensino-aprendizagem
Nível 1 O professor recusa-se a usar qualquer equipamento que exceda o quadro preto já existente na sala de aula e um pau de giz.
Nível 2 O professor tenta utilizar o equipamento posto à sua disposição de forma adequada mas, devido á sua deficiente competência técnica, danifica com frequência o material, sentindo-se desencorajado para novas aventuras no mundo tecnológico.
Nível 3 O professor solicita o equipamento tecnológico das salas de aula de acordo com o ECD e a sua avaliação de desempenho. Conta sempre com um funcionamento, manutenção e actualização dos aparelhos adequado ao plano tecnológico, utilizando as TIC e o acesso à Internet em perfeitas condições e em todos os pavilhões escolares.
Nível 4 O professor utiliza os diversos equipamentos tecnológicos existentes na escola, envolvendo activamente os alunos no seu transporte para a sala de aula, bem como na sua montagem e arrumação. Utiliza os equipamentos de forma adequada promovendo a sua durabilidade e bom estado de funcionamento, tendo sempre em vista o próximo utilizador.
Nível 5 O professor transporta consigo todos os equipamentos necessários à sua prática lectiva diária: mala pessoal, pasta escolar, computador portátil, projector, leitor de CD/DVD, dicionários e/ou mapas e ficha tripla pessoal. Sempre que necessita de acesso à Internet, utiliza a sua banda larga pessoal. Durante os i
nt
ervalos, coloca na sala que lhe foi atribuída o retroprojector e o respectivo ecrã, os quais repõe no final de cada aula. O professor anda angustiado ansiando a entrada em funcionamento dos quadros interactivos.

C2 – Apoio aos alunos
Nível 1 O Professor encontra-se em depressão precisando desesperadamente do apoio dos alunos.
Nível 2 O professor precisa do apoio dos alunos em momentos de crise, nomeadamente após a leitura dos mails institucionais.
Nível 3 O professor apoia os alunos dentro e fora da aula, isto é, na mediateca, bancos do jardim, no refeitório, sala de professores e /ou Dt, sala de alunos, bares, estando omnipresente e circulando na escola com um letreiro “Posso ajudar?”
Nível 4 O professor procede de forma idêntica ao anterior mas faz-se acompanhar de vários modelos de questões e respectivas respostas, sendo apenas necessário ao aluno escolher uma das opções.
Nível 5 O professor apoia total e completamente todos os alunos sem excepção e sem restrições de espaço ou tempo, quer através do telefone fixo como do móvel, e inclusive dando acesso à sua localização através de GPS. O professor não se recolhe no seu leito sem primeiramente consultar o mail, respondendo a todas as solicitações dos alunos. Eventualmente não terá oportunidade de sequer se recolher, para prevenir a hipótese de lhe escapar algum mail urgente.

C3- Realização de Actividades Extracurriculares
Nível 1 O professor não participa, não quer participar e tem raiva de quem participa em actividades curriculares e extracurriculares.
Nível 2 O professor participa compulsivamente numa actividade curricular ou extra-curricular, sempre com o nariz ao lado, ameaçando desistir a qualquer instante, abandonando os alunos à sua mercê.
Nível 3 O professor participa em algumas actividades curriculares ou extra-curriculares voluntariamente, sentando-se num lugar da primeira fila, e assistindo com muita atenção ao desenrolar da dita actividade, batendo palmas no final.
Nível 4 O professor participa e dinamiza mais de quinhentas actividades curriculares e extra-curriculares enquanto funcionário no activo, preenchendo entusiasticamente e atempadamente todos os formulários, grelhas, bases de dados e inquéritos relacionados com as mesmas.
Nível 5 O professar faz do seu projecto de vida a dinamização cultural, não só da escola mas de toda a comunidade e arredores, contribuindo assim para enriquecer PEE, PCE, PAA, PCT, CG, CP, CE, CT, CDT, DCSH, DL, DE, DMCE. Procede antecipadamente à reserva do seu lugar como professor voluntário, impedindo a escola de, após a sua aposentação, cair no marasmo cultural.

* in Professores Lusos

Como se chama mesmo o Mézico Zérlim da TSF?

Peço desculpa pela vacuidade do «post», mas é uma dúvida existencial que me acompanha há anos…

A violação fora do Código Penal?

padre

Há qualquer coisa de estranho a passar-se na hierarquia da Igreja Católica de Espanha. Há três dias, o Cardeal António Cañizares disse, em declarações ao canal de televisão TV3 da Catalunha, que os abusos sexuais nas escolas católicas da Irlanda são menos graves que o aborto.

Para se perceber algo mais sobre esta extraordinária, quanto absurda, declaração, há que ter em conta que o Governo de Espanha aprovou recentemente um projecto de liberalização da lei de aborto, que autorizará a interrupção da gravidez até a 14ª semana. A Igreja não gostou.

Ora, chamado a comentar o relatório sobre os crimes de abusos a menores praticados entre os anos 50 e 80 nas escolas católicas irlandesas, crimes que ficarão sem castigo, porque ninguém foi acusado, o cardeal afirmou que esses crimes são menos grave que as “milhões de vidas destruídas” pela prática do aborto.

O Cardeal Cañizares não é um homem qualquer e não é também um ministro católico comum. É padre há mais de 30 anos, bispo há mais de 17 e cardeal há mais de três anos. Um currículo invejável dentro da estrutura religiosa. Em Dezembro passado foi designado Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, pelo Vaticano. Por norma, declarações com este peso provenientes do topo da hierarquia da Igreja Católica não acontecem por acaso.

Luís Moreira aventava que este raciocínio, que classificou de “perigoso”, é um “benzer o comportamento de sacerdotes que abusam sexualmente de crianças! Relativiza a pedofilia para branquear um comportamento frequente entre o clero, ao mesmo tempo que o aborto (que o clero nunca vai poder fazer) é remetido para a classe dos ‘pecados mortais’!”. Pode muito bem ser.

Acontece que no meio de todo o ruído que o caso provocou no país vizinho surgiu outra questão proveniente da Igreja que me deixou ainda mais intrigado. No mesmo dia, o jornal espanhol “Público” contava que uma revista (distribuída com o jornal ABC) do arcebispado de Madrid, presidido pelo Cardeal António Varela, sugeria que a violação poderia não ser um crime. Num texto assinado pelo redactor-chefe da publicação, Ricardo de la Vega pergunta se “reduzido o sexo a simples entretenimento que sentido faz manter a violação no Código Penal?”. O homem garante que não tem intenções de tratar o assunto com ligeireza mas questiona se não deveria “equiparar-se a outras formas de agressão, como, por exemplo, obrigarmos alguém a divertir-se por uns minutos”. Não contente por esta linha brilhante de pensamento, apenas ao alcance de um crocodilo, o indivíduo continua resplandecente: “Quando se banaliza o sexo, se dissocia da procriação e se desvincula do matrimónio, deixa de ter sentido considerar a violação como um delito penal”.

A besta que escreveu estas linhas não me merece muitos comentários. O seu bestial argumentário muito menos. A minha dúvida é se a hierarquia católica do país vizinho conhecia o teor do artigo. Se não conhecia, o senhor Ricardo de la Vega foi mais papista que o Papa e terá ultrapassado os limites da decência. Se conhecia e o sancionou, a coisa é ainda mais grave.

O poder da Igreja espanhola é enorme e é histórico. Por norma, as altas esferas da Igreja Católica não dão ponto sem nó. É assim em Portugal, será muito mais em Espanha. Por isso, as minhas dúvidas. O que raio se anda a passar no país vizinho?

A Criança Russa e a Justiça cega

Nos casos de crianças em que se coloca a questão de opção entre “os pais adoptivos” e “os pais naturais” há uma faceta muito comum.Os Tribunais perante uma criança em ambiente afectivo estável decidem pela saída da criança desse ambiente !
Claro que há outras questões a ponderar mas o bem da criança deve prevalecer. Se está num ambiente afectivo, onde é feliz, o Tribunal e as partes interessadas têm que encontrar soluções sem estragar o que há de bom! O ambiente onde a criança se sente feliz!
Nestes casos, só existe o Direito da criança, não existem direitos de pessoas que ainda por cima dizem que querem o bem da criança. Se amam a criança a primeira prova, disso mesmo, é encontrarem soluções que defendam o que há de mais importante para a criança. O lar onde vive, a sua escola, os seus amigos, o seu bairro.
É incompreensível, que um Juiz (que pode observar “in loco” o bem estar ou o mal estar da criança ) tome uma decisão que, no mínimo, é de risco e diria “ás cegas” ! Conhece, o juiz, o ambiente para onde foi esta criança Russa? As pessoas com quem foi viver ? O que leva um juiz a trocar o conhecido pelo desconhecido?
A Justiça deve ser cega mas não os senhores Juízes a quem cabe tomar decisões que vão determinar a vida de uma criança para sempre!

A polícia já diz os números?

Durante anos, a Polícia recusou-se a dizer os números das manifestações dos professores e dos trabalhadores.
Ontem, em mais uma grande manifestação de professores, voltou a dizer. 50 mil, contra os 70 mil anunciados pela Plataforma Sindical.
O que mudou para esta súbita mudança de atitude da nossa Polícia?