De volta ao mar – Exploração energética

Devem ser definidas áreas com potêncial de exploração energética (de recursos fósseis e renováveis) e biotecnológica e criados centros de investigação.
Avançar com as tecnologias já disponíveis de aproveitamento do vento em off shore e da energia das ondas. O nosso mar tem áreas de grande potencial quer de vento quer da ondas, e há vários projectos e investidores que já mostraram o seu interesse.
Acresce que com esta energia limpa e inesgotável vai ser possível avançar com a dessalinização da água do mar e tornar esta tecnologia viável economicamente.
Toda a água consumida em Porto Santo já provem do mar e no futuro esta oportunidade, com a escassez de água, que é certa, pode tornar o país altamente competitivo.
INVESTIGAÇÂO APLICADA – são sugeridas a integração de linhas de investigação aplicadas, a criação de uma base de apoio à investigação oceonográfica no Atlântico, parcerias internacionais na área das pilhas de combustível e promoção da certificação de escolas de formação profissional.

Palavras do Aventar – Jogo da Educação

Porque hoje é sexta-feira e porque é necessário descontrair… aqui fica um pequeno jogo de palavras em torno da educação e dos seus agentes.

Podem usar mas, por favor, não façam batota. Não adianta tentarem, nós vamos perceber.

A cábula está lá, basta clicar nas células de texto, que são editáveis.

Para jogar, basta clicar: palavras_do_aventar

Se for professor e fizer o jogo de forma limpa, completa e à primeira (não é difícil), talvez nem tenha de passar pelos diversos passos da avaliação.

Se falhar, vamos preparar uma manifestação com muita gente a gritar fascista e afins.

i se as audiências forem…

…abaixo de cão? E se a média nacional de vendas não ultrapassar os 10 mil exemplares? i se o Grupo Lena se fartar de ver o dinheiro a ir pelo cano?

Vaias e sondagens

Sócrates, Maria de Lurdes e Teixeira dos Santos foram violentamente vaiados na Escola António Arroios. No mesmo dia em que as sondagens dão resultados cada vez mais problemáticos para o PS. É normal que seja assim. Não se pode enganar toda a gente o tempo todo. Os casos que envolvem o PM estão a fazer o seu caminho e é um caminho sem retorno. Hoje já muitos percebem – este caso Lopes da Mota é esclarecedor – que não é preciso ser condenado em Tribunal para se ter uma opinião sobre o carácter de uma pessoa. Continuam a ser inocentes perante a Justiça mas não se podem ignorar os papéis que desaparecem, os que são destruídos, as casas a metade do preço, os mega projectos autorizados à pressa e com decisões no mínimo discutíveis.
É preciso arrepiar caminho quanto às políticas deste governo.Quem chamou a atenção para o dinheiro que ía para os bancos, que esse dinheiro nunca chegaria à economia real, vê agora com desgosto o governo em pânico sem saber como sair dos buracos que ele próprio criou.
Oxalá ainda se vá a tempo de impedir essas tragédias que são os TGVs, as autoestradas em triplicado, os aeroportos megalómanos, as pontes que trazem mais carros para dentro da cidade e que descaracterizam para sempre o mais belo estuário do mundo.
Tenho vindo a apresentar um conjunto de artigos sobre o “Hypercluster do mar“. Custa a acreditar que este país, com todas as condições para liderar nas actividades do mar, não dê prioridade ao mar.
E, no entanto, sabemos as razões. É fácil construir betão e comprar maquinaria lá fora. É bem mais dificil fazer um trabalho sério e continuado em matérias que exigem saber!

O «mensalão» de Freitas do Amaral

Segundo o «Sol», Freitas do Amaral vai voltar. Aliás, ele volta sempre. Quem não se lembra quando, aqui há uns anos, voltou à Assembleia da República durnte dois meses, só para cumprir o tempo que lhe faltava para ter direito a uma reforma dourada e vitalícia como Deputado?
Com este Governo, nunca falta trabalho a Freitas do Amaral. Também, o homem desdobra-se em elogios constantes e mirabolantes ao primeiro-ministro e, que diabo!, tem de ser recompensado de alguma forma.
Desta vez, foi encarregado de rever a legislação sobre Fundações. Por esse trabalho, vai receber 5 mil euros mensais. Mil contos na moeda antiga, 12 mil contos + IVA no final do contrato, que vai ter a duração de doze meses.
Estamos em presença, sem dúvida, de um génio. Que outro génio poderia conseguir um contrato destes em época de crise como a que vivemos? Melhor mesmo, só o ilustríssimo e também ele genial advogado João Pedroso e o seu famoso contrato com o Ministério da Educação.

Fascista e Artista

Eu sou profundamente anti-Sócrates, e todos os dias explico aqui as minhas razões. Mas chamar fascista a Sócrates para “dar” com astista, é falso e perigoso!
Não é poeta quem quer!

Colecta a favor do Dr. Vítor Constâncio

Depois de ler esta notícia, o Aventar vem propor que se organize uma colecta a favor do Governador do Banco de Portugal, Dr. Vítor Constâncio, e demais elementos do Conselho de Administração da Entidade Reguladora dos Bancos.
Com efeito, já vai ser o segundo ano consecutivo que o Dr. Vítor Constâncio não vai ter aumento de ordenado. Correm tempos difíceis no mundo e, para o Governador do Banco de Portugal, as coisas não devem andar nada fáceis. Por este andar, o seu poder de compra não vai parar de diminuir. Qualquer dia, está a ganhar tanto como o Presidente da Reserva Federal Norte-Americana!
A petição vai começar a circular em breve na internet.

BEM-VINDA

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Bem vinda Ana Anes (http://www.anaanes.com/)

Esperam-se bons “post´s”

JM

Requiem pela Ministra da Educação (I)

Maria de Lurdes Rodrigues foi professora primária. Seja porque teima em esconder esse facto do seu «curriculum» oficial (terá vergonha?), seja porque a subserviente comunicação social portuguesa nunca se interessou pelo assunto, o certo é que gostaria de saber mais sobre o seu desempenho no ensino real. Foi uma professora exemplar? Não chumbava alunos? Utilizava métodos inovadores? Tinha uma boa relação pedagógica com os alunos? Algum desses alunos se lembrará dela? Foi avaliada? E se não foi, a culpa foi sua?
À falta destes elementos, tenho de me limitar a avaliar o seu desempenho, como ministra da Educação, entre 2005 e 2008. Não tenho dúvidas de que uma grande parte da sociedade portuguesa bateu palmas à sua actuação, mas, para aqueles que vêem para lá do folclore político, o seu mandato deixou muito a desejar. Resumiria o seu mandato de três anos numa frase: uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma.
Os principais problemas do sistema educativo mantiveram-se e nada a ministra fez para a sua resolução. Os programas continuam completamente desfasados da realidade, tanto em termos de dimensão como de conteúdos. Os manuais escolares apresentam erros graves e os seus preços são exorbitantes. Continua a haver turmas com mais de trinta alunos em salas de aula sem as mínimas condições. Psicólogo nas escolas, para já não falar em assistente social, continua a ser uma miragem para a maior parte dos Agrupamentos. Continua a haver falta de funcionários e cada vez são mais os tarefeiros, que chegam a ter horários de uma hora por dia. Os Quadros das Escolas continuam sem ser devidamente preenchidos, daí a necessidade de chamar professores contratados, num processo que chega a demorar um mês (período durante o qual os alunos não têm aula à respectiva disciplina).
Podia continuar com dezenas de exemplos daquilo que devia ter sido prioritário para este ministério. Porque, no sistema educativo, nada há mais importante do que os alunos. É por eles e para eles que tudo existe. E são eles os únicos prejudicados pelas situações que referi anteriormente.
Se nestes casos o ministério nada fez para resolver os problemas, houve casos em que os piorou. Foi o caso dos cerca de quarenta mil miúdos com Necessidades Educativas Especiais que, por razões economicistas, perderam o apoio de que usufruíam. Foi também o caso dos professores do Ensino Especial, cuja especialização deixou de ser uma obrigatoriedade. Qualquer um pode encarregar-se desses alunos.
Foi o caso da obsessão pelas estatísticas. Ao ponto de facilitar até ao enjoo os exames nacionais, para se poder dizer que a sua política foi um sucesso. O objectivo, já o assumiu, é acabar com as reprovações dos alunos. Resultado: hoje em dia um aluno pode transitar sem ter nenhuma positiva. NENHUMA!
Foi, ainda, o caso do Estatuto do Aluno, que, ao contrário do que se tem dito, e ao contrário do que os alunos pensam, é muito mais permissivo do que o anterior. O anterior Estatuto, publicado pelo ministro David Justino, previa a expulsão do aluno como medida disciplinar sancionatória, no caso de esse aluno estar fora da escolaridade obrigatória. Nesse ano lectivo, o aluno ficava imediatamente retido e não podia inscrever-se noutra escola. O actual Estatuto do Aluno elimina essa sanção e a transferência passa a ser a pena máxima, mas apenas se a Direcção-Regional de Educação concordar.
Segundo o anterior Estatuto do Aluno, o Conselho de Turma (conjunto dos professores da turma) podia ser chamado a decidir da suspensão do aluno entre 5 a 10 dias. Com o actual Estatuto, essa participação dos professores, afinal aqueles que conhecem o aluno, é simplesmente revogada. A partir de agora, o Director «pode previamente ouvir os professores da turma». Nem sequer é obrigado a ouvi-los.
E depois há a questão das faltas. No Estatuto anterior, quando ultrapassavam o limite de faltas injustificadas, os alunos ficavam retidos ou eram desde logo excluídos, se estivessem fora da escolaridade obrigatória. Agora, podem faltar o que quiserem que têm direito a uma prova de recuperação, «independentemente da natureza das faltas». Ou seja, faltar porque se foi operado ou faltar porque se foi para o café é exactamente a mesma coisa. E se o aluno reprovar na prova de recuperação, ainda pode ver as suas faltas justificadas e ainda pode ter direito a uma nova prova de recuperação.
Ou seja, não interessa se os alunos se esforçam ou não, se cumprem os seus deveres ou não. Porque quem se balda obtém os mesmos resultados do que aqueles que se esforçam. Afinal, o que interessa é acabar com os chumbos.
Como é óbvio, os alunos que se esforçam, mas não conseguem, é que deviam ser apoiados com aulas de recuperação constantes às disciplinas em que têm dificuldades, em vez da fantochada que, hoje em dia, continuam a ser as aulas de substituição. Outro dos problemas criado pelo ministério que em nada veio ajudar os alunos.
É tempo perdido para os alunos, que nada aprendem enquanto estão nessas aulas. O que vêem à sua frente é um professor que não conhecem, que não respeitam e que nada percebe daquela disciplina, mesmo que leve uma ficha de trabalho deixada pelo colega em falta. Admito aula de substituição no caso de ser leccionada por um professor da disciplina. Nada mais.
Curiosamente, porque o professor tem de estar na escola um número determinado de horas, é colocado em aulas de substituição, ou então na Biblioteca, Sala de Estudo, etc.. Se está em aula de substituição e nenhum colega falta, fica na Sala de Professores, duas horas ou mais, sem fazer nada. Se vai para a Biblioteca, Sala de Estudo, etc.., nada tem para fazer, porque os alunos estão em aula ou em substituição, por isso não podem sair da sala. Não seria difícil aproveitar melhor o trabalho dos professores de forma a beneficiar também os alunos, sobretudo através de aulas de apoio individuais para todos os que precisassem.
Depois, há outras medidas que se podiam ter revelado positivas, mas a sua implementação não o permitiu. É o caso do Inglês desde a 1.ª Classe. Acontece que é uma AEC (Actividade Extra-Curricular) e, logo, não-obrigatória. Os alunos chegam ao 5.º Ano com ritmos totalmente diferentes. Alguns tiveram quatro anos de Inglês, outros não tiveram nenhum. E os que tiveram quatro anos, voltam a levar com a iniciação, como se partissem do zero – daí à desmotivação, vai um pequeno passo. Daqui a uns anos se verão os resultados.
Para além disso, muitas aulas são dadas na cantina, no ginásio, no contentor, onde quer que seja. E tudo é feito à custa de professores com recibo verde, que por vezes recebem 5 euros por hora, mas apenas as horas efectivamente leccionadas. É feriado e não há aulas? Tem de acompanhar o filho recém-nascido à consulta na Maternidade? Tem de ir ao funeral do pai? Azar, será descontado. Dir-se-á que a culpa é dos municípios, mas quem fez a lei foi o Governo.

(continua)

De volta ao mar – Quintas marítimas


Para as pescas, aquicultura e indústria de pescado, importa definir e delimitar áreas de potencial aquícola, para posterior concessão, bem como áreas ambientalmente protegidas à escala nacional (incluindo os Açores e a Madeira). É proposta a criação e promoção de “Regiões Piscícolas Demarcadas”, o fomento da cadeia de valor do pescado português, a reconfiguração da indústria de transformação do pescado e a modernização da frota pesqueira.

IDENTIDADE MARÍTIMA
Deve ser criado um plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar e promover a identidade marítima da sociedade portuguesa que revitalize a cultura marítima como parte do património português mais valioso. Assim como devem ser desenvolvidos planos sistemáticos de comunicação, conferências,congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área!

Um cenário mais negro

O cenário já não era agradável. Progressivamente ganha contornos ainda mais negros. Os últimos dados oficiais do número de desempregados não representam grande novidade, já eram esperados, mas assustam.

Os 491 mil desempregados registados nos centros de emprego no final de Abril são o valor mais elevado dos últimos 35 anos, diz o Público. Isto, como se imagina, não é nada bom. Em termos sociais e de recuperação da auto-estima de um país em depressão. Para já não falar da recuperação da economia. Mais desempregados significa menos dinheiro, e menos dinheiro significa menos consumo, e menos consumo significa um acentuar da crise na economia nacional.

Em termos simplistas as coisas são assim. E são más.

Sinais da terceira vaga

A Srª ministra terá dito por aí que a avaliação estava em curso e que isso seria uma reforma ganha.
Procurou também dizer que nunca tratou mal os docentes e que só falhou quando não conseguiu desmontar esta imagem.
Eu diria, que mais uma vez estamos perante um ataque mediático da equipa socrática – o risco de uma terceira onda de indignação nas ruas de Lisboa seria um desastre para ela, mas principalmente para todo o governo e por isso temos novo ataque (des)informativo.
Assinalámos desta forma o arranque da campanha pró-Maria de Lurdes onde se vai tentar mostrar que tudo o que foi feito até aqui foi um sucesso: avaliação foi o pontapé de saída e sobre esse, deixo o riso do Ricardo.
Obviamente, a entrega de objectivos aqui está a ser usada como arma de arremesso – fica assim claro que uns fizeram o jogo da ministra. Claramente. PONTO.
Voltando à campanha mediática, penso que temos duas semanas para mostrar que não nos vamos amedrontar com mentiras. Vamos arrancar no dia 26 para Lisboa, onde no dia 30 vamos voltar a descer a Avenida da (NOSSA) Liberdade. Respondendo a Paulo Guinote, só podemos dizer: “Sim, percebemos a Mensagem – só há uma maneira de tudo o que diz a Ministra ser mentira – indo a Lisboa dia 30!

30 de Maio de 2009

30 de Maio de 2009