"Notícia só é aquilo que alguém quer esconder. Tudo o mais é publicidade"

Diz o senhor Mário Crespo que foi Bob Woodward que o disse. Percebo e concordo perfeitamente. Muito se fala duma campanha negra criada por alguém, com a ajuda de jornalistas, que tentam criar falsas notícias motivadas por interesses ocultos, para prejudicar eu sei quem, em telejornais travestidos. Como se eu, não soubesse que o jornalismo já não existe. Como se eu não soubesse que os jornalistas têm de responder perante responsáveis editoriais que respondem perante administrações que respondem perante os seus donos, os patrocinadores. Obrigado pela dica, senhor Mário, mas eu já sabia disso. “Há demasiada publicidade em Portugal”, diz ele. Pois é. Eu percebo!

Por curiosidade decidi ver melhor um espaço de publicidade. Espaço publicitário

Quem é Jorge Sampaio?

Jorge Sampaio, cuja façanha mais assinalável da carreira política foi mandar assassinar por envenenamento milhares de pombos que, no seu entender, estavam a sujar os edifícios da Avenida da Liberdade, é a favor do Bloco Central PS / PSD. E acrescenta que é sempre a favor das maiorias absolutas. Em nome, claro, da estabilidade política.
Mas se é assim, por que razão demitiu a maioria absoluta do PSD / CDS que governava o país em 2004? Na altura, não era pela estabilidade? Não era pelas maiorias absolutas? Será porque era preciso dar um empurrãozinho ao PS de Sócrates?
Ah, já sei, porque era um Governo onde as trapalhadas se sucediam e onde o primeiro-ministro não respondia às necessidades do país. Será que foi mesmo por isso? Mas então, por que raio não demitiu também o actual Governo? Teve tempo para isso. E se essas razões se aplicassem a todos os Governos, quantas vezes o actual primeiro-ministro já não teria sido demitido?
Mas afinal, quem é Jorge Sampaio e por que fala ele?

Bloco de Esquerda, o pesadelo do centrão

Segundo as sondagens publicadas nos últimos dias, o BE atinge um score eleitoral que o torna o mais importante partido do país.
O PS, sem maioria absoluta, que está cada vez mais longe, e com a economia a não dar nenhum sinal que a política de atirar dinheiro para cima dos bancos é a correcta (como muitos já o disseram mas a que Sócrates e a sua teimosia nunca quiz dar ouvidos), afunda-se, e o tempo corre contra, como se vê pelo cada vez maior desemprego e o fecho acelerado de empresas!
O PSD anda na casa dos 36%, subiu 4 pontos, o que quer dizer que está a funcionar “a lei dos vasos comunicantes”. O PCP vai ser melhor do que indicam as sondagens, mas não muito mais. Resta a surpresa CDS com os seus 2%. Irá retirar votos ao PSD?
Se este panorama se consolidar, temos o Bloco de Esquerda como o partido central da vida política portuguesa, podendo fazer maiorias absolutas com o PSD ou com o PS!
Será que é por isto que o CENTRÃO se inquieta na voz de tanta gente importante, a começar pelo ex-presidente Jorge Sampaio?

Vasco Granja e o Professor Baltazar

O João Paulo já aqui deu o devido destaque à morte de Vasco Ganja. Uma pessoa que, estou em crer, acompanhou grande parte da infância de muitos dos autores do Aventar.
Evoco-o, aqui, com um dos inúmeros desenhos animados que fazem parte do meu imaginário: o Professor Baltazar.

Fernanda Câncio e o subsídio de desemprego

Fernanda Câncio (f.), no artigo “>subsídios… publicado no Dia do Trabalhador, revelou enorme perplexidade, e até revolta, a propósito das regras de atribuição do subsídio de desemprego a trabalhadores independentes. Sentiu necessidade do desabafo público, no DN, ainda mais aguçada – por “ter passado dia e meio a tentar que responsáveis da SS mas explicassem, já que, aparentemente, têm tanta dificuldade em perceber o que a lei diz como eu” (sic).
Toda esta inquietação da f. se despoletou a partir do desemprego de amigos, de cujos sofrimentos, naturalmente, a jornalista partilha.
O conteúdo do artigo tem dois tratamentos possíveis: ou é pura e simplesmente para ignorar, ou merece um mínimo de observações justamente para repelir a tentativa de alguém que pretende atirar areia para os olhos dos leitores do DN e do blogue ‘Jugular’. Avaliando as alternativas, decidi formular as seguintes questões:
– Se a situação não incidisse sobre amigos,  não é para duvidar dos seus interesses sobre as regras em causa, a ponto de merecerem tratamento jornalístico?
– Como é possível que os responsáveis da SS, penso que igualmente amigos, não lhe soubessem explicar a base legal que praticamente elimina a atribuição do subsídio de desemprego a trabalhadores independentes?
Relativamente à primeira questão, é o resultado natural do tipo de personalidade social que cultiva: amigos são amigos e os outros são os outros (‘Les uns et les autres’). No tocante à segunda, e para esclarecimento dela, deles e dos responsáveis da segurança social, remeto para o Decreto-Lei n.º 220/2006, de 3 de Novembro.
Com efeito, para ter alcance social relevante, a jornalista f. , em matéria de direitos dos trabalhadores, dependentes ou independentes, tinha toda a política de emprego, do actual governo, para dissecar. O Código do Trabalho, com as introduções do Ministro Vieira da Silva, justificadas por “políticas de favorecimento do emprego”, é, só por si, um vasto campo de debate.   
“Há jovens que, em 6/7 anos consecutivos, foram remunerados através de recibos verdes e hoje estão sem trabalho e sem subsídio. Os despedimentos em empresas lucrativas são comuns. A chamada lei do “lay off” é aplicada a esmo. Enfim, existe de facto um manancial de situações lesivas de muitos trabalhadores.
A tudo isto, o Governo de Sócrates assobia para ar e concentra-se no episódio VM. Obviamente a Inspecção-Geral do Trabalho também nada faz. Mas, vamos, quem quer que seja do MTSS dê lá uma ajudinha aos ‘amigos da ‘ (atenção: foi a f. que usou a designação).

VM: Há coisas notórias que não precisam de sustentação!

Como?
Isto aplica-se aos casos em que está envolvido o nome de Sócrates? “Alguem tem dúvidas de que eram militantes do PCP? Bastaram-me as invectivas de que fui objecto, tipo “traidor”, “vendido” e “traíste o partido””! Então no DVD do Freeport há um gajo a chamar corrupto a Sócrates e nós temos que acreditar? Eu, que nunca vi Sócrates, já escrevi aqui que o DVD afinal pode não querer dizer nada, mas perante o saber de um “Prof. Doutor de Coimbra”, quem sou eu para duvidar?

PCP, sozinhos e sempre sós

O PCP é uma instituição nacional que merece o apreço de alguns, do Pacheco Pereira, por exemplo, mas que eu desprezo sentimentalmente.
PCP
E este sentimento de desprezo vem do facto de o PCP com a Direcção de Jerónimo de Sousa ter optado por uma limpeza de balneário impedindo o partido de se linkar com qualquer outro tipo de gente. Sempre sós.
E isto é feito dos mais diversos modos e por isso é que no 1º de Maio aconteceu o que aconteceu com o Vital Moreira e o PCP de boca fechada: 31 da Armada, arrastao, 5 dias, Blasfémias.
Um exemplo que conheço bem é o do Movimento Sindical, em particular o movimento sindical docente, onde o PC atacou e continua a atacar em toda a linha com um objectivo único – ganhar o poder, ter o poder e o PODER TODO! Sem partilhas.
Já depois das eleições no SPGL (Sindicato Professores da Grande Lisboa) o PCP avançou com Mário Nogueira para a liderança da FENPROF, discussão em 2007 na qual fui um dos intervenientes.
O PCP precisa dos dirigentes dos sindicatos para fazerem trabalho politico – precisam dos que não trabalham nas empresas e nos serviços para ficarem no trabalho sindical, para levaram a cabo o projecto comunista. Sabendo isso o PS está a levar a cabo o mais infame ataque aos dirigentes sindicais e aos sindicatos para tentar quebrar a espinha do PC. Veja-se o caso da lista ao Parlamento Europeu onde os sindicalistas da área da educação aparecem em bom número: Ana Rita Carvalhais, Manuel Rodrigues, Margarida Leça, Rogério Reis, Margarida Fonseca, Dulce Pinheiro.
O PC apertado “legalmente” pelo PS e eleitoralmente pelo BE ataca em toda a força expulsando, ignorando e partindo o que houver para partir, nomeadamente nas Direcções Sindicais. Nos professores, o PC domina o SPRC e o SPZS (Alentejo e Algarve). Tem a maioria no Conselho Nacional da FENPROF e agora até avançou sozinho para a Madeira. Em Lisboa, onde o processo eleitoral está em curso, o PC, mais uma vez avança sozinho ignorando dirigentes de grande qualidade.
Estes dados que avanço sobre o movimento sindical docente são semelhantes a outros ocorridos noutros sindicatos.
Tenho pena que seja este o caminho do PC, mas já não me surpreende!
Não me surpreende o que se passou com Vital Moreira.

Vasco Granja (1925-2009)

Foto do Público

Foto do Público

Segundo o Público, Vasco Granja morreu esta madrugada.
Creio que para a minha geração este Homem é um mito!
Só por isso e por muito mais fica aqui a minha mais sincera Homenagem ao Vasco Granja.

Projectos da Guarda, licenciatura manhosa, Sovenco, casa comprada a metade do preço, Freeport, Cova da Beira, declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional, documentos do Notário desaparecidos

Falta alguma coisa na biografia deste cidadão impoluto?

Extremar de posições

É a tal questão de no meio estar a virtude. Quem me ensinou isto foi a minha avó. Não podemos ser extremistas. O exemplo da minha avó: sempre que deixo crescer um pouco mais o cabelo, diz-me que pareço um militante do CDS e que me faz “tísico”, mas sempre que corto o cabelo curto demais, a minha avó diz que pareço um “skinet”. Algures ali pelo meio, lá consigo ficar “jeitoso”. Coisas (estranhas) da minha avó, mas que têm uma certa lógica.
Isto pode parecer estranho, mas depois vejo o Ricardo a mudar de nome para r. porque lhe querem dar porrada.(E, sim, eu percebo a ironia). Mas parece-me um extremar de posições. Basta percorrer a blogosfera para ver que se as opiniões fossem emitidas cara-a-cara provavelmente teríamos um acréscimo de entradas nas urgências hospitalares e lá teríamos que levar com a Ministra da Saúde a ler mais uns comunicados em conferências de imprensa. Ou, se calhar, não existiam posições tão extremas. Fala-se muito de pluralidade, de frontalidade, de partilha de opinião, de comunicação e de diálogo, mas interiormente continuamos com a nossa arrogância opinitiva. Eu admito-o. Por exemplo, eu, com o meu radicalismo ecológico, continuo a pensar que já resolvi o problema da humanidade e agora só me falta convencer 6 biliões de gajos a ficarem como eu. Não me levem a mal, não é arrogância. É só a minha opinião. E não gosto que não estejam de acordo com a minha opinião. Se ela está totalmente correcta, porque é que alguém haveria de discordar?
Agora, a sério. Ainda hoje, ecoam as agressões a Vital Moreira. Extremar de posições, lá está. Alguém que não partilha das mesmas opiniões do Homem do Cabelo de Aço decidiu dar-lhe um abanão. E agora ele quer que lhe peçam desculpas pelo abanão. E as opiniões extremam-se. “O Vital fez de propósito e foi-se meter numa manifestação da CGTP para levar porrada e ganhar as eleições, como já fez o Soares na Marinha Grande.” Por outro lado: “o problema é a extrema-esquerda que é pior que a extrema-direita”. São as duas grandes conclusões que retenho nas opiniões que recolhi entre a mesa 7 e a 10, aqui no café da esquina. Na imprensa e na blogosfera, as opiniões são ainda mais extremas. Mas isto são só opiniões e como tal ninguém vai mudar a sua posição e cada um vai ficar com a sua própria bicicleta para pedalar. A mim, nesta questão das chapadas e arremessos de copos de vinho na Ovibeja, importa-me reter outras questões que se calhar são mais importantes e que são as seguintes:

As posições em sociedade, mesmo as do mais anónimo cidadão, estão a extremar-se. Seja por culpa da pressão da crise económica ou pela vontade de opinar sem medos das reacções de outros, as opiniões e posições estão a extremar-se. E as acções começam a acompanhar esta tendência.
Nesta situação ficou também implícito que o Partido Socialista, inequivocamente não gosta de trabalhadores nem de sindicatos e despreza as suas manifestações. Se assim não fosse, não fazia campanha política no 1.º de Maio.
Também depreendo que,  independentemente de os políticos fazerem ou não de propósito para levarem porrada, o que é certo é que sempre que levam no corpo, ganham as eleições que disputam. Por isso, por favor, não extremem as vossas posições nos comícios políticos, e não batam em ninguém do PS e especialmemte no Eng. José Sócrates. Era o pior que se podia fazer a este país.

Dalby ici

O Adalberto é um tipo porreiro.
Tem a mania que pertence à Esquerda Caviar, mas cá para mim é o mais profundo dos reaccionários.
Vive como eu em Gaia, onde também faz pela vida.
É um queque de saunas e o jet7 provinciano tripeiro é o habitat natural.
É um provocador!
É com muito gosto que vos apresento, leidisandegentlemenes, Mousieur Adalberto, o Dalby dos Carvalhos, mais um Aventador.

Megaprojectos:grito de alerta – 2

Prof Eduardo Catroga (economista, ex-ministro das Finanças).No Expresso.

A política das parcerias público-privadas (PPP) precisa de ser repensada.Os encargos já assumidos ou projectados pelo Estado representam cerca de 12% do PIB de 2008 ou seja, cerca de 20 000 milhões de euros, ou 4 000 milhões de contos na moeda antiga! É um montante enorme que põe em causa a sustentabilidade das frágeis finanças públicas, o financiamento futuro das despesas sociais…a competitividade fiscal, a justiça intergeracional.
Acresce, ainda que na prática, a garantia de rentabilidade dada pelo Estado a tais projectos de investimento em PPP tem externalidades negativas importantes que afectam a capacidade de alocação de recursos na economia.i) leva os bancos a preferirem tais projectos sem risco em vez de projectos empresariais com os naturais riscos de mercado mas muito mais importantes para a competitividade da economia. ii)incentiva o sector empresarial privado a investir em sectores abrigados da concorrência em mercados intenacionais, quando a nossa competitividade externa se joga basicamente nos sectores de bens e serviços transaccionáveis;III) tem um impacto negativo no ranking futuro e, logo, nas taxas de juro.

Abriu a temporada das Aquisições:

Quando me perguntaram se podia fazer uma apresentação do novo membro do Aventar, não hesitei.
Mas antes de falar dele vou falar-vos de uma outra pessoa. O Paulo Jorge apresentou-me o Ricardo nos idos de noventa em Santiago de Compostela, local onde também fiquei a conhecer o Paulo. É verdade, em terras galegas. Um grupo de jovens, todos dirigentes do movimento associativo universitário do Porto, foram convocados para um fim-de-semana de paintball no Monte do Gozo. Tudo rapaziada solteira. Ou dito de outra forma, todos sem as respectivas. Todos? Todos não. Eu, que não fora avisado das regras ao estilo “turma do bolinha”, levei a minha parceira. Escusado será dizer que fui motivo de gozo. No monte do dito.
O Paulo Jorge foi o organizador. Como sempre. Como amigo do seu amigo, como poucos o sabem ser. Poucos sabem o motivo de tal ajuntamento mas eu sei: foi para ajudar um amigo de um amigo que se tornou, também, um grande amigo. O Paulo é um dos meus poucos Grandes Amigos. E é uma das grandes figuras da história do movimento estudantil universitário do Porto nos anos noventa. É o Papa. Para ele se adaptou a velha anedota do Papa e do Silva dos Plásticos: “quem é aquele tipo de branco ao lado do Paulo Jorge”. Quando eu e o Ricardo falamos sobre o Paulo lembra-mos o seu velho queixume depois de tudo estar a arder à nossa volta: “A culpa não é minha”. Com ele partilhamos algumas das mais extraordinárias conspirações da Federação Académica do Porto. A ele devo ter hoje, entre os raros Grandes Amigos, o Ricardo. Mas quem é o Ricardo? Pois o Paulo todos sabem quem é (é o que está ao lado do tipo de branco na janela do Vaticano) e, em breve, se essa for a vontade do Aventar, também por cá andará.
O Ricardo foi o Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia do Porto sucedendo a outra grande figura, o eterno Sebastião. Pouco tempo depois, foi Presidente da Federação Académica do Porto, sucedendo ao actual Secretário de Estado do Trabalho e Segurança Social, Fernando Medina. Como Presidente da FAP foi responsável por uma das mais lucrativas e melhor sucedidas Queima das Fitas do Porto, foi o homem das multidões na Queima. Pouco tempo depois, foi eleito Deputado nas listas do PSD para a Assembleia da República, pelo círculo do Porto. Mais tarde, renunciou ao mandato para dirigir a conhecida empresa municipal “Porto Lazer”, lugar onde se encontra actualmente e com um trabalho fantástico.
É um dos mais brilhantes da minha geração. Engenheiro de formação, o Ricardo é um brilhante organizador de eventos, um excelente gestor de equipas e um grande coração. Um tipo com humor, polémico qb e com uma enorme lista de amigos e admiradores. Uma lista que rivaliza, taco a taco, com uma outra, a de inimigos. Que nestas coisas da política é mesmo assim. Lagarto até à medula mas cujo segundo clube é o FCP, o que só lhe fica bem.
Para o Aventar, estou certo, é uma grande aquisição com um sabor especial, é o primeiro blogue onde participa. Para mim, é um motivo de enorme orgulho e satisfação ter aqui o Ricardo Fonseca de Almeida, mais conhecido como Ricardo Almeida. Uma estreia na blogosfera que, aposto, não vai deixar ninguém indiferente. E mais não digo, caso contrário ele fica todo vaidoso e ninguém o atura.
Caro Ricardo, venham de lá esses ossos e essas postas.

r.

Tudo começou aqui. A partir daí, tornou-se numa bola de neve incontrolável que nunca desejei. De repente, eu transformara-me numa figura de culto da Blogosfera.
Primeiro, foram os insultos de alguns comentadores do «5 Dias». Depois, o Rogério da Costa Pereira do Jugular dedicou-me um post e outro post sem nunca referir o meu nome; e o Paulo Pinto do mesmo blogue dedicou-me mais um; o País Relativo chamou-me maluco; e até um tal de Miguel Abrantes, na Câmara Corporativa, não queria deixar-me ter outra actividade para além de professor.
De repente, quase que me senti uma figura do «jet-set». Quase! Só me faltou mesmo aparecer na capa de uma revista cor-de-rosa a entrar para o carro com a minha mulher.
Incomodado com mais um post brincadeirinha, infelizmente muito levado a sério, o «Grande Bardo» do «5 Dias» indicou-me subtilmente a porta da rua. Inconformado, qual génio incompreendido, decidi lançar o Aventar. Convidei o pessoal e cá estamos nós. Na luta.
Mas as coisas estão a tomar proporções demasiado sérias. Ainda anteontem um fiel comentador do Jugular, o GL (Gilson), ofereceu-me porrada se fosse ao Twitter. Temo pela minha segurança. Quem tem cu tem medo e, ainda por cima, tenho 20 bocas para alimentar aqui neste blogue.
Por isso achei que era altura de parar. Por uns tempos, o Ricardo Santos Pinto vai desaparecer da blogosfera. A partir de agora, para preservar a minha família de eventuais retaliações, assinarei como r. Apenas r.

Sócrates está satisfeito por perder a Maioria Absoluta

A sondagem de hoje da Católica, no seguimento da anterior para as Europeias, deixa claro que o PS está claramente longe da maioria absoluta – tal como Daniel Oliveira do Arrastão, penso que o PS fica feliz por coisa nenhuma, o que dito de outra maneira, podemos dizer que o PS começa a ficar preocupado.

PS perde Maioria Absoluta

PS perde Maioria Absoluta

No 31 da Armada projectam, e bem, que entre o PS e o PSD as Europeias poderão ser vistas de modos diferentes porque em jogo não estão em causa as lideranças, é uma espécie de Pinto da Costa e treinadores do Porto. Explicando:
– No Porto quando ganham, a “culpa” é do PC; quando perdem, é dos treinadores.
No PS, se ganharem o mérito é da governação, se perderem é do Vital Moreira.
No PSD seria ao contrário, se ganhar o mérito é da Direcção, mas se perderem, é também a Direcção e MFL que fica a perder. Uma referência ao Paulo Rangel, um homem de Gaia, que com um bom resultado será elevado ao estatuto de estrela. Com um mau, pode sempre dizer que a culpa é da Ferreira Leite.

O BE surge, claramente, como a terceira força, o Louça como o que melhor aproveita o espaço mediático e neste momento, quem vota BE pensa: podemos “deixar” o BE fazer uma coligação pós-eleitoral com o PS de Sócrates? Espero que a resposta seja não!

O PCP continua no seu caminho feliz e contente até ao amanhã que cantará.
Alguém viu o Portas, Paulo claro, por aí? De Táxi a bicicleta!

Medina Carreira, o nosso “grilo falante”

Acho que já percebemos que Medina Carreira é um dos mais lúcidos especialistas portugueses em economia e política.

Desassombrado, liberto dos grilhões que impedem muitos outros de serem frontais e dizerem o que acham que devem sem a língua presa, Medina Carreira funciona como uma espécie de consciência colectiva, o nosso “grilo falante”.

Cada intervenção dele tem o peso de uma bomba, embora, na maior parte das vezes, se limite a repetir ideias que já tinha transmitido. Nós temos é dificuldade em as assimilar. Ou não queremos.

Ontem, numa entrevista ao Correio da Manhã / Rádio Clube Português voltou a ser claro: “A população não vai aceitar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver, como é evidente. Porque a população já diz, bom, prometeram-nos mundos e fundos e nós não vemos coisa nenhuma. Dizem isto agora. Só pedem sacrifícios e quando acabam é preciso recomeçar os sacrifícios. Com toda a razão. Isto vale dez, vale vinte anos, não sei se chega a trinta. E como nós temos deficiências graves não vai ser fácil sair deste estado de economia rastejante. Se eu fosse chefe do Governo o que diria ao País é que o nosso grande problema é a economia.”

Toda a entrevista está AQUI.

FCP – Já só penso no Penta

Como costume e sem espinhas, o Tetra já cá canta e agora toca a pensar no Penta que ainda nos falta o bi-Tri, CARAGO!!!