CDS – O Paulo e o Nuno

O Nuno e o Paulo, ou o Paulo e o Nuno, já que aquele é que faz as despesas da campanha lá andam de feira em feira. Desta vez em Oliveira de Azeméis. Um empresário zeloso mandou parar a fábrica e juntou os trabalhadores em plenário para poderem ouvir os democratas cristãos, que juraram a pés juntos estar a favor das PMEs e contra os bancos das fraudes.
Nuno Melo não distribui propaganda, antes uns beijos e uns abraços pouco à vontade. Paulo Portas beija uma senhora que diz que sempre gostou muito dele mas não se lembra do nome. Dedicam a manhã à segurança e a tarde ao desemprego ! Estão a chegar a Aveiro terra acolhedora para as suas cores. Jaime Cortesão, do largo da minha adolescência, olha-os enigmático!

PMEs – A Falência da Platex

Numa altura em que a tesouraria é a grande preocupação e o grande problema das empresas, em particular das PMEs, porque as vendas estão em quebra acentuada mas os encargos são fixos, tudo o que possa ser feito pelo Estado para aliviar é fundamental.Por isso, cobrar o IRC por antecipação ou impor uma colecta mínima é, no quadro actual, devastador para a aflita tesouraria das PMEs .
Se se quer evitar que o desemprego dispare este ano em mais 100 mil pessoas, o governo tem aqui uma excelente oportunidade para intervir, suspendendo temporariamente estes métodos de cobrança fiscal.
Mas ,palpita-me, que esta medida ao mexer na receita fiscal e retirar dinheiro das mãos do governo é vista como pouco simpática.O governo prefere ter o dinheiro e poder distribuir à sua vontade.É uma forma de poder de que este governo não abdica.
E ainda outras medidas, como a entrada temporária do Estado no capital social até 30% que revenderia passados três anos; o apoio à criação de novas PMEs; a negociação com a Segurança Social do não pagamento das contribuições durante um ano; o incentivo às exportações para novos mercados fora da Europa e dos Estados Unidos…
Não há coragem de enfrentar a realidade.As PMEs são 280 000 empresas, e representam 50% do emprego! Onde estão as medidas de ajuda? Os cálculos feitos apontam que bastaria metade do que foi enfiado nos bancos!
Quero acabar este meu texto com um exemplo que é um crime, a que o João Paulo já dedicou atenção, neste blogue. A Platex empresa de fabricação de painéis de madeira, de Tomar, que exporta para todo o mundo, está fechada há vários dias.Falta dinheiro para comprar matéria prima, cerca de cinco milhões de euros .Tem encomendas. O Estado deve-lhe quatro milhões de euros, o suficiente para a fábrica arrancar! Não é preciso dizer mais nada quanto à política de ataque à crise por este governo!

Quanto tempo vai demorar até isto ser desmentido?

quique-flores

1) A SL Benfica SAD e o Sr. Enrique Sanchez Flores celebraram e mantêm em
vigor um contrato de trabalho válido até ao final da época desportiva
2009/2010;
2) A SL Benfica SAD e o Sr. Enrique Sanchez Flores têm estado a debater as
condições relativas à preparação da nova época desportiva;
3) A SL Benfica SAD não tem intenção de avançar com qualquer rescisão
unilateral
do actual contrato;
4) Não existem negociações em curso relacionadas com o contrato em vigor.

O comunicado, de hoje, enviado à CMVM, pode ser lido no site do SLBenfica. Sublinhados meus.

As escolhas de Sócrates para as eleições europeias

Tenho a convicção de que José Sócrates, ao seleccionar os candidatos do PS para as eleições europeias, subestimou os riscos de maus resultados. Do alto da arrogância e da imagem de autoconfiança em que é habitual empoleirar-se, não fez a leitura atenta do cenário em que actua; então, tratou de fabricar uma lista que lhe servisse pessoalmente, embora com eventuais palpites de indefectíveis – é legítimo suspeitar, por exemplo, que a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista tenha tido a mãozinha do amigo Correia de Campos, ambos identificados com o fiel subgrupo de Coimbra, e em oposição à facção ‘alegrista’ da cidade.  

Também, com semelhante leviandade, integrou na corrida “Nós, Europeus” Elisa Ferreira e Ana Gomes, em acumulação com o anúncio da candidatura de ambas às Câmaras Municipais do Porto e de Sintra, respectivamente. Contou que as duas autarquias estariam no papo.

Sempre confiante na inesgotável certeza da decisão, e beneficiando do grande vazio do PSD, deu como facto consumado que teria consigo a larga maioria dos eleitores; e com os actuais nomes da lista, ou com quaisquer outros, uma vitória rotunda jamais lhe escaparia.

Agora, tardiamente, dás sinais de começar a aperceber-se dos erros de cálculo – isto, num “grande” político, e ainda por cima engenheiro, não parece admissível. Estará, porventura, a despertar para os riscos da desastrada escolha, tão desastrada quanto tem sido a política de derivas de um governo dito socialista. Resolveu envolver-se em agitadas rondas pelo País, e até por Espanha, contando com o gesto de solidariedade recíproca do camarada Zapatero. Visa colmatar, assim, a tibieza de um Vital Moreira, mau comunicador, sempre cheio de estereótipos e vazio de ideias.

As eleições europeias, valha a verdade, nunca significaram grande coisa para parte substancial do eleitorado, em Portugal e em muitos outros países. Mas mesmo com menor participação, um mau resultado, como, por exemplo, o empate técnico com o PSD, é motivo mais do que suficiente para ferir os objectivos e a vaidade do Primeiro-Ministro. E tanto quanto um resultado adverso, as derrotas, muito prováveis, nas Câmaras do Porto e de Sintra converter-se-ão em obstáculos à ida de gente muito incómoda para Europa. A ser preterida, Jamila Madeira será, porventura, um caso, entre outros.

Sócrates corre, pois, o risco de acelerar a própria queda em dois papéis: como governante, que iniciará a caminhada da perda da maioria absoluta, e como camarada, que acabará por se confrontar com a mais do que provável contestação de alguns fiéis apoiantes. No PS, como é normal nos chamados partidos de governo, a fidelidade termina quando termina o tacho.

O embate entre o “novo” e o “velho” jornalismo

É um dos temas de actualidade quase permanente desde há uns dois ou três anos na comunicação social: o conflito ou a compatibilidade do jornalismo de papel e digital. Apesar de todas as opiniões, ideias e possibilidades que se abrem pontualmente, não há ainda uma posição mais ou menos consensual do caminho a seguir.

Não creio que haja tão cedo. Prova disso mesmo é a disparidade de opiniões manifestadas por diversos especialistas de jornalismo, estudiosos da comunicação e, acima de tudo, daqueles que vivem a profissão dia-a-dia, os jornalistas, dos mais experientes aos recém chegados à profissão.

Mark Fiore, cartonista que utiliza a animação nos seus trabalhos, além dos desenhos, criou um “combate” verbal entre o “velho e o novo” jornalismo para mostrar o conflito latente, cujo fim está longe de ser conhecido.

Vídeo:

A teimosia socrática afunda as PMEs

Há um conjunto de medidas já tomadas pela maioria dos países e ,insistentemente pedidas, a que, por pura cegueira, o governo não dá seguimento.Todas têm a ver com a Tesouraria de curto prazo das Pequenas e Médias empresas, elas sim criadoras de emprego.
As PMEs constituem mais de 95% do tecido produtivo nacional e representam mais de 50% do emprego.
O que levou o governo, tão apressadamente, a meter milhões no BPP, BPN e BCP, via CGD? Hoje percebemos que o governo não fazia ideia nenhuma do que íria encontrar naqueles buracos negros.A resposta modelo, é que serviu para proteger os depositantes e que a falência dos bancos teria efeitos sistémicos! Nada a ver com a defesa das grandes fortunas, com os brutais empréstimos no exterior e com o necessário “controlo dos prejuízos” que ainda ninguem conhecia e que poderia revelar grandes surpresas!
Mas as PMEs podem fechar uma a uma, deitando para o desemprego milhares e milhares de trabalhadores que o governo não revela ponta de preocupação.
Algumas das medidas são as que se seguem e que iremos descrever com pormenor durante a semana:
IRC e Pagamento especial por conta
Incentivos à contratação de pessoas
Prazos de pagamento
Exigências para os Investimentos Públicos
Exportar para Novos Mercados
Então fica encontro marcado!

Vital Moreira, entusiasmante e mobilizador*

A pose, a  atitude, o tom monocórdico não pressagiam nada de bom para o candidato do PS. Mas quando começa a falar, Vital Moreira revela-se mobilizador e entusiasmante, quase arrebatador. Como hoje no comício de Valongo:
««Saudamos a expressão do objectivo socialista assente na apropriação colectiva dos principais meios de produção e no exercício democrático do poder das classes trabalhadoras.
Saudamos a ampla instituição dos direitos e liberdades, designadamente das garantias pessoais e das liberdades políticas, o fim da distinção entre os filhos, a igualdade entre marido e mulher; os direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente das classes trabalhadoras: o direito ao trabalho, tal como o dever de trabalhar, a consagração do papel da educação na edificação da sociedade democrática e socialista e o objectivo de eliminar a sua função conservadora da divisão social do trabalho, a previsão de discriminações positivas a favor dos filhos dos trabalhadores no acesso à Universidade, a proeminência do ensino público sobre o ensino privado.
Saudamos a firme e ampla consagração do direito à greve, a proibição do lock-out, a liberdade sindical,
a participação dos trabalhadores na reestruturação do aparelho produtivo, o âmbito de poderes das comissões de trabalhadores, o controle operário.
Saudamos a defesa das nacionalizações e da Reforma Agrária, a extinção dos foros, da parceria e da colónia, o respeito pela posse da terra dos pequenos e médios agricultores, a admissão da não indemnização dos grandes capitalistas expropriados, a planificação democrática da economia.»

* Volto a publicar hoje este «post» porque, por lapso, não foi referido que estas afirmações de Vital Moreita, feitas na Assemblria da República, datam de… 3 de Abril de 1976.

De volta ao mar – Áreas protegidas marinhas


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

Bem prega Frei Tomás…

Manuela Ferreira Leite não gosta de comícios. Já sabíamos isso mas a presidente do PSD teve a amabilidade de nos informar. No entanto, nem ela pode acabar com todas as festas do género. Por isso, nada melhor que marcar presença na mais importante delas para a “nação laranja”: O Chão da Lagoa.

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – Maio 2009

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO é um espaço onde, mensalmente, publico uma posta sobre as melhores músicas, na minha opinião, que são lançadas no mercado. Algo que costumo fazer nos meus blogues desde 2006/7 e que nos últimos tempos apenas publicava AQUI. A partir de agora também no Aventar.

Aqui ficam as propostas do mês:

Miss Li – Dancing The Whole Way Home

Junior Boys – Begone Dull Care

Sophie Hunger – Monday´s Ghost

Julie Doiron – I Can Wonder What…

Bill Callahan – Sometimes I Wish…

BEnews2

Miguel Portas destacou ontem o emprego na campanha para as europeias. À porta da Platex MP alertou para a vigarice que está a ser praticada na empresa onde o lay-off é escandalosamente ilegal: há máquinas e trabalhadores, há encomendas… só falta o cash para a matéria-prima que, imaginem só a surpresa, alguém levou, sabe-se lá para onde: eu aponto o BPP.
Deixou ainda um convite para Sócrates e Vital Moreira: passem por cá, pela Platex.

Miguel Portas

Hoje, segunda-feira, Miguel Portas estará no fórum da TSF. Podem ouvir em directo!

Em jeito de comentário uma nota final – as eleições europeias vão ser como um dia de greve. Quando ela ocorre, só há dois lados – os que fazem e os que não fazem.
Os que fazem são referidos pelos sindicatos, são os que estão do lado de quem a convoca.
Os que não fazem, são argumento para a entidade patronal.

Nas europeias vai ser assim: quem vota no PS está a assinar por baixo toda a política do Governo.
Quem não votar PS está a fazer uso do voto de protesto.
Só há dois lados e Miguel Portas fez bem, ontem, ao apelar ao voto de Protesto!

Se quiser acompanhar o Miguel Portas pode também visitar o blog sem muros.

A escola está pior que há um ano

Quem o diz é António Barreto no Público.

Aplicadores (Texto de António Barreto no Público de 24 de Maio de 2009)

Aplicadores (Texto de António Barreto no Público de 24 de Maio de 2009)