Bijan, Beverly Hills – A loja preferida de José Sócrates


A Bijan, em Beverly Hills, é a loja preferida de José Sócrates. Pelo menos, é o que diz o «i», referido hoje pelo Tiago Mota Saraiva do «5 Dias». Uma loja para ricos, onde se entra com hora marcada e sem mais ninguém lá dentro, e onde um fato pode chegar aos 8 mil contos.
O que é que tem?, perguntar-me-ão. Isso pertence à vida privada do primeiro-ministro, dirão. Confesso que não tenho nada a ver com isso. Não tenho nada a ver com o facto do primeiro-ministro de Portugal evidenciar há muito sinais exteriores de riqueza. Não tenho nada a ver com o facto de alguém que nunca trabalhou fora da política, à parte uns projectos manhosos nos anos 80, ter tanto dinheiro para utilizar nestes luxos.
Confesso, é inveja minha. Eu também gostava de ir à Bijan, em Beverluy Hills.

O PS é o Estado, segundo Elisa Ferreira

 
Elisa Ferreira esteve ontem em campanha no bairro do Viso, no Porto. Para além de dizer que só vai ao Parlamento Europeu «dar o nome» e que volta logo, disse esta pérola como remoque a Rui Rio: «Pintaram os bairros sociais mas esqueceram-se de dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS.»
Assim mesmo. Textualmente, como transcreve a edição de hoje do «Jornal de Notícias».
Então, o dinheiro do Estado é do PS? Então, o PS é o Estado?
Parece que sim.
«L’État c’est moi!», e nem Luis XIV diria melhor.

O equílibrio maldito


O que se está a passar com José Sócrates e Dias Loureiro é de uma gravidade extrema. Há muito que ultrapassou as circunstâncias pessoais ou mesmo funcionais das personagens, cavando cada vez mais fundo na credibilidade das instituições fundamentais da Democracia e do Estado de Direito!
Já não é o caso ou casos tomados “de per si” que minam os alicerces da Democracia, é este acumular de suspeitas, de miseráveis explicações, de esquecimentos, amnésias parciais e temporais, o que foi ontem deixa de ser amanhã, como de um encadeamento engendrado por mentes que nunca fizeram outra coisa. Escondendo-se no poder que exercem, fazem de conta que tudo não passa de campanhas negras.
Não sei se são campanhas negras, nunca me pronunciei sobre a eventual culpa de qualquer deles, mas já não é isso que realmente importa. Ou melhor, deixe-se a eventual culpa para a Justiça. O que importa, o que nos importa é que esta situação prejudica gravemente a nossa vida comum, a capacidade dos próprios de exercer as altas funções em que ambos estão investidos.
É isso que nos devia preocupar a todos. É isso que chama a atenção para o silêncio ensurdecedor dos partidos e das mais altas instituições do Estado.
O PS não se pronuncia enquanto Sócrates for o abono de família. Iniciou um movimento de ataque a Dias Loureiro tentando colá-lo ao PR e ao PSD, mas logo percebeu que isso íria tirar o PSD da sua “atitude de Estado”! Não se pronunciar enquanto o caso estiver nas mãos da Justiça. Mas não deixa de ter o assunto em “lume brando” na Comissão de análise ao caso BPN.
O que temos é PS e PSD “ligados como dois irmãos siameses” sabendo que se salvam juntos ou nenhum se salva. Ora, esta evidente cumplicidade só aponta para um caminho e para uma decisão. Vai tudo para o segredo dos arquivamentos. Mas quem fica “arquivado” para sempre é tambem o Estado e a sua credibilidade perante os cidadãos. Não há pior final!

O Jugular e o Causa Nossa: Quem se quer, encontra-se sempre!

Finalmente, o «Jugular» e o «Causa Nossa» encontraram-se. Quem muito se quer encontra-se sempre e eles lá estão, juntinhos, no Blogómetro, separados apenas por um tal de cu-cu.
Podem confirmar em http://weblog.com.pt/portal/blogometro. Mas terão de abrir o top 100, porque se se ficarem pela tabela geral (top 25), nem vê-los.
Já agora, para evitar remoques desnecessários, digo já que nós estamos um bocadinho mais abaixo. Mas isso tem fácil explicação: só temos um mês de vida e não temos como timoneiro um candidato ao Parlamento Europeu ou uma primeira-dama. Apenas e só um Puto Charila, o que, ainda assim, sempre é melhor do que ter um escaganifobético.

À beira dele, Manuela Moura Guedes é um anjinho


Jornalista Luís Carlos Prates num recente «Jornal do Almoço de Santa Catarina» da RBS – Rede Brasil Sul de Comunicação

BPP – A táctica do segredo

Há milhares de clientes que juram a pés juntos que foram enganados.Que lhes venderam “gato por lebre”.Há relatórios que informam sem margem para dúvidas que os clientes foram ,objectivamente,prejudicados.Papéis de investimento “saudáveis” trocados por papéis “tóxicos” a favor do banco e em prejuízo da carteira dos clientes. As instalações do BPP no Porto (sempre a nobre cidade…) são tomadas por clientes que exigem ter informações sobre o que se passa no banco. Eles já perceberam que a táctica é não haver informações.Tudo está a ser cozinhado nos gabinetes entre um grupo restrito de pessoas que controlam a Privado Holding (PH) que detém 100% do BPP. Entretanto, o governo e as suas instituições de controle (BdP,CMVM e Ministério das Finanças) manietado pelos interesses em jogo e, muito principalmente, pelas eleições aí à porta,vai deixando escapar umas “opiniões” sem autor a ver como reage o pessoal.Estamos de acordo em pagar as “manigâncias”? A actual administração toma a decisão de suspender os pagamentos aos clientes o que é, imediatamente, tomado como sinal de que o governo vai deixar cair o banco, o que a PH considera um erro.A CMVM impõe à actual administração que nos cenários a apresentar equacione a liquidação, o que índicia que até agora o cenário é ” a massa vai chegar”!Entretanto, a Assembleia Geral convocada, na sua Ordem de Trabalhos, nem sequer considerava a discussão das responsabilidades da Administração presidida por João Rendeiro e de anteriores responsáveis .E, ao fim destes seis meses de reuniões e de falta de informação o que é extraordinário é que não está ninguem preso!Nem sequer há arguidos!Mas há pessoas espoliadas!É ou não extraordinário!

Portugal aos olhos da The Economist

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Os portugueses estão abatidos e desanimados com a sua vida. Ponto. Não são necessárias muitas linhas para a The Economist descobrir o fado. Numa das suas recentes edições, a prestigiada revista económica britânica olhou para Portugal. Para os dados económicos, sobretudo. Numas penadas mostra o país a quem andou distraído.

O que diz a revista? Que os portugueses estão deprimidos com o desemprego, insatisfeitos com a vidinha e pessimistas. Que a crise não nos atingiu tanto como a Espanha ou Irlanda mas temos problemas mais graves. Que desatamos, no passado, a pedir dinheiro emprestado para comprar casas, carros e “bilhetes de avião” (vão lá ver, que dizem isso mesmo). Crédito fácil, balança comercial negativa em crescimento e produtividade em baixa, além da quebra nas exportações, levou o país a perder fulgor económico.

E agora, neste cenário, o que sugere a Economist que façamos? Flexibilizar as leis laborais, reduzir a burocracia, uma classe trabalhadora com melhor educação, mais concorrência e menos Estado. Tudo fácil de concretizar, pois. Lembram-nos ainda que o FMI já tinha indicado que os nossos problemas são domésticos e não globais. Obrigado, também já calculávamos.

À revista não escapou a ‘campanha negra’ de Sócrates, nem a “ineficiência e os atrasos do sistema judicial”. Curioso é que a publicação não aponta o Freeport, que surge identificado como “centro comercial”.

O retrato não é famoso. Vê-se que o texto podia ter ido mais longe mas não havia mais espaço. O país é pequeno e não é coisa para merecer mais que o papel está caro. Mudemos de páginas, pois, a caminho de outro país.

Bancos – a armadilha

O governo está a experimentar do veneno que criou.Ousou brincar aos banqueiros com o BCP, utilizou o dinheiro da GGD para obter condições accionistas que lhe permitiram controlar o banco e colocar lá os seus homens.Para isso, apoiou finos negócios de muitos milhões, em condições que nos vão custar muito caro como já se viu em alguns casos que vieram a público.Se tudo tivesse corrido bem, isto é, a dar lucros fabulosos, bem a coisa passaria despercebida, mas a coisa deu para o torto e o governo paga com “língua de palmo” a sua incompetência na matéria.Aplica-se aqui o velho aforismo “não vá o sapateiro além da chinela”! Ceguinho, inebriado com o seu novo papel de banqueiro ,antecipou-se a uma solução privada para o BPN sem perceber que estava “à beira do precípicio”.Já vai em 2 000 milhões e não sabe o que fazer ao buraco em que se meteu. Como nas corridas “de estafeta” os bancos vão passando para o governo ceguinho tudo o que seja prejuízo, que já não teve condições de se manter fora do vespereiro BPP, metendo lá muita “massa” e as garantias necessárias para convencer os verdadeiros banqueiros a envolverem-se na coisa! Agora, vem o “i” e dá-nos a notícia, ansiosamente escondida , que o governo ceguinho já tinha metido 200 milhões no banco Finansia.O pobre do Ministro das Finanças dá uma explicação “técnica”.Trata-se de apoiar a Tesouraria do banco!
Pois, transparente e tudo explicado!